Resenha: Poemas Escolhidos – Emily Dickinson

Sempre quis ler a obra poética de Emily Dickinson, mas é bem difícil encontrar edições brasileiras com poemas traduzidos da autora norte-americana. Porém, uma amiga que faz pós-graduação comigo (obrigada, Amanda ❤) me emprestou essa edição bilíngue da L&PM Pocket, com mais de 100 poemas da autora. O livro é bem curtinho, com apenas 123 páginas, e os poemas de Emily são bem diferentes de tudo que já li. O que eu gostei dessa edição é que, por ser bilíngue, é possível conferir cada detalhe da tradução de Ivo Bender.

Resenha: Poemas Escolhidos - Emily Dickinson

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Eu não leio tanta poesia – confesso que não acho uma leitura fácil, preciso de muita concentração – mas o estilo da autora me conquistou. Emily Dickinson é considerada um dos grandes nomes da lírica norte-americana do século XIX, assim como Walt Whitman, que escreveu Folhas de Relva. E o mais triste é que a autora não foi reconhecida em vida: somente depois de sua morte (e muitos anos depois) foi considerada uma grande poetisa, quando sua irmã encontrou mais de 1700 poemas de Emily que estavam escondidos.

À noite, como deve sentir-se solitário o vento
Quando todos apagam a luz
E quem possui um abrigo
Fecha a janela e vai dormir.

Ao meio-dia, como deve sentir-se imponente o vento
Ao pisar em incorpórea música,
Corrigindo erros do firmamento
E limpando a cena.

Pela manhã, como deve sentir-se poderoso o vento
Ao se deter em mil auroras,
Desposando cada uma, rejeitando todas
E voando para seu esguio templo, depois. (p.39)

Os poemas de Dickinson parecem confusos à primeira vista, mas depois de ler mais a respeito da autora, é quase como se conseguíssemos visualizar seus pensamentos. Os poemas muitas vezes são leves, refletindo a respeito da natureza, as pequenas coisas do dia a dia, a fluidez do tempo; porém, em outros, Emily mostra seu ponto de vista sobre a morte, tensões psicológicas e, sobretudo, a finitude da vida. São poemas que não se encaixam em uma categoria específica: por muito tempo, especialistas tentaram classificar sua obra, mas ela é muito complexa para ser definida em apenas uma categoria.

Resenha: Poemas Escolhidos - Emily Dickinson

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

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Ela também utiliza uma linguagem sensível e distante de regras da poesia (quando falamos em métrica e rima). Muitos a consideraram uma poeta ruim, com pouco domínio sobre as palavras, mas na verdade ela tentava romper com os padrões e, com um formato livre, expelir suas angústias, principalmente em relação a se “sentir presa” em sua própria vida.

O “eu”, por trás de nós oculto,
É muito mais assustador,
É um assassino escondido em nosso quarto,
Dentre os horrores, é o menor. (p.57)

Emily Dickinson é uma escritora importante e que deve ser lida e relida diversas vezes, da mesma forma que Katherine Mansfield ou Clarice Lispector. Se você gosta de poesia, fica a sugestão! 🙂

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Resenha: Poemas Escolhidos - Emily Dickinson

Título original: Selected Poems Of Emily Dickinson
Autora: Emily Dickinson
Editora: L&PM Pocket
Número de páginas: 123
Ano: 2007
Gênero: Poesia
Nota: 


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Isabela Zamboni


Resenha: Perdida: Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras do Tempo – Carina Rissi

Resenha: Perdida: Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras do Tempo - Carina Rissi

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Sempre gostei muito de romances com viagem no tempo. É uma combinação um pouco difícil de ser encontrada, portanto, quando comecei Perdida estava bem empolgada (ainda mais por ter ouvido / lido tantas críticas positivas).

O livro conta a história de Sofia Alonzo, uma jovem dos anos 2000 que tem dificuldade para se encaixar. Ela acaba levando os dias no automático, sem nenhum acontecimento relevante. Tudo muda na vida da garota quando ela acaba caindo – literalmente – no século XVIII e conhecendo o cavalheiro Ian Clarke – lindo, responsável, educado, entre outros atributos.

– Vejo que está um pouco atordoada! Vamos até minha casa. Descanse um pouco e, depois que falar com o médico, prometo que farei o possível para ajudá-la, está bem? – sua voz baixa e rouca, olhos intensos, não me deixaram outra escolha.

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Podemos perceber o trabalho de pesquisa de Carina Rissi para tentar descrever ao máximo os modos, costumes, roupas, trejeitos e linguagem de séculos atrás, porém… o fato de não ter abordado de forma alguma a questão da escravidão me deixou um pouco decepcionada. Sei que não é o foco do livro – de forma alguma – mas é uma questão delicada que vale MUITO ser abordada, principalmente se levarmos em conta o papel social dos autores.

A dinâmica dos personagens é bem divertida: Sofia e Ian têm seus momentos de briga e redenção, brincadeiras, silêncios, assim como qualquer outro casal. Na história, ninguém é “perfeito” (exceto Elisa e sua postura invejável? haha), o que gera uma identificação com o público.

– Sabe, Ian, você é muito estranho!

– Sem querer ofendê-la, senhorita, o mesmo se aplica a você!

É um livro extremamente leve, de leitura fácil e rápida: as quase 400 páginas passam voando! Isso é bom para atrair um público mais jovem que, sem dúvidas, é o desejo de Carina. Apesar de divertido, o livro perde um pouco a identidade: o romance de época ganha uma pegada conto de fadas com pinceladas softporn e deixa o leitor um pouco confuso.

Resenha: Perdida: Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras do Tempo - Carina Rissi

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Talvez por Perdida ser mais antiguinho, acredito que alguns comentários que reforçam estereótipos – feitos pela personagem principal – não passariam das mãos dos editores. É o caso de alguns trechos em que Sofia reclama de seu cabelo “de vassoura” e faz outros comentários como “fulana tem o corpo perfeito”, e esse tipo de coisa. Além disso, o fato de Sofia querer “largar tudo” para ficar com um cara que ela acabou de conhecer me deixou um pouco incomodada.

Abracei-o mais forte, querendo que o tempo parasse, que a vida não seguisse em frente, que nossa dança nunca terminasse.

Com diversos núcleos que ainda podem ser explorados, Perdida já conta com mais três sequências: Encontrada, Destinado e Prometida. O projeto de adaptação do livro para os cinemas está embargado. Até então, a data de estreia seria o primeiro trimestre de 2017, porém, nenhuma novidade foi divulgada.

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Resenha: Perdida: Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras do Tempo - Carina RissiTítulo original: Perdida: Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras do Tempo
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus Editora
Número de páginas: 364
Ano: 2013
Gênero: Romance
Nota: 


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Melissa Marques


Resenha: O Que Tem na Geladeira? – Rita Lobo

Desde que comecei a buscar uma vida mais saudável, muitas dúvidas me perseguiam. Como me alimentar corretamente? Quais alimentos são mais saudáveis? De quanto em quanto tempo devo comer? A internet traz um milhão de informações a respeito, mas sempre de forma contraditória. A verdade é que cada corpo é de um jeito e não temos como saber com precisão, somente com ajuda profissional. Mas depois que comecei a ler mais dicas no site da Rita Lobo, percebi que existe uma forma bem melhor de se alimentar.

Resenha: O Que Tem na Geladeira? - Rita Lobo

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

A partir disso, resolvi comprar o livro O Que Tem na Geladeira?, que nada mais é do que uma compilação de receitas do site e do canal do YouTube da Rita. O livro contém mais de 200 receitas saudáveis, todas com alimentos naturais e fáceis de encontrar no supermercado. O próprio nome já diz tudo: você abre sua geladeira, vê o que encontrou e a partir disso consegue criar receitas deliciosas e bem práticas, gastando pouquíssimo tempo.

Estou tentando diminuir meu consumo de carne, então esse livro foi uma mão na roda. Sei que existe o canal do YouTube, as receitas estão disponíveis online, mas é muito bom poder manusear e folhear o livro, encontrando “a receita perfeita” e ir consultando conforme vou cozinhando. Sem contar que o livro ensina não somente receitas, mas as melhores formas de utilizar os alimentos.

Resenha: O Que Tem na Geladeira? - Rita Lobo

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

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O Que Tem na Geladeira? também apresenta a principal diferença entre os alimentos: os minimamente processados, os ultraprocessados e também aquilo que chamamos de “comida de verdade”. Você pode conferir todas essas explicações detalhadas lá no site do Panelinha. Aprender mais sobre alimentação e entender como funciona o armazenamento e venda dos produtos no mercado finalmente me fez perceber como eu comia errado e que isso pode trazer problemas de saúde no futuro.

