Resenha

Resenha: As coisas que você só vê quando desacelera – Haemin Sunim

Foto: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

As coisas que você só vê quando desacelera foi o meu primeiro contato com a escrita de Haemin Sunim. Além disso, como eu nunca havia lido nada escrito por um monge-zen-budista, não sabia muito bem o que esperar. No início, o livro me causou um pouco de estranheza, no sentido de ser bastante leve, simples e, “positivo demais” pro meu gosto. Mas depois, acabei me acostumando e deixei a mente aberta para os ensinamentos de Haemin.

Confira a sinopse oficial do site da Editora Sextante:

Frases

As melhores frases de “A sutil arte de ligar o foda-se”, de Mark Manson

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A sutil arte de ligar o foda-se é um dos lançamentos da Intrínseca que está dando o que falar – e já consta nas listas de mais vendidos do Brasil. Selecionamos as melhores frases do livro que promete não ser uma autoajuda. Confira:

LEIA A RESENHA DE A SUTIL ARTE DE LIGAR O F*DA-SE

1) “Todo mundo e todos os programas de TV querem nos convencer de que a felicidade depende de um emprego melhor, um carro mais potente, uma namorada mais bonita, uma Jacuzzi, uma piscina para os filhos. O mundo não cansa de indicar um caminho para a felicidade que se resume a mais e mais e mais: compre mais, tenha mais, faça mais, transe mais, seja mais. […] O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas; é se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante”. (p. 13)

2) “O problema é o seguinte: a sociedade atual, através das maravilhas da cultura do consumo e do exibicionismo de vidas incríveis nas redes sociais, produziu uma geração inteira que enxerga esses sentimentos negativos (ansiedade, medo, culpa, etc) como problemas”. (p. 15)

3) “Uma vez ouvi um artista dizer que quando uma pessoa não tem problemas a mente automaticamente encontra um jeito de inventar alguns”. (p. 26)

4) “Os ricos sofrem por serem ricos. Os pobre sofrem por serem pobres. Pessoas sem família sofrem por não terem família. Pessoas com família sofrem por causa da família. Pessoas que buscam prazeres mundanos sofrem por causa dos prazeres mundanos. Pessoas que se abstêm dos prazeres mundanos sofrem por se absterem”. (p.33)

5) “Assim como a dor física, a dor psicológica indica que há um desequilíbrio, que algum limite foi excedido. E, também como a dor física, a psicológica nem sempre é indesejável ou de todo ruim. Em certos casos, passar por dores emocionais ou psicológicas pode ser saudável  ou mesmo necessário. […] O que nos leva a deduzir um dos grandes perigos de uma sociedade que se esquiva cada vez mais dos inevitáveis desconfortos da vida: perdemos o benefício da passagem por doses saudáveis de dor, e essa perda nos desconecta da realidade”. (p. 37)

6) “Grande parte do mercado de autoajuda se sustenta em vender euforia em vez de ensinar as pessoas a resolver problemas legítimos. Muitos gurus ensinam novas formas de negação e enchem o público de exercícios que causam bem-estar a curto prazo, mas que ignoram a raiz do problema. Lembre-se: nenhuma pessoa feliz de verdade tem necessidade de ficar diante de um espelho repetindo para si que é feliz”. (p. 41)

Tá curtindo? Então, aproveite para comprar o seu:

7) “É por isso que nossos problemas são recorrentes e inevitáveis. A pessoa com quem você se casa é a mesma com que você briga. A casa que você compra é a mesma que você reforma. O emprego dos seus sonhos é o mesmo que vai estressá-lo. Tudo vem com um sacrifício embutido, ou seja, o que nos faz bem vai inevitavelmente nos fazer mal também. O que ganhamos também é o que perdemos. O que nos proporciona experiências positivas definirá também as negativas”. (p. 44)

8) “O que é verdade sobre sua situação não é tão importante quanto a forma como você vê a situação, como escolhe medi-la e valorizá-la. Os problemas podem ser inevitáveis, mas o que cada problema vai significar não é. Controlamos o que nossos problemas significam ao escolhermos como os vemos e o padrão que usamos para medi-los”. (p.85)

9) “Todo mundo adora assumir a responsabilidade por tudo de bom e feliz que acontece. Muitas vezes tem até briga por esse crédito. No entanto, assumir a responsabilidade pelos nossos problemas é muito mais importante, porque é daí que vem o verdadeiro aprendizado. É daí que vem o progresso. Culpar os outros é apenas escolher sofrer”. (p. 112)

10) “Quer saber? Não se encontre. Nunca conheça quem você é. Porque é isso que faz você se empenhar e viver em estado de constante descoberta. Essa postura vai forçá-lo a ser humilde nos julgamentos e na aceitação das diferenças”. (p. 149)

11) “Só podemos atingir a excelência em algo se estivermos dispostos a falhar. Se você se recusa a correr o risco, não está disposto a ser bem-sucedido”. (p. 161)

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Resenha

Resenha: Pó de Lua – Clarice Freire

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Desde quando contatei a Clarice Freire ano passado para entrevistá-la durante a Bienal do Livro de São Paulo, fiquei supercuriosa com seu trabalho através do blog e da fanpage Pó de Lua, lançados em 2014 pela Intrínseca no formato impresso.

Finalmente, mês passado, tive a oportunidade de emprestá-lo e comecei a leitura.

Resenha: Pó de Lua - Clarice Freire
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O livro cumpre sua proposta: diminuir a gravidade das coisas. Uma leitura leve e rápida, completa por lindas tipografias e ilustrações feitas pela autora.

Ao ler Pó de Lua, me senti fuçando no moleskine de uma amiga que manda muito bem nas poesias e nos desenhos.

“Levo comigo o que é meu por DIREITO ou porque me foi dado. Vou deixando nas ruas as MIGALHAS e o que já provei que é errado”  p. 62 e 63.

As poesias são inspiradas nas quatro fases da lua – cheia, minguante, nova e crescente. No livro, Clarice aborda temas universais – saudade, medo, perda, solidão, paixão, alegria – de uma forma muito sutil.

Resenha: Pó de Lua - Clarice Freire
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Capa, projeto gráfico e diagramação também têm seu destaque: o livro não seria o mesmo se não fosse pelo belíssimo trabalho artístico empregado na obra!

Resenha: Pó de Lua - Clarice Freire
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

“Sou muito pequena para fazer GRANDES COISAS. Por isso quero ser GRANDE nas coisas pequenas” p. 74.

Dá para ler em algumas horas, durante um passeio no parque ou uma tarde de preguiça (como foi o meu caso).

Resenha: Pó de Lua - Clarice FreireTítulo original: Pó de Lua
Autor: Clarice Freire
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 192
Ano: 2014
Gênero: Poesia / Autoajuda
Nota: 1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia