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Máquinas Não Choram: conheça a nova HQ de Renato Quirino e André Turtelli

Foto: Divulgação

Nós já resenhamos aqui no blog a incrível HQ Aokigahara, de Renato Quirino e André Turtelli. E agora tem novidade vindo por aí! Em Máquinas Não Choram – lançamento da dupla de autores – veremos os caminhos percorridos por Girl e Boy – dois BOTs que se tornaram verdadeiros amigos – ao tentar se encontrar uma última vez antes da perda completa de seus sentimentos.

Saiba mais sobre a HQ Máquinas Não Choram:

O pano de fundo é um futuro próximo onde os smartphones foram substituídos por BOTs – seres robóticos com movimentos humanoides. Nesse futuro os BOTs receberam um upgrade que faz com eles tenham sentimentos e emoções, para poder ajudar os seres humanos também nessas questões. Porém, as coisas acabam não seguindo pelo caminho esperado e as montadoras acabam por tomar uma decisão inédita: um downgrade obrigatório que irá retirar todas as suas funções de sentimentos.

É aqui que começa a HQ, nesse meandro em que ambos os BOTs descobrem que não poderão mais saber o que significa ter uma amizade. Acompanhamos suas reflexões, suas lembranças e, é claro, seus sentimentos, enquanto eles ainda os tem.

Máquinas Não Choram: conheça a nova HQ de Renato Quirino e André Turtelli

Como comprar Máquinas Não Choram?

A HQ está disponível no Catarse, do dia 19/11 até 05/12. O lançamento será lançado na CCXP 18, na mesa H03. Para adquirir seu exemplar, é só clicar neste link.

Sobre os autores

Máquinas Não Choram: conheça a nova HQ de Renato Quirino e André Turtelli
Foto: Divulgação

Renato (@renato_quirino) e André (@andretp), são residentes de Bauru/SP. Seu primeiro trabalho com quadrinhos foi a HQ Aokigahara, lançada através de financiamento coletivo no ano de 2015, tendo alcançado 300% da meta estabelecida inicialmente.

Ainda em 2015, produziram em conjunto o livro de contos folclóricos ilustrados Aconteceu com um amigo dum amigo meu contemplado pela Lei de Estímulo a Cultura de Bauru. Em 2017 lançaram um zine de forma independente, o MNC: Upgrade, revista que serve de prólogo para esse novo trabalho. Máquinas Não Choram é o quarto trabalho da dupla.

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Resenha

Resenha: Mãe – Fábio Coala

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Quem segue o Resenhas no Instagram já sabe que, no mês passado, estivemos no lançamento de Mãe, nova graphic novel do grupo MSP (QUE SOMOS FÃS DEMAAAIS), em parceria com o roteirista e ilustrador Fábio Coala.

Acabei lendo a graphic na própria fila de autógrafos e, olha, foi difícil segurar a emoção.

Resenha: Mãe - Fábio Coala
FOTO: Resenhas à la Carte

Horácio, personagem principal da história, é também o preferido de Mauricio de Sousa! Que desafio para Coala o de escrever e desenhar uma história exclusiva – e supersensível – para o tiranossauro-rex-vegetariano, não é mesmo?

Pois a obra conta – com maestria – a saga de Horácio em busca de sua mãe. O tema, por si só, já é de marejar os olhos, mas a carga emocional do texto é ainda maior: afinal, o pequeno dinossauro não mede esforços para encontrá-la.

No caminho, é claro, ele conta com a ajuda de grandes amigos, que acompanham seus percalços e dão força nos momentos de necessidade. Apesar de algumas “frases feitas” estilo para-choque de caminhão, o resultado da narrativa é primoroso.

O final é, sem dúvidas, a grande cereja do bolo: bastante emocionante, sem cair no piegas. Uma graphic que homenageia as relações humanas (apesar de serem relações entre dinossauros, haha) e, principalmente, entre pais e filhos. Nos faz refletir sobre essa “conexão” que existe, cheia de amor e que, muitas vezes, chega a ser sobrenatural. Um tema diferente, que dificilmente é abordado em HQs, e que me surpreendeu muito positivamente!

Resenha: Mãe - Fábio Coala
Tietando o autor FOTO: Resenhas à la Carte

O traço de Fábio Coala é bem simples. Ele não ousa muito nem utiliza recursos diferentes – como os que vi em Fuga, por exemplo. Mas, mesmo assim, é uma ótima graphic novel.

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Resenha: Mãe - Fábio CoalaTítulo original: Mãe
Autor: Fábio Coala
Editora: MSP Graphic
Número de páginas:
Ano: 2018
Gênero: Graphic Novel
Nota

Resenha

Resenha: Aokigahara – André Turtelli e Renato Quirino

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Quando peguei a HQ Aokigahara na mão, já me impressionei! Sem saber o que iria encontrar no miolo, fiquei hipnotizada pelo estilo do quadrinista Renato Quirino e admirada com os mínimos detalhes dos traços. Já percebi que seria o tipo de história que eu iria gostar, apesar de quase nunca ter lido quadrinhos na minha vida.

Aliás, fazer essa resenha não é uma tarefa fácil pra mim: meu repertório é mínimo em relação a HQs, portanto, me perdoem se usar algum termo ou palavra errada. Mas não é porque não conheço muitas obras que não posso admirar uma que gostei bastante, não é verdade?

Aokigahara me deu a impressão de ser um conto. São poucas páginas, li bem rapidinho e acredito que a intenção dos autores era essa: mostrar uma história sensível, poética, mas sem aprofundar demais no tema ou nos personagens. É aquele tipo de história que passa voando – traz uma mensagem rápida – mas que cria marcas profundas.

Resenha Aokigahara - André Turtelli e Renato Quirino
FOTO: Divulgação / André Turtelli e Renato Quirino

Não vou detalhar a trama, já que o final é uma surpresa e pode estragar a experiência de outros leitores. Mas o que posso dizer é: você vai acompanhar a trajetória de dois personagens que vão para a triste floresta de Aokigahara, no Japão, conhecida como a Floresta dos Suicidas. Como é uma floresta muito densa, com pouco vento e quase nada de vida selvagem, o local é bastante silencioso. Em média, são encontrados 100 corpos (!!!) ao ano por lá, inclusive esqueletos mais antigos. Triste, né? Existem diversos documentários e filmes sobre essa floresta. Melancólico, mas também interessante para entender porque tantas pessoas tiram a própria vida naquele lugar.

Gostei bastante da temática da HQ e achei muito importante falar sobre suicídio, que, por ser um tema muito delicado, ainda é considerado um tabu em muitas culturas. Também adorei como os autores nos fazem sentir a dor dos personagens, ainda que conhecendo-os tão pouco.

O que posso dizer de Aokigahara? É sensível, gentil, mas ao mesmo tempo, toca na ferida. Muito bom mesmo! Isso sem falar na arte em si, que é incrivelmente detalhada e feita com o maior cuidado possível.

Acho que vou começar a ler mais quadrinhos.

PS: A Mel fez uma entrevista com os autores André Turtelli e o Renato Quirino. Confira aqui!

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Capa HQ Aokigahara

Título original: Aokigahara
Autor: André Turtelli e Renato Quirino
Editora:
Número de páginas: 32
Ano: 2015
Gênero: HQ
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