Resenha: Mas você vai sozinha? – Gaía Passarelli

Gaía é uma daquelas pessoas tão legais que, instantaneamente, você já quer se tornar amiga. Aliás, Mas você vai sozinha? é exatamente isso: aquela amiga que compartilha as melhores dicas e os maiores perrengues de uma viagem.

Com uma pegada não-tão-autobiográfica, a jornalista conta histórias e dissabores de suas viagens – na maioria das vezes feitas a trabalho.

Resenha: Mas você vai sozinha? - Gaía Passarelli

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A escrita é bastante fluída e, exatamente por isso, gera ainda mais proximidade entre a autora e o leitor. Sem contar que – como o próprio título já sugere – Gaía Passarelli aborda questões importantes sobre o autoconhecimento gerado através de uma viagem sem companhia – e de como a sociedade encara uma mulher independente como ela.

O projeto gráfico do livro também merece destaque: ele conta com ilustrações superfofas de lugares citados no texto, fotos do arquivo pessoal da jornalista, frases destacadas e cores leves. Um trabalho primoroso!

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Como o livro também mescla um pouco de “guia de viagens”, no final de cada capítulo você encontra dicas da autora sobre passeios, lugares imperdíveis, onde ficar e onde comer, coisas ou lugares para evitar… Tudo fora do famoso circuito turístico dos locais visitados.

Vale a pena para conhecer um pouco mais dos lugares onde Gaía esteve, e se divertir com suas histórias leves e, muitas vezes, emocionantes! 🙂

Assista a resenha em vídeo!

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* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

Resenha: Mas você vai sozinha? - Gaia PassarelliTítulo original: Mas você vai sozinha?
Autora: Gaía Passarelli
Editora: Globo Livros
Número de páginas: 176
Ano: 2016
Gênero: Guia de Viagens
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Melissa Marques


Resenha: Vamos juntas? – Babi Souza

Resenha: Vamos juntas? - Babi Souza

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Babi Souza começou o movimento Vamos Juntas? de forma bastante desproposital.

Jornalista, Babi trabalhava em uma agência de publicidade quando, em uma noite, resolveu criar uma página no Facebook com a ajuda de uma amiga designer. Hoje em dia, a fanpage conta com mais de 400.000 likes!

O livro trata, obviamente, sobre a história por trás da criação do projeto, mas vai muito além de um relato biográfico. Vamos Juntas? pode ser entendido como um “guia de sororidade para todas“.

Nele, de forma bastante didática, Babi disserta sobre algumas palavrinhas superimportantes e que, finalmente, estão se tornando mais populares. Mas, sem dúvidas, as que têm mais destaque no livro são SORORIDADE (união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum*)  e EMPODERAMENTO (ação social coletiva de participar de debates que visam potencializar a conscientização civil sobre os direitos sociais e civis*).

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Elas, sem dúvidas, devem andar juntas. Quando você empodera uma garota – seja em qual circunstância for – você acaba fortalecendo a sororidade. Babi já participou de diversos programas e lives no facebook para falar sobre empatia, sororidade, machismo e cultura do estupro.  Confira a participação da autora no programa Encontro com Fátima:

O livro e o projeto Vamos Juntas? promovem a tão importante e urgente união feminina. Afinal, qual mulher nunca se sentiu vulnerável ao andar por uma rua escura, sozinha?  A ideia é que, caso veja alguma mulher nesse tipo de situação, você a convide para fazerem o trajeto juntas.

Pode parecer uma ideia simples, porém, Babi garante – e mostra em seu livro – que recebe inúmeros depoimentos diários de mulheres que se sentiram em uma situação de risco e foram “salvas” por desconhecidas.

Resenha: Vamos juntas? - Babi Souza

FOTO: Reprodução / Facebook

Além disso, alguns depoimentos anônimos ainda contam sobre como o Vamos Juntas? ajudou mulheres do Brasil todo a não se calarem diante de qualquer abuso. Muitas delas foram estupradas de diversas formas, e encontraram forças para denunciar seus agressores e falar sobre o assunto.

Enfim, o livro – apesar de pequeno – é extremamente importante como forma de conscientização. Fica a dica!

* FONTE: www.significados.com.br

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Resenha: Vamos juntas? - Babi Souza

Título original: Vamos Juntas?
Autora: Babi Souza
Editora: Galera Record
Número de páginas: 144
Ano: 2016
NotaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vaziaestrela vazia


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Melissa Marques


Resenha: Ninguém Vira Adulto de Verdade – Sarah Andersen

Resenha: Ninguém Vira Adulto de Verdade - Sarah Andersen

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Sabe aquele livro que, de cara, gera uma identificação absurda com o leitor? Ao começar Ninguém Vira Adulto de Verdade, da autora Sarah Andersen, tive certeza que minha vida estava sendo observada durante esses 25 anos. Não só pela protagonista dos quadrinhos ser uma baixinha-de-cabelo-curto-dona-de-um-coelho (como eu), mas pelas situações retratadas no livro. Inúmeras já aconteceram comigo. Ao terminar de ler, me senti um belo chichêzão.

Enquanto lia, tirava fotos das páginas e ia mandando pro meu namorado via WhatsApp. A resposta foi: “puta merda, igualzinha!“. Acho que Sarah tem o dom de resumir a geração dos 20-e-poucos-anos através de seus quadrinhos. Confesso que nunca tive muito contato com a obra da ilustradora, porém, já havia visto alguns desenhos circulando no Facebook.

Resenha: Ninguém Vira Adulto de Verdade - Sarah Andersen

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A fanpage Sarah’s Scribbles conta com mais de 1 milhão de likes, e o livro já tem tradução para 9 idiomas, com mais vindo por aí! Com certeza, pessoas do mundo todo ainda poderão se identificar com as histórias da autora.

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Aliás, em Ninguém Vira Adulto de Verdade, Sarah aborda de forma engraçada e simplista alguns dos dilemas que enfrentamos no dia a dia, além de situações constrangedoras que, infelizmente, a gente acaba passando!

O traço infantil de Sarah é fofo, e ajuda a reforçar o título do livro. O projeto gráfico também ficou show: livro capa dura, com ótimos espaçamentos entre as tirinhas, papel de qualidade… Enfim, uma boa aposta do selo Seguinte.

Resenha: Ninguém Vira Adulto de Verdade - Sarah Andersen

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A personagem é cativante, bem-humorada, irônica. É engraçada a forma que a autora personifica o coelho, fazendo dele “alguém” relevante para as tirinhas, muitas vezes, como se fosse a própria extensão da consciência da garota. Além disso, Ninguém Vira Adulto de Verdade aborda certas questões feministas e, principalmente, misoginia, de uma forma bem explicativa e “ilustrada”, deixando a obra  ainda mais relevante.

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* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

Resenha: Ninguém Vira Adulto de Verdade - Sarah AndersenTítulo original: Adulthood is a myth
Autora: Sarah Andersen
Editora: Seguinte
Número de páginas: 120
Ano: 2016
Gênero: HQ
NotaEstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Melissa Marques


Resenha: Zootopia – Disney

Resenha: Zootopia - Disney

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O filme Zootopia estreou em 2016 e conta a história da coelha Judy Hopps, que sonha em se tornar policial na cidade que dá nome ao longa. Como assisti ao filme – e fiquei encantada – assim que soube do lançamento da HQ com capa dura, corri para garantir o meu exemplar.

A história da HQ é exatamente a MESMA do filme, então, para quem assistiu, não tem nenhuma surpresa. Os diálogos são os mesmos: superfáceis e ideais para os pais que lerão para as crianças.

Resenha: Zootopia - Disney

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Zootopia é ideal para ensinar aos pequenos lições como empenho, sonhos e amizade. Tudo de uma forma muito fofa e com desenhos  superbonitinhos! As crianças vão AMAR!

No início, a HQ introduz um pouco cada um dos personagens principais.

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Resenha: Zootopia - Disney

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

 A edição é bem legal: conta com verniz nos personagens da capa (Judy  Hopps e Nick Wild), ilustrações de silhuetas nas contracapas (acima), papel de qualidade no miolo

Enfim, para quem – como eu – curte colecionar HQs, esse também é um bom item para ter na coleção!

Resenha: Zootopia - Disney

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Resenha: Zootopia - DisneyTítulo original: Zootopia
Autor: Disney
Editora: Media Pixel
Número de páginas: 56
Ano: 2016
Gênero: Infantil
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Melissa Marques


Resenha: O Filho de Mil Homens – Valter Hugo Mãe

Li O Filho de Mil Homens por indicação de um amigo e tive a melhor surpresa possível! O autor português Valter Hugo Mãe utiliza a língua portuguesa com tanta maestria que suas palavras permanecem mesmo após o fim da leitura. É incrível!

Resenha: O Filho de Mil Homens - Valter Hugo Mãe

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

José Saramago, em 2007, comparou a experiência de ler este livro a “assistir a um novo parto da língua portuguesa“. Exato: é como uma nova língua, um português transformado, com uma sentença mais poética e sensível do que a outra. Um livro para agarrar e não soltar mais. A prosa fantástica de Valter Hug Mãe é leve e sutil, com personagens densos, bem-construídos e que nos fazem pensar (e sonhar) a cada segundo.

Durante o processo de leitura fiquei tão encantada, que parava pra ler diversas vezes o mesmo parágrafo. Coloquei muitos adesivos para me lembrar das lindas citações e colocá-las aqui no blog. Mas, antes de mais nada, vamos à sinopse:

Com vontade imensa de ser pai, o pescador Crisóstomo, um homem de quarenta anos, conhece o órfão Camilo, que um dia aparece em sua traineira. Ao redor dos dois, outros personagens testemunham a invenção e construção de uma família em vinte capítulos. Valter Hugo Mãe, ao falar de uma aldeia rural e dos sonhos anulados de quem vive nela, atravessa temas como solidão, preconceitos, vontades reprimidas, amor e compaixão.

As personagens são complexas e apaixonantes. Isaura, Crisóstomo, Camilo, Matilde, Mininha, são os moradores de um vilarejo sofrido – apenas pessoas comuns tentando o melhor de si para encontrar a felicidade.

Resenha: O Filho de Mil Homens - Valter Hugo Mãe

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Não conseguia parar de devorar as páginas, apenas para descobrir um final incrível – desfecho emocionante para uma história trágica de início. Não vou revelar detalhes, mas pense num livro que vai te transformar.  São diferentes temáticas em pouco mais de 200 páginas: machismo, preconceito, solidão, tristeza, família… Aliás, o novo conceito de família que esta obra aborda é perfeita para os dias de hoje.

Ser o que se pode é a felicidade. (p.77)

O Crisóstomo disse ao Camilo: todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. (p.188)

Se você procura uma leitura enriquecedora, encontrou o livro certo! Sem contar que a edição da Globo Livros é incrível, tanto no acabamento, como na diagramação e no papel mais encorpado.

Para comprar o livro, é só acessar o link abaixo:

Não vejo a hora de ler os outros livros do Valter Hugo Mãe 🙂

Resenha: O Filho de Mil Homens - Valter Hugo Mãe

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

*Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

LEIA TAMBÉM

Resenha: O Filho de Mil Homens - Valter Hugo MãeTítulo original: O Filho de Mil Homens
Autor: Valter Hugo Mãe
Editora: Globo Livros
Número de páginas: 224
Ano: 2016
Gênero: Romance
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


2 Comentários
Escrito por:

Isabela Zamboni


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