11 livros de terror que você precisa começar a ler já!

Você gosta de livros de terror/suspense como eu? Então não pode perder a lista abaixo! Se você está à procura de um terror muito bom ou de um livro que vai te arrepiar, confira nossas indicações!

1 – Misery – Stephen King

Resenha: Misery - Stephen King

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Um ótimo suspense, que arrepia até a alma. O livro é facinho de ler, empolgante e a personagem principal Anne Wilkes é louca de pedra! Eu já fiz resenha de Misery aqui no blog e conto tudinho pra vocês! 🙂 Um livro de terror que deve estar na sua lista de livros-medonhos-para-ler.

2 – Assovie Que Virei: Histórias de Fantasmas – M.R. James

livros de terror que você precisa começar a ler já!

Divulgação

Esse livro foi traduzido recentemente pela Editora Penalux no Brasil e traz contos de terror sensacionais. O autor M.R. James é considerado um dos melhores autores da literatura sobrenatural, graças a seu método e estilo distintos.  De acordo com a sinopse do livro, “os cinco pequenos contos reunidos nesse volume mostram que o autor e professor de inglês M. R. James era mestre: as histórias de fantasmas que ele nos apresenta brotam do mais corriqueiro cotidiano, sem pirotecnias estilísticas, transformando o comum, pouco a pouco em algo simplesmente insuportável.” Logo, logo, tem resenha no blog!

3 – Aura – Carlos Fuentes

Resenha: Aura - Carlos Fuentes

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Esse é um conto bem assustador do Carlos Fuentes. Sabe aquela atmosfera lúgubre, em uma casa estranha, com pessoas mais bizarras ainda? Os acontecimentos desse livro deixam um certo incômodo na hora de ler, o que deixa a experiência muito boa. Também já resenhei aqui no blog e você pode conferir mais detalhes!

4 – O Cemitério – Stephen King

11 livros de terror que você precisa começar a ler já!

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Sabe aquela velha história de pessoas que moram em cima de um cemitério indígena? Esse “clichê” do terror serve perfeitamente para esse livro mórbido do Stephen King. Além de terror e suspense, ainda é um drama sobre vida e morte. Na trama,  Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade e a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.

Para comprar o livro, você pode clicar aqui.

5 – Coraline – Neil Gaiman

livro coraline neil gaiman

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Coraline é um livro sensacional do Neil Gaiman! A história chega perto de ser uma adaptação de Alice no País das Maravilhas, mas com um lado bem mais “dark”. Apesar de não ser tão “pesado” – o público-alvo é infanto-juvenil – é de dar arrepios naqueles que curtem uma boa trama de suspense e terror, principalmente quem curte criaturas estranhas/maquiavélicas. Eu já resenhei Coraline aqui no blog também, para conferir é só acessar aqui.

6 – O Clube do Suicídio e Outras Histórias – Robert Louis Stevenson

11 livros de terror que você precisa começar a ler já!

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O estilo de Stevenson retrata fielmente a era vitoriana: as histórias de O Clube do Suicídio envolvem situações estranhas vividas por membros da alta sociedade e mostram o contraste e a desigualdade da sociedade britânica. Os textos reunidos aqui retratam personagens que, movidos por vaidade, ambição, ódio ou mera curiosidade, se veem diante de situações embaraçosas e complexos conflitos morais. Com contos sinistros e pra lá de interessantes, essa coletânea é imperdível para quem curte um terror mais sutil.

7 – Frankenstein – Mary Shelley

Resenha: Frankenstein

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Pensa num livro sensacional! Quando comecei Frankenstein, não queria mais parar! É um clássico e deve ser lido com certeza: as escritas em diário são fantásticas e o estilo de Mary Shelley impecável. O terror aqui é tanto psicológico como “palpável” e merece diversas releituras. Para saber mais detalhes, é só acessar a resenha que fiz aqui no blog.

8 – O Homem Invisível – H.G. Wells

O Homem Invisível - H.G. Wells

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Não sei se é possível considerar “O Homem Invisível” como terror ou ficção científica, mas foi um livro que me aterrorizou. O protagonista é uma pessoa horripilante e cada atitude sua me dava um ~medinho~. Os questionamentos que o livro aponta também trazem um mal-estar, então, indico como livro de terror, principalmente para quem tem receio de tecnologias que vão além da nossa capacidade de compreensão. Leia a resenha completa aqui!

9 – O Corvo – Edgar Allan Poe

11 livros de terror que você precisa começar a ler já!

Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?”
E o corvo disse: “Nunca mais”.

Não tem como citar terror sem falar de Edgar Allan Poe! O poema “O Corvo” é o trabalho mais famoso do autor e um dos mais importantes. No entanto, ele também é um excelente contista e suas histórias já foram interpretadas muitas e muitas vezes na TV e no cinema. Eu já li o Assassinatos na Rua Morgue e gostei demais do estilo de Poe. Se você quiser ler “O Corvo” completo, é só clicar aqui.

10 – A Volta do Parafuso – Henry James

Resenha: A Volta do Parafuso

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

“A Volta do Parafuso” (ou “A Outra Volta do Parafuso“) é um daqueles livros que quando você lê pela primeira vez, tem uma certa impressão. Quando lê a segunda, outra totalmente diferente. Quando fiz a resenha desse livro aqui no blog, eu não fiz comentários muito positivos. Porém, depois de ler alguns textos de apoio, ver adaptações cinematográficas e até discutir sobre o livro com outras pessoas, percebi que ele é bom demais! São tantas interpretações diferentes e tantas “pistas” que o autor dá durante a obra que a cada releitura fica mais interessante.

O livro conta a história da jovem filha de um pároco que, iniciando-se na carreira de professora, aceita mudar-se para a propriedade de Bly, em Essex, arredores de Londres. Seu patrão é tio e tutor de duas crianças, Flora e Miles, cujos pais morreram na Índia, e deseja que a narradora (que não é nomeada) seja a governanta da casa de Bly. Ao chegar a Essex, a jovem logo percebe que duas aparições, atribuídas a antigos criados já mortos, assombram a casa.

11 – O Grande Deus Pã – Arthur Machen

Resenha: O Grande Deus Pã - Arthur Machen

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Outro livro bom de terror é “O Grande Deus Pã“, do autor Arthur Machen. Eu recebi esse livro da Editora Penalux e foi uma ótima surpresa! Ele lembra bem aquele estilo do Henry James e do Robert Louis Stevenson (que já citei nesse post) e traz um terror psicológico bem diferente. Na obra, que foi publicada em 1898, Machen conta a história de um médico que inventa uma nova cirurgia cerebral e permite ao ser humano ver o Outro Lado da realidade – um processo conhecido pelos antigos e que eles chamavam de “ver o Deus Pã”. É uma obra que aborda os limites da tecnologia e da ambição humana – e vale muito a pena!

Eu ia citar mais livros do Stephen King, mas achei que a lista ia ficar muito grande! E vocês, recomendam mais algum terror bacana? Deixem as sugestões nos comentários 🙂

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Escrito por:

Isabela Zamboni


Resenha: Frankenstein – Mary Shelley

Sempre tive vontade de ler “Frankenstein“, “Drácula” e afins. Aos 13 anos li “O Médico e o Monstro“, mas não continuei os romances góticos do século XIX. Misturando terror e suspense com alegorias e referências ao subconscienteà Revolução Industrial e ao advento da ciência, esse tipo de literatura é riquíssima. Ao mesmo tempo em que te prende em uma narrativa que flui, também intercala com reflexões e pensamentos que não são exclusivos daquela época e são válidos até hoje.

Resenha: Frankenstein

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Optei pelo “Frankenstein” porque conhecia a história bem por cima, sem muitos detalhes da obra original. Assistir à série Penny Dreadful me incentivou ainda mais, porque o Victor Frankenstein e a “criatura” da série são personagens interessantes. O “Drácula” deixei para o futuro porque já assisti “Nosferatu” e muitas pessoas ao meu redor me contaram diversos trechos da narrativa.

Quando terminei de ler, a princípio “Frankenstein” me pareceu um excelente livro, uma história fechadinha e bem finalizada. No entanto, parando para pensar a respeito, é um livro tão recheado de alegorias que fica complicado classificá-lo como apenas uma história de um cientista que deu vida à uma criatura destruidora. No posfácio da edição que comprei da L&PM Pocket, algumas poucas páginas explicam bem a intenção de Mary Shelley e as interpretações de críticos a respeito da obra, tornando-a ainda mais interessante.

A história todo mundo já conhece: Victor Frankenstein é um cientista ambicioso que almeja sucesso na profissão e tem uma sede eterna pelo saber. Sempre instigado a entender a origem da vida e os mistérios da morte, resolve dar vida à sua própria criação, com o objetivo de mostrar seu potencial no meio científico.

Ele acredita ser capaz de criar um ser humano, como se moldasse um boneco de argila. Mas depois que a criatura ganha vida e se mostra um ser tenebroso, ele imediatamente se arrepende e a abandona, fugindo para longe e tentando viver como se aquilo nunca tivesse acontecido. Com o tempo, a criatura volta em busca de Frankenstein e, claro, de respostas; basicamente tentando entender porque os humanos o rejeitam tanto e pedindo ajuda para diminuir seu sofrimento.

O mais interessante é que a criatura é digna de pena. Inicialmente, um capricho equivocado de Frankenstein, um “demônio” como ele mesmo o intitula; um ser deformado, gigantesco, de voz horrorosa e rosto assustador. Porém, ele só deseja ser aceito e amado, como qualquer outro humano. Quer se integrar na sociedade, viver uma vida normal, andar em locais públicos sem ser massacrado, ganhar o reconhecimento de seu criador. E tudo isso lhe é negado; Frankenstein o rejeita totalmente, morrendo de medo de sua própria criação e sentindo remorso todos os dias pela sua falha.

Ao mesmo tempo em que o objetivo da autora era vencer um concurso de história de terror mais assustadora, ela conseguiu unir o sentimento aterrorizante à crítica do indivíduo que tem medo de sua própria criação. Frankenstein e a criatura não são mais do que duas partes do mesmo ser. Um, movido pelo medo, ceticismo e frieza. O outro, a externalização dos sentimentos, a emoção. E as emoções fortes não são inerentes do humano, mas sim da criatura.

O livro é angustiante. Dá para sentir na pele o nervosismo, o medo, a ansiedade do arrependido cientista. Acompanhamos sua trajetória desde a infância, até sua derrocada, quando está enfermo e cego pela vingança. O monstro é incrivelmente inteligente e amável, mas de tanto ser rejeitado e escorraçado, se transforma verdadeiramente em um demônio.

A história é contada por meio de diários e cartas, como era de costume daquela época – o que não deixa de ser uma leitura envolvente. Com poucas páginas, é rapidinho de ler e tem passagens memoráveis, como esta:

Resenha: Frankenstein - Mary Shelley

Quem ainda tem aquela ideia do monstro verde criado em uma noite de tempestade pode deixar essa concepção de lado; Frankenstein vai muito além disso. Outro erro comum é chamar a criatura de Frankenstein, sendo que o nome é de seu criador.

O livro é baratinho, custa em média de 8 a 15 reais e pode ser encontrado em qualquer livraria ou sebo. Leitura recomendadíssima! 🙂

Resenha: Frankenstein - Mary Shelley

Título original: Frankenstein
Autor: Mary Shelley
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 240
Ano: 2014
Gênero: Terror
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Escrito por:

Isabela Zamboni