Resenha: Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil – Bela Gil

Quando recebi o Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil, fiquei um pouco surpresa: havia pedido o Comida saudável – Clássicos para a família (do Jamie Oliver), porém, provavelmente o livro estava em falta. Apesar da mudança, os dois têm algo em comum: o foco na alimentação saudável!

Porém, a gente não pode perder a piada, né:

Resenha: Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil - Bela Gil

FOTO: Reprodução

Enfim, Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil traz mais de 60 receitas 100% veganas e sem glúten, selecionadas por Bela Gil. Como não sou muito fã de carne, achei a proposta bem legal (apesar de não concordar muito com a ideia de receitas sem glúten para quem não é celíaco).

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Cogumelo, abacaxi, castanha de cajú, melancia, feijão, inhame, palmito… Ingredientes tipicamente brasileiros são destaque nos pratos criados pela chef. Cada capítulo trata de um deles, e nos apresenta formas de preparo, curiosidades sobre o plantio, entre outras informações relevantes – além das receitas, é claro!

Resenha: Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil - Bela Gil

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Alguns ingredientes, infelizmente, não são tão fáceis de encontrar no sudeste, mas a maioria é bastante acessível. Minha única ressalva é com os temperos utilizados por Bela: nem todo mundo gosta de coentro, louro e alecrim, por exemplo, e eles estão em quase todas as receitas.

A qualidade editorial do livro é inquestionável: folha com gramatura maior, imagens em alta resolução, composição das fotos, enfim! Tudo incrível e de muito bom gosto. Uma ótima opção para quem pretende se alimentar de forma mais saudável, saborosa e brasileira!

Resenha: Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil - Bela Gil

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

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* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

Resenha: Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil - Bela GilTítulo original: Bela Cozinha – Ingredientes do Brasil
Autora: Bela Gil
Editora: Globo Livros
Número de páginas: 200
Ano: 2016
Gênero: Receitas
Nota: 


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Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: O Primeiro e o Último Verão – Letícia Wierzchowski

Sempre tive curiosidade de ler algo escrito por Letícia Wierzchowski, responsável pelo famoso A Casa das Sete Mulheres – que chegou a ser adaptado para a TV – e mais de 25 ficções. Apesar de ter Sal (de sua autoria), outros livros acabavam passando na frente na hora da leitura.

Quando comecei O Primeiro e o Último Verão, não sabia o que esperar. A partir da sinopse, notei que seria uma história sobre amadurecimento, e sobre como esse processo – tão peculiar para cada um de nós – acaba, na verdade, funcionando como um rito de passagem bastante comum a todos.

Resenha: O Primeiro e o Último Verão - Letícia Wierzchowski

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Saímos da duna de mãos dadas, e acho que nunca me senti tão adulta como naquele instante. Eu tinha beijado o Deco. Não apenas uma, mas duas vezes. Era como se eu tivesse passado por um misterioso ritual de iniciação e tivesse sido aprovada – minha infância parecia ter ficado realmente para trás, escondida sob um cômoro de areia num canto qualquer da praia de Pinhal. (p. 36)

A história, narrada pela personagem Clara, tem uma premissa simplista: um recorte da vida da garota durante seus 14 anos. Anualmente, entre dezembro e fevereiro, Clara e a família viajavam rumo ao litoral norte gaúcho para relaxar e encontrar amigos na Praia do Pinhal.

Lá, a garota ficava hospedada na casa de praia da família, construída por seu avô há muitos anos. Assim como a casa tem alicerces que a moldam, alguns acontecimentos vão marcando a vida de Clara e moldando suas escolhas, reações e futuro. Dores e amores de uma idade onde começamos a descobrir quem somos e qual o nosso papel no mundo (um dia a gente descobre?).

Fiquei ali parada, no meio da sala. Eu tinha um amor novo em folha e bem vivo dentro de mim, e doía testemunhar aquilo. Meus pais. Eles já não se queriam ou, ao menos, já não se achavam. Pareciam tatear no escuro de um casamento dolorido, prestes a se desfazer. (p. 48)

É impossível ler O Primeiro e o Último Verão e não se identificar, principalmente se você nasceu na década de 90 ou pouco antes dela: provavelmente é o momento histórico do livro – que cita o envio de cartas, as ligações feitas em telefones no meio da sala de estar (o único da casa), as brincadeiras de rua, entre outros – que a maioria dos adultos teve contato.

Resenha: O Primeiro e o Último Verão - Letícia Wierzchowski

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

A escrita é leve e divertida. Confesso que não esperava e fui surpreendida positivamente. O livro dialoga tanto com os mais jovens que, provavelmente, estão vivendo esse tipo de experiência no momento (de formas diferentes das “da minha época”), quanto com quem já transitou por essa fase. As descrições não são muito detalhistas, mas muita coisa subentendida acaba dando um tom mais poético ao livro.

A forma como Clara, ainda adolescente, tem que lidar com a morte metafórica do casamento de seus pais, é dolorosa. Ao mesmo tempo em que a garota tem que aprender a lidar com seus problemas, medos e inseguranças.

Mas reconhecia os sinais de crise, como uma tempestade se armando no horizonte, e tentava disfarçar as coisas para proteger minhas duas  irmãs. (p. 53)

A narrativa me lembrou muito Pequenas Grandes Mentiras que, aliás, também se passa em uma praia. Fiquei esperando o desfecho trágico, que chegou de forma rápida e não muito criativa. De qualquer forma, O Primeiro e o Último Verão é um livro nostálgico e cheio de belas metáforas.

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

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Resenha: O Primeiro e o Último Verão - Letícia WierzchowskiTítulo original: O Primeiro e o Último Verão
Autora: Letícia Wierzchowski
Editora: Globo Livros
Número de páginas: 152
Ano: 2017
Gênero: Romance
Nota:


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Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: Mas você vai sozinha? – Gaía Passarelli

Gaía é uma daquelas pessoas tão legais que, instantaneamente, você já quer se tornar amiga. Aliás, Mas você vai sozinha? é exatamente isso: aquela amiga que compartilha as melhores dicas e os maiores perrengues de uma viagem.

Com uma pegada não-tão-autobiográfica, a jornalista conta histórias e dissabores de suas viagens – na maioria das vezes feitas a trabalho.

Resenha: Mas você vai sozinha? - Gaía Passarelli

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A escrita é bastante fluída e, exatamente por isso, gera ainda mais proximidade entre a autora e o leitor. Sem contar que – como o próprio título já sugere – Gaía Passarelli aborda questões importantes sobre o autoconhecimento gerado através de uma viagem sem companhia – e de como a sociedade encara uma mulher independente como ela.

O projeto gráfico do livro também merece destaque: ele conta com ilustrações superfofas de lugares citados no texto, fotos do arquivo pessoal da jornalista, frases destacadas e cores leves. Um trabalho primoroso!

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Como o livro também mescla um pouco de “guia de viagens”, no final de cada capítulo você encontra dicas da autora sobre passeios, lugares imperdíveis, onde ficar e onde comer, coisas ou lugares para evitar… Tudo fora do famoso circuito turístico dos locais visitados.

Vale a pena para conhecer um pouco mais dos lugares onde Gaía esteve, e se divertir com suas histórias leves e, muitas vezes, emocionantes! 🙂

Assista a resenha em vídeo!

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* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

Resenha: Mas você vai sozinha? - Gaia PassarelliTítulo original: Mas você vai sozinha?
Autora: Gaía Passarelli
Editora: Globo Livros
Número de páginas: 176
Ano: 2016
Gênero: Guia de Viagens
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Escrito por:

Melissa Marques