Claro que cozinhar o tempo todo cansa – dá muito trabalho, suja louça e você precisa ter tempo livre – mas o resultado é espetacular. Você começa a perceber as mudanças no seu corpo em pouco tempo, sem contar que ter uma alimentação mais natural ajuda a “desviciar” dos açúcares e conservantes que estão presentes em praticamente TUDO o que comemos.

Resenha: O Que Tem na Geladeira? - Rita Lobo

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

O livro da Rita Lobo é mais como um manual: na hora que você precisa consultar alguma receita ou informação, ele está lá para te ajudar. Recomendo bastante, principalmente para quem procura um método alternativo (e saudável!) de alimentação no dia a dia.

Resenha: O que tem na geladeira? - Rita LoboTítulo original: O Que Tem na Geladeira?
Autora: Rita Lobo
Editora: Senac
Número de páginas: 352
Ano: 2016
Gênero: Culinária
Nota: 


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Isabela Zamboni


Resenha: A Arte de Escrever Bem – Dad Squarisi e Arlete Salvador

O livro A Arte de Escrever Bem, de Dad Squarisi e Arlete Salvador, é um excelente guia para quem está começando a faculdade de jornalismo. Se eu tivesse lido esse livro lá em 2009, quando comecei o curso, com certeza teria me ajudado bastante.

Resenha: A Arte de Escrever Bem - Dad Squarisi e Arlete Salvador

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Se você busca um livro para escrever melhor em qualquer situação, ou procura dicas gramaticais para melhorar sua escrita, A Arte de Escrever Bem pode te ajudar em partes. A obra traz informações sobre construção de frases, ensina como deixar um texto bem escrito, além de dicas imprescindíveis para montar um trabalho de qualidade, mas sempre com foco no texto jornalístico. Então, se você não quer trabalhar na área ou busca outro tipo de conhecimento gramatical e/ou linguístico, o livro pode não suprir suas expectativas.

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Mesmo trabalhando na área há alguns anos, algumas dicas do livro iluminaram meu ponto de vista em relação a como melhorar os textos. Jornalistas, na maioria das vezes, acabam aprendendo a escrever bem com a prática e o treino, mas na correria do dia a dia esquecem de enriquecer a linguagem e buscar a melhor forma de transmitir a informação ao leitor.

Dad Squarisi é professora de português e ensina de um jeito bem divertido algumas regrinhas para escrevermos com mais atenção. Por exemplo:

  • Seja natural: imagine que o leitor esteja à sua frente ou ao telefone conversando com você;
  • Seduza: vá direto ao assunto e comece pelo mais importante;
  • Prefira frases curtas e opte por palavras curtas e simples;
  • Restrinja a entrada de adjetivos;
  • Seja conciso;
  • Procure escrever frases harmoniosas;
  • Busque a clareza e teste a legibilidade do texto.

Em cada um desses tópicos, a autora complementa com exemplos claros e fáceis de entender. Vale muito a pena!

Além das dicas para escrever bem, a autora e jornalista Arlete Salvador complementa o livro com explicações sobre os gêneros jornalísticos. Apresentando muitos exemplos de diferentes jornais brasileiros, ela aponta o que é reportagem factual, grande reportagem, como é trabalhar nas grandes redações, fala sobre diagramação, a temida “faca dos editores”, os “jargões” jornalísticos, como traçar perfil do entrevistado e muito mais. Para quem está no começo da profissão ou ainda é estudante, é uma ótima forma de começar a compreender o universo do jornalismo e como ele funciona (ou costumava funcionar) nos grandes veículos de comunicação.

Resenha: A Arte de Escrever Bem - Dad Squarisi e Arlete Salvador

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

A única coisa que me deixou um pouco incomodada foi que a obra é datada. Apesar da grande experiência da jornalista Arlete Salvador (já trabalhou no Estadão, Veja, Correio Braziliense) e dos inúmeros exemplos de reportagens apresentadas, o livro é de 2004 e alguns exemplos datam de 1987! O jornalismo digital praticamente nem aparece aqui e a forma de trabalhar mudou completamente nos últimos anos (quem trabalha na área deve saber!). Com o grande boom das redes sociais e do compartilhamento de conteúdo online, muito do que foi ensinado no livro já não existe mais ou se transformou. O livro fala muito sobre jornal impresso e revistas, mas pouco explica sobre televisão, rádio, internet e outras mídias. A velocidade das informações e o comportamento do leitor mudou de forma significativa nos últimos anos, principalmente com o uso de smartphones e tablets. Sendo assim, fica complicado levar como “verdade” alguns exemplos oferecidos no livro.

Concluindo: esse livro curtinho é bem prático e uma ótima opção para estudantes e jornalistas recém-formados, mas precisava de uma pequena reestruturação e mais informações sobre as novas formas de produzir conteúdo, principalmente fora dos grandes veículos.

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

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Resenha: A Arte de Escrever Bem - Dad Squarisi e Arlete Salvador

Título original: A Arte de Escrever Bem
Autoras: Dad Squarisi e Arlete Salvador
Editora: Contexto
Número de páginas: 211
Ano: 2015
Gênero: Letras/Comunicação
Nota: 


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Escrito por:

Isabela Zamboni


Resenha: Para educar crianças feministas: Um manifesto – Chimamanda Ngozi Adichie

Para educar crianças feministas: Um manifesto - Chimamanda Ngozi Adichie

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Para educar crianças feministas foi escrito, primeiramente, em formato de carta: uma amiga da autora pediu conselhos sobre como educar uma criança de forma feminista. Chimamanda, então, escreveu 15 pontos que acredita serem indispensáveis para que – ao criar um filho ou uma filha – suas ideias sejam mais igualitárias. Depois de editada, a carta acabou virando um manifesto, publicado como livro em diversos países do mundo. Para educar crianças feministas chegou ao Brasil através da Companhia das Letras.

Ao dizermos que os pais estão “ajudando”, o que sugerimos é que cuidar dos filhos é um território materno, onde os pais se aventuram corajosamente a entrar. Não é. (p. 20)

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No livro,  autora explica algumas premissas simples que, ao meu ver, servem para qualquer pessoa – independente de gênero, cultura, classe econômica etc – e que ajudariam na formação de uma sociedade mais justa. Casamento, filhos, misoginia, racismo, papéis de gênero, identidade, dinheiro, sexo, beleza, amor, diferenças… Todos esses temas estão presente na obra.

Ensine a ela que “papéis de gênero” são totalmente absurdos. Nunca lhe diga para fazer ou deixar de fazer alguma coisa “porque você é menina”. “Porque você é menina” nunca é razão para nada. Jamais. (p. 21)

A temática principal – o feminismo – é atual e urgente. A forma com que Chimamanda aborda o assunto é didática e cheia de exemplos próprios: ela cita seus amigos, conhecidos, além de exemplos da cultura Igbo, que deixam o manisfesto ainda mais verídico e completo.

Diga-lhe que o corpo dela pertence a ela e somente a ela, e que nunca deve sentir a necessidade de dizer “sim” a algo que não quer ou a algo que se sente pressionada a fazer. (p. 65)

Por ter sido escrito primeiramente para uma amiga, o livro acaba fazendo um recorte bastante interessante: o da mulher negra nigeriana. E o mais interessante é que, mesmo com certas especificidades, o manifesto acaba sendo de fácil compreensão e assimilação.

Chimamanda cutuca feridas e faz indagações supernecessárias.

Temos um mundo cheio de mulheres que não conseguem respirar livremente porque estão condicionadas demais a assumir formas que agradem aos outros. (p. 49)

Por fim, para mim, um dos parágrafos mais importantes do livro é o seguinte, que nos ensina e relembra a necessidade da empatia:

Ensine-lhe sobre a diferença. Torne a diferença algo comum. Torne a diferença normal. […] Ao lhe ensinar sobre a diferença, você a prepara para sobreviver num mundo diversificado. Ela precisa saber e entender que as pessoas percorrem caminhos diferentes no mundo e que esses caminhos, desde que não prejudiquem as outras pessoas, são válidos e ela deve respeitá-los (p. 76 – 77)

É um daqueles livros que temos vontade de sair emprestando e presenteando, principalmente quem está para se tornar pai/mãe! Leitura obrigatória para tentarmos entender e construir um mundo mais igualitário.

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

LEIA TAMBÉM

Para educar crianças feministas: Um manifesto - Chimamanda Ngozi AdichieTítulo original: Dear Ijeawele, or A Feminist Manifesto in Fifteen Suggestions
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 96
Ano: 2017
Gênero: Sociologia
Nota:


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Escrito por:

Melissa Marques


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