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Resenha: Os Crimes do Dançarino da Sé – Marcelo Antinori

Depois do primeiro volume A Sereia de Vidro (resenha aqui), o autor Marcelo Antinori continua sua história no segundo livro da série, Os Crimes do Dançarino da Sé.

Os livros pocket são uma ótima pedida para quem deseja uma leitura rápida, divertida e misteriosa. Logo no início de Os Crimes do Dançarino da Sé já lidamos com um assassinato cruel no centro de São Paulo. Um corpo destroçado, jogado em um carrinho de supermercado e rodeado de velas e outros adereços estranhos. Só que o problema é que o corpo foi deixado no território de Coutinho, o líder do tráfico da região.

Resenha: Os Crimes do Dançarino da Sé

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

No primeiro livro, acompanhamos um escritor que se envolve em uma situação supercomplicada por conta de um “affair”. Depois de conhecer a sensual Ana Pérsia, o protagonista precisa ajudá-la a se livrar de perigos e pessoas que possam estar em seu encalço. Aqui, a personagem de Ana retorna à trama e se envolve cada vez mais com o protagonista; este, por sua vez, mais apaixonado, em conflito com sua esposa e estreitando suas relações com a máfia local.

+ Veja também: resenha do livro Para Ler Como um Escritor, de Francine Prose

A continuação de Sereia de Vidro é um livro mais maduro, com personagens bem construídos, crítica social e uma narrativa fluida. Para quem gosta de mistério/romance/drama, é um livro interessante, principalmente por estar inserida em um contexto nacional. O autor mostra domínio de território, descrevendo com detalhes a cidade de São Paulo.

Mas, por ser uma resenha, não posso deixar de revelar minha opinião pessoal: não é o meu tipo de livro. Acontece que, por mais que eu reconheça o bom trabalho realizado aqui, não consigo suportar nenhum dos personagens.

Resenha: Os Crimes do Dançarino da Sé

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Algumas descrições são sexuais demais, o livro acabou se revelando muito masculino para mim. São muitas descrições de seios, sexo, mulheres lindas, decotes e etc. Sei que o protagonista é masculino e vemos tudo pelo seu ponto de vista, mas não é uma leitura que me apetece.

Para mim, é essencial se identificar com algum personagem, ou pelo menos sentir empatia. Neste livro, isso não acontece. São todas pessoas são cruéis, ruins, ou criminosas/hipócritas. Não dá pra sentir nem um pouco de afeto ou vontade de continuar lendo suas trajetórias. Mas, como eu já reafirmei, é opinião pessoal. Você pode gostar muito mais do que eu!

Título original:  Os Crimes do Dançarino da SéResenha: Os Crimes do Dançarino da Sé
Autor: Marcelo Antinori
Editora: Bússola
Número de páginas: 100
Ano: 2015
Gênero: Ficção / Literatura Nacional
NotaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vaziaestrela vazia


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Isabela Zamboni


Resenha: Drácula – Bram Stoker

Eis a resenha do primeiro livro finalizado em 2016: Drácula, de Bram Stoker.

O livro é composto por cartas, diários, notícias de jornais e correspondências de diversos tipos. Durante as mais de 600 páginas, acompanhamos a história de Lucy, Mina, Jonathan, Van Helsing, Arthur, Quincey e Dr. Seward, além, é claro, Conde Drácula. Muitos pontos de vista diferentes relatam a trajetória desse grupo tentando acabar com o vampiro, que durante à noite invade o quarto das mocinhas para sugar seu sangue.

Resenha do livro drácula de bram stoker

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O começo do livro é bem interessante: acompanhamos Jonathan a caminho do castelo do Drácula, na Transilvânia. Toda a trajetória é obscura, misteriosa e, junto com o personagem, não fazemos ideia do que está prestes a acontecer. Chegando a seu destino, Jonathan aos poucos percebe que tornou-se um prisioneiro e que o respeitável Conde Drácula não é o que parece ser. Muitos momentos de tensão deixam o livro divertido e instigante, o que fez eu me apaixonar pela leitura e devorar as primeiras 200 páginas da obra de Stoker.

As descrições são tão realistas que ao buscar no Google os locais descritos pelo autor, eram exatamente como eu havia imaginado. O clima sombrio, a paisagem obscura e repleta de neblina, névoas e tempestades, transformam o livro em um verdadeiro terror. Aos poucos, vamos desvendando o mistério do vampiro e conhecendo suas principais características, tão comuns hoje no imaginário popular. Estaca de madeira no peito, alho, hóstia sagrada, cruz, luz do sol… Inúmeras formas de acabar com o monstro que todos já conhecem.

A obra de Bram Stoker contém muitos “recados” nas entrelinhas, mostrando sutilmente o teor erótico dos monstros que sugam sangue de suas vítimas. Em uma época permeada pelos “bons costumes cristãos”, a população emanava o medo de sucumbir aos seus desejos mais íntimos. Diversos trechos do livro apontam para certos preconceitos de Stoker (como quando descreve o povo eslovaco, os ciganos e até norte-americanos) e a amabilidade exagerada das mulheres: Mina e Lucy são endeusadas a um ponto que chega a irritar.

Resenha do livro drácula de bram stoker

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Em certo momento do livro, fica complicado de continuar a leitura com a mesma empolgação do início. Há muita prolixidade na escrita de Stoker e a leitura não flui. Sofri muito para conseguir terminar, porque o livro se delonga em alguns trechos que não acrescentam nada à história. Por se tratar de um livro do romantismo, da época vitoriana, a linguagem utilizada pelo autor é rebuscada e cansativa. É preciso ter paciência e compreender o contexto histórico da época para absorver o livro e não ter vontade de pular algumas páginas.

A edição da Penguin que eu li é bem completinha. Contém um número considerável de notas de rodapé e uma introdução excelente, com uma pequena biografia do autor e alguns ensaios sobre a era vitoriana, o contexto histórico e os motivos que levaram Stoker a escrever Drácula.

Engraçado que Frankenstein, um livro da mesma época, me cativou bem mais do que Drácula  considero que Mary Shelley fez um trabalho mais competente com sua narrativa de terror. Mas nada disso tira o mérito de um clássico como Drácula, que deve ser lido por todos os fãs da literatura universal.

LEIA TAMBÉM

Resenha livro Dracula

Título original:  Dracula
Autor: Bram Stoker
Editora: Penguin/Companhia das Letras
Número de páginas: 648
Ano: 2014
Gênero: Romance
NotaEstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Isabela Zamboni


Resenha: A Bela e A Adormecida – Neil Gaiman e Chris Riddell

Resenha: A Bela e A Adormecida - Neil Gaiman e Chris Riddell

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A história de A Bela e A Adormecida mescla dois grandes clássicos: Branca de Neve (A Bela) e Bela Adormecida (A Adormecida). No começo pode ser um pouco confuso, mas no decorrer da história você consegue “pegar” umas dicas do autor – e claro: as ilustrações ajudam muito nessa hora!

Inclusive, essa não é a primeira vez que o autor “revisita” um clássico: ele também já foi responsável por reescrever a história de João e Maria. Sobre essa experiência, Neil Gaiman comenta: “Eu me sinto como uma espécie de alquimista“. E como ele sabe fazer essas “misturas” de forma única!

SINOPSE

Era o reino mais próximo ao da rainha, em linha reta, como voa o corvo, mas nem os corvos voavam até lá.

Você pode achar que conhece esta história. Uma jovem rainha está prestes a se casar. Há anões bons, corajosos e valentes; um castelo envolto em espinhos; e uma princesa enfeitiçada por uma bruxa, segundo dizem os boatos, em um sono eterno. Mas aqui não há ninguém esperando que apareça um nobre príncipe em seu fiel cavalo. Este conto de fadas é tecido com um fio de magia negra, que vira e revira, brilha e reflete. Uma rainha pode acabar se revelando uma heroína, se uma princesa precisar ser salva…

Um ponto interessante é que as personagens não têm nome: a bela, a bruxa, a madrasta, os anões… Todos os seres são adjetivados. Até porque o nome de cada um é irrelevante para a história.

