Resenha: Para Sempre – Kim e Krickitt Carpenter

Como vocês devem saber, Para Sempre foi a minha primeira experiência com um audiolivro e  posso adiantar que foi algo completamente diferente.

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Eu já conhecia um pouco sobre a história do livro, mas ele me surpreendeu de uma maneira muito positiva! Confira a sinopse:

Para Sempre – A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a ‘Krickitt’ com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.

Resenha: Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter

Kim e Krickitt Carpenter em seu casamento FOTO: Divulgação

Mas o que encontramos em Para Sempre vai muito além de uma história de amor: o livro aborda fé, superação, amizade, perseverança, desprendimento… De uma forma incrível!

 Kim e Krickitt se conheceram quando relações amorosas aconteciam de uma forma completamente diferente da atual (Whatsapp, Skype, Periscope, Snapchat, Tinder…): através de um telefonema (de Kim para o telemarketing onde Krickitt trabalhava como atendente), os dois passaram a conversar, se conhecer melhor e se apaixonar.

E engana-se quem pensa que os dois engataram um namoro rápido: alguns meses se passaram até que eles começassem a trocar cartas (e a enviar as primeiras fotos um para o outro). A primeira visita também demorou para ocorrer, já que os dois moravam a muitos quilômetros de distância.

O laço entre os dois foi ficando cada vez mais forte. Passaram a namorar e, em alguns meses, já planejavam o casamento. Com apenas dois meses de casados – e em seu primeiro feriado de Ação de Graças como um casal – a vida dos dois encontrou uma terrível tragédia: um acidente de trânsito em uma estrada, de proporções assustadoras.

A partir daí, a vida do casal muda completamente, e para sempre.

Resenha: Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter

O carro do casal após o acidente FOTO: Divulgação

Nos capítulos narrados por Kim sobre o estado de saúde de sua mulher, cheguei a ter arrepios. Porém, foi nesse momento que esperança, fé e força fizeram a diferença! Contrariando todos os médicos, Krickitt começa a melhorar (se é que podemos chamar de “melhora”).

Os meses seguintes são de muito trabalho e dedicação da equipe médica, da paciente, dos familiares, e claro, do marido recém-casado.

Na época, Kim Carpenter foi inundado por inúmeras dúvidas e medos que jamais pensou que teria: Krickitt iria se recuperar? Conseguiria voltar a realizar tarefas básicas? Se lembraria dele e da vida a dois que estavam construindo? Teriam dinheiro para pagar as despesas médicas (que já chegavam a mais de US$ 200.000,000)?

As respostas, é claro, não chegaram rapidamente.

Resenha: Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter

Kim e Krickitt Carpenter FOTO: Divulgação

Durante a leitura, fiquei sufocada ao pensar no desespero da mulher, quando diziam, por exemplo, que aquele era seu marido, enquanto ela simplesmente não conseguia se lembrar de nenhum dos momentos que haviam compartilhado juntos. Pessoas forçando a convivência, enquanto Krickitt nem ao menos conseguia entender que havia sofrido um acidente gravíssimo… Tudo isso me deixou muito triste e pensativa.

Ao mesmo tempo que, ver o amor e a devoção de Kim (que poderia simplesmente ter pedido o divórcio para se livrar de problemas e dívidas), foi algo que encheu meu coração de esperança. É claro que, muitas vezes, ele não soube o que fazer, dizer, ou como cuidar da mulher naquela situação, mas o simples fato de tentar, fez toda a diferença.

Resenha: Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter

Kim e Krickitt Carpenter com os filhos FOTO: Divulgação

Quantas vezes, por motivos bobos, as pessoas não acabam desistindo de seus relacionamentos? Ou ainda, quantas vezes, não acabam dizendo um “eu te amo” vazio, monótono e robótico?

Para comprar o livro, é só acessar o link abaixo:

Além de mostrar o apoio de amigos, familiares e até mesmo da fé, o livro aborda uma questão importante para quando algo não vai bem: a terapia! No Brasil, pelo menos, ainda existe essa visão deturpada sobre buscar ajuda profissional: muitos veem como vergonha, algo para ser escondido. Em Para Sempre, a ajuda de psicólogos e terapeutas é extremamente importante – e em muitos momentos, crucial – para o relacionamento do casal.

Kim foi, aos poucos, reconquistando a mulher com quem havia casado. Ótimo para fazer refletir, principalmente ao olharmos para relacionamentos atuais.

Resenha: Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter

Kim e Krickitt Carpenter ao lado dos filhos e de seus intérpretes no cinema: Channing Tatum e Rachel McAdams FOTO: Getty Images

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Ao ler o livro, muitas pessoas reclamaram que ele não era fluido, que tinha muitos erros de digitação, entre outros problemas. Mas como eu ouvi o audiolivro de Para Sempre, não senti qualquer dificuldade. Aliás, foi uma experiência diferente e interessante!

Resenha: Para Sempre - Kim e Krickitt CarpenterTítulo original: The Vow
Autor: Kim e Krickitt Carpenter
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 144
Ano: 2012
Gênero: Autobiografia
Nota: 1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia


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Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: Paperboy – Pete Dexter

Quando li a sinopse desse livro, Paperboy, algo me chamou a atenção. Quando compararam-no com A Sangue Frio, do Capote, fiquei ainda mais interessada. O gênero policial, misturado com o fato de que o livro retrata um pouco do universo jornalístico da década de 60, foi um grande diferencial para me interessar pela leitura.

Paperboy conta a história dos irmãos Jack e Ward James, que investigam o caso do assassinato de um xerife local por Hillary Van Wetter, condenado à pena de morte. Depois de receber uma carta de uma mulher chamada Charlotte Bless, que afirmava a inocência de Hillary, Ward James, jornalista em ascensão, ao lado do parceiro Yardley Acheman, resolve investigar se Van Wetter foi realmente o culpado pelo crime.

Resenha: Paperboy - Pete Dexter

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

A trama se passa no sul dos Estados Unidos no final dos anos 60, período conturbado e cheio de transformações sociais. Jack, de apenas 20 anos, largou a universidade e voltou para casa para trabalhar como motorista do caminhão na empresa do pai. Percebemos toda a história pelo seu ponto de vista.

Vi muita gente reclamando da falta de capítulos, mas isso na verdade não incomoda. A leitura flui, o texto é gostoso de ler e a linguagem é pouco rebuscada. Por mais de 200 páginas, ficamos envolvidos em uma narrativa tensa, misteriosa e com personagens bem construídos.

Charlotte é uma personalidade única e envolvente, uma mulher “mais velha” que se sente atraída por homens na prisão, sempre tão longe e intocáveis. Yardley é um jornalista arrogante e prepotente, buscando a todo custo a fama e o sucesso, pouco se importando com a ética jornalística. W.W. James, o pai dos irmãos protagonistas, é um velho jornalista cansado que sente falta da ex-mulher e tenta, a todo custo, continuar com a boa reputação de seu jornal local. Jack, o principal, é um menino confuso e tranquilo, sempre tentando ajudar o irmão Ward, um homem misterioso, quieto e com uma inteligência e perseverança fora do comum.

A narrativa é densa e parte do real para o surreal. Alguns personagens da família Van Wetter são bizarros e perturbadores, trazendo algumas pitadas de emoção para a história. Algumas temáticas que estavam em voga na década de 60 também são introduzidas sutilmente, como o preconceito racial, a discriminação contra os homossexuais, a liberdade de expressão, a libertação sexual, entre outras.

Resenha: Paperboy

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Outro ponto que me agradou muito foram as descrições de personagens, principalmente pelos sentidos de Jack, principalmente o olfato. Dava para sentir o cheiro das pessoas, imaginar sua aparência e até sentir o gosto da cerveja quente e insossa dos dias de muito calor (e tristeza) vividos pelo personagem. É tudo muito sensitivo: conseguimos entrar na pele do jovem nadador que largou a universidade e ainda se incomodar, tanto quanto ele, com tantas situações inesperadas e reviravoltas da investigação.

A única coisa que me incomodou foi o final: muito triste, pouco original. Mas nada que tire o mérito do resto do livro.

*Obs: Assisti ao filme também. Nem tenho vontade de comentar, porque foi tão ruim e com um roteiro tão falho que nem é possível comparar.

*Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

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Resenha: Paperboy- Pete Dexter

Título original: Paperboy
Autor: Pete Dexter
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 336
Ano: 2013
Gênero: Romance policial
Nota1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia


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Escrito por:

Isabela Zamboni