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Resenha: Um Lugar Bem Longe Daqui – Delia Owens

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

Fiquei interessada pela leitura de Um Lugar Bem Longe Daqui após ter visto a repercussão do livro, especialmente depois da indicação de Reese Whiterspoon. Fui influenciada pela influencer (hahaha) e confesso que me surpreendi. Na verdade eu não havia lido NADA a respeito, então foi uma boa surpresa! O livro é realmente ótimo, empolgante, triste e ao mesmo tempo reflexivo. Sim, é tudo isso mesmo! Mas, antes de começar, vamos à sinopse:

Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la.

Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.

Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, Um lugar bem longe daqui relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda.

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Resenha: F*deu Geral – Mark Manson

Arthur Schopenhauer dizia algo como “A vontade é cega e irracional“.  Na segunda temporada de Dark, um dos episódios inicia com um monólogo do personagem Adam falando exatamente sobre como o homem é controlado por suas emoções. O quanto nos enganamos achando – ou tentando achar – respostas que nos pareçam levemente plausíveis para explicar ações tomadas no dia a dia. E o que tudo isso tem a ver com F*deu Geral?

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Resenha: Matadouro-Cinco – Kurt Vonnegut

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

Os livros de Kurt Vonnegut sempre foram muito elogiados e eu só encontrava críticas positivas a respeito do autor. Foi então que fiquei curiosa para ler Matadouro-Cinco, de 1969, obra de grande contribuição para a literatura norte-americana da época. Os toques de ironia, criticismo e relato cru com toques de fantasia e ficção científica para descrever os horrores da Segunda Guerra Mundial são avassaladores. Veja a sinopse:

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Resenha: O Homem de Giz – C.J. Tudor

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

Confesso que comecei a leitura de O Homem de Giz, de C.J. Tudor, por pura curiosidade: por que esse livro não sai da lista dos mais vendidos? Depois de ler a sinopse, ficou claro: é um suspense com muitas nuances de Stephen King, praticamente uma homenagem ao estilo do autor.

Sabe aquela famosa história de crianças andando de bicicleta nos anos 80 e passando por grandes aventuras, mas que envolvem elementos assustadores? Então, é a fórmula perfeita para prender a atenção de quem curte esse estilo. Eu adoro Stephen King e Stranger Things, então foi um prato cheio. Veja a sinopse:

Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.

O ritmo da leitura é entrecortado, bem rápido, sempre pelo ponto de vista do protagonista Eddie, que alterna sua história entre a infância e o presente, aos 40 e poucos anos, morando sozinho na cidade inglesa em que passou a vida toda.

Ao mesmo tempo em que precisamos entender o que é esse Homem de Giz, quando ele aparece, de que forma ele vai ser uma peça-chave, conferimos alguns acontecimentos que marcaram a vida das crianças, especialmente a do protagonista: um acidente tenebroso durante uma feira (me lembrou A Zona Morta); os bullyings praticados pelos mais velhos com Eddie (uma cena BEM pesada, por sinal); a relação entre as próprias crianças (Nicky, Mickey Metal, Gav Gordo e Hoppo); e o assassinato de uma garota, o prólogo do livro.

Algo que me incomodou foram as semelhanças de O Homem de Giz com IT – A Coisa, porque são MUITO parecidos. Inclusive o fato de a única garota do grupo ser ruiva, a narrativa ser alternada entre presente e passado – com os personagens adultos e crianças – entre outros tantos elementos presentes na história. Não é um plágio exatamente, mas ainda assim, a falta de originalidade deixa a desejar.

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O ‘Homem de Giz’ é um apelido criado para o professor das crianças, o Sr. Halloran, que tem albinismo. É ele quem fala para Eddie que, na infância, se comunicava com os amigos por meio de desenhos feitos com giz, uma espécie de ‘código’ para eles se comunicarem. Eddie então sugere a mesma ideia para os colegas e ela se torna um padrão entre eles também.

Durante a idade adulta, o protagonista também narra a história de seu próprio pai, que sofre com Alzheimer. Essas lembranças também serão importantes para a construção do personagem, que precisará lidar com situações semelhantes para desvendar quem é o verdadeiro assassino da garota que foi encontrada esquartejada logo no início do livro.

