Resenha

Resenha: Noites Brancas – Fiódor Dostoiévski

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

Noites Brancas é uma novela de Dostoiévski, de 1848, um pouco antes de o autor ser preso e mudar radicalmente seu estilo literário. A história se passa em São Petersburgo, no século XIX, em que um homem solitário vaga pela cidade, deixando que os sentimentos passem por ele, enquanto caminha pelas ruas, esquinas e calçadas.

Um dia, durante uma caminhada noturna, encontra uma mulher chorando, encostada no parapeito de um canal. Ao ajudá-la, começa a se aproximar da moça e dá início a um amor terno e delicado pela jovem chamada Nástienka. A tênue claridade das noites de verão na Rússia é quase como uma personagem da trama, e, quanto mais o narrador (anônimo) se aproxima de Nástienka, mais parece se afastar de sua vida anterior.

A narrativa envolve quatro encontros dos dois, e a intimidade entre eles só cresce. O amor começa a surgir – principalmente da parte do narrador – e aumentar, até que um acontecimento altera o rumo dessa conturbada relação. O desfecho do livro é de cortar o coração – e aposto que muitas pessoas vão se identificar com o protagonista.

A novela de 1848 é vista como uma das obras-primas de Dostoiévski no gênero breve, em um estilo bem diferente daquele encontrado em Crime e Castigo. Confesso que passou longe daquilo que imaginei: é um romantismo exagerado, melancólico, dramático. A própria personalidade do narrador sem nome e de Nástienka remonta àqueles romances recheados de melodrama, intensos, com palavras doces e apaixonadas, quase surreais.

Resenha: Noites Brancas - Fiódor Dostoiévski
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

As noites brancas de São Petersburgo, segundo o prefácio de Rubens Figueiredo, se referem a um fenômeno climático que marca a cidade em certa fase do verão: o sol nunca chega a se pôr completamente e as noites conservam uma constante luminosidade de crepúsculo. Essa atmosfera ajuda a diluir as referências do tempo e a “luz branca” confere um contorno onírico e irreal aos personagens e ambientes.

O livro foi escrito em 1848 e o autor foi preso em 1849 – Dostoiévski foi detido em abril de 1849 por participar do Círculo Petrashevski, sob acusação de conspirar contra o czar Nicolau I.O czar mostrou-se, depois das revoluções de 1848 na Europa, vigoroso contra qualquer organização clandestina que pudesse pôr em risco seu reinado. Foi apenas 10 anos depois, no final de dezembro de 1859, que o autor regressou com sua família (sua esposa e o enteado) a São Petersburgo.

Para comprar o livro, é só clicar no link abaixo:

O retorno não foi dos mais fáceis, tendo em vista que sua longa ausência não só o afastou dos antigos contatos de São Petersburgo, como também de toda a produção cultural russa, incluindo a literatura e o jornalismo, uma vez que o acesso aos livros era bem difícil durante o tempo em que cumpriu pena. Isso foi determinante para que o autor mudasse radicalmente seu estilo, deixando de lado o viés romântico que usou no passado.

Portanto, pode-se dizer que a novela Noites Brancas é um marco na carreira do escritor – e por isso uma obra importante do gênero. Como é bem curtinha e se passa em poucos cenários, também já foi adaptada para o teatro, o que com certeza deve ser uma experiência interessante. Se você já assistiu à peça, não esqueça de nos contar o que achou!

Essa edição da Penguin traz também o conto Polzunkov como apêndice, escrito no mesmo ano, que mostra uma faceta mais caricata de Dostoiévski.

Para ser bem sincera, foi um livro que não me surpreendeu e não me tocou. Entendo sua importância, mas já prefiro, por exemplo, O Jogador, que tem uma proposta mais interessante.

E você, já leu? Comente!  🙂

LEIA TAMBÉM

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

Resenha: Noites Brancas - Fiódor DostoiévskiTítulo original: White Nights (Short Story)
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: Penguin Companhia
Número de páginas: 112
Ano: 2018
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance
Nota: 

Entrevistas

Entrevista: André Diniz, autor de “O Idiota”, adaptação do clássico de Dostoiévski para os quadrinhos

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Finalista Jabuti 2019André Diniz teve a difícil tarefa de adaptar uma obra complexa, escrita há 150 anos: O Idiota, de Fiódor Dostoiévski. Conversamos com o ilustrador e roteirista sobre a obra, depressão, engajamento, entre outros assuntos. Confira:

Resenhas: Em um mundo onde assumir medos e problemas são sinais de fraqueza, fiquei bastante interessada ao ler um entrevista sua ao jornal O Globo onde afirma que interrompeu a produção “por conta de uma depressão e estafa crônicos”. Como você lida, hoje em dia, com a interferência desses problemas? Pergunto, pois, em tempos de “felicidade de Instagram”, um artista assumir a vulnerabilidade é um tanto subversivo…

André: Hoje está mais tranquilo, a partir do momento em que o problema foi identificado. Comecei em 2013 a sentir uma estafa física e mental crônicos, mas fui levando até parar por completo em 2014. Fiz uma série de exames e consultas em diferentes especialistas, sempre buscando uma causa física à minha fadiga, isso me tomou um ano. Até o momento em que a minha mulher questionou se não seria depressão. Até aquele momento, me faltava informação sobre o tema. Não no sentido de compreender quem sofre a doença, mas de saber identificá-la.

