Resenha: E não sobrou nenhum – Agatha Christie

Comecei E não sobrou nenhum por indicação de amigos e blogueiros literários. Todas as resenhas que li até hoje sobre a obra sempre foram otimistas e categóricas: trata-se do melhor romance policial da Rainha do Crime! Talvez tenha iniciado a leitura com a expectativa altíssima. Não me desiludi, mas também não achei absolutamente genial – como achei Assassinato no Expresso do Oriente.

Resenha: E não sobrou nenhum - Agatha Christie

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Vale lembrar que E não sobrou nenhum era, antigamente, conhecido como O caso dos dez negrinhos. Por questões óbvias para a atualidade, acharam melhor revisitar a obra.

No começo, somos apresentados a dez personagens principais, e acompanhamos sua viagem de trem a Ilha do Soldado, a convite de um anfitrião bastante peculiar.

Literalmente entramos na cabeça dessas pessoas: ouvimos seus desejos e pensamentos mais íntimos e sombrios.

Ao chegarem, uma série de eventos estranhos começam a acontecer: o anfitrião não dá às caras – ninguém nunca o viu pessoalmente -, a Ilha fica extremamente isolada e, durante a primeira noite na casam em um jantar, todos os convidados ouvem, através de um sistema de som, inúmeras acusações seríssimas sobre assassinatos que cada um teria cometido.

À partir daí, o caos se instaura.

VEJA TAMBÉM

RESENHA: A MANSÃO HOLLOW – AGATHA CHRISTIE
RESENHA: MORTE NA MESOPOTÂMIA – AGATHA CHRISTIE
RESENHA: ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE – AGATHA CHRISTIE

Resenha: E não sobrou nenhum - Agatha Christie

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A Ilha também é repleta de simbolismos: chama-se Ilha do Soldado, cada quarto conta com um poema infantil sobre soldadinhos e, na mesa de jantar, dez estátuas de soldados encaram os convidados.

Para piorar o clima, acontece a primeira morte. Cada uma delas, coincidentemente, ocorre exatamente como descrito no poema “E não sobrou nenhum”, que está presente em cada um dos quartos dos hóspedes.

Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move;
Um deles se engasgou, e então sobraram nove.

Nove soldadinhos acordados até tarde, mas nenhum está afoito;
Um deles dormiu demais, e então sobraram oito.

Oito soldadinhos vão passear e comprar chiclete;
Um não quis mais voltar, e então sobraram sete.

Sete soldadinhos vão rachar lenha, mas eis;
Que um deles cortou-se ao meio, e então sobraram seis.

Seis soldadinhos com a colmeia, brincando com afinco;
A abelha pica um, e então sobraram cinco.

Cinco soldadinhos vão ao tribunal, ver julgar o fato;
Um ficou em apuros, e então sobraram quatro.

Quatro soldadinhos vão ao mar; um não teve vez;
Foi engolido pelo arenque defumado, e então sobraram três.

Três soldadinhos passeando no zoo, vendo leões e bois;
O urso abraçou um, e então sobraram dois.

Dois soldadinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então sobrou só um.

Um soldadinho fica sozinho, só resta um;
Ele se enforcou,
E não sobrou nenhum.

Resenha: E não sobrou nenhum - Agatha Christie

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Além disso, a cada morte, uma das estatuetas de soldado acaba sumindo.

Quem estaria por trás disso tudo? Quem é o próximo a morrer? Eles conseguirão fugir da Ilha antes de todos serem mortos? E o mais importante: como todos os assassinatos foram planejados e executados?

Ao longo da história, é claro, você tenta responder essas e outras questões e, mais uma vez, acaba se surpreendendo com o fim da narrativa.

A BBC, inclusive, fez uma minissérie especial adaptando o livro para a tv. Confira um trecho de quando os convidados chegam na ilha:

Sensacional, né? Adorei e já quero assistir!

Capa do livro E não sobrou nenhum - Agatha Christie

Título original: And Then There Were None
Autora: Agatha Christie
Editora: Globo Livros
Número de páginas: 400
Ano: 2014
Gênero: Ficção/Policial
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


2 Comentários
Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares – Ransom Riggs

Gostaria de começar essa resenha dizendo que… EU ADOREI ESSE LIVRO!

Sério. No começo não estava esperando muito. Mas conforme fui lendo e me aprofundando na história, acabei sendo fisgada!

Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O livro (que irei abreviar como O Orfanato) conta a história do jovem Jacob. Ele vive uma vida superchata, monótona, enquanto trabalha em uma rede gigantesca de farmácias herdadas pela família, e conclui o ensino médio sem grandes dificuldades ou feitos. Ele é bem “na média”, normalzão, sabe? Tem apenas um amigo e não aguenta mais essa vida paradona.

“tentei me convencer da sorte que tinha pela vida segura e nem um pouco extraordinária que eu nada fizera para merecer”.

Por outro lado, atualmente, apenas uma coisa consegue movimentar a vida do rapaz: a saúde do avô, senhor Portman, que vai de mal a pior. Os dois têm uma ligação íntima muito forte. Inclusive, Jacob afirma, diversas vezes, que o avô é a pessoa mais importante do mundo para ele.

Quando Jacob era pequeno, Portman gostava de lhe contar histórias sobre um lugar mágico e incrível…

“Era um lugar encantado, contava ele, projetado para manter as crianças protegidas dos monstros, em uma ilha onde o sol brilhava todos os dias e ninguém jamais adoecia ou morria. Todos viviam juntos em uma casa grande protegida por uma ave velha e sábia, pelo menos era isso que dizia a história. […] Havia uma garota que podia voar, um menino que tinha abelhas vivendo dentro dele, um irmão e uma irmã que podiam erguer facilmente pedras enormes”.

Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Portman, inclusive, chegou a mostrar diversas fotos desse lugar e dessas pessoas para Jacob. Porém, com tempo e maturidade, o jovem passou a desacreditar nas histórias oníricas do avô.

Já dá para imaginar o que acontece quando essa figura paterna morre – de um forma supertrágica, inclusive – né? A vida de Jacob muda COMPLETAMENTE e ele parte em busca de respostas.

PAUSA IMPORTANTE: achei INCRÍVEL o autor abordar aqui a temática da depressão de uma forma tão aberta. Fiquei imaginando se, em algum ponto da vida, o próprio Ransom Riggs não teria sofrido com a doença. Ele descreve sentimentos, solidão, medo, vazio, tratamentos… Tudo de uma forma bastante realista. Ponto a favor! Temos que falar sobre depressão!

Enfim, é com todo esse luto que Jacob parte para descobrir a verdade sobre o avô, o orfanato que ele tanto falava, sobre “monstros”, e claro: sobre si mesmo!

“E foi assim que alguém extremamento suscetível a pesadelos, terrores noturnos, arrepios, ataques de pânico e a ver coisas que na verdade não estão ali se convenceu a fazer uma última excursão à casa […].

É nesse momento que Jacob tem seu primeiro contato com as crianças peculiares e a Srta. Peregrine. Não vou detalhar a história, mas é importante dizer que ele fica “indo e vindo” entre sua vida fadada à mesmice e o mundo mágico do orfanato.

Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A partir de então, o garoto deve juntar forças com os peculiares para defender o local das ameaças de etéreos (“sombras malignas” que um dia já foram peculiares. Atualmente se alimentam de outros peculiares, humanos, animais… Enfim, qualquer ser vivo.) e acólitos (Ex-etéreos que se tornam uma espécie de servo. Podem assumir qualquer tipo de forma humana. Geralmente são eles quem conseguem os “banquetes” para os etéreos, já que costumam enganar os humanos com facilidade).

Até a 100ª página, O Orfanato tratou muito sobre a vida de Portman e de seu relacionamento com o neto. A partir da metade do livro, o foco foi bem mais a vida no orfanato com a Srta. Peregrine. Na terceira parte, tudo passa a ficar mais sombrio: segredos são revelados, acontecem alguns plots e perseguições que – assumo – ao imaginar, me deixaram sem ar!

“Tudo começava a fazer sentido, apesar de só um pouco”.

O livro termina de forma rápida e já indicando uma continuação (lançada esse ano pela Editora Intrínseca: Cidade dos Etéreos – Ransom Riggs). E me deixou querendo acompanhar o restante da aventura!

“A porta de nossas gaiolas havia explodido.

Agora estávamos juntos naquele abismo”.

A 2ª Guerra Mundial é pano de fundo do livro e, de certa forma, foi muito bem aproveitada sem cair no clichê ou no piegas. As fotografias – todas originais, vindas de colecionadores de fotos antigas – dão um ar macabro ao livro. Realmente, um trabalho digno de Tim Burton! Uma jornada do herói muito bem contada.

LEIA TAMBÉM

Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom RiggsTítulo original: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children
Autor: Ransom Riggs
Editora: LeYa
Número de páginas: 336
Ano: 2012
Gênero: Fantasia
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


Comente!
Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: Dia de folga – John Boyne

Dia de folga foi minha primeira experiência completa no Kindle. Digo completa, pois comecei um livro de Shakespeare no dispositivo, mas ainda não terminei.

Resenha: Dia de folga - John Boyne

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Dia de folga é um conto escrito por John Boyne que foi disponibilizado gratuitamente para plataformas digitais (baixe aqui). Em poucas páginas, acompanhamos um dia de folga do soldado Hawke, que nos transporta diretamente para o ambiente da Primeira Guerra Mundial.

“Ei, Hawke”, disse Delaney, o garoto irlandês que todo mundo chamava de Charlie Chaplin por causa da semelhança. “O que você pediu para o Papai Noel esse ano?”. “Uma noite de sono”, disse Hawke. “Eu tive uma dessas algumas semanas atrás. Mas não adiantou muita coisa. Eu continuava me sentindo morto quando acordei.

No conto, o autor não aprofunda nenhuma característica física ou psicológica do soldado. Inclusive, seus pensamentos são, em grande parte, bastante desconexos. É Natal, e Hawke vaga pelo acampamento em busca de algo para fazer. É interessante perceber como o autor consegue traçar um paralelo entre a vida de um soldado e de todas as pessoas que se sentem “engolidas pela rotina”.

“Esse era o problema dos dias de folga. Eles eram tão raros, e você esperava tanto por eles, mas quando eles chegavam, seu corpo estava tão acostumado a se mover constantemente que era quase impossível relaxar”.

Como a própria sinopse aponta, enquanto relembra os natais da infância e o conforto do seu lar, Hawke vê e ouve as bombas alemãs caindo à sua volta. Em meio a um dos piores conflitos do século XX, o jovem irá vivenciar um espírito natalino muito diferente do que estava acostumado.

“Na Inglaterra era véspera de Natal. Talvez fosse véspera de Natal aqui também, era difícil saber”.

Vale ressaltar que em Dia de folga, Boyne não utiliza sua “voz infantil”, tão famosa e presente em outros livros, como: O menino do pijama listrado e Tormento. Porém, a temática favorita do autor – guerra – está presente, e dificilmente será esgotada.

PS: para quem já leu outros livros do autor, em Dia de Folga, é possível relembrar alguns personagens de outras histórias!

LEIA TAMBÉM

Resenha: Dia de folga - John BoyneTítulo original: Rest Day
Autor: John Boyne
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 8
Ano: 2014
Gênero: Conto
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaestrela vaziaestrela vazia


Comente!
Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: O Amor é um Cão dos Diabos – Charles Bukowski

Resenha: O amor é um cão dos diabos - Charles Bukowski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Para mim, algo muito importante na poesia é a identificação. E simplesmente não rolou entre Bukowski e eu. Entendo e respeito a importância do autor para a poesia, mas não necessariamente preciso gostar.

Alguns dos temas recorrentes em seus livros e poemas, são: bebidas e mulheres. Basicamente, o autor era um velho fodido que escrevia de uma forma crua e visceral sobre suas experiências. Portanto, os poemas são extremamente pessoais.

Resenha: O amor é um cão dos diabos - Charles Bukowski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Algo que me deixou inquieta é a forma com que o autor “entende” o amor. Durante sua vida, são diversas mulheres que vêm e vão, e o autor disseca seus sentimentos através das palavras. Mas… Para mim, nada daquilo que ele aborda como “amor” é, verdadeiramente, amor (PARA. MIM.). É paixão, desejo, vontade, tesão… Mas não é amor! Fiquei imaginando como e porque o autor trata esse sentimento dessa forma e, ao mesmo tempo, fiquei pensando sobre esse meu julgamento. 

SAIBA MAIS

RESENHA: O GRANDE DEUS PÃ – ARTHUR MACHEN
RESENHA: CALIGRAFIA SILENCIOSA – GEORGE POPESCU
RESENHA: POR AÍ – RENAN ALVARENGA

 Assim como muitos outros autores famosos, Buk vai na contramão do que se espera. A todo instante. E esse é, provavelmente, um dos maiores pontos à favor do Velho Safado. Como a própria editora afirma em seu site oficial: “É considerado o último escritor ‘maldito’ da literatura norte-americana, uma espécie de autor beat honorário, embora nunca tenha se associado com outros representantes beat, como Jack Kerouac e Allen Ginsberg“.

Além disso, o retrato feminino em seus poemas – que coloca a mulher quase sempre na versão de “serva” – não me atrai de forma alguma. Ao contrário: chega a cansar (para não dizer que causa repulsa). Inclusive, em alguns poemas, Buk disserta sobre sua atração por meninas de 13/15 anos, ou seja, DESCULPA, MAS NÃO ROLOU.

Resenha: O amor é um cão dos diabos - Charles Bukowski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Meus poucos poemas favoritos do livro tratam, geralmente, sobre amenidades como: trabalho, casa, mar, entre outros. Um exemplo é o Provaremos as ilhas e o mar:

Provaremos as ilhas e o mar

sei que em alguma noite
em algum quarto
logo
meus dedos abrirão
caminho
através
de cabelos limpos e
macios

canções como as que nenhuma rádio
toca

toda a tristeza, escarnecendo
em correnteza.

Foi bom ter contato com uma das obras de Bukowski, mas não voltarei a ler um poema, crônica ou livro dele tão cedo.

Resenha: O amor é um cão dos diabos - Charles BukowskiTítulo original: Love is a dog from hell
Autor: Charles Bukowski
Editora: L&PM Editores
Número de páginas: 304
Ano: 2010
Gênero: Poesia
Nota: EstrelaEstrelaestrela vaziaestrela vaziaestrela vazia


Comente!
Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald

Deu pra perceber que estou no clima dos clássicos ultimamente – e por conta disso, não pude deixar de ler O Grande Gatsby, esse livro incrível eternizado por Fitzgerald. Eu já havia conferido os dois filmes (com o Robert Redford, de 1974 e com Leonardo DiCaprio, de 2013), mas demorei para ler o livro. Posso afirmar que é maravilhoso e não importa se você já conhece a história – a obra de Fitzgerald vai te prender do começo ao fim.

grande gatsby livro capa

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O livro é bem curtinho – nessa minha edição da Penguin, quase 60 páginas são de textos de apoio e o restante é a trama narrada por Nick Carraway. O narrador em O Grande Gatsby é essencial e, por meio do ponto de vista de Nick, acompanhamos os enlaces dos personagens Jay Gatsby, Daisy, Tom Buchanan e Jordan Baker.

Nick é um jovem que saiu do Meio Oeste para trabalhar em Nova York como corretor de títulos. Chegando à cidade, descobre que é vizinho do famoso Gatsby, generoso e misterioso anfitrião que abre a sua luxuosa mansão às festas mais extravagantes. Gatsby é apaixonado por Daisy, prima de Nick, que é casada com o aristocrata esnobe Tom Buchanan.

O livro retrata com maestria a era do jazz, onde a riqueza parece estar em toda parte. O gim é a bebida nacional (apesar da lei seca) e o sexo está “pegando fogo”. No personagem de Gatsby, que conhecemos aos poucos pelo ponto de vista de Nick, vemos um homem abalado, frágil, mas que faz de tudo para recuperar o passado e reviver uma antiga paixão.

Para comprar o livro, é só acessar o link abaixo:

Fitzgerald faz críticas ferozes à aristocracia norte-americana, assim como às pessoas fúteis que frequentavam as festas de Gatsby sem conhecê-lo. O tempo todo somos apresentados à uma sociedade hipócrita, que se diz repleta de moral e bons costumes, mas que na verdade não passa de egoístas inveterados.

Resenha: O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

O personagem de Gatsby é misterioso, intrigante e encanta a todos com seu charme, especialmente seu sorriso, citado várias vezes pelo narrador. Conseguimos compreender a dor deste homem que passou por múltiplas provações em sua vida, assim como também nos revoltamos com suas atitudes obsessivas e, muitas vezes, cegas.

Fitzgerald faz um retrato pessimista da América, mas ressalta aspectos importantes da cultura e sociedade da década de 1920. Nas comparações entre os bairros nobres e o “bairro das cinzas”, onde residem as classes de renda inferior, o autor consegue cutucar a ferida e sensibilizar o leitor.

A personagem de Daisy é, como o próprio Gatsby e Nick ressaltam, “a voz da riqueza“. Uma garota nascida em berço de ouro, desejada por todos os homens ao seu redor, que nunca passou por grandes dificuldades. No entanto, essa mulher aparentemente ingênua e infeliz, aceita as traições de seu marido para manter seu alto padrão de vida em uma casa luxuosa.

Resenha: O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

A narrativa é deliciosa e lemos o livro de uma só vez (dependendo do tempo que você tiver disponível, claro). Dos autores da “geração perdida” – termo criado por Gertrude Stein para designar os autores norte-americanos da geração de 1883 a 1900 – Fitzgerald é um dos meus favoritos, tanto pela sua sutileza quanto pela suavidade de suas palavras. O final de O Grande Gatsby é uma facada bem dolorida. Quando encerrei a leitura, não sabia se chorava ou se ficava maravilhada. Ou seja: já entrou para os livros favoritos da vida! 

LEIA TAMBÉM

grande gatsby livro capa

Título original: The Great Gatsby
Autor: F. Scott Fitzgerald
Editora: Penguin Companhia
Número de páginas: 256
Ano: 2011
Gênero: Romance/Literatura Estrangeira
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


Comente!
Escrito por:

Isabela Zamboni


Página 5 de 15« Primeira...34567...10...Última »