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16 livros para empresários e empreendedores

Se tem algo que nós amamos aqui no blog é fazer listas! Livros para ler antes de morrer, livros essenciais da literatura mundial, livros românticos, obras de fantasia, entre outras que sempre publicamos aqui no RaC.  Hoje, nossa lista é sobre livros para empresários e empreendedores. 

Se você está abrindo sua própria empresa, ou deseja avançar na carreira de empreendedor, veja nossas dicas:

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Os 100 livros essenciais da literatura mundial

Foto: Istock/Getty Images

Sempre fui uma viciada em listas na internet e adoro ficar vasculhando novos desafios literários. Como gosto bastante de literatura clássica, fui logo buscando uma lista com as obras mais importantes de todos os tempos. Me deparei com a lista Os 100 livros essenciais da literatura mundial, que acredito ter sido lançada em alguma edição especial da falecida revista Bravo!. Achei a lista um pouco estranha, já que alguns livros superfamosos e importantes não estão listados. Por exemplo, o livro de Hemingway que aparece é “Adeus Às Armas” e eu jurava que seria “O Velho e o Mar”.

Mas, no fim, isso é até bom: a gente desapega do óbvio e acaba conhecendo coisas novas. Dos 100, os que estão em negrito são os que já foram resenhados aqui no blog, e posso afirmar que são livros excepcionais, daqueles que mudam sua visão sobre tudo. O desafio é começar a ler o restante e ampliar ainda mais o conhecimento literário.

E vocês, quantos livros essenciais já leram da lista abaixo? Conta pra gente!

Conheça os 100 livros essenciais da literatura mundial

Os 100 livros essenciais da literatura mundial
Foto: Istock/Getty Images

1. Ilíada, de Homero

Primeiro livro da literatura ocidental, a Ilíada parece se tratar, pelo título, apenas de um breve incidente ocorrido no cerco dos gregos à cidade troiana de Ílion, a crônica de aproximadamente cinquenta dias de uma guerra que durou dez anos. No entanto, graças à maestria de seu autor, essa janela no tempo se abre para paisagens vastíssimas, repletas de personagens e eventos que ficariam marcados para sempre no imaginário ocidental. É nesse épico homérico que surgem figuras como Páris, Helena, Heitor, Ulisses, Aquiles e Agamêmnon, e em seus versos somos transportados diretamente para a intimidade dos deuses, com suas relações familiares complexas e às vezes cômicas. Mas, acima de tudo, a Ilíada é a narrativa da tragédia de Aquiles. 

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2. Odisseia, de Homero

A narrativa do regresso de Ulisses a sua terra natal é uma obra de importância sem paralelos na tradição literária ocidental. Sua influência atravessa os séculos e se espalha por todas as formas de arte, dos primórdios do teatro e da ópera até a produção cinematográfica recente. Odisseia se tornou também um substantivo comum, que denomina jornadas marcadas por perigos e eventos inesperados, e Homero um adjetivo usado para relatar feitos grandiosos. Seus episódios e personagens – a esposa fiel Penélope, o filho virtuoso Telêmaco, a possessiva ninfa Calipso, as sedutoras e perigosas sereias – são parte integrante e indelével de nosso repertório cultural.

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3. Hamlet, de William Shakespeare

Um jovem príncipe se reúne com o fantasma de seu pai, que alega que seu próprio irmão, agora casado com sua viúva, o assassinou. O príncipe cria um plano para testar a veracidade de tal acusação, forjando uma brutal loucura para traçar sua vingança. Mas sua aparente insanidade logo começa a causar estragos – para culpados e inocentes. Mas a trama inventada pelo dramaturgo inglês vai muito além disso: Hamlet é um dos momentos mais altos da criação artística mundial, um retrato – eletrizante e sempre contemporâneo – da vida emocional de um Homo sapiens adulto.

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4. O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes

A história do engenhoso fidalgo Dom Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança conquista leitores geração após geração. O clássico de Miguel de Cervantes é considerado o expoente máximo da literatura espanhola e, em 2002, foi eleito por uma comissão de escritores de 54 países o melhor livro de ficção de todos os tempos. Em homenagem aos 400 anos de morte de Miguel de Cervantes, a Nova Fronteira traz ao público esta edição especial, com a obra integral em dois volumes. O texto de Cervantes é acompanhado das belíssimas ilustrações do francês Gustave Doré, um dos mais fantásticos artistas do século XIX.

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5. A Divina Comédia, de Dante Alighieri

A Divina Comédia é um dos maiores clássicos da literatura universal. Escrito no século XIV, o poema épico de Dante Alighieri é considerado também um dos textos fundadores da língua italiana. Nele, o escritor apresenta uma jornada inesquecível pelo tormento infinito do Inferno e a árdua subida da montanha do Purgatório até o glorioso reino do Paraíso. Dante conseguiu fundir sátira, inteligência e paixão em uma alegoria cristã imortal sobre a busca da humanidade pelo autoconhecimento e pela transformação espiritual. Este box especial conta com a clássica tradução de Xavier Pinheiro, as belíssimas ilustrações de Gustave Doré e ainda o magnífico estudo introdutório de Otto Maria Carpeaux.

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6. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust

‘Em busca do tempo perdido” é uma das maiores criações da literatura mundial. Dividida em sete livros, a obra-prima de Marcel Proust foi publicada entre 1913 e 1927, e sua beleza e força vão se revelando cada vez mais impactantes com o correr dos anos. A presente edição da Nova Fronteira conta com a primorosa tradução de Fernando Py e é dividida em três partes. Uma obra monumental, que deixou marcas eternas na literatura.

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7. Ulysses, de James Joyce

Um homem sai de casa pela manhã, cumpre com as tarefas do dia e, pela noite, retorna ao lar. Foi em torno desse esqueleto enganosamente simples, quase banal, que James Joyce elaborou o que veio a ser o grande romance do século XX. Inspirado na Odisseia de Homero, Ulysses é ambientado em Dublin, e narra as aventuras de Leopold Bloom e seu amigo Stephen Dedalus ao longo do dia 16 de junho de 1904. Tal como o Ulisses homérico, Bloom precisa superar numerosos obstáculos e tentações até retornar ao apartamento na rua Eccles, onde sua mulher, Molly, o espera. Para criar esse personagem rico e vibrante, Joyce misturou numerosos estilos e referências culturais, num caleidoscópio de vozes que tem desafiado gerações de leitores e estudiosos ao redor do mundo. O culto em torno de Ulysses teve início antes mesmo de sua publicação em livro, quando trechos do romance começaram a aparecer num jornal literário dos EUA. Por conta dessas passagens, Ulysses foi banido nos Estados Unidos, numa acusação de obscenidade, dando início a uma longa pendenga legal, que seria resolvida apenas onze anos depois, com a liberação do romance em solo americano. Mas, para além das disputas e polêmicas, Ulysses segue como um divisor de águas por conta do êxito do autor no principal ponto do romance: esticar e moldar a língua inglesa ao limite, a fim de retirar disso um retrato fiel, divertido e comovente do que se convencionou chamar de o “homem moderno”.

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8. Guerra e Paz, de Leon Tolstói

“O que é Guerra e paz?”, questiona Liev Tolstói em um texto que detalha o processo de pesquisa e de criação de sua obra-prima. “Não é um romance, muito menos uma epopeia, menos ainda uma crônica histórica.” Ao acompanhar o percurso de cinco famílias aristocráticas russas no período de 1805 a 1820, Tolstói narra a marcha das tropas napoleônicas e seu impacto brutal sobre a vida de centenas de personagens. Em meio a cenas de batalha, bailes da alta sociedade e intrigas veladas, destacam-se as figuras memoráveis dos irmãos Nikolai e Natacha Rostóv, do príncipe Andrei Bolkónski e de Pierre Bezúkhov, filho ilegítimo de um conde, cuja busca espiritual serve como espécie de fio condutor e o torna uma das mais complexas personalidades da literatura do século XIX. Ao descrever o cotidiano e os grandes acontecimentos que se sucederam à invasão de Napoleão em 1812, Tolstói retrata uma Rússia magistral, imponente e, sobretudo, profundamente humana.

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9. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski

Resenha: Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Publicado em 1866, Crime e castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petersburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da tirania. Esta é a primeira tradução direta da obra lançada no Brasil, e recebeu em 2002 o Prêmio Paulo Rónai de Tradução da Fundação Biblioteca Nacional.

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10. Os Ensaios, de Michel de Montaigne

Obra-chave do pensamento ocidental, os Ensaios de Montaigne, publicados na França entre 1580 e 1588, tornaram célebre seu autor, inspiraram os filósofos do Iluminismo e criaram um novo gênero literário. Ao falar de si mesmo com uma franqueza e liberdade que até hoje nos tocam, Michel de Montaigne (1533-1592), um homem do Renascimento, fala na verdade da condição humana, com reflexões sobre a psicologia, a educação, a ética e a política. Esta tradução integral de Sérgio Milliet, um dos grandes intelectuais brasileiros do século XX – que busca, em sua elegância e fluência, sempre a fidelidade ao espírito do original -, é apresentada aqui com a rigorosa revisão técnica de Edson Querubini, um dos principais especialistas em Montaigne no Brasil.

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11. Édipo Rei, de Sófocles

Insultado por um homem embriagado que o chamou de filho adotivo, Édipo, herdeiro do trono de Corinto, se dirige a Delfos em busca de respostas sobre sua origem. Ao consultar o oráculo de Apolo, Édipo não tem uma resposta para sua pergunta. Mas o deus lhe faz uma revelação: um dia ele mataria o pai e se casaria com a própria mãe, tendo com ela filhos. Tragédia emblemática, esta edição de Édipo rei conta com a consagrada tradução direta do grego de Mário da Gama Kury, enriquecida por uma apresentação esclarecedora da especialista em língua e literatura grega Adriane da Silva Duarte.

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12. Otelo, de William Shakespeare

Resenha: Otelo - William Shakespeare
FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Em Veneza, Otelo, um general mouro a serviço do Estado, conquista Desdêmona, uma jovem, filha de um nobre local. Após enfrentar a ira do pai e defender-se com sucesso contra a acusação de tê-la “enfeitiçado”, ele parte a Chipre em companhia da esposa para combater o inimigo turco?otomano. Lá, seu alferes, o manipulador Iago, consegue paulatinamente instilar na mente do mouro a suspeita de que Desdêmona o traiu. Otelo é a tragédia em que Shakespeare estudou os mecanismos da imaginação, da paixão e do ciúme. Em nova tradução de Lawrence Flores Pereira, que recria a linguagem grandiosa de Otelo e a prosa nefasta de Iago, esta nova edição é acompanhada de uma longa introdução e notas contextuais do tradutor, bem como de um ensaio de W. H. Auden.

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13. Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Resenha: Madame Bovary - Gustave Flaubert
FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Reconhecido por autores como Henry James como “o romance perfeito”, Madame Bovary é a obra fundamental de Gustave Flaubert (1821-80). Trata-se de um raridade, mesmo em um clássico, um exercício meticuloso de escrita que igualmente desafiava as estruturas literárias e as convenções sociais. Não à toa, a época de lançamento o impacto foi duplo: um sucesso de público e a reação feroz do governo francês, que levou o autor a julgamento sob a acusação de imoralidade. Flaubert inventou um estilo totalmente novo e moderno, praticando uma escrita que, ao longo dos cinco anos que levou para terminar o livro, literalmente avançou palavra a palavra. Cada frase devia refletir o esforço em obtê-la, sendo reescrita e reescrita ad infinitum. Mestre do realismo, o autor documenta a paisagem e o cotidiano da segunda metade do século XIX, ironizando os romances sentimentais e folhetins, gêneros que considerava obsoletos.

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14. Fausto, de Goethe

Com a sua temática arquetípica e grandiosidade estética, o Fausto se impõe como ápice e síntese da obra pioneira de Johann Wolfgang von Goethe. A obra-prima do autor nos transporta à tragédia do protagonista que, desiludido, faz um pacto com o demônio Mefistófoles.

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15. O Processo, de Franz Kafka

A história de Josef K. atravessa os anos sem perder nada do seu vigor. Ao contrário, a banalização da violência irracional no século XX acrescentou a ela o fascínio dos romances realistas. Na sua luta para descobrir por que o acusam, por quem é acusado e que lei ampara a acusação, K. defronta permanentemente com a impossibilidade de escolher um caminho que lhe pareça sensato ou lógico, pois o processo de que é vítima segue leis próprias: as leis do arbítrio.

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16. Doutor Fausto, de Thomas Mann

Último grande romance de Thomas Mann, Doutor Fausto foi publicado em 1947. O escritor fez uma releitura moderna da lenda de Fausto, na qual a Alemanha trava um pacto com o demônio – uma brilhante alegoria à ascensão do Terceiro Reich e à renúncia do país a sua própria humanidade. O protagonista é o compositor Adrian Leverkühn, um gênio isolado da cultura alemã, que cria uma música radicalmente nova e balança as estruturas da cena artística da época. Em troca de 24 anos de verve musical sem paralelo, ele entrega sua alma e a capacidade de amar as pessoas. Mann faz uma meditação profunda sobre a identidade alemã e as terríveis responsabilidades de um artista verdadeiro.

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17. As Flores do Mal, de Charles Baudelaire

O poeta e crítico francês Charles Baudelaire marcou as últimas décadas do século XIX, influenciando a poesia internacional de tendência simbolista. De sua maneira de ser, originaram-se na França os poetas “malditos”. Baudelaire inventou uma nova estratégia de linguagem, incorporando a matéria da realidade grotesca à linguagem sublimada do Romantismo, dando base para a criação da poesia moderna. As flores do mal é sua obra-prima, cujos poemas datam de 1841. Julgado imoral em sua época, o livro levantou polêmica e despertou hostilidades na imprensa. Baudelaire e seu editor foram processados e, além de pagar multa, tiveram de reimprimir a obra excluindo poemas da primeira edição.

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18. O Som e a Fúria, de William Faulkner

Resenha: O Som e a Fúria - William Faulkner
FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

O Som e a Fúria, de 1929, é considerada a obra mais importante do escritor norte-americano ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1949. O romance surgiu em um período de isolamento, depois que o autor teve seu terceiro romance recusado por diversas editoras. Abalado, William Faulkner investiu num estilo ousado, tecido por quatro vozes narrativas distintas e saltos inesperados no tempo. É dessa forma, permeada por tons bíblicos e ecos de tragédias gregas, que o escritor retrata a violenta decadência dos Compson, família aristocrática do sul dos Estados Unidos, que parece viver num desnorteante presente em estado bruto. Com tradução de Paulo Henriques Britto e uma análise crítica de Jean-Paul Sartre publicada em 1939, o clássico de Faulkner ganha nova e definitiva edição.

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19. A Terra Devastada, de T. S. Eliot

Resenha: Poemas - T.S.Eliot
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à la Carte

O conjunto de poemas reunidos neste volume bilíngue corresponde à poesia completa publicada em livro e em edições independentes lançadas em vida de um dos nomes centrais do modernismo. Entre 1917 — com Prufrock e outras observações — e 1939 — com O livro dos gatos sensatos do Velho Gambá —, T.S. Eliot produziu uma obra densa e profunda que, centrada na musicalidade, no ritmo e na sonoridade, revolucionou definitivamente a paisagem literária do século XX. Em 1948, o autor de A terra devastada, um dos mais célebres poemas da língua inglesa, recebeu o prêmio Nobel em reconhecimento à sua “contribuição excepcional e pioneira para a poesia contemporânea”. Com organização, tradução e posfácio de Caetano W. Galindo, este volume traz um Eliot ao mesmo tempo cerebral e erudito, marca de sua primeira produção, e um Eliot divertido e travesso, que já na maturidade dedicou aos seus afilhados a famosa série de poemas sobre gatos.

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20. Teogonia, de Hesíodo

Teogonia é um poema de 1022 versos hexâmetros datílicos que descreve a origem e a genealogia dos deuses. São narradas as peripécias que constituem o surgimento do universo e de seus deuses primordiais. Esta edição bilíngue do clássico grego conta com introdução e notas explicativas.

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21. Metamorfoses, de Ovídio

Uma das obras mais influentes da literatura ocidental, as Metamorfoses de Ovídio foram escritas no ano 8 d.C., e desde então os mais de 250 mitos gregos e romanos figurados em seus doze mil versos têm inspirado pinturas, esculturas, peças de teatro, criações literárias, óperas e composições musicais por todo o mundo. Mas o fascínio da obra também se deve pela maestria com que o grande poeta latino alinhavou este compêndio de mitos, construindo uma história das origens do mundo até os seus dias (o tempo dos imperadores Júlio César e Augusto). A presente edição, bilíngue, traz a nova tradução de Domingos Lucas Dias, em versos livres que privilegiam a elegância e fluência do texto, acompanhada de uma apresentação de João Angelo Oliva Neto, da Universidade de São Paulo, e de mapas e índices completos dos nomes e locais citados na obra-prima de Ovídio.

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22. O Vermelho e o Negro, de Stendhal

Publicado em 1830, O Vermelho e o Negro é apontado como um dos pioneiros do realismo mundial. Nesta obra-prima, Stendhal nos apresenta Julien Sorel, um humilde carpinteiro cheio de ambições, entre as quais integrar o Exército de Napoleão. Seu sonho, no entanto, cai por terra junto com o império napoleônico. A partir daí, sua luta pela ascensão é impulsionada por um misto de engenhosidade, carisma e hipocrisia, o que de fato faz com que Sorel passe a viver com a burguesia e a aristocracia. Nesse novo mundo, sua vida se transforma em uma torrente impelida pelo amor, pela traição e pelo espírito de vingança.

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23. O Grande Gatsby, de Francis Scott Fitzgerald

grande gatsby livro capa
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Nos tempos de Jay Gatsby, o jazz é a música do momento, a riqueza parece estar em toda parte, o gim é a bebida nacional (apesar da lei seca) e o sexo se torna uma obsessão americana. O protagonista deste romance é um generoso e misterioso anfitrião que abre a sua luxuosa mansão às festas mais extravagantes. O livro é narrado pelo aristocrata falido Nick Carraway, que vai para Nova York trabalhar como corretor de títulos. Passa a conviver com a prima, Daisy, por quem Gatsby é apaixonado, o marido dela, Tom Buchanan, e a golfista Jordan Baker, todos integrantes da aristocracia tradicional. Na raiz do drama, como nos outros livros de Fitzgerald, está o dinheiro. Mas o romantismo obsessivo de Gatsby com relação a Daisy se contrapõe ao materialismo do sonho americano, traduzido exclusivamente em riqueza. Aclamado pelos críticos desde a publicação, em 1925, O grande Gatsby é a obra-prima de Scott Fitzgerald, ícone da “geração perdida” e dos expatriados que foram para a Europa nos anos 1920.

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24. Uma Temporada no Inferno, de Arthur Rimbaud

‘Uma temporada no inferno’ é o relato em prosa poética do homem perscrutando as suas profundezas e origens. Os textos deste livro visitam sonhos e terras distantes, desejo de solidão e sede de conhecimento, o passado ancestral e a busca pelo desconhecido.

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25. Os Miseráveis, de Victor Hugo

Considerado a obra-prima de Victor Hugo, este romance se desdobra em muitos: é uma história de injustiça e heroísmo, mas também uma ode ao amor e também um panorama político e social da Paris do século XIX. Pela história de Jean Valjean, que ficou anos preso por roubar um pão para alimentar sua família e que sai da prisão determinado a deixar para trás seu passado criminoso, conhecemos a fundo a capital francesa e seu povo, o verdadeiro protagonista. Na via crucis que é o romance sobre a vida de Valjean, são retraçadas as misérias cotidianas e os dias de glória do povo francês, que fez das ruas seu campo de batalha e das barricadas a única proteção possível contra a violência cometida pela lei. Esta edição traz ainda uma esclarecedora apresentação de Renato Janine Ribeiro.

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26. O Estrangeiro, de Albert Camus

Mais conhecida e importante obra de ficção de Albert Camus, em edição de bolso Este livro narra a história de um homem comum que se depara com o absurdo da condição humana depois que comete um crime quase inconscientemente. Meursault, que vivia sua liberdade de ir e vir sem ter consciência dela, subitamente perde-a envolvido pelas circunstâncias e acaba descobrindo uma liberdade maior e mais assustadora na própria capacidade de se autodeterminar. Uma reflexão sobre liberdade e condição humana que deixou marcas profundas no pensamento ocidental. Uma das mais belas narrativas deste século.

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27. Medeia, de Eurípides

A mais famosa peça do grande trágico grego Eurípides narra a vingança da altiva Medeia contra Jasão, depois que este, após ter conquistado o Velo de Ouro com sua ajuda, a rejeita para desposar a filha do rei de Corinto. A tragédia foi incompreendida à época de sua apresentação, em 431 a.C., mas, ao deslocar o foco do coletivo para o individual, dando relevo inédito à psicologia humana e às personagens femininas, a obra de Eurípides se tornaria um dos pilares da dramaturgia moderna – e a figura de Medeia, uma das mais marcantes de toda a literatura.

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28. Eneida, de Virgílio

Uma das maiores epopeias da história da literatura, a Eneida de Virgílio, publicada em 19 a.C., está para o mundo romano como a Ilíada e a Odisseia para o mundo grego – faz o inventário de seus mitos e avança concepções de mundo que iriam perdurar por mais de mil e quinhentos anos. Este volume traz a tradução de Carlos Alberto Nunes, a única realizada em nosso país no século XX, que verteu o original de forma rigorosa e inventiva: preservou as 9.826 linhas do poema e elegeu um verso de dezesseis sílabas para fazer jus à força épica do original. Organizada por João Angelo Oliva Neto, da Universidade de São Paulo, esta edição bilíngue (latim-português) inclui apresentação, notas e resumo das ações dos doze cantos da obra, entre outros aparatos. O resultado é um volume completo no qual o leitor pode acompanhar as múltiplas dimensões da aventura de Eneias.

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29. Noite de Reis, de William Shakespeare

Nesta peça, um grupo arma uma cilada para fazer de bobo Malvólio, personagem que não sabe se divertir e muito menos aceitar a diversão dos outros. Uma segunda personagem não imbuída do espírito de diversão naquele Dia de Reis é Olívia, que guarda luto severo pela perda de seu irmão – isso perde sua importância quando ela conhece Cesário, por quem ela se apaixona.

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30. Adeus às Armas, de Ernest Hemingway

O livro tem como tema central a paixão de Frederic Henry – que se alista no exército italiano como motorista de ambulância – pela enfermeira Catherine Barkley. Neste romance autobiográfico, a história de amor tem um final feliz, ao contrário da vivida pelo autor. Os protagonistas acreditam que podem se isolar em seu amor, simplesmente afastando-se da guerra. Em 1918, ferido em combate, Hemingway é internado em um hospital, em Milão, onde conhece a enfermeira Agnes von Kurowsky, por quem se apaixona. Porém, ela não aceita casar-se com o escritor, deixando-o profundamente desiludido. Narrado em primeira pessoa, Adeus às armas revela-se uma obra como poucas. Hemingway conduz a narrativa de forma dinâmica, ressaltando o teor dramático da trama e proporcionando ao leitor algumas das páginas mais românticas e comoventes da literatura ocidental.

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31. Coração das Trevas, de Joseph Conrad

Publicada em forma de livro em 1902, a novela Coração das trevas é um dos maiores clássicos da literatura do século XX, conhecida também por ter servido de ponto de partida para o filme Apocalypse Now!, obra-prima de Francis Ford Coppola. Nessa nova tradução de Sergio Flaksman, a ousadia formal da prosa conradiana é apresentada com extrema nitidez, surpreendendo com sua capacidade de revelar muito em poucas palavras, à medida que o leitor acompanha o mergulho do protagonista Marlowe pelos meandros da selva africana e das perversões mais profundas do projeto de exploração colonial. A missão de Marlowe é resgatar Kurtz, um comprador de marfim cujos métodos acabam por se revelar inadequados para a empresa mercantil que o contratou. Nesta edição – lançada diretamente no formato de bolso – a novela é acompanhada pelo conto “Um posto avançado” e posfácio do renomado historiador Luiz Felipe Alencastro.

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32. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Um clássico moderno, o romance distópico de Aldous Huxley é incontornável para quem procura um dos exemplos mais marcantes da tematização de estados autoritários, ao lado de 1984, de George Orwell. Ele mostra uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance Huxley.

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33. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf

Resenha: Mrs. Dalloway - Virginia Woolf
FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Obra mais famosa de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway narra um único dia da vida da famosa protagonista Clarissa Dalloway, que percorre as ruas de Londres dos anos 1920 cuidando dos preparativos para a festa que realizará no mesmo dia à noite. Pioneiro na exploração do inconsciente humano por meio do fluxo de consciência, Mrs. Dalloway se consagrou tanto pelo experimentalismo linguístico quanto pelo retrato preciso das transformações da Inglaterra do períodoentre guerras. Misto de romance psicológico com ensaio filosófico, este livro resiste a classificações simplistas e inaugura um gênero por si só. Precursor de algumas das maiores obras literárias do século XX, este romance é uma leitura incontornável que todo mundo deve fazer ao menos uma vez na vida.

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34. Moby Dick, de Herman Melville

Muitos livros em um, Moby Dick é considerado uma das obras mais importantes da literatura. Publicado em 1851, recebeu duras críticas da imprensa especializada, sendo “redescoberto” apenas no início do século XX, por meio das análises de escritores consagrados da época, como D. H Lawrence e W. H Auden. O clássico de Herman Melville é narrado por Ishmael, tripulante do baleeiro comandado pelo capitão Ahab, que, em sua última viagem, deseja capturar a grande baleia branca que no passado arrancou uma de suas pernas. A beleza e a complexidade de Moby Dick residem na forma como Melville consegue explorar com maestria os mais diversos gêneros literários, construindo ao mesmo tempo diálogos shakespearianos, descrições científicas precisas e reflexões filosóficas sobre o bem e o mal.

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35. Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe

Histórias extraordinárias reúne dezoito contos assombrosos de Edgar Allan Poe, com seleção, apresentação e tradução do poeta José Paulo Paes. Este livro traz, entre outras obras-primas do mestre do suspense e do mistério, “A carta roubada”, “O gato preto”, “O escaravelho de ouro”, “O poço e o pêndulo”, “Assassinatos na rua Morgue” e “O homem da multidão”. O caráter macabro das histórias, dotadas de profundidade psicológica e imersas em uma atmosfera eletrizante, continua a conquistar novos leitores e a afirmar sua condição de clássico. Nas palavras de Paes, “Poe sempre consegue […] provocar-nos aquele arrepio de morte ou aquela impressão de vida que, em literatura, constituem o melhor, senão o único, passaporte para a imortalidade”.

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36. A Comédia Humana, de Honoré de Balzac

Vinte anos depois da última edição, A comédia humana com orientação, introdução e notas de Paulo Rónai, volta às livrarias trazendo ao público brasileiro um dos mais importantes monumentos literários em 88 romances distribuídos em 17 volumes.

Disperso, prolífico, ambicioso, genial: Honoré de Balzac (1799-1850) foi, como ele mesmo dizia, mais que um romancista, um cronista de costumes. Seu maior projeto literário, A comédia humana, tomou vinte e um anos de sua vida e foi interrompido apenas com a morte prematura do autor, aos 51 anos. Na imensa obra, Balzac pretendeu fazer um verdadeiro inventário da França no século XIX: costumes, negócios, casamentos, ciências, modismos, política, profissões, tudo entrava nesse imenso painel, costurado com maestria narrativa e exibido aos poucos em folhetins.

Com tudo isso em mente, Balzac passou a dar a seus romances o caráter vivo de uma época. Assim, um personagem que é protagonista em um livro aparece em outro como coadjuvante; se há um personagem já ancião em um romance, é possível conhecer sua juventude em outro; personagens reais entram nas histórias, e os imaginários frequentam teatros, restaurantes e passeios que todos franceses conheciam. E assim Balzac foi construindo todo o universo de A comédia humana, que a Biblioteca Azul passa a reeditar em 2012 com a publicação dos primeiros quatro volumes que compõem as Cenas da vida privada.

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37. Grandes Esperanças, de Charles Dickens

Livros da Era Vitoriana que você precisa conhecer - grandes esperanças
FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

O livro mostra Dickens no auge da forma, produzindo uma história de desilusão que mais tarde seria saudada por autores como George Bernard Shaw e G. K. Chesterton pela perfeição narrativa. A grande característica de Grandes esperanças é ser uma história de redenção moral do protagonista, Pip, um órfão criado rigidamente pela irmã num lar humilde e disfuncional, que, após herdar inesperadamente uma fortuna, rejeita a família e os amigos por se envergonhar da própria origem. No começo conhecemos o infortúnio de Pip, o narrador que vive aterrorizado pela irmã mais velha que, após a morte dos pais, o criou “com a mão de ferro”, bordão para a maneira rígida e por vezes violenta com que trata o filho de criação e também o marido, o ferreiro Joe Gargery. Sua vida começa a mudar com o inesperado convite para que passe a visitar Miss Havisham, uma mulher rica da aldeia, e seja companhia de sua filha adotiva, Estella. Pip imediatamente tem uma queda pela garota, sentimento que se transformará em amor durante a vida adulta e o conduzirá à imoralidade. A vida de Pip sofre uma reviravolta ainda maior quando, já se preparando para o ofício de ferreiro, recebe a visita de um advogado, que anuncia que o jovem é herdeiro de uma fortuna. Após abandonar a família para viver em Londres, Pip passa a desprezar a sua vida anterior, tentando tornar-se digno de se casar com Estella, que, no entanto, não se interessa por seus sentimentos.

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38. O Homem sem Qualidades, de Robert Musil

Nesta que é considerada uma das obras literárias mais importantes do século XX, o autor Robert Musil tece uma intrincada trama centralizada em Ulrich. O personagem vive diversas experiências, viaja ao exterior e, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, retorna a Viena, convivendo com os mais diversos tipos humanos. Este romance-ensaio mostra a decadência dos valores vigentes até o início do século passado, marcando a perda de posição da Europa na decisão dos rumos políticos e econômicos mundiais.

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39. As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

Quem lê pela primeira vez a versão original de Viagens de Gulliver, tendo como pano de fundo uma vaga lembrança de adaptações infantis, espanta-se ao constatar que tem nas mãos um dos textos mais amargos do cânone ocidental. Como observa George Orwell no prefácio incluído nesta edição, o livro de Jonathan Swift, apesar de todo o seu ressentimento e misantropia, é uma obra deliciosa, que permite vários níveis de leitura. É primeiro um livro de viagens – ou melhor, uma sátira aos livros de viagens, tal como Dom Quixote é, entre outras coisas, uma sátira aos romances de cavalaria; para as crianças, é uma história de aventuras, cheia das criaturas fantásticas e do humor escatológico de que tanto gostam; e é um dos marcos iniciais da ficção científica. Entretanto, o que mais fascina o leitor maduro nessa obra publicada pela primeira vez em 1726 é o olhar implacável que seu autor volta sobre o homem, suas instituições, seu apego irracional ao poder e ao ouro, e sua insistência em prolongar a vida mesmo quando esta só proporciona sofrimento. Esta edição de Viagens de Gulliver foi organizada pelo professor Robert DeMaria Jr., também responsável pelo texto de introdução e pelas notas, e conta com imagens preciosas, como reproduções da folha de rosto e do frontispício da primeira edição da obra-prima de Jonathan Swift, além de mapas das diferentes terras citadas no romance, inestimáveis para a leitura.

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40. Finnegans Wake, de James Joyce

A partir de um pequeno núcleo de personagens, o autor tenta contar a história do mundo e da literatura. Para isso, associa mitos e ícones antigos aos protagonistas do folclore e da história de seu país, a Irlanda. A obra, escrita ao longo de dezesseis anos, levou quatro anos de trabalho para ser vertida ao nosso idioma. Nos cinco volumes desta premiadíssima edição bilíngue, o leitor encontra notas explicativas do tradutor, o professor Donaldo Schüler, além de belas imagens produzidas por Lena Bergstein e Hélio Vinci especialmente para a publicação. O texto original, um fluxo único de 628 páginas, foi dividido em 17 capítulos, a fim de facilitar a leitura. Nesta edição estão publicados os capítulos 5, 6, 7 e 8, que fecham o Livro 1 da obra original.

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41. Os Lusíadas, de Luís de Camões

A mais bela epopeia do século XVI, rica em história e mitologia Publicado em 1572, este marco do Classicismo de Portugal enaltece, em dez cantos, a coragem do povo português ao desbravar o oceano Atlântico a fim de encontrar uma nova rota para as índias. Em Os Lusíadas, os navegadores não sofrem apenas com as agruras de viajar pelo inexplorado, mas também com os planos dos deuses mitológicos Baco e Netuno que não admitem que a empreitada lusitana tenha sucesso. Mas suas artimanhas são frequentemente fracassadas graças a Vênus e Marte, ferrenhos defensores dos navegantes. Misturando história e mitologia, Luís Vaz de Camões criou um dos mais importantes épicos da poesia portuguesa.

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42. Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas

O jovem d’Artagnan tem um sonho: sair de sua cidade no interior e ingressar na guarda de elite do Rei da França: os Mosqueteiros do Rei. Quando chega à capital, se envolve sem querer em uma luta com três homens valentes e habilidosos, os mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis. Quando tudo parecia perdido para o jovem combatente, ele e os três adversários unem forças contra inimigos em comum. A partir de então, os quatro se tornam amigos inseparáveis, com d’Artagnan enfim integrando o corpo de mosqueteiros. Obra-prima do romance de capa e espada, Os três mosqueteiros foi lançado em 1844 em folhetim e editado em livro ainda no mesmo ano. Com uma trama cheia de pormenores, aventuras e muito humor, este livro atravessou os séculos conquistando novos leitores e ganhou inúmeras adaptações para TV, teatro e cinema. Esta edição do clássico de Alexandre Dumas conta com a tradução do poeta Fernando Py.

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43. Retrato de uma Senhora, de Henry James

Retrato de uma senhora, publicado pela primeira vez em 1881, é o primeiro grande romance de Henry James, e talvez sua obra máxima. Num século em que a esposa burguesa insatisfeita tornou-se um personagem literário central, e o adultério um motivo romanesco recorrente – o século da Madame Bovary, de Flaubert, e de Anna Karenina, de Tolstói -, Henry James colocou em cena uma heroína singular, cuja carência essencial é de outra ordem. Com uma narrativa que, astuciosamente, começa lenta, quase contemplativa, e aos poucos se acelera, ganhando dramaticidade, James constrói sua história como um jogo em que cada coisa se transmuta em seu oposto: liberdade em destino, afeto em traição, pureza em artimanha – e vice-versa.

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44. Decamerão, de Giovanni Boccaccio

Giovanni Boccaccio é considerado uma das grandes vozes do Renascimento italiano – ao lado de Dante e Petrarca – e, com O Decamerão, que inaugurou a prosa de ficção ocidental, foi capaz como poucos de canalizar um manancial de narrativas em uma estrutura complexa, mas ao mesmo tempo acessível e atrativa. As cem histórias desta obra monumental versam sobre os mais variados traços da vida humana, com suas riquezas e contradições, suas paixões e armadilhas. A obra-prima de Boccaccio, ao se desprender da moral medieval e abrir caminho rumo ao realismo, tornou-se um marco singular na literatura e uma fonte de influência para luminares como Shakespeare e Cervantes, além de muitos modernos que vieram posteriormente.

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45. Esperando Godot, de Samuel Beckett

Resenha: Esperando Godot - Samuel Beckett
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Expoente do Teatro do Absurdo, escrita em 1949 e levada aos palcos pela primeira vez em 1953, Esperando Godot é uma tragicomédia em dois atos que segue desafiando público e crítica. Na trama, duas figuras clownescas, Vladimir e Estragon, esperam por um sujeito que talvez se chame Godot. Sua chegada, que parece iminente, é constantemente adiada. Em um cenário esquálido ― uma estrada onde se vê uma árvore e uma pedra ―, Beckett revoluciona a narrativa e o teatro do século XX. A edição conta com tradução e posfácio do professor e crítico Fábio de Souza Andrade, ilustração de capa do pintor alemão, e profundo admirador de Beckett, Georg Baselitz e textos críticos inéditos em português dos especialistas Ronan McDonald e Steven Connor.

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46. 1984, de George Orwell

Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”. Quando foi publicada em 1949, essa assustadora distopia datada de forma arbitrária num futuro perigosamente próximo logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes – um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais – atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita translúcida de George Orwell, os personagens fortes, traçados a carvão por um vigoroso desenhista de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos.

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47. A Vida de Galileu, de Bertolt Brecht

O dramaturgo alemão escolhe situações paradigmáticas da vida de Galileu Galilei (1564-1642) para problematizar questões que permanecem atuais as implicações da utilização da ciência e a relação do cientista com a sociedade. “Galileu” é sem dúvida, uma das peças centrais da obra de Bertolt Brecht. É apontada também, como o testamento de Brecht. Por coincidência, o dramaturgo morreu enquanto dirigia os ensaios da peça para o Berliner Ensemble que era a sua companhia de trabalho.

48. Os Cantos de Maldoror, de Lautréamont

Lautréamont, depois de morrer desconhecido aos 24 anos, em 1870, e de sua obra esperar dezessete anos para ter os primeiros leitores, tornou-se um mito, pela extraordinária ousadia e criatividade de seu texto, um exercício radical de liberdade de cri ação. Hoje multiplicam-se as edições de Os Cantos de Maldoror e da obra completa de Isidore Ducasse, celebrizado sob o pseudônimo de Conde de Lautréamont. Sua bibliografia é gigantesca, situando-o entre os escritores mais estudados e discutidos da atualidade. Ignorou a modernidade e apontou caminhos para o surrealismo e as vanguardas do século XX. Provocou fascinação e espanto em autores tão diversos como Breton, Malraux, Gide, Neruda e Ungaretti. É reconhecido como poderoso inventor, expoente d os inovadores, transgressores e poetas malditos, assim como o foram William Blake, Baudelaire, Rimbaud e Jarry. O poeta Cláudio Willer, que já havia publicado sua tradução de Os Cantos de Maldoror, preparou esta edição completa de Lautréamont. Incluiu comentários, notas e um substancioso prefácio, onde enfrenta obscuridades, vencendo o desafio da interpretação do texto e os mistérios decorrentes da ausência de biografia.

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49. A Tarde de um Fauno, de Stéphane Mallarmé

As Terças de Mallarmé, começaram em 1877. Num desses encontros, Mallarmé conheceu Debussy e pediu que fizesse uma música para a leitura de “A tarde de um fauno”. Debussy compôs o Prelúdio à tarde de um fauno (1894), Mallarmé desistiu de fazer a leitura, mas foi a inspiração para esta peça que gerou a primeira coreografia moderna de Nijinsky.

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50. Lolita, de Vladimir Nabokov

Resenha: Lolita - Vladimir Nabokov
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Polêmico, irônico e tocante, este romance narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador. A obra-prima de Nabokov, agora em nova tradução, não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína. É também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus matizes; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Na literatura contemporânea, não existe romance como Lolita.

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51. Tartufo, de Molière

O livro todo se apresenta com uma homogeneidade perfeita de Alexandrinos de rimas ricas, conservando de Molière a graça e seus métodos de criação e as suas virtudes de autor.

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52. As Três Irmãs, de Anton Tchekhov

Resenha: As Três Irmãs - Anton Tchekhov
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

As três irmãs conta a história de três mulheres que moram numa cidade do interior da Rússia, acham tediosa a vida na província e sonham em voltar para Moscou, onde haviam passado uma infância feliz. Um drama sobre pessoas comuns e seus problemas aparentemente banais, mas que transformam a vida em um fardo difícil de suportar.

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53. O Livro das Mil e Uma Noites

Decidido a matar todas as mulheres solteiras do reino, após ter descoberto a traição da sua mulher, o sultão Shahriar casa-se a cada noite com uma jovem diferente que será morta ao amanhecer. Mas a filha do grão-vizir, a impetuosa Sherazade, decide enfrentar o desafio e interromper esse ciclo vingativo, oferecendo-se para a noite seguinte. Noite que se multiplica, assim como as histórias de Sherazade, adiando sua morte indefinidamente. Até que passadas mil e uma noites, o sultão, apaixonado pela envolvente narradora, suspende a ordem cruel. Obra-prima da literatura oriental, As mil e uma noites ganhou destaque também no Ocidente a partir da versão do orientalista francês Antoine Galland, no qual esta edição é baseada. Galland selecionou as lendas mais curiosas e de enredo mais palpitante, traduzindo-as para o francês. O livro alcançou êxito extraordinário, sendo a partir daí traduzido para vários idiomas. Com apresentação de Malba Tahan, admirador da cultura árabe e um de seus principais divulgadores no Brasil, esta edição reúne as histórias exóticas e maravilhosas que vem povoando o imaginário de muitas gerações de leitores.

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54. O Burlador de Sevilha, de Tirso de Molina

O Burlador de Sevilha, que não é um romance de época, faz referência direta a uma obra publicada em 1640 e escrita provavelmente pelo abade Tirso de Molina. Nela apareceu pela primeira vez a figura de Don Juan, cujo destino seria multiplicar-se em dezenas de romances, óperas, filmes e peças de teatro. João Gabriel de Lima parte de uma pergunta para falar do fascínio que o personagem continua exercendo: Como ele seria se vivesse hoje?As respostas vêm em duas tramas entrelaçadas, em que o autor segue um conquistador compulsivo pelas ruas de Sevilha enquanto expõe a relação amorosa entre uma agente de turismo e um cantor de teatro lírico. Entre ódios e devoções à ópera, resta uma narrativa saborosa que ironiza a própria literatura.

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55. Mensagem, de Fernando Pessoa

“Mensagem trata, sem dúvida, de Portugal, sua alma e sua história, mas trata também da condição humana em geral, dirigindo-se a qualquer leitor, para além de nacionalismos estreitos.” – Carlos Felipe Moisés, trecho da Introdução Considerado um dos maiores poetas portugueses, Fernando Pessoa só publicou um livro em língua portuguesa: Mensagem, em 1934, um ano antes de sua morte. Nos poemas deste livro há várias referências a reis e rainhas; infantes, regentes, príncipes e navegadores; registros de batalhas e revoluções; mas não existe um enredo, e, neste sentido, as notas que acompanham o texto esclarecem muito dessas passagens históricas. A primeira parte do livro menciona as origens de Portugal e o início da expansão marítima. A segunda parte é uma alusão clara ao apogeu das grandes viagens e à amplidão marítima. E a terceira concentra-se na figura do rei D. Sebastião e abrange o longo período de decadência que se descortina a partir do seu desaparecimento. Elaborada ao longo de toda a vida do poeta, esta obra contém uma dimensão nitidamente universal, centrada na idéia-motriz da condição humana como virtualidade essencial ou potencialidade ilimitada. Esta edição de bolso inclui Introdução, Notas e Bibliografia de Carlos Felipe Moisés, doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e especialista em Pessoa.

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56. Paraíso Perdido, de John Milton

Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental – de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante -, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649. A presente edição, bilíngue, traz a elogiada tradução do premiado poeta português Daniel Jonas, que segue de perto a versificação e a musicalidade do original. Completam o volume as notas e o posfácio do tradutor, uma apaixonada apresentação do crítico Harold Bloom, e a fantástica série de cinquenta ilustrações de Gustave Doré, publicadas em 1866.

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57. Robinson Crusoé, de Daniel Defoe

O argumento básico de Robinson Crusoé é universalmente conhecido. Isolado em sua “Ilha do Desespero” (ao largo da atual Venezuela) após um trágico naufrágio, o marujo inglês luta pela sobrevivência valendo-se de todos os escassos meios a seu alcance. Com o tempo e os utensílios recuperados do navio, ele chega a se tornar um competente marceneiro e agricultor, além de pastor de cabras e profundo conhecedor da Bíblia – a única leitura disponível. Sem contato com qualquer ser humano por mais de duas décadas, certo dia Crusoé salva um nativo do assassinato por canibais que haviam aportado numa das praias da ilha, e logo o faz seu criado, dando-lhe o nome de Sexta-Feira. Alguns anos mais tarde, o acaso leva um navio inglês às proximidades da ilha, dando início a um longo conflito com a tripulação amotinada. O livro também conta com uma alentada introdução de John Richetti, professor emérito de literatura inglesa na Universidade Columbia e reconhecido especialista na obra de Daniel Defoe.

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58. Os Moedeiros Falsos, de André Gide

Raros são os escritores que mantêm um diário paralelamente ao livro que escrevem e o publicam em vida. É o caso de Gide com seu famoso romance da juventude perversa. Este Diário é o longo diálogo com seus personagens à medida de sua evolução, e nos permite, como se fosse um grande estudo introspectivo, sentirmos à perfeição o mecanismo criador, a argúcia crítica e a (des)construção narrativa do Prêmio Nobel 1947 em Os moedeiros falsos.

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59. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Em 1881, Machado de Assis lançou aquele que seria um divisor de águas não só em sua obra, mas na literatura brasileira: Memórias póstumas de Brás Cubas. Ao mesmo tempo em que marca a fase mais madura do autor, o livro é considerado a transição do romantismo para o realismo. Num primeiro momento, a prosa fragmentária e livre de Memórias póstumas, misturando elegância e abuso, refinamento e humor negro, causou estranheza, inclusive entre a crítica. Com o tempo, no entanto, o defunto autor que dedica sua obra ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver tornou-se um dos personagens mais populares da nossa literatura. Sua história, uma celebração do nada que foi sua vida, foi transformada em filmes, peças e HQs, e teve incontáveis edições no Brasil e no mundo, conquistando admiradores que vão de Susan Sontag a Woody Allen. Esta edição reproduz o prólogo do próprio autor à terceira edição do livro, em que ele responde às dúvidas dos primeiros leitores. Traz ainda prefácio de Hélio de Seixas Guimarães, professor livre-docente na USP e pesquisador do CNPq, e estabelecimento de texto e notas de Marta de Senna, cocriadora e editora da revista eletrônica Machado de Assis em Linha, e Marcelo Diego, pesquisador da obra de Machado na Universidade Princeton.

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60. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Em 1891, quando foi publicado em sua versão final, O retrato de Dorian Gray foi recebido com escândalo, e provocou um intenso debate sobre o papel da arte em relação à moralidade. Alguns anos mais tarde, o livro foi inclusive usado contra o próprio autor em processos judiciais, como evidência de que ele possuía “uma certa tendência” – no caso, a homossexualidade, motivo pelo qual acabou condenado a dois anos de prisão por atentado ao pudor. Mais de cem anos depois, porém, o único romance de Oscar Wilde continua sendo lido e debatido no mundo inteiro, e por questões que vão muito além do moralismo do fim do período vitoriano na Inglaterra, definida por um dos personagens do livro como “a terra natal da hipocrisia”. Seu tema central – um personagem que leva uma vida dupla, mantendo uma aparência de virtude enquanto se entrega ao hedonismo mais extremado – tem apelo atemporal e universal, e sua trama se vale de alguns dos traços que notabilizaram a melhor literatura de sua época, como a presença de elementos fantásticos e de grandes reflexões filosóficas, além do senso de humor sagaz e do sarcasmo implacável característicos de Wilde.

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61. Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello

Seis personagens à procura de autor é uma das peças mais conhecidas de Pirandello. A primeira montagem no Brasil contou com um elenco inigualável: Sérgio Cardoso, Cacilda Becker e Paulo Autran. Desde então, o texto não mais deixou os palcos brasileiros e uma nova encenação é sempre esperada.

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62. As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

Passados quase 150 anos da publicação original, a clássica história de uma menina chamada Alice, que entra em uma toca atrás de um coelho falante e cai em um mundo de fantasia, continua popular. Essa charmosa edição de bolso, com capa dura e ilustrações originais de John Tenniel, reúne “Aventuras de Alice no País das Maravilhas” e sua continuação, “Através do espelho e o que Alice encontrou por lá”. Obra-prima que não pode faltar na sua biblioteca – e com um preço que cabe no seu bolso.

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63. A Náusea, de Jean-Paul Sartre

A náusea, publicado originalmente em 1938, é o primeiro romance de Sartre. Nele estão presentes, de forma ficcional, todos os princípios do existencialismo que seriam mais tarde postulados em O ser e o nada, principal obra filosófica do autor. Escrito sob a forma de diário íntimo, o autor constrói seu romance filosófico a partir dos sentimentos e da observação de ações banais de Antoine Roquentin, o protagonista, que, ao perambular por uma cidade desconhecida, é confrontado com o absurdo da condição humana.

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64. A Consciência de Zeno, de Italo Svevo

Romance pioneiro no uso da psicanálise como elemento fundamental da trama é o relato cru de uma vida burguesa que reflete os turvos limites da consciência individual e da visão de uma classe social que só consegue se manter no poder através da opressão.

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65. Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene Gladstone O’Neill

Longa jornada noite adentro é uma das peças mais conhecidas de O’Neill. É um drama autobiográfico que o dramaturgo só permitiu que fosse publicado e encenado após sua morte. Focaliza um dia da família Tyrone, os pais e dois filhos, em que as personagens se encontram e deixam vir à tona suas fraquezas, ressentimentos e frustrações.

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66. A Condição Humana, de André Malraux

China, março de 1927. Um homem corroído pela amargura. Um país sacudido por uma insurreição. Atrás de fachadas insuspeitas de cidades sufocadas por riquixás, automóveis e bondes, fumaça de carvão, excrementos e suores de brancos e amarelos, homens planejam uma revolução, muitos divididos entre a culpa e a ideologia. Publicado em 1933, este livro de André Malraux é um relato dos acontecimentos que deram início à Revolução Chinesa. Um depoimento pessoal sobre um dos momentos históricos mais dramáticos do século XX. Neste clássico da literatura mundial – estruturado como romance, mas escrito em tom de reportagem – as questões morais, intelectuais e políticas estão em primeiro plano, e os personagens representam valores e formas de ação.

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67. Os Cantos, de Ezra Pound

Os Cantos é a principal obra de Ezra Pound. O longo épico foi construído ao longo de boa parte de sua carreira e, sem enredo, discorre sobre história, mescla línguas, faz colagens de fragmentos e inclui ideogramas chineses. Tudo isso numa linguagem ágil e multifacetada, o que lhe garantiu ser um dos mais expressivos exemplos do modernismo. Pelos “Cantos Pisanos”, presentes na obra, recebeu o prêmio da Bollingen-Library of Congress. Esta edição conta ainda com Apresentação de Gerald Thomas e Introdução de José Lino Grünewald.

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68. Canções da Inocência-Canções da Experiência, de William Blake

Primeira tradução integral no Brasil de uma das mais belas obras poéticas da língua inglesa. A riqueza das imagens que se opõem e se reforçam, característica de Blake, atingem seu auge nessas duas séries de poemas.

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69. Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams

Um triunfo na literatura, no teatro e no cinema. Assim se consagrou Um bonde chamado Desejo, peça escrita pelo americano WILLIAMS, TENNESSEE . Desde sua publicação em 1947, foi aclamada na literatura com o prêmio Pulitzer, no teatro com a magistral interpretação do então novato Marlon Brando e no cinema com o estouro de bilheteria que foi o filme de Elia Kazan. Um bonde chamado Desejo é o retrato de uma sociedade decadente, personificada por Blanche DuBois, uma bela mulher que volta para a casa da irmã por não ter mais para onde ir. À beira da loucura, traumatizada e sofrida, ela entra em confronto com o mundo rude e viril do cunhado, Stanley Kowalski. Essa tensão, estabelecida entre o refinamento e a brutalidade, mostra uma família em ruínas num mundo conflituado, sem lugar para o amor e para a sensibilidade.

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70. Ficções, de Jorge Luis Borges

Ficções reúne os contos publicados por Borges em 1941 sob o título de O jardim de veredas que se bifurcam (com exceção de “A aproximação a Almotásim”, incorporado a outra obra) e outras dez narrativas com o subtítulo de Artifícios. Nesses textos, o leitor se defronta com um narrador inquisitivo que expõe, com elegância e economia de meios, de forma paradoxal e lapidar, suas conjecturas e perplexidades sobre o universo, retomando motivos recorrentes em seus poemas e ensaios desde o início de sua carreira: o tempo, a eternidade, o infinito. Os enredos são como múltiplos labirintos e se desdobram num jogo infindável de espelhos, especulações e hipóteses, às vezes com a perícia de intrigas policiais e o gosto da aventura, para quase sempre desembocar na perplexidade metafísica. Chamam a atenção a frase enxuta, o poder de síntese e o rigor da construção, que tem algo da poesia e outro tanto da prosa filosófica, sem nunca perder o humor desconcertante.

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71. O Rinoceronte, de Eugène Ionesco

O Rinoceronte é certamente a obra mais conhecida de Eugène Ionesco; nela, ante a resistência e o assombro do protagonista, os habitantes de uma vila se transformam em rinocerontes. Nesta peça, Ionesco expressa de modo cabal sua concepção de teatro, fundada na ruptura lógica e na fuga do natural visível, de onde extrai a matéria para a sua singular comicidade.

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72. A Morte de Virgílio, de Hermann Broch

No ano de 1938, Hermann Broch foi preso pela Gestapo e, durante as cinco semanas de cárcere, o escritor – judeu e austríaco – começou a conceber A morte de Virgílio, sua obra-prima, um marco na literatura do século XX. Nesta monumental empreitada literária, Broch recria as dramáticas últimas dezoito horas de Virgílio, um dos maiores poetas da literatura clássica latina, nas quais ele cogita destruir a Eneida, obra de sua vida. O romance é construído por sonhos, pensamentos e falas do próprio poeta, como um complexo fluxo de consciência, que delineia, num mosaico narrativo, os dramas existenciais e estéticos do artista diante da morte. No império romano aos tempos de Augusto, Broch faz um paralelo com o iminente nacional-socialismo de Hitler de sua época, uma preocupação encontrada em outras de suas obras consideradas clássicas, como a trilogia Os Sonâmbulos. Dá sua contribuição histórica à renovação formal do romance e nos leva a refletir sobre a condição humana, a criação artística e a validade dos conceitos morais.

