Recebidos – Janeiro – 2016 (Melissa)

COMPRAS

Livros recebidos em Janeiro - 2016

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Caninos Brancos – Jack London, por Penguin Companhia

Estava lendo Na Natureza SelvagemCaninos Brancos foi um dos livros citados na obra. Resolvi comprar. Espero poder lê-lo em breve!

PRESENTE

Livros recebidos em Janeiro - 2016

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O Sol É Para Todos – Harper Lee, por José Olympio

Ganhei O Sol É Para Todos em um amigo secreto atrasado, haha. Valeu, Panda! 🙂 Só ouço críticas legais sobre esse livro. Inclusive, a Isa já resenhou ele aqui no blog.

AUTORAS

Livros recebidos em Janeiro - 2016

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

  • A Sedutora – Babi Barreto
  • Onde Está Meu Coração? – Geny Vilas-Novas, por Editora 7Letras

Dois livros recebidos por autoras brasileiras para ler e resenhar aqui no blog 😉

ASSESSORIA

Livros recebidos em Janeiro - 2016

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A História da Mitologia Para Quem Tem Pressa – Mark Daniels, por Editora Valentina

Recebi esse livro da assessoria da Editora Valentina. Como curto MUITO mitologia, mal posso esperar para começar a leitura!

Aproveitando: se quiserem enviar algo para o Resenhas, fiquem à vontade!

Nossa caixa postal é:

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BAURU – SP


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Escrito por:

Melissa Marques


O trabalho de alguns autores antes de serem famosos

O site Unplag criou um infográfico superlegal sobre os trabalhos “aleatórios” que alguns autores tiveram antes de alcançar a fama. De pirata a compositor, esses gênios já fizeram de tudo!

JAMES JOYCE

James Joyce

FOTO: Reprodução

O autor de “Ulysses” já foi compositor, ator e tocava instrumentos como piano e violão!

CHUCK PALAHNIUK

Chuck Palahniuk

FOTO: Reprodução

Antes de se tornar célebre pelo livro “Clube da Luta”, Palahniuk trabalhou como lavador de pratos, mensageiro, mecânico e ainda manejava projetores de filmes!

WILLIAM FAULKNER

William Faulkner

FOTO: Reprodução

O autor de “O Som e a Fúria” já foi carteiro da Universidade do Mississipi.

KEN KESEY

Ken Kesey

FOTO: Reprodução

O autor de “Um Estranho no Ninho” já foi zelador em um hospital psiquiátrico e voluntário para um estudo da CIA.

KURT VONNEGUT

Kurt Vonnegut

FOTO: Reprodução

O autor de “Cama de Gato” já foi vendedor de carros para uma empresa sueca.

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+++ PASSO A PASSO DE UM LEITOR SEM GRANA EM UMA LIVRARIA

+++ TATUAGENS INSPIRADAS EM LIVROS

+++ A ÚLTIMA CARTA DE VIRGINIA WOOLF

STEPHEN KING

Stephen King

FOTO: Reprodução

O mestre do horror já foi zelador em uma escola.

J. D. SALINGER

J. D. Salinger

FOTO: Reprodução

O autor de “O Apanhador no Campo de Centeio” já foi diretor de entretenimento em um cruzeiro sueco.

HARPER LEE

Harper Lee

FOTO: Reprodução

A autora de “O Sol É Para Todos” já trabalhou como atendente da companhia aérea Eastern Air Lines em Nova York.

F. SCOTT FITZGERALD

F. Scott Fitzgerald

FOTO: Reprodução

O famoso autor de “O Grande Gatsby” já trabalhou em uma agência de publicidade escrevendo slogans para placas de bondes (ou trens).

JACK LONDON

Jack London

FOTO: Reprodução

O autor de “O Lobo do Mar” já foi pirata!

CHARLES DICKENS

Charles Dickens

FOTO: Reprodução

O incrível autor de “Grandes Esperanças” trabalhava colocando rótulos em garrafas em uma fábrica de produtos para polir sapatos. Bizarro!

FONTE: Unplag


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Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: O Lobo do Mar – Jack London

Estava louca pra ler O Lobo do Mar, do autor norte-americano Jack London. A edição comentada da Zahar me chamou a atenção e logo já coloquei na lista de “desejados”. No Natal de 2014 minha irmã me deu de presente e comecei a ler assim que consegui em 2015. No geral, o livro empolga bastante, a leitura é tranquila e os personagens são excelentes. Mas, me senti meio frustrada mais para o final, onde o livro deu uma reviravolta que não me agradou.

O Lobo do Mar fala sobre muitas temáticas interessantes, principalmente o medo da morte, a importância que cada um dá à própria vida, religião, criacionismo, evolução, darwinismo, etc.

“Há uma quantidade limitada de água, de terra, de ar, mas a vida que está à espera de nascer é ilimitada. A natureza é de uma prodigalidade infinita.”

A história é bem simples: o náufrago Humphrey van Weyden é resgatado pela escuna Ghost, comandada pelo capitão Wolf Larsen. No entanto, o capitão ao invés de ajudar o náufrago a desembarcar no porto mais próximo, o obriga a trabalhar no navio, onde impõe regras violentas e faz da vida de Weyden um inferno.

Resenha: O Lobo do Mar

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O embate e diálogos entre o protagonista e Wolf Larsen são as melhores partes do livro. O conteúdo é riquíssimo e recheado de reflexões. Ao mesmo tempo em que Weyden é um homem literato, civilizado e com concepções de mundo moralistas, Wolf Larsen é a figura do homem primitivo, animalesco. O clima de tensão que paira no ar, assim como a sensação de estar aprisionado e entregue ao destino, faz do livro uma obra instigante.

Porém, a partir da metade do livro, há uma pequena reviravolta na trama: o surgimento de uma nova personagem traz um baque, uma mudança completa de enredo. Senti que o autor parece ter mudado de ideia no meio do caminho, criando uma nova alternativa que não condiz muito com o restante da obra.

Resenha: O Lobo do Mar

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O que poderia ter sido uma obra fenomenal, se arrasta da metade em diante, apresentando situações cansativas e que não fazem muito sentido com a proposta inicial. O que antes era incrível e digno de se tornar um clássico da literatura, se perde em um romance pouco convincente.

“O homem é inconstante como os ventos e as correntes marinhas. Nunca se pode adivinhar. Quando a gente julga que já o conheçe e que está a impressioná-lo bem, se vira ele contra nós aos berros e nos rasga as velas todas.”

No decorrer do livro, são utilizados inúmeros termos náuticos, mostrando claramente a experiência de London como marinheiro. São tantas palavras complicadas e descrições longas de processos marítimos, que é possível cansar facilmente e acabar pulando essas partes. Confesso que em alguns momentos, enquanto Weyden descrevia os nós que fez, ou comentava sobre o ritmo da escuna, eu nem prestava muita atenção.

Um ponto interessante é que o protagonista cresce muito como pessoa, passa por uma transformação satisfatória. O que antes era um personagem fraco e debilitado, de repente se torna forte, competente e ávido por viver. As frustrações iniciais o derrubaram mas o deixaram mais maduro para lidar com o monstro que é Wolf Larsen.

Aliás, Wolf Larsen é um personagem incrível, com uma personalidade confusa, doentia e ao mesmo tempo sensível. Por vezes gostamos dele e até acreditamos que ele não é de todo mal; no entanto, quando estamos simpatizando com Larsen, ele volta a tomar atitudes absurdas. É um mix de sentimentos, parece até mesmo um episódio de Game of Thrones! haha

Resenha: O Lobo do Mar

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Mas no geral, recomendo a leitura. Inclusive, achei que somente eu não tinha aprovado o final, mas no prefácio do livro (escrito por Joca Reiners Terron), ele conta que na época que o livro foi publicado, a crítica especializada reclamou muito do final. No fim das contas, o autor revelou que alterou o final para que a obra fosse mais comercial, por isso a pitada de romance. Mas, não retira a genialidade de London em O Lobo do Mar.

“Você fala do instinto da imortalidade. Eu falo do instinto da vida, que é viver, e que, quando a morte se figura próxima e iminente, vence o instinto da imortalidade.”

LEIA TAMBÉM

O Lobo do Mar - Jack London

 

Título original: The Sea Wolf
Autor: Jack London
Editora: Zahar
Número de páginas: 368
Ano: 2013
Gênero: Ficção
Nota1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vaziaestrela vazia


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Escrito por:

Isabela Zamboni