Eu associava depressão à tristeza profunda, a não querer viver, e são de fato sintomas ou causas (ou os dois ao mesmo tempo) bem comuns. Mas a minha era uma depressão sem tristeza, mais pelo esgotamento e apatia. Se eu ganhasse na loteria ou perdesse dinheiro, OK. Veio, curiosamente, numa ótima fase profissional e pessoal da minha vida. Por essas questões, não me ocorreu procurar um psiquiatra até o toque da minha mulher.

A partir do momento em que me recuperei um pouco, ao ponto ao menos de conseguir voltar a escrever, comecei a falar publicamente sobre isso. Primeiro, pela informação que me seria tão preciosa no começo de tudo, mas que me faltou. Fiquei assustado com a quantidade de pessoas, leitores, colegas, amigos, que confessavam a mim estar passando pelo mesmo processo, sem sequer imaginar que isso poderia, talvez, ser uma depressão.

Outra razão pela qual passei a falar disso e até trazer ao meu trabalho é que eu passei a conhecer uma nova visão da vida e fatalmente isso vai se refletir no meu trabalho. A minha forma de ver o mundo e as pessoas era um. Veio a depressão e passou a ser outra, bem mais negativa. Vieram os remédios e o mundo mudou, agora tudo era lindo. Depois de um ano de tratamento, volto a ver tudo de forma mais equilibrada, mas diferente. Isso foi uma aula que eu tive de como as convicções, ódios, medos, problemas e paixões são voláteis.

Resenhas: Como esse processo – encarar a depressão e a estafa – interferiram no seu trabalho?

André: Por incrível que pareça, houve um saldo positivo. Entre 2014 e 2015, eu não consegui produzir praticamente nada. Quando retornei, em 2016, após o tratamento (confesso que sair de São Paulo para Lisboa ajudou), iniciei o período mais produtivo que já tive, com uma nova linha de desenho que me é muito mais prazerosa de fazer.

De maio de 2016 até agora, fiz O idiota, Matei meu pai e foi estranho e Malditos amigos, três álbuns de HQ que somam cerca de 800 páginas ao todo, uma marca que nunca imaginei conseguir. Acho que a depressão foi um momento de zerar tudo e recomeçar, com tudo mais reorganizado. Após a apatia crônica, muitas coisas voltaram a ter importância para mim, mas outras não voltaram porque não eram importantes mesmo. Esse foi o meu ganho. Claro, falando assim, parece uma história bonitinha com final feliz. Longe disso: tenho ainda algumas recaídas e elas não são nada agradáveis.

Outra consequência da depressão no meu trabalho, foi a minha HQ Malditos amigos, que lancei agora em Portugal e, em breve, lanço também no Brasil. Nela, crio um personagem fictício, um tatuador quarentão do centro velho de São Paulo, com suas próprias questões pessoais e profissionais, mas empresto a ele a minha experiência com a depressão, essa depressão das grandes cidades.

Resenhas: E sobre adaptar uma história escrita por Dostoiévski – autor que, como sabemos, aborda em suas obras (entre outros temas): niilismo, suicídio e violência – você acredita que também imprimiu um pouco desse período da sua vida no seu traço, no roteiro, nas falas do livro?

André: A partir do momento em que vivo uma experiência, em que meu conhecimento sobre algo se amplia, em que descubro a obra de um artista, que visito um lugar diferente ou que conheço uma nova pessoa, isso vai impactar em maior ou menor grau o meu trabalho, e acredito que isso se aplique a qualquer artista. O meu estilo atual de desenho, que começou no O Idiota, é mais riscado, mais rústico e sujo que o anterior, embora estilizado.

Difícil imaginar como estaria hoje o meu desenho sem essa interrupção forçada, sem essa mudança de perspectivas. Minhas histórias foram ficando cada vez mais intimistas, sem que eu percebesse isso, com personagens solitários (embora eu definitivamente não o seja na prática). Acredito que a depressão, que hoje reconheço que já estava comigo em menor grau muitos anos antes de chegar no nível crônico, tenha influenciado não só a forma de fazer a adaptação, mas até mesmo a minha identificação com a obra de Dostoiévski e com O Idiota especificamente.

Resenhas: Qual motivo o levou a escolher O Idiota como obra a ser adaptada? E Dostoiévski?

André: Li primeiramente O Jogador e me apaixonei pela obra, a ponto de começar a ler seus livros em sequência, algo que fiz raramente até hoje. O Jogador é maravilhoso, mas o melhor do Dostoiévski ainda estava por vir, e foi um fascínio progressivo, até chegar em O Idiota, que nem considero o seu melhor, mas foi o que me arrebatou. Terminei de ler e sabia desde já que eu tinha que trabalhar com esse livro.

Dostoiévski tem um ingrediente que é fundamental para mim: ele mostra o horror, o pior do ser humano, mas sempre com o humor ao lado. Para mim, o humor, mesmo aquele humor amargo, tem que estar em tudo. Malditos amigos fala da depressão, do caos e da violência nas cidades, da solidão, mas é uma história onde há um humor ao menos implícito por toda a história. Dostoiévski é mestre em tudo, inclusive na forma como o humor está presente no trágico.

Resenhas: E como você chegou nesse traço mais bruto? Ele é inspirado na arte africana e na técnica da xilogravura? Me lembrou, até mesmo, uma literatura de cordel…

André: Até 2008, a maior parte das minhas HQs eram feitas em parceria: eu entrava como roteirista e um parceiro desenhava a HQ. Eu sabia contar uma história com desenhos, mas o meu desenho não tinha um porquê de estar ali, eu não tinha ainda algo a dizer com ele, ao contrário dos meus roteiros. Aí, eu decidi apagar tudo o que eu achava que sabia sobre fazer uma página de HQ e decidi recomeçar do zero, me avaliando.

Minha mão é pesada, eu não consigo, por exemplo, trabalhar com pincel, e a ponta do lápis quebra o tempo todo. Meu olhar não é sutil: eu enxergo círculos e quadrados, não as nuances da fisionomia de alguém. Então, fui buscar referências que fizessem com que essas características fossem qualidades e não obstáculos.

Cheguei na arte africana, com uma estilização que não é necessariamente cômica, e na xilogravura, o desenho cravado na madeira, talvez a técnica de desenho mais bruta que exista. Esses dois estilos já fascinavam aos meus olhos mas eu nunca os tinha trazido propriamente ao meu desenho. No momento em que tive essa percepção, foi quando eu me encontrei como desenhista.

Clique para comprar:

Resenhas: Por falar em subversão… Em Subversivos (1999), você abordou a época da Ditadura Militar no Brasil. Dostoiévski era responsável por diversas críticas ao Império Russo. O que vemos atualmente – generalizando – são artistas que não se posicionam ou não comentam sobre assuntos políticos, por exemplo. Você se sente confortável em falar sobre o assunto? Acaba imprimindo seus ideais em suas obras? Acha que o posicionamento político do artista é necessário?

André: Acho fundamental o posicionamento do artista sobre o que quer que seja. Senão, afinal, sobre o que é a sua arte? Isso não quer dizer, porém, que o artista tenha as respostas e só seja feito de certezas. Há assuntos sobre os quais não opino porque não tenho base para isso. As minhas HQs têm mais perguntas que afirmações.

O que eu tenho de firme e convicto é a repulsa absoluta a todo tipo de hipocrisia, de autoritarismo, de preconceito, de violência, de exploração econômica, de segregação social, racial, sexual. Talvez não por acaso, problemas cada vez mais crônicos no Brasil.

Resenhas: O que te inspira? Como é o seu processo criativo?

André: Algo que me ajudou muito a domar, ao menos um pouquinho esse processo criativo foi separar o que é criação e do que é execução. Claro que isso é absolutamente impreciso, e talvez valha mais até para os desenhos do que para o roteiro, mas é um recurso precioso para mim. A parte da criação começa com angústia, há algo a ser dito mas eu não sei exatamente ainda o que nem como. É a fase que não depende só de sentar e trabalhar. Ideias às vezes vêm, às vezes não vêm, às vezes vêm quando menos se espera. Nessa etapa, rabisco as ideias em um caderno sem pautas, assim eu os anoto da forma mais livre possível, sem pensar em formatação, parágrafos e etc.

O passo seguinte já é menos angustiante e já depende de eu sentar, focar e trabalhar. Organizo as ideias selecionadas, elimino os excessos, corrijo os erros, reescrevendo aquelas ideias iniciais o mais próximo possível de uma história coerente, resumindo a história em uma ou duas páginas de texto. A partir daí, é escrever as cenas, falas e narração. Algumas cenas que dependem de pesquisa ou de um estudo mais técnico eu pulo e deixo para o final, para não quebrar o meu fluxo criativo. Faço o mesmo se preciso citar uma informação específica ou criar o nome de um figurante. Não interrompo a escrita e deixo para trabalhar nisso ao fim de tudo. Aí, releio várias vezes cortando tudo o que não é necessário, encurtando frases, falas, cenas inteiras.

O desenho tem um processo similar. Esboço personagens num caderno. Depois esboço a ideia das páginas, esboço os desenhos sem detalhes, vou acrescentando os detalhes, até finalizar. Hoje, esse processo todo, desde o roteiro até os desenhos finalizados, faço em um iPad Pro, que carrego para onde quiser.

Resenhas: Quais são os projetos que você está trabalhando atualmente? O que tem por vir?

André: Malditos amigos, que citei antes, está para vir ao Brasil, depois de ser editado em Portugal. Tainan Rocha, parceiro meu em Que Deus te abandone, desenha agora um roteiro meu, que se chama “Virginia merece”. O desenho do Tainan é algo simplesmente criminoso de tão lindo e estou mesmo ansioso para ver isso pronto. Tenho ainda um outro roteiro quase pronto para o meu próximo álbum, trabalho numa edição independente, com histórias curtas minhas e, se tudo correr bem, tenho pronto em breve algo que faz alguns anos que eu queria elaborar: um livro com dicas sobre escrever roteiros para quadrinhos.

LEIA TAMBÉM

Resenha

Resenha: Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O clássico da literatura russa, Crime e Castigo, completou 150 anos em 2016, e é um daqueles livros que se mantêm atualizados até hoje. Ele retrata a vida de Rodión Románovitch Raskólnikov, um pobre estudante de direito de  São Petersburgo.

Em seu cubículo, que mais parecia um armário do que um apartamento, Ródia (como também é conhecido o personagem), acaba tornando-se uma pessoa apática e que evita ao máximo qualquer tipo de contato social.

Quebrado e necessitando de ajuda para sobreviver, Ródia envolve-se com a velha Aliena Ivánovna, uma agiota. A miséria de Ródia aliada à repugnância da “velha” acabam sendo relevantes para o desenvolvimento da trama, pois trazem à tona seu primeiro desejo de assassiná-la.

Resenha: Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Durante Crime e Castigo, Ródia retrata sua visão de como o crime cometido é justificável, pois, segundo o personagem, na história da humanidade, crimes podem se tornar “meios” para atingir um tipo de “bem maior” – algo que seja relevante para a sociedade, por exemplo, ou um tipo de pensamento vanguardista.

Essa ideia é exposta em uma conversa entre Ródia e o juiz de instrução, Porfiri Pietróvitch:

“[…] começando pelos mais antigos e continuando com os Licurgos, Sólons, Maomés, Napoleões etc., todos eles, sem exceção, foram criminosos já pelo simples fato de que, tendo produzido a nova lei, com isso violaram a lei antiga […] Mas se um deles, para realizar sua ideia, precisar passar por cima ainda de que seja de um cadáver, de sangue, a meu ver ele pode se permitir, no seu íntimo, na sua consciência passar por cima do sangue […]” p. 265 – 266

Compre o livro no link abaixo:

Se tratando de um clássico como Crime e Castigo, espera-se que seja uma leitura densa, e que o tema tratado torne-o pesado. Porém, o fato de o livro ser denso não o faz chato, muito pelo contrário. Dostoiévski consegue entrar na cabeça do leitor quando insere sua tese-chave. A trama, por si só, já é “labiríntica”, segundo sua própria sinopse. No entanto, o que chama muito a atenção é a linguagem empregada pelo autor. Sua escrita é única, e varia conforme a ascendência do personagem. Há um certo tom de instabilidade no discurso de Dostoiévski, perfeitamente plausível, afinal, nas palavras do tradutor, Paulo Bezerra:

“[…] Likhatchóv aponta como centrais no estilo do romancista certa instabilidade (zíbkost) e uma sensação de inacabamento […] Desse modo, cria-se a impressão de que ele força, precipita o discurso, é desleixado ou “inapto” […] Tudo isso somado cria uma sensação de indefinição e instabilidade na feitura do discurso, […] cujo fim é estimular no leitor a ideia de inacabamento a fim de levá-lo a tirar suas próprias conclusões. […] e está diretamente associada à instabilidade do mundo e das relações sociais e humanas que sedimenta o conjunto de sua obra. […]” p.569 – 570

Resenha: Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Crime e Castigo não é um livro simples. Ele retrata diversas facetas das relações sociais humanas, e mostra como o homem é sujo e vil. Assim como também mostra a luta de diversas personagens para sobreviver em um ambiente hostil como o retratado. Sem dúvida, este é um dos melhores livros que já li. Afinal, não é à toa que, 150 anos depois, esta ainda seja uma obra atual e muito discutida.

LEIA TAMBÉM

Resenha: Crime e Castigo - Fiódor DostoiévskiTítulo original: Prestuplênie i Nakazánie
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: 34
Número de páginas: 591
Ano: 2016
Gênero: Literatura estrangeira
Nota: