Resenha: O Hobbit – J. R. R Tolkien

Resenha: O Hobbit - J. R. R Tolkien

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Decidi que O Hobbit seria minha primeira leitura do ano. Queria algo leve, divertido e, ao mesmo tempo, épico! E eu não poderia ter feito escolha melhor que a história de Bilbo Bolseiro!

Acabei assistindo os filmes d’O Hobbit antes de ler o livro. Não gosto muito de fazer isso (acho que corta a nossa criatividade), mas aconteceu. Por outro lado, achei divertido imaginar as cenas com o ator Martin Freeman (amo!).

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Um dos personagens que mais me surpreendeu positivamente durante a leitura foi o Gollum (Smeagol). Ele consegue transmitir perfeitamente sentimentos de enclausuramento, loucura, distanciamento social… principalmente se levarmos em conta suas linguagens: falada e corporal. Apesar de ser uma criatura “maligna”, tive pena.

Gollum

Meu maior desapontamento ficou com Gandalf: sou fã do mago nos filmes, mas em O Hobbit… MEU DEUS, QUE PESSOA CHATA! Tenho certa dificuldade com magos que somem e aparecem, deixam enigmas, não respondem o que você pergunta… A situação já não é das melhores e o cara ainda dificulta. HAHAHA (É claro: em diversos momentos ele foi “a salvação” do grupo, mas não é, necessariamente, uma pessoa legal). Talvez a palavra que defina bem a personalidade de Gandalf seria: austero#Polêmicas.

Gandalf

A narrativa de Tolkien é muito fácil de assimilar, pelo menos em O Hobbit (dizem que fica mais “difícil” nos livros d’O Senhor dos Anéis). Tem ótimos diálogos, entonações divertidas (ideais para quem curte ler em voz alta, por exemplo), e descrições na medida certa: nada cansativas, ao contrário, são relevantes e maravilhosas!

Resenha: O Hobbit - J. R. R Tolkien

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

As músicas e poemas criados para o livro, além de incrementá-lo, são obras à parte, e também emocionam. A tão famosa língua élfica elaborada por J. R. R Tolkien não teve grande destaque na obra – exceto em algumas inscrições no mapa que Gandalf carrega consigo. Espero que nos outros livros o assunto seja mais aprofundado!

O Hobbit é, além de uma incrível aventura, uma história sobre arriscar-se. Sair da zona de conforto (por melhor que ela seja). Abraçar o mundo, sua vastidão e todas as oportunidades fora do Condado 🙂 Deve ser por isso que, mesmo depois de tantos anos após seu lançamento, o livro continua cativando crianças e adultos.

Bilbo Bolseiro

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Resenha: O Hobbit - J. R. R Tolkien

 

Título original: The Hobbit
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: WMF Martins Fontes
Número de páginas: 297
Ano: 2011
Gênero: Fantasia / Aventura
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Melissa Marques


Resenha: Arábia – A Incrível História de um Brasileiro no Oriente Médio – Rafael Coelho e Raiam Santos

O livro Arábia – A Incrível História de um Brasileiro no Oriente Médio, é um relato autobiográfico de Rafael Coelho, que teve a incrível experiência de cursar mestrado na Arábia Saudita. Por não fazer ideia de como seria essa “aventura”, o autor escreveu um livro para mostrar aos jovens o quão interessante é conhecer outras culturas, além de desmistificar vários preconceitos contra um país do Oriente Médio que, muitas vezes, é visto como “terrorista”.

Com uma linguagem bem descontraída e jovial, Rafael conduz os leitores por essa experiência gratificante, além de contar todos os pormenores de um país com regras, morais e costumes tão diferentes do Brasil. O livro é voltado especialmente para jovens que ainda têm dúvidas sobre faculdade, futuro e experiências de intercâmbio. Aqui, de forma bem divertida, Rafael aconselha todos a saírem da zona de conforto e buscarem seus sonhos, por mais difíceis que eles pareçam.

Resenha: Arábia - A Incrível História de um Brasileiro no Oriente Médio - Rafael Coelho e Raiam Santos

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Além de conferir sua trajetória saindo do Brasil, e os receios do autor em largar tudo e morar “no meio do nada”, conhecemos também fatos curiosos sobre a Arábia Saudita. Eu desconhecia vários e achei bem interessante aprender tanto sobre esse país, que para muitos é quase “um outro mundo”. Não sabia que os shoppings eram locais de “azaração”; sabia que o país tinha uma influência religiosa bem forte, mas nem imaginava que eles eram obrigados a rezar cinco vezes ao dia; não tinha a menor ideia de que existe uma polícia religiosa; muito menos poderia conceber que mulheres não podem dirigir. Essas e outras curiosidades fazem parte de Arábia, com relatos que me lembraram bastante o o estilo “jornalismo gonzo”, com muitas gírias e impressões bem pessoais do escritor.

Logo no começo, Rafael já explica um pouco sobre sua trajetória acadêmica, sua estrutura familiar e o que o levou a embarcar nessa “aventura”. O que eu gostei no livro foi a coragem do autor em mostrar como ele tinha preconceitos, mas que morar no Oriente Médio o fez crescer bastante como pessoa. A convivência com outros estudantes, de culturas totalmente diferentes, também serve como um incentivo para quem está em busca de experiências no exterior e procura áreas de estudo bem promissoras.

Resenha: Arábia - A Incrível História de um Brasileiro no Oriente Médio - Rafael Coelho e Raiam Santos

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O livro tem partes bem engraçadas – por conta da linguagem descontraída – e com certeza se você já foi (ou é) universitário, vai se identificar com algumas passagens. Afinal, imagina viajar sabendo que não vai poder beber nem um gole de cerveja? Na Arábia é proibido o consumo de álcool. Não é fácil, amigos! Haha! Rafael conta também que, atualmente, já conheceu 68 países. Confesso que fiquei com uma invejinha e com muita vontade de viajar.

Arábia também tem a participação de Raiam Santos, amigo de Rafael que o ajudou bastante com a ideia e criação do livro. Ao final, o autor faz uma dedicatória ao amigo, que é um escritor best-seller na Amazon, por conta de seu e-book Hackeando Tudo: 90 Hábitos Para Mudar o Rumo de Uma Geração.

Só uma coisa me incomodou: a estrutura do livro. Como são frases muito curtas, em alguns momentos me senti lendo um texto no Medium ou em algum blog. Entendo que essa era a proposta do autor, mas ainda assim acredito que faltaram mais parágrafos e um estilo, para nos lembrar que Arábia é um livro. A linguagem descontraída demais também causa um certo estranhamento, mas nada que incomode pelas 155 páginas. Algumas ideias do autor não bateram tanto com as minhas, mas isso é o mais incrível do universo literário: conhecer outros pontos de vista e aprender com eles.

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Essa resenha é um publieditorial, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

Resenha: Arábia - A Incrível História de um Brasileiro no Oriente Médio - Rafael Coelho

 

Título original: Arábia – A Incrível História de um Brasileiro no Oriente Médio
Autor: Rafael Coelho e Raiam Santos
Número de páginas: 155
Ano: 2017
Gênero: Biografia
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Isabela Zamboni


Resenha: As Virgens Suicidas – Jeffrey Eugenides

As Virgens Suicidas foi um daqueles casos em que assisti ao filme primeiro. Porém, como vi o filme de Sofia Coppola há alguns anos, resolvi começar o livro do autor Jeffrey Eugenides agora, depois de “esquecer” a história. E o resultado é gratificante: essa obra da literatura norte-americana contemporânea é fantástica!

Resenha: As Virgens Suicidas - Jeffrey Eugenides

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Não vou dizer que foi uma leitura rápida e prazerosa. Não porque o livro é ruim – longe disso – mas porque a carga emocional da história é grande. O título já deixa bem claro o que acontece no livro: um grupo de meninas de uma pequena cidade norte-americana se suicida. Elas são todas irmãs e, por conta da repressão dos pais, acabam tirando a própria vida. Isso já é contado desde o comecinho do livro, portanto, não é um spoiler!

A história das irmãs Lisbon é contada pelo ponto de vista de vários garotos, que são vizinhos das meninas. O interessante mesmo é o papel do narrador no livro de Eugenides: não sabemos exatamente qual dos garotos que narra ou quem ele é, ou seja, o narrador é um coro, diversas vozes narrativas englobadas em uma só.

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A mãe das garotas era muito rígida, religiosa e superprotetora. O pai, o Sr. Lisbon, é professor de matemática e segue as regras impostas pela Sra. Lisbon. Isso significa que as meninas praticamente não saem de casa, não se relacionam com pessoas que a mãe não autoriza, não podem usar as roupas que têm vontade e, principalmente, são privadas de uma juventude cheia de descobertas.

O tom do livro é melancólico e ao mesmo tempo, recheado de lirismo. O autor consegue conduzir a narrativa de uma maneira suave, mesmo tratando de um tema tão pesado. As Virgens Suicidas é um deleite: cada vez mais queremos conhecer a vida das garotas Lisbon, entender a obsessão dos garotos por elas e, principalmente, entender por que aquelas meninas se suicidaram.

Além da história de cada garota, também somos apresentados a personagens que faziam parte do subúrbio em que a família Lisbon morava. Conhecemos garotos que se relacionaram com as meninas; vizinhos que ficaram mortificados com a história da família; durante a história conferimos relatos de professores, policiais, psicólogos e diferentes pessoas que viveram durante o período do suicídio; entre tantos outros personagens secundários que dão sustância à história.

Resenha: As Virgens Suicidas - Jeffrey Eugenides

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Apesar de a sensação de tristeza constante – eu me sentia bem mal durante algumas partes do livro – As Virgens Suicidas é um livro complexo e também bem importante. Não apenas vemos as garotas Lisbon pelo ponto de vista de garotos, mas também acompanhamos uma parte essencial da história norte-americana na década de 70. É um livro fenomenal e pode ter certeza que serão 232 páginas que marcarão um pedacinho da sua vida.

LEIA TAMBÉM

Resenha: As Virgens Suicidas - Jeffrey EugenidesTítulo original: The Virgin Suicides
Autor: Jeffrey Eugenides
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 232
Ano: 2013
Gênero: Literatura Estrangeira/Romance
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Isabela Zamboni


Resenha: Eles Eram Muitos Cavalos – Luiz Ruffato

Conheci Eles Eram Muitos Cavalos, do autor Luiz Ruffato, durante uma aula de Literatura Brasileira Contemporânea. Depois que ganhei o livro de amigo secreto, comecei a ler e me apaixonei pela escrita do autor!

O livro é uma coletânea de microcontos que retrata a história de várias pessoas vivendo na cidade de São Paulo. Desde a alta burguesia até moradores de rua, acompanhamos a trajetória de indivíduos que tentam se encontrar no caos da metrópole.

Resenha: Eles Eram Muitos Cavalos - Luiz Ruffato

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

A escrita do autor é sensacional e não dá vontade de parar. As histórias são emocionantes e a narrativa muito diferenciada; alguns contos são apenas conversas telefônicas e, em uma das histórias, acompanhamos o ponto de vista de um cachorro de rua!

Contei mais um pouco lá no canal do Resenhas, então, se quiser conferir a resenha completa, é só assistir ao vídeo:

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Resenha: Eles Eram Muitos Cavalos - Luiz Ruffato

Título original: Eles Eram Muitos Cavalos
Autor: Luiz Ruffato
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 136
Ano: 2013
Gênero: Literatura Nacional/Contos
Nota:EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Isabela Zamboni


Resenha: Dias Perfeitos – Raphael Montes

Sempre tive vontade de ler Dias Perfeitos, do autor brasileiro Raphael Montes. Já vi críticas positivas em vários blogs e canais, além de ler uma matéria com o autor no G1 e ficar impressionada em como ele é jovem e tão renomado como escritor de romance policial. Me surpreendi bastante, porque comecei o livro e não conseguia mais parar. É viciante, ousado e o tipo de história que eu gosto bastante de me envolver.

Resenha: Dias Perfeitos - Raphael Montes

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Como eu sou bem ruim para fazer sinopses, coloco aqui um trechinho do resumo retirado do Skoob:

Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez.

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Esse é o tipo de livro que quando você começa, não quer mais parar. Eu li em praticamente três dias! O narrador é o próprio Téo, um psicopata confuso e assustador, que cria uma obsessão por Clarice que arrepia até a alma. Ele sente uma atração fortíssima pela garota, uma jovem estudante carioca de História da Arte e totalmente mente aberta: ela se opõe aos pais opressores e de classe média alta; gosta de festas, beber e fumar; sente atração por homens e mulheres; é popular, com muitos amigos; feminista e totalmente contra as regras conservadoras da sociedade. Enquanto Téo é misógino (acha que lugar de mulher é arrumando a casa e obedecendo às suas ordens) e obsessivo, levando Clarice ao extremo com atitudes ciumentas, possessivas, abusivas e, claro, violentas.

Durante a leitura, eu só sentia desespero, de tantos absurdos que Téo faz com Clarice. Ela tenta sempre se desvencilhar, enganá-lo, mas dificilmente consegue. Ao decorrer da história, só vemos uma Clarice destruída e um homem horroroso que consegue enganar TODOS ao seu redor com suas mentiras.

Raphael Montes faz várias citações de outros autores e artistas brasileiros, o que achei bem interessante. Inclusive, um dos presentes de Téo para Clarice é um livro de contos da Clarice Lispector. Quem também marca presença na narrativa é Caetano Veloso, que conta um pedacinho da história com sua música. Gostei também da ambientação da narrativa: o autor mostra um Rio de Janeiro real, sem aqueles clichês novelescos.

Resenha: Dias Perfeitos - Raphael Montes

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O livro é muito bom, a narração é fluida, os personagens bem construídos, mas encontrei alguns problemas. Certas situações são um pouco clichês (não quero citar para dar spoiler, mas em alguns momentos eu pensava ‘jura?‘) e o final não traz uma boa catarse, pelo contrário, é frustrante. Não sei qual foi a intenção do autor aqui, mas achei a “solução” para o final um pouco preguiçosa. Sem contar que a investigação policial, de fato, é quase nula.

Eu diria que Dias Perfeitos não é tanto um romance policial, mas uma história sobre loucura e paixão intensa, além de abusos psicológicos e violentos, contados pelo ponto de vista de um psicopata inteligente e vaidoso. Vale muito a pena, principalmente para valorizar um autor brasileiro que, diga-se de passagem, é um prodígio. Ele escreveu esse livro com VINTE E TRÊS ANOS – e já foi reconhecido por autores internacionais.

Se você procura uma leitura intensa e rápida, Dias Perfeitos é uma boa alternativa 😉

Resenha: Dias Perfeitos - Raphael MontesTítulo original: Dias Perfeitos
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 280
Ano: 2014
Gênero: Suspense/Policial/Nacional
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Escrito por:

Isabela Zamboni


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