Resenha: Minha Breve História – Stephen Hawking

Resenha: Minha Breve História - Stephen Hawking

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Posso dizer que sempre fui “fã” de Stephen Hawking. À primeira vista o que chama a atenção é óbvio: o fato de o físico ter Esclerose Lateral Amiotrófica e, ainda assim, aos 73 anos, continuar produtivo e com um humor peculiar.

Depois de assistir ao filme A Teoria de Tudo (baseado no livro homônimo escrito por Jane, a ex-mulher de Stephen), fiquei ainda mais interessada por sua história de vida e, numa viagem, resolvi comprar a autobiografia do autor, intitulada Minha Breve História.

Ao meu ver, alguém com uma história como a de Stephen teria MUITO para contar. Porém, mais uma vez o gênio deixa claro a sua simplicidade e aborda, em apenas 144 páginas, toda sua trajetória de vida.

Resenha: Minha Breve História - Stephen Hawking

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Os assuntos abordados são os mais diversos: infância, casamento, viagem no tempo, buracos negros, entre outros. Sempre intercalando vida pessoal e acadêmica.

O livro é escrito na medida certa para não ser maçante, já que, diversas vezes Stephen nos apresenta alguns termos mais técnicos e tenta explicá-los para leigos (como eu!, haha). Porém, confesso que mesmo com a linguagem simplista, acabei “passando o olho” em algumas partes do livro (como nos capítulos: Ondas Gravitacionais, Buracos Negros, Viagem no Tempo e Tempo Imaginário).

Entretanto, o livro é indicado para os amantes de biografias e para quem quer saber um pouco mais sobre a jornada de Stephen que, mesmo com todas as limitações impostas pelo acaso, se destaca como um dos mais importantes físicos da história (e da cosmologia).

LEIA TAMBÉM

Minha breve história - Stephen HawkingTítulo original: My Brief Story
Autora: Stephen Hawking
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 144
Ano: 2013
Gênero: Autobiografia
Nota: 1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia


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Melissa Marques


Resenha: O dia de Chu – Neil Gaiman e Adam Rex

Resenha: O Dia de Chu - Neil Gaiman

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Depois de ler O Oceano no Fim do Caminho, fiquei com uma ótima primeira-impressão de Neil. E fiquei superfeliz ao receber O Dia de Chu, por dois motivos: 1) há anos eu não lia um livro infantil e 2) é escrito por Gaiman.

O livro conta a história de Chu, um bebê panda superfofo que tem um grande problema: quando ele espirra, “coisas ruins acontecem”.

Para uma criança o livro é incrível: as ilustrações feitas por Adam Rex são magníficas, coloridas, cheias de detalhes, chamativas, bonitinhas e engraçadas. O livro é – como é de se esperar – extremamente visual e o trabalho do ilustrador é notável!

Resenha: O Dia de Chu - Neil Gaiman

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Os pequenos com certeza irão adorar e O Dia de Chu tem tudo para se tornar um daqueles livros que somos obrigados a ler diariamente até as crianças adormecerem, sabe? <3

Mas a história por trás do pequeno Chu também dá uma lição aos  pais (principalmente aos de primeira-viagem): você pode tentar proteger seus filhos, mas existem coisas que estão fora do seu alcance. E isso nós aprendemos em 34 páginas realmente satisfatórias.

Fico feliz ao ver a desenvoltura de Neil como autor. Ele permeia entre o infantil, o juvenil e o adulto sem a menor dificuldade. E isso, com certeza, poucos conseguem.

Resenha: O Dia de Chu - Neil Gaiman

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SINOPSE:

Chu é um filhote de panda fofinho como todo filhote de panda. O que há de diferente com ele – além de sua camiseta verde e de seus charmosos óculos amarelos estilo aviador – é que Chu é um pouco alérgico. E quando ele espirra, coisas ruins podem acontecer. Sem dizer exatamente que coisas são essas, o cultuado escritor britânico Neil Gaiman vai prendendo a atenção dos pequenos em O dia de Chu, que acompanha um dia de fortes emoções na vida desse simpático filhote.

Carinhosos e cuidadosos, os pais de Chu sabem que coisas ruins podem acontecer quando o filhote sente aquela coceirinha no nariz. E se atentam para qualquer sinal de que ele possa espirrar. Mas não é que às vezes as coisas acontecem quando menos esperamos?! Ou será que Chu gosta mesmo é de confundir seus pais (e o leitor)?

O dia de Chu começa com uma visita à biblioteca cheia de livros empoeirados, passa por um almoço no restaurante Moby Dinner, onde há um forte cheiro de pimenta no ar, e termina com um animado espetáculo de circo. Será que Chu vai espirrar hoje?

O próximo título da série terá como tema principal a ida de Chu à escola.

COMPLEMENTO

Confira o booktrailer do livro:

* O livro foi enviado pela assessoria da marca, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

O dia de Chu - Neil Gaiman e Adam RexTítulo original: Chu’s Day
Autor: Neil Gaiman e Adam Rex
Editora: ROCCO Pequenos Leitores
Número de páginas: 32
Ano: 2013
Gênero: Infantil
Nota: 1 estrela1 estrela1 estrela1 estrela1 estrela


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Melissa Marques


Resenha: Morte na Mesopotâmia – Agatha Christie

Depois de viciar na série “Sherlock”, da BBC, me deu saudade de ler Agatha Christie. Já havia lido alguns livros da autora na adolescência, mas não lembrava direito de seu estilo. Peguei então Morte na Mesopotâmia, um dos títulos que eu lembro ser um dos mais conhecidos. Não me arrependi, pois a história é muito empolgante e divertida de ler.

Resenha: Morte da Mesopotâmia - Agatha Christie

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O livro é mais um dos casos de Hercule Poirot, o detetive belga tão icônico que aparece em boa parte das obras da autora. Na história, a enfermeira Amy Leatheran narra sua experiência com a paciente Louise Leidner, uma mulher que sofria de angústia nervosa e era casada com o famoso arqueólogo Eric Leidner. A trama se passa em uma cidade árabe, durante uma escavação comandada por Leidner e sua equipe. Durante a história, ficamos tensos o tempo inteiro, querendo saber porque Louise sofria tantas paranóias e angústias e por qual motivo o clima entre as pessoas da escavação estava tão estranho.

Depois que um dos membros da equipe da escavação é brutalmente assassinado, é hora de Poirot entrar em cena e tentar descobrir quem teria motivos para realizar tal façanha, além de tentar explicar por que aquelas pessoas viviam em um clima tão pesado.

“Morte na Mesopotâmia” é aquela típica história de detetives que fascina e encanta. Um grupo de pessoas. Todas agindo de forma esquisita. De repente, um assassinato cometido por um deles e ninguém sabe como reagir. Um detetive entra em cena para tirar todo mundo do sério fazendo perguntas indiscretas. Análises minuciosas de cada detalhe do dia do assassinato, a fim de montar o quebra-cabeça. Ou seja: a narrativa perfeita para quem, como eu, é fascinado por solucionar mistérios.

Quem lê bastante Agatha Christie, geralmente adivinha rápido quem é o verdadeiro assassino. Sempre há o misdirection, isto é, a autora faz você odiar um personagem para desconfiar dele, mas com certeza está tirando o seu foco do verdadeiro assassino, geralmente aquela pessoa que todo mundo descarta logo de primeira. Nesse livro, me deixei levar e nem tentei adivinhar nada. Quis embarcar na jornada de Poirot e apenas admirar o personagem como um detetive muito astuto e divertido.

Resenha: Morte da Mesopotâmia - Agatha Christie

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Outro ponto positivo é conferir a história pelos olhos da enfermeira, alguém que chegou de fora da expedição e relata com detalhes tudo o que viu durante o tempo que passou ali. Amy Leatheran é uma mulher muito íntegra, correta, mas por vezes ingênua. Não conseguia ver o que estava diante de seus olhos e confiava bastante na bondade do ser humano. É divertido ver como ela ajuda Poirot no caso, que sempre a deixa bastante intrigada.

Por ser tipicamente britânico, também é divertido ver como os personagens são extremamente polidos e educados. Todos se preocupam demais com tentar parecer uma boa pessoa e despejar moralismo. Portanto, todo mundo que sai um pouco da linha ou age com sinceridade, aos olhos da enfermeira, é um indivíduo rude e grosseiro. A narradora vive fazendo comentários do tipo “ela não é uma dama”, ou “fulano deveria agir com mais respeito”. Parece que pessoas muito espontâneas incomodam de verdade a enfermeira.

Enfim, se você procura uma narrativa animada, fluente e com personagens ótimos, “Morte na Mesopotâmia” é o livro pra você. Só tente não adivinhar tão cedo quem é o assassino, senão perde toda a graça.

LEIA TAMBÉM

Capa do livro Morte na Mesopotâmia

Título original: Murder in Mesopotamia
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 220
Ano: 2014
Gênero: Ficção/Policial
Nota1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia


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Isabela Zamboni


Resenha: CASH – Johnny Cash e Patrick Carr

Resenha: CASH - Johnny Cash

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Olá, ele é o Johnny Cash.

Não, não tinha como começar essa resenha de outro jeito.

Subverti a ordem das coisas e acabei conhecendo melhor a obra de Cash através do filme Johnny e June (Walk the line, 2005). É claro que eu já havia ouvido um ou outro sucesso do cantor – até por que, não vivo numa bolha – mas nunca parei para escutar a obra, analisar, e claro: me apaixonar.

Enfim, logo depois de assistir ao filme (que tem interpretações e músicas belíssimas), foquei meus dias na descoberta do Sr. Cash e de sua obra: ouvi incessantemente os cds, assisti ao filme mais umas 5x, e devorei a autobiografia CASH.

Talvez o único comentário que eu possa tecer sobre esse homem, possa se resumir em uma palavra: dualidade.

Johnny era o anjo e o demônio, era o bem e o mal, era caridoso e egoísta, humilde e arrogante, e muitos outros adjetivos mais. Isso fica claro desde o início do livro.

O bom de uma autobiografia é a visão do autor sobre ele mesmo. Enquanto eu, lendo, pensava “caramba, que homem incrível!”, Johnny dizia sobre si mesmo: “eu tenho uma certa responsabilidade sobre o country, mas não é tudo isso o que as pessoas falam”. OI?

Enquanto lia, tive a impressão de estar sentada ao lado do avô de alguma amiga, enquanto ele me contava histórias e tomávamos uma xícara de chá. Acho que isso resume bem o tipo de biografia que você encontrará em CASH. O livro aborda a vida do astro sob uma perspectiva completamente nova: a dele mesmo.

Johnny tece poucos comentários sobre o sucesso, e foca a biografia em seus amigos, familiares, Deus, e claro, sua vida na estrada – que, para o astro, foi um dos motivos de ter chego “tão longe”.

COMPLEMENTO

  • Johnny Cash Radio – 24h de Cash, com sposts de informações sobre a vida e a obra do artista.
  • Out Among the Stars – o novo álbum (póstumo) de Cash foi lançado em março de 2014 conta com o single “She used to love me a lot“. Imperdível!
  • Johnny e June – pra quem ainda não assistiu, vale a pena! Com Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon interpretando Cash e sua mulher. Confira o trailer.

CASH - Johnny Cash e Patrick Carr

 

Título original: CASH
Autor: Johnny Cash e Patrick Carr
Editora: Leya
Número de páginas: 280
Ano: 2013
Gênero: Autobiografia
Nota1 estrela1 estrela1 estrela1 estrela1 estrela


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Melissa Marques


Resenha: Não Sou Uma Dessas – Lena Dunham

Até então, nunca tive contato com nenhuma obra de Lena, nem seus filmes independentes ou até mesmo a famosa série Girls, transmitida pela HBO. Tudo o que eu sabia dessa mulher era: ela é uma pessoa polêmica. Feminista. E que usa looks “duvidosos” em alguns red carpets.

E só. Bem superficial, eu sei. Por isso, ao saber do lançamento de Eu Não Sou Uma Dessas pela Editora Intrínseca, decidi dedicar um tempo à leitura do livro e conhecer melhor a intérprete de Hannah Horvath.

Resenha: Não sou uma dessas - Lena Dunham

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A primeira impressão que tive foi boa: achei Lena uma pessoa bem lúcida. Esperava alguém mais afetado e que só pensasse em sexo (como algumas pessoas definem a personagem dela em Girls).

Mas não! Apesar de o tema ser abordado diversas vezes e de diferentes formas no livro, não se trata apenas disso.

Lena fala sobre adolescência, crescimento pessoal, dificuldades para se fazer ouvir, masturbação, estranhamento com o próprio corpo, doenças do sono, DSTs, e muitos outros temas que podem ou não ser tabus para você.

Resenha: Não sou uma dessas - Lena Dunham

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Ela é corajosa, se expõe e não tem medo ou vergonha disso (dá pra perceber pelas cenas de nudez dela no seriado, né?). Como a própria Lena diz na introdução do livro

“[…] se eu puder lançar mão do que aprendi para tornar qualquer tarefa mais fácil para você […] então cada passo em falso que dei terá valido a pena”.

E é exatamente isso que acontece: você, com certeza, não passará pelas quase 300 páginas do livro sem se identificar com alguma história descrita por Lena. O livro é uma verdadeira conversa: parece que estamos lidando com uma amiga de longa data que, ao conseguir um espaço na agenda, resolve colocar o papo em dia com a galera.

O livro poderia ser um diálogo na mesa de bar ou ter sido discutido durante um jantar entre amigas, mas Lena resolveu expandir seus medos, certezas, derrotas, amizades, amores, doenças, criatividade, para outras pessoas e pretende, com isso, fazer com que o leitor repense seus próprios medos, certezas, derrotas…

Resenha: Não sou uma dessas - Lena Dunham

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O livro é bem fluído. Na primeira noite que peguei para ler foram 60 páginas em meia hora! Rápido e direto ao ponto, assim como a autora. Ótimo para os que – como eu – adoram biografias! Além disso, a pegada de “reflexão” também é superválida, principalmente agora no início do ano, né?

Resenha: Não sou uma dessas - Lena Dunham

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Alguém já leu? Concorda comigo? O que vocês acharam de “Não Sou Uma Dessas”? Conta pra gente nos comentários.

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Não sou uma dessas - Lena Dunham Título original: Not that kind of girl: a young woman tells you what she’s “learned”
Autor: Lena Dunham
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 304
Ano: 2014
Gênero: Autobiografia
Nota: 1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia


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Escrito por:

Melissa Marques


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