[VÍDEO] Biografias imperdíveis!

Cada um tem uma história para contar. Algumas são de aventura, outras, de superação… Mas todos nós temos experiências que podem servir de aprendizado e superação para outras pessoas.

É por isso que biografias – e autobiografias – são tão incríveis! São fontes inesgotáveis de boas histórias. Indiquei algumas no vídeo a seguir:

Você já leu alguma das indicações? Conta pra mim quais são as suas biografias favoritas. Vou adorar saber! Ah! E não esquece de se inscrever no canal do Resenhas, hein?

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Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: A Ignorância – Milan Kundera

Como já esperava, mais um livro magnífico de Milan Kundera. Sou muuuuuuito fã do autor, com certeza é um dos meus escritores favoritos. Quando pego um livro dele para ler, já sei que vou amar, me emocionar, chorar e entrar em “crise existencial”. Não sei explicar, mas quase todos os livros do Kundera (exceto “A Festa da Insignificância”, que não me fisgou) me deixam ao mesmo tempo extasiada e desconcertada. É sempre esse sentimento de dualidade, parece que levei um soco na cara e depois comi um doce. Dá para entender? Hahaha!

Resenha: A Ignorância - Milan Kundera

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Em A Ignorância, o autor conta a história de Josef e Irena, personagens que saíram da República Tcheca para morar na Dinamarca e na França, respectivamente. Ao saírem de seus países em uma época conturbada, tornaram-se expatriados. Depois da queda dos regimes comunistas do Leste Europeu, em 1989, eles retornam para um país que, para eles, não é mais um lar, mas sim uma lembrança do passado que há muito tempo está enterrado.

Solidão. Essa palavra ressurge com frequência. Ele tentava assustá-las descrevendo a terrível perspectiva da solidão. Para que o amasse, fazia-lhes sermões como um padre: sem os sentimentos, a sexualidade é como um deserto em que se morre de tristeza. (p.49)

Os livros de Kundera seguem um padrão: quase todas as obras do autor utilizam diferentes personagens que se cruzam no percurso da trama, mas que servem mais como objetos de discussão. Ao utilizar os sentimentos de Josef e Irena, ele consegue dissertar sobre assuntos sociológicos e filosóficos. Aqui, ele disseca o sentimento de nostalgia, de uma forma bem diferente daquela que conhecemos.

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Ele não apenas relembra a etimologia da palavra, que em sua origem grega remete ao “sofrimento causado pelo desejo irrealizado de retornar”; mas também a compara com ignorância: só há nostalgia daquilo de que não temos mais notícia. Em um momento triste do livro, Irena desabafa sobre sua vida com uma amiga e conta que, praticamente, tudo em nossas vidas escolhemos “na fase da ignorância”.

O dia era iluminado pela beleza do país que havia sido abandonado, e a noite pelo horror de retornar a ele. O dia mostrava-lhe o paraíso que ela havia perdido, a noite, o inferno do qual havia fugido. (p.16)

Ou seja: carreira, casamento, amizades e planos para o futuro quase sempre são escolhas da juventude, quando não temos a menor ideia do que realmente queremos para nossas vidas. Decisões cruciais são feitas em momentos errados ou inoportunos, destruindo desejos e vontades que realmente poderiam fazer a diferença em nossas vidas.

Resenha: A Ignorância - Milan Kundera

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

No decorrer das páginas, lemos os pensamentos mais íntimos de Josef e Irina: compreendemos suas angústias, sofrimentos, desejos, vontades e arrependimentos. Mais uma vez, o autor trabalha com afinco o psicológico dos personagens, que, em cada atitude, gesto ou lembrança, praticamente nos dão um soco no estômago, causando o efeito de uma crise de identidade (pelo menos comigo!).

Pois a nostalgia não intensifica a atividade da memória, não estimula as lembranças, ela basta a si mesma, à sua própria emoção, tão totalmente absorvida por seu próprio sofrimento. (p.26)

Pode parecer estranho gostar tanto de um livro que me fez “mal”, mas acredito que esse tipo de obra literária que nos tira da inércia e do lugar comum são os melhores. Milan Kundera é mestre em cutucar a ferida e, portanto, você não pode passar sua vida sem ler essa obra curtinha e grandiosa.

Resenha: A Ignorância - Milan Kundera

Título original: L’Ignorance
Autor: Milan Kundera
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 128
Ano: 2015
Gênero: Literatura Estrangeira
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela

 


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Isabela Zamboni


Resenha: O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald

Deu pra perceber que estou no clima dos clássicos ultimamente – e por conta disso, não pude deixar de ler O Grande Gatsby, esse livro incrível eternizado por Fitzgerald. Eu já havia conferido os dois filmes (com o Robert Redford, de 1974 e com Leonardo DiCaprio, de 2013), mas demorei para ler o livro. Posso afirmar que é maravilhoso e não importa se você já conhece a história – a obra de Fitzgerald vai te prender do começo ao fim.

grande gatsby livro capa

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O livro é bem curtinho – nessa minha edição da Penguin, quase 60 páginas são de textos de apoio e o restante é a trama narrada por Nick Carraway. O narrador em O Grande Gatsby é essencial e, por meio do ponto de vista de Nick, acompanhamos os enlaces dos personagens Jay Gatsby, Daisy, Tom Buchanan e Jordan Baker.

Nick é um jovem que saiu do Meio Oeste para trabalhar em Nova York como corretor de títulos. Chegando à cidade, descobre que é vizinho do famoso Gatsby, generoso e misterioso anfitrião que abre a sua luxuosa mansão às festas mais extravagantes. Gatsby é apaixonado por Daisy, prima de Nick, que é casada com o aristocrata esnobe Tom Buchanan.

O livro retrata com maestria a era do jazz, onde a riqueza parece estar em toda parte. O gim é a bebida nacional (apesar da lei seca) e o sexo está “pegando fogo”. No personagem de Gatsby, que conhecemos aos poucos pelo ponto de vista de Nick, vemos um homem abalado, frágil, mas que faz de tudo para recuperar o passado e reviver uma antiga paixão.

Para comprar o livro, é só acessar o link abaixo:

Fitzgerald faz críticas ferozes à aristocracia norte-americana, assim como às pessoas fúteis que frequentavam as festas de Gatsby sem conhecê-lo. O tempo todo somos apresentados à uma sociedade hipócrita, que se diz repleta de moral e bons costumes, mas que na verdade não passa de egoístas inveterados.

Resenha: O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

O personagem de Gatsby é misterioso, intrigante e encanta a todos com seu charme, especialmente seu sorriso, citado várias vezes pelo narrador. Conseguimos compreender a dor deste homem que passou por múltiplas provações em sua vida, assim como também nos revoltamos com suas atitudes obsessivas e, muitas vezes, cegas.

Fitzgerald faz um retrato pessimista da América, mas ressalta aspectos importantes da cultura e sociedade da década de 1920. Nas comparações entre os bairros nobres e o “bairro das cinzas”, onde residem as classes de renda inferior, o autor consegue cutucar a ferida e sensibilizar o leitor.

A personagem de Daisy é, como o próprio Gatsby e Nick ressaltam, “a voz da riqueza“. Uma garota nascida em berço de ouro, desejada por todos os homens ao seu redor, que nunca passou por grandes dificuldades. No entanto, essa mulher aparentemente ingênua e infeliz, aceita as traições de seu marido para manter seu alto padrão de vida em uma casa luxuosa.

Resenha: O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

A narrativa é deliciosa e lemos o livro de uma só vez (dependendo do tempo que você tiver disponível, claro). Dos autores da “geração perdida” – termo criado por Gertrude Stein para designar os autores norte-americanos da geração de 1883 a 1900 – Fitzgerald é um dos meus favoritos, tanto pela sua sutileza quanto pela suavidade de suas palavras. O final de O Grande Gatsby é uma facada bem dolorida. Quando encerrei a leitura, não sabia se chorava ou se ficava maravilhada. Ou seja: já entrou para os livros favoritos da vida! 

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grande gatsby livro capa

Título original: The Great Gatsby
Autor: F. Scott Fitzgerald
Editora: Penguin Companhia
Número de páginas: 256
Ano: 2011
Gênero: Romance/Literatura Estrangeira
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Escrito por:

Isabela Zamboni


Resenha: A Revolução dos Bichos – George Orwell

A Revolução dos Bichos é um livro INCRÍVEL! Eu já havia lido há muuuito tempo – devia ter uns 13 anos na época – e  adorei. Porém, agora com 25, posso afirmar que a leitura foi bem mais prazerosa.

Resenha: A Revolução dos Bichos - George Orwell

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Não tem uma página do livro de George Orwell que não contenha ironia e acidez. É tão descarada a crítica aos regimes extremistas que gera um misto de riso e tristeza no leitor. Sem contar que é também revoltante: cada página você sofre com o absurdo imposto pelos próprios animais a seus companheiros de granja.

Em A Revolução dos Bichos, acompanhamos a trajetória dos bichos da Granja do Solar, que se revoltam contra seu dono, o humano sr. Jones. Jones é o humano típico, que explora o trabalho dos bichos e nunca os oferece nenhum tipo de tratamento adequado, fazendo-os passar fome e trabalharem sem piedade. Porém, liderados pelos ideais de igualdade do porco Major, após sua morte, os bichos finalmente se revoltam, entram em conflito com Jones e conseguem expulsá-lo do local. A partir de então, a Granja do Solar torna-se a Granja dos Bichos.

No início, tudo parece lindo e incrível, até que os porcos – bichos que foram designados os líderes da revolução, por serem mais espertos que os demais – começam a entrar em conflito. Neste momento em diante, a relação de exploração dos próprios bichos será o tema deste livro genial de Orwell.

A edição da Companhia das Letras contém o posfácio de Christopher Hitchens e relatos do próprio Orwell a respeito de sua obra e suas principais referências para criar a história.

Na verdade, nunca tive opiniões políticas claramente definidas. Tornei-me pró-socialista mais por desgosto com a maneira como os setores mais pobres dos trabalhadores industriais era oprimidos e negligenciados do que devido a qualquer admiração teórica por uma sociedade planificada. (p. 142)

Desde 1930, eu vira poucos indícios de que a URSS estivesse avançando na direção de algo que se pudesse chamar de socialismo. Pelo contrário, ficava chocando diante dos sinais claros de sua transformação numa sociedade hierarquizada, em que os governantes não têm mais razão de desistir do poder que qualquer outra classe dominante. (p.144)

O autor ainda explica que tentou esclarecer o mito soviético na Inglaterra: na Rússia havia uma grande atmosfera de censura da imprensa, campos de concentração e prisões sem julgamento, mas ninguém ficava sabendo, pois eram mascaradas pelo regime. Segundo Orwell, “de fato, ao meu ver, nada contribuiu tanto para a corrupção da ideia original de socialismo quanto a crença de que a Rússia é um país socialista e cada gesto de seus governantes deve ser desculpado, quando não imitado”.

Para comprar o livro, é só acessar o link abaixo:

E no livro ele aponta com genialidade o autoritarismo e a corrupção criada pelo poder, mas na pele de animais como porcos e cachorros. Cada bicho representa um arquétipo, descritas com maestria pelo autor. Não quero dar spoilers para quem ainda não leu, então, POR FAVOR, leia agora!

Resenha: A Revolução dos Bichos - George Orwell

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

São muitas frases geniais e separei algumas para esta resenha:

Porque quase todo o produto do nosso esforço nos é roubado pelos seres humanos. Eis, aí, camaradas, a resposta a todos os nossos problemas. Resume-se em uma só palavra – Homem. O Homem é o nosso verdadeiro e único inimigo. Retire-se da cena o Homem e a causa principal da fome e da sobrecarga de trabalho desaparecerá para sempre. (p.12)

Todos os hábitos do Homem são maus. E principalmente, jamais um animal deverá tiranizar outros animais. Fortes ou fracos, espertos ou simplórios, somos todos irmãos. Todos os animais são iguais. (p.15)

Repetiu inúmeras vezes: “Tática, camaradas, tática!”, saltando à roda e sacudindo o rabicho, com um riso jovial. Os bichos não estavam muito certos do significado da palavra, mas Garganta falava de modo tão persuasivo, e três cachorros – que por coincidência estavam com ele – rosnavam tão ameaçadores que eles aceitaram a explicação sem mais perguntas. (p.51)

A vida atualmente era só fome e trabalho, raciocinavam; não seria justo que lhes estivesse reservado um mundo melhor, mais além? (p. 94)

Nada como uma boa releitura! <3

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Resenha: A Revolução dos Bichos - George OrwellTítulo original:  Animal Farm
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 147
Ano: 2007
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira
NotaEstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Escrito por:

Isabela Zamboni


Recebidos – Novembro – 2015 (Melissa)

Confira tudo o que eu recebi no mês de Novembro e me ajude a escolher quais serão as próximas resenhas do blog! 🙂

COMPRAS

Recebidos - Novembro - Melissa

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O Funny Girl comprei para dar de presente, já o Uma Pergunta Por Dia é meu, e mal posso esperar para estreá-lo dia 01/01/2016! Em breve tem resenha dele por aqui!

TROCAS – SKOOB E SEBO

Recebidos - Novembro - Melissa

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

  • Stardust – O Místério da Estrela – Neil Gaiman, por ROCCO Jovens Leitores
  • Maze Runner – Correr ou Morrer – James Dashner, por V&R Editoras
  • Maze Runner – Prova de Fogo – James Dashner, por V&R
  • Maze Runner – A Cura Mortal – James Dashner, por V&R

Depois de assistir Maze Runner – Prova de Fogo no cinema, fiquei com vontade de ler a trilogia. Consegui todos os livros + Stardust (que era um desejo antigo) com a mesma pessoa no Skoob (aproveita e me adiciona lá!).

ASSESSORIA

Recebidos - Novembro - Melissa

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

  • A Bela e A Adormecida – Neil Gaiman, por ROCCO Jovens Leitores

Chegou no trabalho, mas eu trouxe para ler em casa e fotografar 🙂 Linda DEMAIS essa edição!

Aproveitando: se quiserem enviar algo para o Resenhas, fiquem à vontade!

Nossa caixa postal é:

RESENHAS À LA CARTE
CAIXA POSTAL 1590
CEP: 17014-970
BAURU – SP

E então, pessoal? Qual desses vocês gostariam de ler a resenha aqui no blog? 🙂


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Escrito por:

Melissa Marques


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