Resenha

Resenha: Walden – Henry David Thoreau

Recebi da Edipro um exemplar de Walden, um dos livros mais famosos de Henry David Thoreau. Realmente, é muito difícil dizer exatamente sobre o que se trata o livro: não é apenas uma biografia, não é um estudo antropológico, não é um livro filosófico… Mas é tudo isso junto.

Confira a sinopse:

“Autobiografia de Henry D. Thoreau, Walden é a manifestação dos ideais de um dos maiores críticos da civilização industrial na história. Publicada em 1854, a obra passa por temas não superados até hoje pelo homem contemporâneo, como o direito à liberdade e o respeito à natureza. E tudo começa com um intrigante experimento social. Em 1854, buscando apartar-se de uma sociedade cada vez mais complexa, Thoreau retira-se para a propriedade de um amigo às margens do lago Walden. Na pequena cabana na floresta, adapta as suas habitações e constrói seus móveis, planta os alimentos que consome e os prepara, faz descobertas espirituais. Por meio de uma vida simples e autossuficiente, cria sua utopia. Ainda que seja uma crítica à vida urbana do século XIX, Walden ainda é capaz de suscitar importantes reflexões sobre nosso modo de vida. Em mais de um século de existência, tornou-se uma referência para movimentos libertários, ecologistas e todos os que buscam uma vida mais harmônica.”

Resenha

Resenha: Furacão Anitta – Léo Dias

Muito além da questão referente à qualidade musical, é inegável que Anitta é um fenômeno. A cantora de apenas 25 anos acaba de ganhar uma biografia “não autorizada”, feita pelo jornalista Léo Dias. Furacão Anitta aborda desde a infância no bairro de Honório Gurgel, no Rio de Janeiro, ao sucesso astronômico.

Resolvemos ler o livro ainda no formato e-book, para entender tudo o que envolve a estrela do pop: sua trajetória, o marketing (muito bem feito pela cantora), as inimizades, os amores, enfim, conhecer melhor o ser humano que está por trás da figura nos palcos.

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“Toda biografia é um apanhado de histórias, um recorte nem definitivo nem mentiroso, apenas um ponto de vista entre tantos outros possíveis”, comenta o autor ainda na introdução. Boa parte do livro – do início até a metade – acompanhamos a saga de Larissa em busca da fama.

“Com um ano e oito meses já demonstrava uma autonomia surpreendente […] Miriam pediu para que fizessem um teste, pois sabia que a filha era esperta demais. Dito e feito: a pequena arrasou e foi matriculada”.

De acordo com o biógrafo, desde a infância, a garota se destacava por seu jeito extrovertido, força de vontade, carisma e talento musical. Nascida e criada em uma família católica, Anitta deu seus primeiros passos na música ainda na igreja, ao lado do avô, que já contava com um tino musical aguçado.

“Muitos, inclusive, faziam cara feia. As outras meninas, então, nem se fala. Não pela zona que elas aprontavam, mas por ciúmes, mesmo. Larissa ganhou corpo muito cedo. Peitão, bundão. E ainda tinha atitude, sempre confiante. Para completar, era engraçada, brincalhona. Tudo chamativo demais. Os garotos babavam, mas as garotas espumavam de raiva”.

Em Furacão Anitta, temos uma dimensão das inspirações, lutas e sonhos de uma garota suburbana do Rio em busca da fama que, até então, parecia extremamente distante. Tanto que Larissa levou uma vida comum até o início da fase adulta: estudou, passou em um processo de estágio na Vale e estava começando a “encaminhar a vida”.

“Os conceitos de administração que estava aprendendo na Faetec já começavam a despertar em Larissa um tino comercial incrível”.

Resenha: Furacão Anitta - Léo Dias
FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Segundo o autor, a “cara de pau” da cantora sempre a levou longe: conseguiu diversas conquistas importantes para a sua carreira na base do “jeitinho”, como quando ligou para a FM O DIA, durante uma entrevista de Hugo Gloss, e pediu – ao vivo – para que o blogueiro a seguisse nas redes sociais.

“A principal inspiração foi a personagem da minissérie Presença de Anita da TV Globo exibida em 2001. Uma menina que era sexy e poderosa e tinha um quê de ingenuidade ao mesmo tempo”.

O primeiro contrato com a Furacão 2000 veio, em seguida, com a K2L, ambos cheios de dificuldades. Já batizada como MC Anitta, a garota sofria com a inveja e boicotes por parte de alguns membros e produtores. Ao mesmo tempo, aprendeu que, se quisesse fazer sucesso de verdade, deveria mudar alguns detalhes importantes: seu jeito, postura, forma de se vestir, de falar e, até mesmo seu corpo.

“Kamilla teve que conversar muito com a cantora para mostrar que existia uma elite de nariz empinado ávida por consumir a cultura funk desde que viesse “embalada” de outra forma”.

Diversos assuntos são abordados, porém, de forma bastante introdutória. Nada que alguns minutos no Google ou em sites de fofocas não resolvam. Por isso, após ler Furação Anitta, fiquei com a impressão de que a cantora realmente não foi a fonte oficial para os relatos contidos no livro.

Assim como a maioria dos fãs de Anitta têm uma faixa etária mais jovem, acredito que o público do livro seja o mesmo. Não é difícil vermos termos como “crush”, “lacradora”, “boy magia” nas páginas da obra. A linguagem se assemelha bastante às colunas de fofoca e sites de entretenimento – como o próprio blog do autor Léo Dias e o famoso Hugo Gloss. Se você espera ver muito mais sobre a intimidade da estrela do pop, infelizmente, vai ficar querendo.

“O crescimento concomitante de Anitta e da internet no Brasil não foi mera coincidência […] O período de surgimento e estouro de Anitta, por exemplo, coincide com o crescimento econômico da classe C, embalado por programas sociais e de governo”.

Algumas mensagens trocadas no WhatsApp estão praticamente copiadas e coladas no livro, além de alguns grupos de inimizades estarem expostos. Fica a critério do leitor acreditar ou não nos fatos expostos ali, ainda mais tendo em vista que algumas passagens de Furacão Anitta beiram o absurdo, e pintam artistas como Preta Gil, Pabllo Vittar, Ivete Sangalo, Maluma – entre outros – como pessoas dispostas a criticar e tentar acabar com a carreira da cantora.

Além disso, alguns pontos considerados mais “polêmicos”, são retratados no livro, como: a bissexualidade da estrela do pop e o fato de sua religião ser afrodescendente. Nada que choque.

Um ponto me incomodou durante a leitura e vale ser ressaltado: no livro, Anitta é retratada sempre como uma figura vitimizada. Todas as brigas públicas foram causadas por outras pessoas, nunca por ela, que é sempre a sofredora da história. Sabemos que na vida real as coisas não são bem assim e que toda história tem dois lados, mas em Furacão Anittao autor é categórico e mostra um ser humano praticamente imaculado e sem falhas.

“E lá foi a pobre da Anitta, cheia de dor, recém-operada, se apresentar. Coitada, mal conseguia se mexer”.

Uma leitura fluida, fácil, de poucas horas. Que traz uma certa dimensão de quem é Anitta – ou Larissa – por trás dos holofotes, mesmo que seja claramente uma “rasgação de seda” para a cantora. Mais diverte do que informa.

“Bang” tornou Anitta moderna, cool, desejável e, principalmente, vendável. “Vai Malandra” serviu para lembrar ao mundo de onde ela veio, e, como a favela é a principal imagem do Brasil no exterior, nada melhor do que dizer que Anitta veio de lá. Mesmo que Honório Gurgel esteja bem longe de ser uma favela.

Como eu já disse anteriormente aqui no blog, não costumo julgar o conteúdo de uma biografia – pois acredito que, por se tratar do relato sobre a vida de alguém, essa não é a melhor forma de avaliar a obra. Mas sim, costumo avaliar a forma com que o autor aborda o assunto em questão, a quantidade e a qualidade das fontes, a pesquisa feita por trás da obra.

Resenha: Furacão Anitta - Léo Dias
FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Nesse quesito, Furacão Anitta deixa MUITO a desejar. A pesquisa feita por Léo Dias me parece bastante preguiçosa: em momento algum as fontes são citadas ou o autor explica de onde as afirmações teriam vindo (tarefa básica de um jornalista, né?). Me lembrou bastante a biografia de Heath Ledger, escrita por Brian J. Robb, autor famoso por suas biografias “não autorizadas”.

“A cantora não fez fortuna com a sua música, mas sim com a sua marca”.

Enfim, para quem gosta do gênero, já indicamos algumas boas biografias e autobiografias (inclusive de outros astros da música) por aqui: Minha Breve História – Stephen Hawking, Na Natureza Selvagem – John Krakauer, CASH – Johnny Cash e Patrick Carr, Maria Stuart – Stefan Zweig.

Por fim, ao autor comenta a escolha do título Furacão Anitta para a biografia não autorizada da cantora: “Esta biografia não se intitula Furacão Anitta por acaso. Em breve, a personagem criada por Larissa Macedo chegará ao fim. A sexbomb rebolativa, poderosa, meiga e abusada abandonará de vez os palcos deixando marcas inesquecíveis no cenário da música pop internacional“. E a própria voz dos hits “Show das Poderosas” e “Downtown” afirma que seu sucesso é algo com prazo de validade: “Depois de mim, virá outra. Não tem por que eu ficar disputando com essa outra. Não vou ganhar nunca essa disputa. É fisicamente impossível…“.

Resenha: Furacão Anitta - Léo DiasTítulo original: Furacão Anitta
Autor: Léo Dias
Editora: Agir
Número de páginas: 160
Ano: 2019
Gênero: Biografia
Nota: **

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Resenha

Resenha: Maria Stuart – Stefan Zweig

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

Maria Stuart sempre foi uma personalidade histórica muito comentada, principalmente no Reino Unido. Nunca entendi muito bem o porquê de tantas obras dedicadas a ela – inclusive, um filme recente com Saoirse Ronan e Margot Robbie – então resolvi ler sua biografia. E posso afirmar que é uma história de vida muito incrível! Não fazia ideia e me fisgou completamente.

Também não conhecia o autor Stefan Zweig, mas o jeito que ele embala a narrativa, faz de qualquer biografia mais do que apenas uma leitura prazerosa. É como estudar a História de uma maneira bem mais apaixonante! Veja a sinopse:

Maria Stuart é uma obra biográfica da autoria do escritor Stefan Zweig sobre a rainha da Escócia (1542-1587), também rainha consorte de França entre 1559-60 e pretendente ao trono inglês, enquanto descendente de Henrique VII. Condenada por traição e presa durante 22 anos por ordem de sua prima Elizabeth I, rainha de Inglaterra, Maria Stuart ascendeu ao trono ainda criança e viveu uma vida repleta de intrigas políticas, romances destrutivos e diferenças irreconciliáveis. Nesta edição com tradução de Lya Luft, Zweig traça um perfil psicológico da protagonista, transformando essa biografia em uma espécie de thriller, e apresenta Maria como uma mulher forte e determinada para sua época, que criou seu próprio destino.

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Desde a infância, Maria Stuart teve uma vida conturbada. Foi nomeada rainha da Escócia com poucos meses de vida e, alguns dias após seu nascimento, já estava sendo disputada para ser pedida em casamento. Lembrando que naquela época (1542) casamento era apenas sobre alianças, bem distante do ideal romântico que temos hoje.

A Escócia era um país rural, com brigas entre clãs, pouquíssimos avanços; em comparação à França e Inglaterra, era uma nação desprezada. No entanto, tinha bravos guerreiros e muitos homens que se dedicavam à guerra, causando o interesse de grandes países europeus vizinhos. Portanto, o casamento de Maria Stuart com algum príncipe importante a faria rainha duplamente, que foi exatamente o que aconteceu durante sua juventude, quando reinou na França por um breve período.

Maria sempre foi muito inteligente e bonita, aprendendo diferentes línguas, dedicada às artes e com uma educação de primeira. Nunca se sentiu escocesa, mas sim uma francesinha. Rodeada de poetas, ela mesma escrevia versos apaixonados e intensos. No início da juventude, ela é descrita como uma jovem um tanto misteriosa, ninguém conhecia os traços fortes de sua personalidade. Stuart era apenas obediente e esperta, nada mais.

Depois de diversos acontecimentos que a fazem partir da França e voltar para sua terra escocesa, a rainha sofre de saudade e nunca se sente parte do país frio, pobre e camponês do qual carrega a coroa. Sua vontade é ser mais, obter outros reinos, o poder é tudo o que lhe importa. E isso vai trazer grandes problemas com sua prima Elizabeth, rainha da Inglaterra.

O embate entre as duas rainhas é o que vai permear boa parte da vida de Maria Stuart. Ambas têm grandes desavenças políticas e uma rivalidade absurda, mas sempre velada por meio de cartas recheadas de falsidade. Elas não se gostam, apenas se suportam; no entanto, travam batalhas silenciosas e esquemas para alcançar seus próprios objetivos.

Mary (no original) é poeta, sensível, delicada, romântica; acredita que seu papel no mundo é ser servida e admirada, enquanto Elizabeth é uma monarca do povo, que pensa na sua nação acima de seu bem-estar. Mary é impulsiva, impetuosa e extremamente passional; Elizabeth é mais fria, confusa, tem baixa autoestima e carrega um sentimento forte de inveja de Stuart; essas dualidades e diferenças de personalidades entre as rainhas é o que irá marcar para sempre a História.

Resenha: Maria Stuart - Stefan Zweig
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

É incrível ler essa história e pensar que realmente aconteceu. Juro que parece que estou lendo uma ficção bem dramática – estilo shakesperiana – mas é tudo apoiado em fatos! Claro que, por tratar-se de uma biografia baseada em cartas e relatos, além de um pouco de invenção do biógrafo para dar um tom mais empolgante ao livro, muitos dos acontecimentos não são 100% provados. Porém, só de saber que boa parte realmente aconteceu – e que essas mulheres tão fortes e guerreiras existiram numa época difícil demais para liderar – já é o suficiente para deixar qualquer leitor perplexo.

Além dos problemas entre as duas rainhas, o livro ainda aborda questões como o Calvinismo, a Contrarreforma, o embate entre as Igrejas, os traidores da nobreza e todas as dificuldades que Maria encontrou para governar. O próprio Stefan Zweig faz comentários ácidos e intensos durante o livro: o biógrafo não cansa de dizer o quanto a vida de Mary foi rodeada de drama, suspense e acontecimentos impressionantes. Quase nenhuma rainha teve tanta repercussão e dramas vividos como esta.

Outro ponto forte desse livro é que as rainhas são descritas não apenas do ponto de vista da Política e da História, de seus reinados, mas como mulheres. Suas inseguranças, amores, paixões, enfim, seus sentimentos mais profundos são escancarados por Zweig. É como se estivéssemos de perto acompanhando tudo o que aconteceu naquela época.

Se você procura uma biografia incrível, essa é a que você precisa ler agora mesmo! Super recomendada!

E você, já leu? Conta pra gente!

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Resenha: Maria Stuart - Stefan ZweigTítulo original: The Queen of Scots
Autor: Stefan Zweig
EditoraJosé Olympio
Número de páginas: 393
Ano: 2018
Gênero: Biografia
Nota

Listas

Na Natureza Selvagem: livros lidos por Chris McCandless (Alexander Supertramp)

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Tolo? Aventureiro? Herói? Apenas humano? São inúmeras as possibilidades de descrever o rapaz que largou tudo e foi na contramão do famoso “sonho americano”. Saiba quais foram os livros lidos por Chris McCandless durante sua aventura no Alasca.

Não conhece a história real de McCandless? Então, confira:

Para a produção de Na Natureza Selvagem, Jon praticamente refaz o caminho do garoto e, inclusive, entrevista pessoas que tiveram contato com McCandless. É aflitivo ler sobre as dificuldades que Cris passou, os erros que cometeu, o julgamento dos nativos, os problemas familiares…e tudo isso é exposto de forma bem clara na narrativa. Confira a resenha completa aqui.

Livros lidos por Chris McCandless

1) Walden – Henry David Thoreau

Autobiografia de Henry D. Thoreau, Walden é a manifestação dos ideais de um dos maiores críticos da civilização industrial na história. Publicada em 1854, a obra passa por temas não superados até hoje pelo homem contemporâneo, como o direito à liberdade e o respeito à natureza. E tudo começa com um intrigante experimento social. Em 1854, buscando apartar-se de uma sociedade cada vez mais complexa, Thoreau retira-se para a propriedade de um amigo às margens do lago Walden.

Na pequena cabana na floresta, adapta as suas habitações e constrói seus móveis, planta os alimentos que consome e os prepara, faz descobertas espirituais. Por meio de uma vida simples e autossuficiente, cria sua utopia. Ainda que seja uma crítica à vida urbana do século XIX, Walden ainda é capaz de suscitar importantes reflexões sobre nosso modo de vida. Em mais de um século de existência, tornou-se uma referência para movimentos libertários, ecologistas e todos os que buscam uma vida mais harmônica.

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2) A Desobediência Civil – Henry David Thoreau

Formada por cinco textos, a edição traz, em sua abertura, aquele que dá nome ao livro: “A desobediência civil”, de 1849, responsável por inserir o pensamento político de Thoreau na história mundial. O segundo ensaio, “Onde vivi, e para quê”, foi extraído de seu livro Walden, em que retrata os anos em retiro numa floresta. Em “A escravidão em Massachusetts”, Thoreau discursa contra a prisão do escravo fugitivo Anthony Burns. O quarto ensaio, “Caminhar”, tem origem numa palestra em que o filósofo se mostra em perfeita comunhão com a natureza e consigo mesmo ao passear sem objetivo por bosques e florestas. Por fim, a “Vida sem princípios” é um apelo a outro modo de viver, distante da dedicação excessiva ao trabalho.

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3) O Homem Terminal –  Michael Crichton

Uma lesão cerebral, resultado de um acidente automobilístico, causa sérios danos ao especialista em ciência da computação Harry Benson. Ele começa a apresentar sintomas de uma doença que provoca súbitos ataques de violência, a Lesão Desinibitória Aguda (LDA). Numa tentativa de controlar esses impulsos de agressão, Benson é submetido a um revolucionário método cirúrgico em que eletrodos são implantados em seu cérebro. O objetivo do time de cirurgiões de Los Angeles, responsáveis pela experiência, é conter através de um microcomputador as perigosas crises homicidas do paciente. A cirurgia, porém, não é bem-sucedida.

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4) O Chamado Selvagem – Jack London

Buck, um robusto cão são-bernardo, vivia feliz em um sítio onde não era necessário defender seu território. Porém, sua vida muda totalmente quando um dos empregados do lugar o sequestra e vende para mineradores no Alasca. Como Buck é forte e peludo, se torna um cão de trenó, submetido a condições extremas, acossado pela violência dos homens, do ambiente e de outros cães.

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5) Caninos Brancos – Jack London

Caninos Brancos é um lobo nascido no território de Yukon, no norte congelado do Canadá, durante a corrida do ouro que atraiu milhares de garimpeiros para a região. Capturado antes de completar um ano de idade, é usado como puxador de trenó e obrigado a lutar pela sobrevivência em uma matilha hostil. Mais tarde repassado a um dono inescrupuloso, é transformado em cão de rinha e, mesmo depois de resgatado desse universo de violência, ainda precisa de um último ato de heroísmo para conseguir sua redenção e finalmente encontrar seu lugar no mundo.

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Na Natureza Selvagem: livros lidos por Chris McCandless (Alexander Supertramp)
FOTO: Unsplash

6) Guerra e Paz – Liev Tolstói

“O que é Guerra e Paz?”, questiona Liev Tolstói em um texto que detalha o processo de pesquisa e de criação de sua obra-prima. “Não é um romance, muito menos uma epopeia, menos ainda uma crônica histórica.” Ao acompanhar o percurso de cinco famílias aristocráticas russas no período de 1805 a 1820, Tolstói narra a marcha das tropas napoleônicas e seu impacto brutal sobre a vida de centenas de personagens.

Em meio a cenas de batalha, bailes da alta sociedade e intrigas veladas, destacam-se as figuras memoráveis dos irmãos Nikolai e Natacha Rostóv, do príncipe Andrei Bolkónski e de Pierre Bezúkhov, filho ilegítimo de um conde, cuja busca espiritual serve como espécie de fio condutor e o torna uma das mais complexas personalidades da literatura do século XIX. Ao descrever o cotidiano e os grandes acontecimentos que se sucederam à invasão de Napoleão em 1812, Tolstói retrata uma Rússia magistral, imponente e, sobretudo, profundamente humana.

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7) A Sonata a Kreutzer –  Liev Tolstói

O tema da infidelidade no casamento já havia ocupado Tolstói na década de 1870, quando redigiu Anna Kariênina, uma de suas obras-primas. Em A Sonata a Kreutzer, que veio à luz mais de dez anos depois, o tema retorna com uma intensidade fora do comum, potencializada pelos anos de crise religiosa do escritor. Aqui, para além da questão da fidelidade no matrimônio, Tolstói investiga de forma aguda o desequilíbrio nas relações entre homens e mulheres, e a hipocrisia de que se reveste o comportamento sexual da sociedade.

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8) Felicidade Conjugal – Liev Tolstói

Publicada em 1859, quando o escritor tinha pouco mais de trinta anos, Felicidade Conjugal é talvez a primeira obra-prima de Lev Tolstói e prenuncia um tema que terá importância na vida do autor russo – o tema do desejo, neste caso, apreendido do ponto de vista feminino.

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9) A Morte de Ivan Ilitch – Liev Tolstói

Em agosto de 1883, duas semanas antes de falecer, o escritor russo Ivan Turguêniev escreveu a Tolstói: “Faz muito tempo que não lhe escrevo porque tenho estado e estou, literalmente, em meu leito de morte. Na realidade, escrevo apenas para lhe dizer que me sinto muito feliz por ter sido seu contemporâneo, e também para expressar-lhe minha última e mais sincera súplica. Meu amigo, volte para a literatura!”.

O pedido de Turguêniev alude ao fato de que Tolstói havia então abandonado a arte e renegado toda sua obra pregressa para se dedicar à vida espiritual. Embora não se possa dizer com certeza em que medida as palavras de Turguêniev repercutiram em Tolstói, é certo que A Morte de Ivan Ilitch, publicada em 1886, foi a primeira obra literária que ele escreveu após seu retorno às letras e que se trata de um dos textos mais impressionantes de todos os tempos. Considerada por Nabokov uma das obras máximas da literatura russa e por muitos uma das mais perfeitas novelas já escritas.

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10) Doutor Jivago – Boris Pasternak

Publicado originalmente em 1957 fora da União Soviética, após ser banido pela censura do Partido Comunista, Doutor Jivago continua sendo o maior e mais importante romance da Rússia pós-revolucionária. Nele, Boris Pasternak traz à luz o drama e a imensidão da Revolução Russa pela história do médico e poeta Iúri Andréievitch Jivago em seu constante esforço de se colocar em consonância com a Revolução.

Por seus olhos hesitantes, o leitor testemunha a eclosão e as consequências deste que foi um dos eventos mais decisivos do século. Em tempos em que a simples aspiração a uma vida normal é desprovida de qualquer esperança, o amor de Jivago por Lara e sua crença no indivíduo ganham contornos de um ato de resistência. Seguindo a grande tradição do romance épico russo, Pasternak evoca um período historicamente crucial e nele retraça um panorama completo da sociedade da época.

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11) As Aventuras de Huckleberry Finn – Mark Twain

Considerado um dos maiores autores da literatura norte-americana, Mark Twain explora, em As aventuras de Huckleberry Finn, questões sérias sobre problemas sociais, políticos e morais com que precisou lidar durante a guerra civil dos Estados Unidos, muitos dos quais ainda estão presentes nos dias de hoje.

Ao escapar do pai violento e se refugiar em uma ilha, Huck Finn aproxima-se de Jim, um escravo fugido, e desenvolve com ele uma solidária relação de amizade. Em busca de liberdade, a dupla começa uma viagem pelo leito do rio Mississippi, e a cada parada envolve-se em inusitadas aventuras. Além da voz infantil de um narrador que desce em fuga pelo Mississippi, Twain desenvolve uma segunda história, que destaca a inocência perdida de uma nação.

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Esses foram alguns dos livros lidos por Chris McCandless durante seu exílio no Alasca. Você já leu algum deles? Gostou? Conta pra mim através dos comentários!

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Resenha

Resenha: Minha Breve História – Stephen Hawking

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Posso dizer que sempre fui “fã” de Stephen Hawking. À primeira vista o que chama a atenção é óbvio: o fato de o físico ter Esclerose Lateral Amiotrófica e, ainda assim, aos 76 anos, continuar produtivo e com um humor peculiar. Confira detalhes sobre a obra autobiográfica Minha Breve História:

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Depois de assistir ao filme A Teoria de Tudo (baseado no livro homônimo escrito por Jane, a ex-mulher de Stephen), fiquei ainda mais interessada por sua história de vida e, numa viagem, resolvi comprar a autobiografia do autor, intitulada Minha Breve História.

Ao meu ver, alguém com uma história como a de Stephen teria MUITO para contar. Porém, mais uma vez o gênio deixa claro a sua simplicidade e aborda, em apenas 144 páginas, toda sua trajetória de vida.

Resenha: Minha Breve História - Stephen Hawking
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Os assuntos abordados são os mais diversos: infância, casamento, viagem no tempo, buracos negros, entre outros. Sempre intercalando vida pessoal e acadêmica.

O livro é escrito na medida certa para não ser maçante, já que, diversas vezes Stephen nos apresenta alguns termos mais técnicos e tenta explicá-los para leigos (como eu!, haha). Porém, confesso que mesmo com a linguagem simplista, acabei “passando o olho” em algumas partes do livro (como nos capítulos: Ondas Gravitacionais, Buracos Negros, Viagem no Tempo e Tempo Imaginário).

Resenha: Minha Breve História - Stephen Hawking
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Entretanto, o livro é indicado para os amantes de biografias e para quem quer saber um pouco mais sobre a jornada de Stephen que, mesmo com todas as limitações impostas pelo acaso, se destaca como um dos mais importantes físicos da história (e da cosmologia).

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Minha breve história - Stephen HawkingTítulo original: My Brief Story
Autora: Stephen Hawking
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 144
Ano: 2013
Gênero: Autobiografia
Nota: 1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia