Resenha

Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

CHEGA DE JULGAMENTOS! Nunca mais serei alvo de risos contidos e olhos esbugalhados me perguntando: “COMO ASSIM, VOCÊ NUNCA LEU AGATHA CHRISTIE?”. Pois é, minha gente! Minha hora de brilhar ler um livro da Rainha do Crime chegou! Meu escolhido foi o famoso Assassinato no Expresso do Oriente, edição da Nova Fronteira!

Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Vou falar bem ~de boas~ sobre o enredo, já que não é novidade pra ninguém, a não ser pra mim, né? haha

Resumindo (muito bem resumido), em uma viagem de trem à Londres, durante uma parada por causa de uma nevasca, o corpo de um dos passageiros é encontrado com 12 facadas e cabe ao detetive Hercule Poirot solucionar o crime antes da polícia iugoslava.

O que mais me espantou (aka: me deixou “de cara”) foi o fato de Assassinato no Expresso do Oriente ter “apenas” (digo apenas por que, para um leitor acostumado com livros de mais de 300 páginas, esse pode ser considerado pequeno) 200 páginas e tantas ideias borbulhantes e reviravoltas.

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Posso dizer que cheguei a suspeitar de cada um dos viajantes do Expresso do Oriente. Pra depois, claro, pensar: “que idiota, claro que não!”. Fiquei sem comer, sem dormir (de domingo pra segunda dormi 3h, valeu, Agatha!), sem sair! Haha. Gente, sério. O negócio é incrível, tenso, e você NÃO PODE PARAR! ~não para, não para, não para, não!~

Eu, muito ligeira, sagaz e espertona, tinha certeza – ou uma boa aposta – sobre como terminaria o livro. E olha, posso dizer: NÃO TEM NADA A VER COM O QUE EU PENSEI. RISOS.

Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Ou tem. Até tem. Mas o fim você só vai descobrir lendo Assassinato no Expresso do Oriente.
No decorrer do livro, como a maioria dos suspenses policiais, a autora lança diversas dicas, mas que você só acaba percebendo quando chega na última página.

Resumindo, Agatha, fofa… Você merece totalmente o título. Você é linda, rainha, querida, lacradora, diva e muito mais. Te considero pakas.

PS: Senti falta de uma notinha de rodapé traduzindo algumas frases em francês.
PS²: Li várias resenhas apontando o livro como um dos melhores da Agatha, então, se você ainda não leu, vale a pena tirar umas horinhas para se dedicar ao crime 😉 #tôprocrime

LEIA TAMBÉM

Assassinato no Expresso do Oriente foi adaptado para os cinemas! Confira o trailer legendado:

Assassinato no expresso do oriente - Agatha ChristieTítulo original: Murder on the Orient Express
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 200
Ano: 2014
Gênero: Ficção / Policial
Nota

Resenha

Resenha: Se Só Me Restasse Uma Hora de Vida – Roger-Pol Droit

Foto: Renata Pereira (umaleituraamais.com)

Assumo: comprei o livro pela capa. Sem nem mesmo saber a sinopse ou a quantidade de páginas do livro, já havia colocado como “desejado” na minha lista do Skoob (já me segue por lá?). E Se só me restasse uma hora de vida (Si je n’avais plus qu’une heure à vivre, em francês) foi uma agradável surpresa! Comecei a leitura na sala de espera para um exame de rotina (coincidência, juro! haha) e, até então, pensei que se tratava de pura ficção.

O livro é, na verdade, um breve estudo sobre a filosofia do morrer.

Em certos momentos ele pode até ser confundido com autoajuda, mas isso não desmerece – de forma alguma – a obra: posso afirmar que “Se só me restasse uma hora de vida” é um bálsamo, um oásis no deserto, uma flor no meio de espinhos: depois de ler tantos livros ruins, mal escritos e sem sentido em 2014, Roger-Pol Droit trouxe exatamente o que eu precisava.

A leitura é fluida e rápida, apesar de tantos questionamentos e “densidade” no assunto. Morte. Ninguém gosta de falar dela, não é mesmo? Mas o autor faz um exercício incrível de – em poucas páginas – mergulhar nos pensamentos de uma mente que sabe que tem apenas alguns momentos de vida pela frente.

No que você pensaria? O que faria? Pediria perdão? Desculpa? Ligaria para aquele parente distante? Curtiria os filhos? O namorado? Rezaria para o seu Deus? Imploraria por misericórdia?

“a morte não pode ser ensinada, não pode, em sentido algum, de maneira nenhuma, ser objeto de algum tipo de treinamento, só o que se pode, contemplar é preparar-se para fazer boa figura, condicionar-se para atravessar com dignidade a suprema prova, a luta final, o suposto combate da agonia, essa palavra que lembra guerra e confronto”

Para comprar o livro, é só clicar no link abaixo:

Os recursos estilísticos usados por Roger-Pol Droit também chamam a atenção: não existem parágrafos ou muitas pontuações. O livro, a todo instante, nos dá uma sensação de urgência. O autor transita entre suas ideias. Faz cortes, retoma, pensa melhor e desfaz tudo. Essa mistura faz o leitor entrar, ainda mais, no universo particular de quem escreve.

Um ótimo “respiro literário” nesse fim de ano! Um maravilhoso brinde à vida!

Não faça como eu e confira a sinopse antes de comprar:

Esse pensamento, tão urgente e profundo, surge em algum momento da vida de cada um de nós e coloca em perspectiva todas as nossas prioridades e problemas. Mas e se essa fosse mais do que uma simples suposição? E se tivéssemos, de fato, apenas mais uma hora? E se você também tivesse apenas um breve momento para fazer um balanço, lembrar-se, encontrar aquilo que mais importa? E se só restasse uma hora para esquecer as ilusões e, finalmente, viver?

Roger-Pol Droit propõe neste livro um exercício radical, decisivo, que vale todas as lições de filosofia e sabedoria. De forma brilhante, o autor nos faz mergulhar em nossa própria consciência, para que, ao fim, possamos descobrir o que é essencial para nós.

LEIA TAMBÉM

Se só me restasse uma hora de vida - Roger-Pol Droit

Título original: Si je n’avais plus qu’une heure à vivre
Autor: Roger-Pol Droit
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas: 98
Ano: 2014
Gênero: Filosofia
Nota1 estrela1 estrela1 estrela1 estrela1 estrela

Melhores do Ano

Livros favoritos de 2014 – Melissa

Já virou rotina: todos os anos eu paro por alguns minutos e faço uma lista com os melhores livros lidos. Nem sempre rende: alguns anos são bem “fracos” e acabo indicando apenas dois ou três. Esse ano foi diferente – ainda bem! Dos 43 livros lidos em 2014, oito se destacaram e me marcaram, de alguma forma. Quer ver quais são? Confira:

Livros favoritos de 2014 - Melissa
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Hyperbole and a Half – Allie Brosh

Humor escrachado e, ao mesmo tempo, leve! As histórias que aconteceram na vida de Allie parecem ter sido inventadas, de tão boas e engraçadas! Confira a resenha completa de Hyperbole and a Half.

Cash – A Autobiografia de Johnny Cash – Johnny Cash

Esqueça o mito e conheça o homem. Ele poderia ser qualquer um, mas tornou-se uma das maiores lendas do country americano. Para os fãs, como eu, essa autobiografia de Johnny Cash é leitura obrigatória: o cara é um tremendo contador de histórias! Leia aqui a resenha completa do livro.

Coração de Tinta – Cornelia Funke

Cornelia é minha autora de fantasia preferida e ponto. Por ser viciada em leitura, Cornelia consegue transferir pro papel todo esse amor que nós sentimos pela linguagem escrita e faz isso de forma linda! Esse livro (e a trilogia Mundo de Tinta, no geral) é imperdível!

Bidu: Caminhos – Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho

Tão, mas tão lindo! Esse livro faz parte da “série” criada pela Graphic MSP com roteiristas e ilustradores para homenagear o universo de Mônica e seus amigos. Bidu: Caminhos foi o primeiro que li, seguido por Laços – que também é incrível! Ele conta a história de Bidu antes de conhecer seu companheiro Franjinha. Uma das história mais tocantes que li em 2014.

Livros favoritos de 2014 - Melissa
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

Conheci as palavras de “Sejamos todos feministas”, de Chimamanda, através da música Flawless, de Beyoncé. Assisti o discurso feito por ela em 2012 durante o TEDxEuston e baixei o e-book (gratuito!) para ler. Uma pena ser tão pequeno! Quanta lucidez! Faça o download através da Amazon.

Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie

Meu primeiro contato com a “Rainha do Crime”. Não é à toa que ela leva esse apelido, viu? Para quem nunca leu nada de Agatha, indico fortemente esse livro: é extremamente rápido e de tirar o fôlego! Confira a resenha completa de Assassinato no Expresso Oriente.

Put Some Farofa – Gregorio Duvivier

Gregorio Duvivier, um dos criadores do famoso Porta dos Fundos, expõe suas diversas formas em esquetes, crônicas, poemas e outros textos que vão do lírico ao escrachado. Vale muito a pena! Confira a resenha completa de Put Some Farofa.

Se só me restasse uma hora de vida – Roger-Pol Droit

Trata-se de um breve estudo sobre a filosofia do morrer. Pode até ter uma pegada “autoajuda” em alguns momentos, mas os questionamentos e os recursos linguísticos do autor são pertinentes e criativos. Confira a resenha completa de Se só me restasse uma hora de vida.

E vocês, pessoal? Quais livros mais curtiram ler em 2014? Conta pra gente nos comentários. E não se esqueça de ver a lista de favoritos de 2014 da Isa!