Quando falei sobre o livro no Instagram, comentaram que o final não era dos melhores. E tenho que concordar. Apesar de fazer sentido, ainda assim é fraco demais. Tinha como deixar a história melhor? Provavelmente. Mas a autora optou pelo feijão com arroz, pelos clichês e um finalzinho bem dos forçados. No entanto, para um livro mediano, o final mediano combina perfeitamente.

Resenha: O Homem de Giz - C.J. Tudor
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

O Homem de Giz é uma história sobre lembranças, enterrar o passado e enfrentar as dores e finitudes da vida. No entanto, a narrativa peca em criar empatia pelos personagens e em relação aos acontecimentos – desprovidos de emoção.

LEIA TAMBÉM

Resenha: O Homem de Giz - C.J. TudorTítulo original: The Chalk Man
Autor: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 272
Ano: 2018
Gênero: Suspense/Thriller
Nota: ***

Resenha

Resenha: Caixa de Pássaros – Josh Malerman

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

O livro Caixa de Pássaros deu o que falar! Em toda parte vi pessoas contando o quanto adoraram a história, afirmando quanto o suspense era interessante. Quando vi que iria sair uma adaptação da Netflix, fiquei mais curiosa e parti para a leitura.

O título Caixa de Pássaros não revela nada, então não sabia o que esperar. Foi uma ótima surpresa, porque é um daqueles livros que te deixam presa e sem ar do começo ao fim. Um suspense intenso e misterioso, com poucas respostas e uma narrativa eletrizante.

A sinopse é essa: “Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.”

Existe um tipo de ‘surto’, que ninguém sabe explicar. As pessoas viam coisas e se suicidavam logo em seguida, de maneiras horrendas. O surto se espalhou e de repente Malorie, grávida, se viu em um mundo pós-apocalíptico, vazio, assustador, em que ninguém podia abrir os olhos. O livro intercala os capítulos: primeiro, vemos Malorie no presente, tentando fugir com duas crianças pequenas. Em seguida, conhecemos um pouco de sua história no passado: o começo do surto, a fuga, as mortes e sua chegada à casa de Tom, Don, Felix, Jules e Cheryl. 

Resenha: Caixa de Pássaros - Josh Malerman
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

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Caixa de Pássaros é uma história de sobrevivência. É desesperador ver os personagens lutando pela própria vida trancafiados dentro de casa e com medo de sair. Janelas trancadas, portas fechadas, cobertores tampando qualquer contato com o mundo exterior. O medo instaurado, o pavor de não saber o que está acontecendo, entre tantos outros conflitos, deixam o leitor apavorado.

Em vários momentos eu ficava me perguntando o que poderia acontecer. O que são as ‘criaturas’ que vivem lá fora? Como viver em um mundo sem suprimentos, como buscar a sobrevivência sem enxergar absolutamente nada? Como dar à luz em um mundo de puro sofrimento?

Sempre surge aquele questionamento: ‘e as pessoas cegas? Elas não sofrem com o surto? E os animais? Como algumas pessoas não morrem mesmo após entrarem em contato com essas entidades do mal?’ Essas questões englobam um dos elementos mais interessantes da trama: o mistério é sempre revelado aos pouquinhos.

A única coisa que me incomodou um pouco foi a protagonista, Malorie. Ela é um pouco sem sal, apesar de ter passado por situações terríveis. Senti que faltou mais coragem, mais força. Mas acredito que foi intencional do autor, afinal, ela era uma mulher grávida em meio ao caos.

O livro virou filme da Netflix e estreia em dezembro de 2018. Pelo trailer, já vi MUITAS diferenças do livro, mas acredito que seja para melhor. Assista abaixo (pode conter spoilers):

E você, o que achou do livro? Conta pra gente nos comentários!  🙂

*ATUALIZAÇÃO (26/12): Assisti ao filme e sinto dizer que a decepção foi bem grande. Se quiserem o suspense de verdade, fiquem com o livro. A Netflix errou a mão e virou um drama ruim, sem foco, com atuações pobres e sem pé nem cabeça. Mudaram várias coisas que não precisava e o filme ficou corrido, sem nexo. Não gostei =/

LEIA TAMBÉM

Resenha: Caixa de Pássaros - Josh MalermanTítulo original: Bird Box
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 272
Ano: 2015
Gênero: Horror/Suspense
Nota: