26 frases incríveis de Para Educar Crianças Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

26 frases incríveis de Para educar crianças feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

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Sempre que leio algo pro blog, costumo fazer marcações de frases e citações importantes. Porém, Para educar crianças feministas acabou tendo MUITOS destaques, que renderam um post exclusivo. Confira os melhores ensinamentos do livro:

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  1. Nossa premissa feminista é: eu tenho valor. […] A segunda ferramenta é uma pergunta: a gente pode inverter X e ter os mesmos resultados? (p. 12)
  2. Seja uma pessoa completa. A maternidade é uma dádiva maravilhosa, mas não seja definida apenas pela maternidade. Seja uma pessoa completa. (p. 14)
  3. Por favor, não acredite na ideia de que maternidade e trabalho são mutuamente excludentes. (p. 16)
  4. Façam juntos. […] Às vezes, as mães, tão condicionadas a ser tudo e a fazer tudo, são cúmplices na redução do papel dos pais. (p. 18)
  5. Ao dizermos que os pais estão “ajudando”, o que sugerimos é que cuidar dos filhos é um território materno, onde os pais se aventuram corajosamente a entrar. Não é. (p. 20)
  6. Ensine a ela que “papéis de gênero” são totalmente absurdos. Nunca lhe diga para fazer ou deixar de fazer alguma coisa “porque você é menina”. “Porque você é menina” nunca é razão para nada. Jamais. (p. 21)
  7. Se não empregarmos a camisa de força do gênero nas crianças pequenas, daremos a elas espaço para alcançar todo o seu potencial. (p. 26)
  8. Cuidado com o perigo do Feminismo Leve.[…] Ou você acredita na plena igualdade entre homens e mulheres, ou não. (p. 29)
  9. Uma triste verdade: nosso mundo está cheio de homens e mulheres que não gostam de mulheres poderosas. (p. 33)
  10. Ensine-a a ler. […] Os livros vão ajudá-la a entender e questionar o mundo, vão ajudá-la a se expressar, vão ajudá-la em tudo o que ela quiser ser. (p. 34)
  11. Ensine-a a questionar a linguagem. A linguagem é o repositório de nossos preconceitos, de nossas crenças, de nossos pressupostos. (p. 35)
  12. Tente não usar demais palavras como “misoginia” e “patriarcado” […]. Nós, feministas, às vezes usamos muitos jargões, e o jargão pode ser abstrato demais. Não se limite a rotular alguma coisa de misógina – explique a ela por que aquilo é misógino e como poderia deixar de ser. (p. 36)
  13. Nunca fale do casamento como uma realização. […] Um casamento pode ser feliz ou infeliz, mas não é uma realização. Condicionamos as meninas a aspirarem ao matrimônio e não fazemos o mesmo com os meninos. (p. 40)
  14. Quantos homens você acha que se disporiam a mudar de sobrenome ao se casar? (p. 45)
  15. Ensine-a a não se preocupar em agradar. […] a questão é ser ela mesma, em sua plena personalidade, honesta e consciente da igualdade humana das outras pessoas. (p. 48)
  16. Temos um mundo cheio de mulheres que não conseguem respirar livremente porque estão condicionadas demais a assumir formas que agradem aos outros. (p. 49)
  17. Dê a ela um senso de identidade. […] Esteja atenta também em lhe mostrar a constante beleza e a capacidade de resistência dos africanos e dos negros. (p. 52)
  18. Esteja atenta às atividades e à aparência dela. […] Não pense que criá-la como feminista significa obrigá-la a rejeitar a feminilidade. (p. 54 – 55)
  19. Nunca, jamais associe a aparência […] à moral. Nunca lhe diga que uma saia curta é “indecente”. (p. 56)
  20. Ensine-a a questionar o uso seletivo da biologia como “razão” para normas sociais em nossa cultura. (p. 61)
  21. Converse com ela sobre sexo, e desde cedo. Provavelmente será um pouco constrangedor, mas é necessário. (p.64)
  22. Diga-lhe que o corpo dela pertence a ela e somente a ela, e que nunca deve sentir a necessidade de dizer “sim” a algo que não quer ou a algo que se sente pressionada a fazer. (p. 65)
  23. E, por falar em vergonha, nunca associe sexualidade e vergonha. Ou nudez e vergonha. Nunca transforme a “virgindade” em foco central. (p. 68)
  24. Ensine-lhe que NÃO é papel do homem prover. Num relacionamento sadio, prover é papel de quem tem condições de prover. (p. 74)
  25. Ao lhe ensinar opressão, tome cuidado para não transformar os oprimidos em santos. A santidade não é pré-requisito da dignidade. Pessoas más e desonestas continuam seres humanos e continuam a merecer dignidade. (p. 74)
  26. Ensine-lhe sobre a diferença. Torne a diferença algo comum. Torne a diferença normal. […] Ao lhe ensinar sobre a diferença, você a prepara para sobreviver num mundo diversificado. Ela precisa saber e entender que as pessoas percorrem caminhos diferentes no mundo e que esses caminhos, desde que não prejudiquem as outras pessoas, são válidos e ela deve respeitá-los (p. 76 – 77)

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

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Melissa Marques


Resenha: Todos de pé para Perry Cook – Leslie Connor

Fiquei superempolgada quando a HarperCollins Brasil entrou em contato oferecendo alguns lançamentos para resenharmos. Escolhi Todos de pé para Perry Cook, da autora Leslie Connor, pois no material de divulgação comparavam o livro com O Menino do Pijama Listrado (AMO) e Extraordinário (ODEIO). Portanto, não sabia o que esperar e resolvi “pagar pra ver”.

Resenha: Todos de pé para Perry Cook - Leslie Connor

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

O meu maior medo é que o livro – apesar de ficcional – fosse pedante. Mas isso não aconteceu! A história do garoto Perry é cheia de questionamentos importantes e que te fazem pensar “e se?“. Acho que esse é o maior trunfo da autora. Aliás, Leslie chegou a escrever uma “carta ao leitor”, explicando que mesmo o personagem não sendo real, qualquer um poderia passar pelas situações descritas no livro.

Pela primeira vez, eu me pergunto: e mamãe? Ela vai ficar diferente quando for solta? Vai ficar diferente quando estivermos lá fora? (P. 40)

Resenha: Todos de pé para Perry Cook - Leslie Connor

FOTO: Behance | Rafael Brum

O livro conta a história de Perry Cook, um garotinho de 11 anos que vive em um lugar bastante peculiar: o Instituto Penal Misto Blue River. Esse é o único “lar” que o garoto conhece, até que um dia é tirado de lá para viver em um lar temporário (do mesmo promotor que está dificultando a liberdade condicional de sua mãe).

Fico deitado na cama estranha, morrendo de vontade de falar com a mamãe. De repente, sei que é assim que os novos residentes se sentem na primeira noite em Blue River. Sou um novo residente na casa VanLeer. (P. 56)

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O sofrimento por se afastar da mãe e a empolgação que Perry sente aos sábados – dia de visita – são tocantes. Alías, foi uma ótima sacada da autora poder abordar um tema como o sistema prisional através da ótica infantil.

As personagens são bem desenvolvidas e relevantes, principalmente durante a formação de Perry. É claro: nem todos são “boas pessoas”. Existe um grupo na prisão que Jessica Cook (mãe do menino) apelidou de Frios: eles não são confiáveis, não têm senso de humor, não conversam com os outros residentes. Resumindo: é melhor ficar longe deles. Mas a grande maioria é sensível e simpática.

Resenha: Todos de pé para Perry Cook - Leslie Connor

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Perry é uma criança bastante adulta, porém, em diversos momentos da história acaba mostrando ao leitor um lado mais frágil, principalmente quando ele está longe da mãe e se sente “um estranho no ninho”. No caso, o ninho da família VanLeer.

Eu me seco com uma toalha VanLeer, que é tão grande quanto um cobertor. Quando a enrolo na cintura, ela se arrasta no chão. Eu puxo até as axilas. O Super-Joe ia rir se me visse. Eu sempre atravesso o São Leste Superior quando estou voltando para o quarto usando uma toalha de Blue River ao redor da cintura, só que são toalhas mais finas e bem mais curtas. (P. 105)

O garoto não se sente “em casa” em momento algum quando está fora de Blue River, inclusive, percebemos isso cada vez que ele cita um item do lar temporário: nada é dele, tudo é VanLeer (trecho acima). Porém, em Blue River, o garoto afirma: meu quarto, meu relógio, minhas coisas. Triste, né?

Resenha: Todos de pé para Perry Cook - Leslie Connor

FOTO: Behance | Rafael Brum

O plot twist na história de Jessica Cook é um pouco confuso (não vou dar spoiler, mas NINGUÉM, por maior que seja o coração da pessoa, faria o que ela fez…). De qualquer forma, não tira o mérito: é um ótimo livro.

Todos de pé para Perry Cook é um livro que exalta a empatia – tão em falta nos dias de hoje. É aquela velha história: a gente NUNCA sabe a dor do outro. Com inocência e maestria, Perry Cook nos mostra a importância de buscarmos a resiliência.

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

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Resenha: Todos de pé para Perry Cook - Leslie Connor Título original: All Rise for the Honorable Perry T. Cook
Autora: Leslie Connor
Editora: HarperCollins Brasil
Número de páginas: 288
Ano: 2017
Gênero: Literatura Estrangeira
Nota: 


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Melissa Marques


Adaptação de “A Torre Negra” ganha novo poster. Confira!

Nova York de cabeça para baixo! Pelo menos, é o que promete o novo poster da adaptação de A Torre Negra, obra escrita pelo mestre Stephen King!

Adaptação de "A Torre Negra" ganha novo poster. Confira!

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Confira a sinopse do filme: “Na história, o Pistoleiro Roland (Idris Elba) – que busca a lendária Torre Negra há anos – encontra o menino Jake (Tom Taylor), cujos poderes especiais começam a se manifestar do nada, e descobre que o Homem de Preto (Walter Padick) está maquinando um esquema para destruir os mundos de ambos protagonistas“.

A Torre Negra estreia dia 28 de julho.

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Fonte da sinopse: Omelete


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Melissa Marques


Resenha: O Hobbit – J. R. R Tolkien

Resenha: O Hobbit - J. R. R Tolkien

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Decidi que O Hobbit seria minha primeira leitura do ano. Queria algo leve, divertido e, ao mesmo tempo, épico! E eu não poderia ter feito escolha melhor que a história de Bilbo Bolseiro!

Acabei assistindo os filmes d’O Hobbit antes de ler o livro. Não gosto muito de fazer isso (acho que corta a nossa criatividade), mas aconteceu. Por outro lado, achei divertido imaginar as cenas com o ator Martin Freeman (amo!).

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Um dos personagens que mais me surpreendeu positivamente durante a leitura foi o Gollum (Smeagol). Ele consegue transmitir perfeitamente sentimentos de enclausuramento, loucura, distanciamento social… principalmente se levarmos em conta suas linguagens: falada e corporal. Apesar de ser uma criatura “maligna”, tive pena.

Gollum

Meu maior desapontamento ficou com Gandalf: sou fã do mago nos filmes, mas em O Hobbit… MEU DEUS, QUE PESSOA CHATA! Tenho certa dificuldade com magos que somem e aparecem, deixam enigmas, não respondem o que você pergunta… A situação já não é das melhores e o cara ainda dificulta. HAHAHA (É claro: em diversos momentos ele foi “a salvação” do grupo, mas não é, necessariamente, uma pessoa legal). Talvez a palavra que defina bem a personalidade de Gandalf seria: austero#Polêmicas.

Gandalf

A narrativa de Tolkien é muito fácil de assimilar, pelo menos em O Hobbit (dizem que fica mais “difícil” nos livros d’O Senhor dos Anéis). Tem ótimos diálogos, entonações divertidas (ideais para quem curte ler em voz alta, por exemplo), e descrições na medida certa: nada cansativas, ao contrário, são relevantes e maravilhosas!

Resenha: O Hobbit - J. R. R Tolkien

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As músicas e poemas criados para o livro, além de incrementá-lo, são obras à parte, e também emocionam. A tão famosa língua élfica elaborada por J. R. R Tolkien não teve grande destaque na obra – exceto em algumas inscrições no mapa que Gandalf carrega consigo. Espero que nos outros livros o assunto seja mais aprofundado!

O Hobbit é, além de uma incrível aventura, uma história sobre arriscar-se. Sair da zona de conforto (por melhor que ela seja). Abraçar o mundo, sua vastidão e todas as oportunidades fora do Condado 🙂 Deve ser por isso que, mesmo depois de tantos anos após seu lançamento, o livro continua cativando crianças e adultos.

Bilbo Bolseiro

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Resenha: O Hobbit - J. R. R Tolkien

 

Título original: The Hobbit
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: WMF Martins Fontes
Número de páginas: 297
Ano: 2011
Gênero: Fantasia / Aventura
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Melissa Marques


[VÍDEO] Livros infantis que adultos vão adorar!

Livros infantis ajudam no desenvolvimento da fala, cognição, imaginação e muito mais! Sem dúvidas, esse gênero literário é supernecessário para as crianças. Mas adultos também podem aproveitá-los para aprender algumas lições valiosas, não é mesmo? Por isso, selecionamos algumas obras incríveis que, sem dúvidas, pessoas de todas as idades vão adorar! Confira:

Resenhas citadas no vídeo:

Coraline – http://resenhasalacarte.com.br/resenha/resenha-coraline-neil-gaiman/

O Dia de Chu – http://resenhasalacarte.com.br/resenha/resenha-dia-chu-neil-gaiman-adam-rex/

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Melissa Marques


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