“Nomes. Nomes. A velha semicerrou os olhos e balançou a cabeça negativamente. Ela era quem era, e o nome com o qual fora batizada havia sido comido pelo tempo e pela falta de uso.” p. 49

O BEIJO

Resenha: A Bela e A Adormecida - Neil Gaiman e Chris Riddell

FOTO: Divulgação / Editora ROCCO

Um dos pontos altos da trama é, sem dúvidas, o beijo homossexual. Porém, você irá se surpreender com a conotação dada à cena quando terminar de ler o livro. Em resumo, o beijo faz todo o sentido de existir e estar naquele momento. (Além de ser uma ilustração MARAVILHOSA!).

Grande destaque para a protagonista (A Bela): uma rainha forte, decidida, que “abandona” o noivo e seu “felizes para sempre” em busca de respostas. Fico feliz por ver uma personagem tão empoderada e dona de si! Em entrevista ao The Telegraph, o escritor comentou: “Não tenho paciência com histórias em que mulheres são resgatadas por homens. Você não precisa ser salvo por um príncipe“.

“[…] Ela mandou buscar a espada.

Ela mandou buscar mantimentos e o cavalo, e em seguida cavalgou palácio afora, em direção ao leste”. p. 21

A história conta ainda com um plot twist (reviravolta na trama) que eu não me lembro de ter visto igual há muito tempo! Sem dúvidas, é uma obra muito bem escrita.

Resenha: A Bela e A Adormecida - Neil Gaiman e Chris Riddell

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O clima sombrio e a atmosfera mágica, marcas registradas de Neil Gaiman, estão fortemente presentes na trama. As ilustrações superdetalhadas de Chris Riddell dão o toque final que o livro precisava para se tornar inesquecível! Os destaques das ilustrações – feitos em dourado – serviram para marcar certos acontecimentos ou detalhes de forma luxuosa.

Resenha: A Bela e A Adormecida - Neil Gaiman e Chris Riddell

Detalhes em dourado. FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O cuidado que a ROCCO teve com a obra foi primoroso! Sem dúvidas, um livro para enfeitar a estante e ser lido e relido constantemente. (E como o próprio release da obra declara: ideal dos sete aos setenta anos!).

A edição conta com ilustrações na capa e no verso. O livro, de capa dura, ainda tem uma jacket, isto é, uma capa de papel (no caso, folha vegetal) que pode ser removida e que contém informações adicionais como nome da obra, dos autores e outros detalhes. Veja abaixo:

Resenha: A Bela e A Adormecida - Neil Gaiman e Chris Riddell

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Detalhes da capa dura (hardcover) com as ilustrações:

CAPA

Resenha: A Bela e A Adormecida - Neil Gaiman e Chris Riddell

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

VERSO

Resenha: A Bela e A Adormecida - Neil Gaiman e Chris Riddell

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Mágico e provocativo, Neil acertou novamente em sua fórmula para criar histórias incríveis e, sem dúvidas, inesquecíveis! Mais uma viagem pelo mundo onírico do consagrado autor!

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

Capa A Bela e A AdormecidaTítulo original: The Sleeper and the Spindle
Autor: Neil Gaiman e Chris Riddell
Editora: ROCCO Jovens Leitores
Número de páginas: 72
Ano: 2015
Gênero: Infantil
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Melissa Marques


Google homenageia autor Charles Perrault

Charles Perrault

Charles Perrault

Charles Perrault

Há 388 anos nascia o escritor e poeta Charles Perrault. Saiba mais sobre o autor e sua obra!

