Frases inspiradoras de Cecília Meireles

Aqui no blog nós adoramos frases de autores famosos! Já fizemos de Gabriel García Márquez, Chimamanda Ngozi Adichie, Clarice Lispector, Fernando Pessoa e muitos outros! E claro que não poderia faltar frases da maravilhosa jornalista, pintora, escritora e professora Cecília Meireles. 

Frases inspiradoras de Cecília Meireles

Reprodução

Confira frases de Cecília Meireles para inspirar sua vida:

“Recolhida, tímida, deslumbrada, me debruçava no mistério das palavras e do mundo. Queria saber, mas tinha imenso pudor de confessar minha ignorância.”

“(…) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.”

“Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e de leve,
para que venhas comigoe eu para sempre te leve…”

“Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.”

“Permita que eu que me conforme em ser sozinha.”

“Traze-me um pouco das sombras serenas que as nuvens transportam por cima do dia! Um pouco de sombra, apenas, – vê que nem te peço alegria.”

“Dai-me Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo, um ponto de partida para um novo avançar.”

“É preciso amar as pessoas e usar as coisas e não, amar as coisas e usar as pessoas.”

“Não vou deixar a porta entre aberta.
Vou escancará-la ou fechá-la de vez.
Porque pelos vãos, brechas e fendas… passam semiventos, meias verdades e muita insensatez.”

“Há pessoas que nos falam e nem as escutamos;
Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam.
Mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossa vida…
E que marcam para sempre…”

Frases inspiradoras de Cecília Meireles

Reprodução/Tumblr

“Nunca esperei por momento algum na vida. Vou vivendo todos os momentos da melhor maneira que posso.”

“Não perguntavam por mim, mas deram por minha falta.”

“Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira.”

“Um poeta é sempre irmão do vento e da água: deixa seu ritmo por onde passa.”

““Acima de nós, em redor de nós, as palavras voam e às vezes pousam.””

“Pago-te em sonho, pago-te em cantiga, pago-te em estrela, em amor de amiga.”

“Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem triste: sou poeta.”

“Adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade.”

“Os pássaros da madrugada não têm coragem de cantar, vendo o meu sonho interminável e a esperança do meu olhar.”

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Escrito por:

Isabela Zamboni


Resenha: O Amor é um Cão dos Diabos – Charles Bukowski

Resenha: O amor é um cão dos diabos - Charles Bukowski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Para mim, algo muito importante na poesia é a identificação. E simplesmente não rolou entre Bukowski e eu. Entendo e respeito a importância do autor para a poesia, mas não necessariamente preciso gostar.

Alguns dos temas recorrentes em seus livros e poemas, são: bebidas e mulheres. Basicamente, o autor era um velho fodido que escrevia de uma forma crua e visceral sobre suas experiências. Portanto, os poemas são extremamente pessoais.

Resenha: O amor é um cão dos diabos - Charles Bukowski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Algo que me deixou inquieta é a forma com que o autor “entende” o amor. Durante sua vida, são diversas mulheres que vêm e vão, e o autor disseca seus sentimentos através das palavras. Mas… Para mim, nada daquilo que ele aborda como “amor” é, verdadeiramente, amor (PARA. MIM.). É paixão, desejo, vontade, tesão… Mas não é amor! Fiquei imaginando como e porque o autor trata esse sentimento dessa forma e, ao mesmo tempo, fiquei pensando sobre esse meu julgamento. 

SAIBA MAIS

RESENHA: O GRANDE DEUS PÃ – ARTHUR MACHEN
RESENHA: CALIGRAFIA SILENCIOSA – GEORGE POPESCU
RESENHA: POR AÍ – RENAN ALVARENGA

 Assim como muitos outros autores famosos, Buk vai na contramão do que se espera. A todo instante. E esse é, provavelmente, um dos maiores pontos à favor do Velho Safado. Como a própria editora afirma em seu site oficial: “É considerado o último escritor ‘maldito’ da literatura norte-americana, uma espécie de autor beat honorário, embora nunca tenha se associado com outros representantes beat, como Jack Kerouac e Allen Ginsberg“.

Além disso, o retrato feminino em seus poemas – que coloca a mulher quase sempre na versão de “serva” – não me atrai de forma alguma. Ao contrário: chega a cansar (para não dizer que causa repulsa). Inclusive, em alguns poemas, Buk disserta sobre sua atração por meninas de 13/15 anos, ou seja, DESCULPA, MAS NÃO ROLOU.

Resenha: O amor é um cão dos diabos - Charles Bukowski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Meus poucos poemas favoritos do livro tratam, geralmente, sobre amenidades como: trabalho, casa, mar, entre outros. Um exemplo é o Provaremos as ilhas e o mar:

Provaremos as ilhas e o mar

sei que em alguma noite
em algum quarto
logo
meus dedos abrirão
caminho
através
de cabelos limpos e
macios

canções como as que nenhuma rádio
toca

toda a tristeza, escarnecendo
em correnteza.

Foi bom ter contato com uma das obras de Bukowski, mas não voltarei a ler um poema, crônica ou livro dele tão cedo.

Resenha: O amor é um cão dos diabos - Charles BukowskiTítulo original: Love is a dog from hell
Autor: Charles Bukowski
Editora: L&PM Editores
Número de páginas: 304
Ano: 2010
Gênero: Poesia
Nota: EstrelaEstrelaestrela vaziaestrela vaziaestrela vazia


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Melissa Marques


Três poemas de Carlos Drummond de Andrade foram descobertos em 2015!

Quantos tesouros não habitam uma biblioteca, não é mesmo?

Essa frase nunca fez tanto sentido quanto agora: através de uma pesquisa acadêmica, a estudante Mayra Fontebasso – que cursa o último ano de Letras na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – acabou descobrindo três poemas de Carlos Drummond de Andrade esquecidos pelo tempo.

Segundo o jornal O Globo, Mayra “encontrou os trabalhos quando fazia sua pesquisa de iniciação científica sobre textos literários publicados na revista “Raça”, editada em São Carlos entre 1927 e 1934, sob orientação do professor Wilton José Marques“.

Para entender melhor a origem dos poemas, estudante e orientador consultaram a Bibliografia Comentada de Carlos Drummond de Andrade (1918-1934), de Fernando Py, o Inventário Dummoniano, da Fundação Casa de Rui Barbosa e o crítico, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e especialista da obra de Drummond, Antônio Carlos Secchin.

Ao final, constataram que eram textos inéditos. Um deles, “O poema das mãos soluçantes, que se erguem num desejo e numa súplica”, você pode conferir na íntegra, abaixo:

O poema das mãos soluçantes, que se erguem num desejo e numa súplica

Como são belas as tuas mãos, como são belas as tuas mãos pálidas como uma canção em surdina…

As tuas mãos dançam a dança incerta do desejo, e afagam, e beijam e apertam…

As tuas mãos procuram no alto a lâmpada invisível, a lâmpada que nunca será tocada…

As tuas mãos procuram no alto a flor silenciosa, a flor que nunca será colhida…

Como é bela a volúpia inútil de teus dedos…

O poema das mãos que não terão outras mãos numa tarde fria de Junho

Pobres das mãos viúvas, mãos compridas e desoladas, que procuram em vão, desejam em vão…

Há em torno a elas a tristeza infinita de qualquer coisa que se perdeu para sempre…

E as mãos viúvas se encarquilham, trêmulas, cheias de rugas, vazias de outras mãos…

E as mãos viúvas tateiam, insones, − as friorentas mãos viúvas…

O poema dos olhos que adormeceram vendo a beleza da terra

Tudo eles viram, viram as águas quietas e suaves, as águas inquietas e sombrias…

E viram a alma das paisagens sob o outono, o voo dos pássaros vadios, e os crepúsculos sanguejantes…

E viram toda a beleza da terra, esparsa nas flores e nas nuvens, nos recantos de sombra e no dorso voluptuoso das colinas…

E a beleza da terra se fechou sobre eles e adormeceram vendo a beleza da terra…

FONTE: O Globo


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Melissa Marques


Resenha: Pó de Lua – Clarice Freire

Desde quando contatei a Clarice Freire ano passado para entrevistá-la durante a Bienal do Livro de São Paulo, fiquei supercuriosa com seu trabalho através do blog e da fanpage Pó de Lua, lançados em 2014 pela Intrínseca no formato impresso.

Finalmente, mês passado, tive a oportunidade de emprestá-lo e comecei a leitura.

Resenha: Pó de Lua - Clarice Freire

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O livro cumpre sua proposta: diminuir a gravidade das coisas. Uma leitura leve e rápida, completa por lindas tipografias e ilustrações feitas pela autora.

Ao ler Pó de Lua, me senti fuçando no moleskine de uma amiga que manda muito bem nas poesias e nos desenhos.

“Levo comigo o que é meu por DIREITO ou porque me foi dado. Vou deixando nas ruas as MIGALHAS e o que já provei que é errado”  p. 62 e 63.

As poesias são inspiradas nas quatro fases da lua – cheia, minguante, nova e crescente. No livro, Clarice aborda temas universais – saudade, medo, perda, solidão, paixão, alegria – de uma forma muito sutil.

Resenha: Pó de Lua - Clarice Freire

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Resenha: Pó de Lua - Clarice Freire

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Capa, projeto gráfico e diagramação também têm seu destaque: o livro não seria o mesmo se não fosse pelo belíssimo trabalho artístico empregado na obra!

Resenha: Pó de Lua - Clarice Freire

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

“Sou muito pequena para fazer GRANDES COISAS. Por isso quero ser GRANDE nas coisas pequenas” p. 74.

Dá para ler em algumas horas, durante um passeio no parque ou uma tarde de preguiça (como foi o meu caso).

Resenha: Pó de Lua - Clarice FreireTítulo original: Pó de Lua
Autor: Clarice Freire
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 192
Ano: 2014
Gênero: Poesia / Autoajuda
Nota: 1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia


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Melissa Marques


Resenha: Caligrafia Silenciosa – George Popescu

Resenhar um livro de poesias é um desafio para mim. Foram poucas vezes na minha vida de leitora que me deparei com versos; gosto mais de prosa, narrativa, personagens. Porém, o que seria da vida sem dificuldades e novas experiências? Foi pensando nisso que escolhi o livro Caligrafia Silenciosa, do autor romeno George Popescu.

George Popescu nasceu na Romênia em 1948, é poeta, crítico e tradutor. É formado em filologia e faz parte da União Romena dos Escritores. Quando comecei ler seus poemas – separados em duas partes pelo organizador – e também poeta Marco Lucchesi – consegui sentir algo bem forte. As palavras são bem intensas, as estrofes nos fazem perder horas pensando. E é justamente esse o intuito da poesia, não é mesmo? Transformar sentimentos em palavras.

Caligrafia Silenciosa - George Popescu

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O primeiro bloco do livro, “Caligrafia silenciosa”, foi escrito entre a Itália e a Romênia, de 2002 a 2005; e a segunda parte, “Ars Moriendi”, foi concebido por George Popescu a partir de uma viagem ao Rio de Janeiro e a São Paulo, em 2005, para uma série de conferências literárias.

Segundo o autor, a poesia é “a divisão silábica das coisas vividas”. Não poderia concordar mais. Como escrever com intensidade e paixão sem vivência? Ao virar as páginas, conseguimos entrar na pele de Popescu, vivenciar aqueles momentos da mesma forma que ele deve ter experimentado.

“A vida? Um resto de fotografia com rastros de vento enlameado (p.35)”

Eu gostei bastante da primeira parte do livro. Os poemas de “Caligrafia Silenciosa” são bastante contemplativos, parece que estamos acompanhando a trajetória de uma pessoa que deseja se despedir desse mundo. Mas o mais interessante é que ele mostra seu desejo pela morte não de uma forma triste ou melancólica; mas sim como um esforço de valorizar a vida, de mostrá-la na sua forma mais crua e perfeita.

Caligrafia Silenciosa - George Popescu

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

“A morte chega e vai-se embora:

detém-se aqui como num breve refúgio –

ela também mortal por algumas horas

se abeira intermitente e vai-se embora

volta e se demora conosco

para medir este ou aquele

quem briga com os vizinhos

quem não pagou o imposto de renda

desta vida tão miserável… “(p.32-33)

Outro fator interessante do livro é que ele faz parte da coleção “Espelho do Mundo“, da Editora Rocco. Por conta disso, a diagramação funciona como um espelho: na página da direita lemos a tradução, na esquerda a poesia original em romeno. Achei a escolha bem pertinente e deu um charme a mais à edição.

Sem mais delongas, só tenho a dizer que foi um livro que me surpreendeu. Não esperava muita coisa, mas tornou-se uma leitura prazerosa. Hora de começar a descobrir mais obras poéticas!

Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

Caligrafia Silenciosa - George Popescu

Título original: 
Autor: George Popescu – organização Marco Lucchesi
Editora: Rocco
Número de páginas: 80
Ano: 2015
Gênero: Poesia
NotaEstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Escrito por:

Isabela Zamboni