CURIOSIDADES

– Escritor e poeta francês do século XVII (12 de janeiro de 1628 — 16 de maio de 1703);
– Além disso, também foi advogado;
– É considerado o “Pai da Literatura Infantil”
– Faz parte da Academia Francesa de Letras desde 1671
– Os Irmãos Grimm escreveram várias versões das mesmas histórias de Perrault.

+ RESENHA: A BELA E A ADORMECIDA – NEIL GAIMAN E CHRIS RIDDELL

Charles Perrault Entre suas histórias mais conhecidas, podemos citar:

– Chapeuzinho Vermelho
– A Bela Adormecida
– O Gato de Botas
– Cinderella
– Barba Azul
– O Pequeno Polegar

 


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Melissa Marques


10 dicas de J.R.R. Tolkien para escritores

Você é fã de J.R.R. Tolkien? Ama Senhor dos Anéis? Sonha em escrever um livro tão incrível quanto os que ele escrevia? Então confira essas dicas para escritores, encontradas em antigas cartas do autor:

J.R.R. Tolkien

FOTO: Reprodução

1. Vaidade é inútil

Buscar o que é popular ou o que está na moda nem sempre funciona, principalmente se você quer oferecer algo “a mais” para seus leitores. Como um escritor, quando você escreve sua própria história, você deve gostar daquilo que está escrevendo, já que escrever é uma das melhores formas de expressar seus pensamentos.

2. Continue escrevendo, mesmo passando por dificuldades

Tolkien demorou 7 anos para terminar O Hobbit. Nesse meio tempo, ele batalhou contra uma doença que adquiriu na guerra, além de ter obrigações e problemas pessoais para resolver. Isso só serve para mostrar que, não importa quão difícil é a estrada, apenas continue em frente.

3. Escute críticos em que você confia

Nem o mais aclamado escritor conseguiu criar um trabalho perfeito a primeira vez que termina uma obra. Se os críticos em que você confia dizem que é possível melhorar, você deve escutá-los. Continue aprendendo e melhorando.

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4. Deixe seus interesses conduzirem sua escrita

Tolkien era muito fã de aprender línguas; Você pode combinar uma outra paixão e interesse à escrita. Se você gosta de temas como dança ou música, você sempre pode integrá-los em suas histórias.

5. Poesia pode levar a uma ótima prosa

Algo que você vai notar ao ler os livros de Tolkien é que algumas partes são em forma de poemas. Se ele não conseguia se expressar em prosa, ele escrevia em versos. Mesmo que seja um romance, poemas podem levar a grandes prosas.

J.R.R. Tolkien

FOTO: Reprodução

6. Surpresa boa

Muitas vezes as melhores coisas acontecem quando você menos espera. Isso traz empolgação para seus leitores e também faz com que o material pareça mais espontâneo.

7. Sonhos nos trazem inspirações

Todo escritor sonha em ter seu livro publicado. Seja literalmente um sonho, que entra na sua mente enquanto você dorme, ou o tipo de sonho que você deseja alcançar, você pode usar isso como inspiração para persistir e continuar escrevendo.

8. Pessoas reais servem para criar ótimos personagens

Tolkien observava bastante as pessoas no cotidiano, que mais tarde se tornaram parte de seus livros. Pessoas reais trazem emoções reais e fazem coisas incríveis.

9. Você pode ser o próximo autor best-seller

Tolkien se surpreendeu quando seu livro O Hobbit virou um hit logo de primeira. Ele considerou como uma surpresa boa. Como escritor, você será rejeitado algumas vezes. Mas você nunca sabe, pode ser que você se torne um autor best-seller!

10. Não ache seu trabalho banal

Muitas vezes, podemos achar difícil gostar do nosso próprio trabalho. Mas lembre-se que os leitores variam suas percepções e interpretações a respeito do seu livro: alguns podem achar seu texto dramático demais, enquanto outros podem amar sua escrita. Apenas coloque seu coração e mente em cada palavra que escrever.

Fonte: Essay Mama (Tradução livre / Resenhas à la Carte)


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Isabela Zamboni


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