73. Folhas de Relva, de Walt Whitman

Whitman e seu livro que se fundiram num mesmo projeto de vida e de linguagem alteraram os rumos da poesia moderna como uma onda gigantesca cujos impactos podem ser sentidos até hoje. Whitman afetou a sensibilidade e a obra de várias gerações de escritores e artistas de Isadora Duncan a Borges de Maiakovski a Ginsberg. Como relva para usarmos sua imagem-matriz o livro cresceu organicamente sofrendo um processo de expansão remanejamento e revisão ao longo de nove edições. Embora Whitman certamente tenha escrito poemas memoráveis depois de 1855 o impacto da primeira edição e sua originalidade de concepção são únicos. O crítico Ivan Marki é um dos que defendem que embora as edições subsequentes de Leaves of Grass tenham feito o livro ganhar em variedade e complexidade ‘a voz distinta de Whitman nunca foi tão forte sua visão tão clara e seu design tão firme quanto nos doze poemas da primeira edição’. Escrito num período de formação da consciência e da nação norte-americana de otimismo nacionalista expansão geográfica utopias pioneirismo crescimento econômico e tensões sociais Whitman criou uma poética revolucionária fundada numa radical experiência de ”agoridade”.

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74. O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzzati

O deserto dos tártaros é a obra-prima de Dino Buzzati. Publicado originalmente em 1940, o livro marcou a consagração do autor entre os grandes nomes da literatura italiana e foi eleito pela crítica especializada um dos melhores livros do século XX. A obra narra a história do jovem tenente Giovanni Drogo, que recebe com alegria uma missão no forte Bastiani ― para ele, a primeira etapa de uma carreira gloriosa. Embora não pretendesse ficar por muito tempo, o oficial de repente se dá conta de que os anos se passaram enquanto, quase sem perceber, ele e seus companheiros alimentavam a expectativa de uma invasão estrangeira que nunca acontece. A espera pelo inimigo transforma-se na espera por uma razão de viver, na renúncia da juventude e na mistura de fantasia e realidade.

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75. Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

O livro mais importante de Gabriel Garcia Márquez. Neste que é um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.

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76. Viagem ao Fim da Noite, de Louis-Ferdinand Céline

Obra-prima de Louis-Ferdinand Céline, romancista genial mas até hoje maldito, esse monumento da literatura do século XX denuncia com rara virulência o sofrimento de viver e a fragilidade da condição humana.”O romance é pensado e realizado como um panorama do absurdo da vida, de suas crueldades, seus embates e suas mentiras, sem saída nem luz de esperança. Um suboficial atormentando os soldados antes de sucumbir junto com eles; uma ricaça americana que passeia sua futilidade pelos hotéis europeus; funcionários coloniais franceses animalizados pela cupidez; Nova York e sua indiferença automática pelos indivíduos sem dólares, sua arte de sugar os homens até o último centavo; de novo Paris: o mundinho mesquinho e invejoso dos eruditos, a morte lenta, humilde e resignada de um garotinho de sete anos; a tortura de uma menina; pequenos aposentados virtuosos que por economia matam a mãe; um padre de Paris e um padre dos confins da África dispostos, um e outro, a vender o próximo por algumas centenas de francos – um, aliado a aposentados civilizados, o outro, a canibais… De capítulo em capítulo, de página em página, fragmentos de vida se juntam num absurdo imundo, sangrento e digno de um pesadelo. Uma visão passiva do mundo com uma sensibilidade à flor da pele, sem desejo do futuro.” Liev Trótski, 10 de maio de 1933.

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77. A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós

A Ilustre Casa de Ramires é um romance realista da terceira fase do escritor português Eça de Queirós. Publicado em 1900, representa a sua maturidade intelectual e o apogeu do seu estilo como escritor, onde a crítica corrosiva e a ironia cáustica que haviam marcado a segunda etapa da sua produção – fase de adesão ao naturalismo – cedem lugar a uma postura de maior esperança nos valores humanos e abrem espaço para um certo otimismo.

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78. O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar

A obra mais emblemática de Julio Cortázar Lançado em junho de 1963 na Argentina, O jogo da amarelinha foi uma verdadeira revolução no romance em língua espanhola: pela primeira vez um escritor levava às últimas consequências a ideia de transgredir a ordem tradicional de uma história e a linguagem para contá-la. Cortázar retrata um clima de rupturas e incertezas, em um antirromance em que elementos da nova cultura de massas – colagem, história em quadrinhos, novela de rádio, arte pop, música popular, gíria urbana – e técnicas literárias experimentais de vanguarda – intercalação de relatos, experimentações sonoras e sintáticas, alteração da ordem, finais falsos, quebras, deslocamentos na narração – convivem em perfeita harmonia. O resultado é este livro único, aberto a múltiplas leituras, repleto de humor, de riscos e de uma originalidade sem precedentes.

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79. As Vinhas da Ira, de John Steinbeck

Obra-prima de Steinbeck fortemente marcada pela forma, pelas descrições realísticas e pela reflexão sobre o mito do paraíso americano. O clássico que valeu o Prêmio Pulitzer a John Steinbeck permanece como um dos arquétipos da cultura norte-americana. Agraciado também com o Nobel de Literatura, o autor retratou o homem moderno diante das dificuldades, a pobreza e a privação em um universo hostil, protagonizado por vítimas da competição e párias sociais. Este livro representa o confronto entre indivíduo e sociedade, através da epopéia da família Joad, expulsa pela seca dos campos de algodão de Oklahoma, para tentar a sobrevivência como bóias-frias nas plantações de frutas do Vale de Salinas, na Califórnia. Ao mesmo tempo em que denuncia os dramas e flagelos de um país debilitado pela Grande Depressão dos anos 30, Steinbeck defende o conceito de que o indivíduo isolado nada vale, e a sobrevivência só é possível quando existe solidariedade entre os semelhantes. Vencedor de dois Oscar, a adaptação para o cinema foi feita por John Ford em 1940, com Henry Fonda no papel de Tom Joad.

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80. Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar

Memórias de Adriano é a obra-prima de Marguerite Yourcenar. Publicado pela primeira vez em 1951, após um intenso processo de pesquisa, escrita e reescrita que durou cerca de trinta anos, o livro obteve enorme sucesso e converteu-se imediatamente em um clássico da literatura moderna. Nesta espécie de autobiografia imaginária, a “grande dama da literatura francesa” recria a notável vida do imperador Adriano, com seus triunfos e reveses, e dá forma a um romance histórico, mas também poético e filosófico, que se tornaria uma das mais fascinantes obras de ficção do século XX. Além da tradução de Martha Calderaro e da apresentação de Victor Burton, esta edição especial conta ainda com o prefácio inédito da historiadora Mary Del Priore.

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81. O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger

Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?

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82. As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain

Considerado um dos maiores autores da literatura norte-americana, Mark Twain explora em As aventuras de Huckleberry Finn questões sérias sobre problemas sociais, políticos e morais com que precisou lidar durante a guerra civil dos Estados Unidos, muitos dos quais ainda estão presentes nos dias de hoje. Ao escapar do pai violento e se refugiar em uma ilha, Huck Finn aproxima-se de Jim, um escravo fugido, e desenvolve com ele uma solidária relação de amizade. Em busca de liberdade, a dupla começa uma viagem pelo leito do rio Mississippi, e a cada parada envolve-se em inusitadas aventuras. Além da voz infantil de um narrador que desce em fuga pelo Mississippi, Twain desenvolve uma segunda história, que destaca a inocência perdida de uma nação. Nesta edição de bolso foi mantido o caráter de oralidade que permeia todo o texto e que varia de acordo com a região e a origem social de cada personagem. Uma deliciosa sátira social, recomendada para todas as idades.

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83. Contos, de Hans Christian Andersen

Contos de Hans Christian Andersen reúne oitenta contos traduzidos diretamente do dinamarquês para o português por Silva Duarte – estudioso e pesquisador especialista em literatura da Dinamarca. Cabe explicar que o trabalho de tradução de Silva Duarte , publicado pela editora portuguesa Gailivros, reúne todos os contos de Andersen, em dois volumes. Para a edição brasileira, Paulinas pediu a professora Nelly Novaes Coelho que fizesse a seleção e notas dos contos mais conhecidos e importantes do escritor.

As histórias e os contos escritos por Andersen refletem em sua maioria os contrastes sociais da época. Ao confrontar os padrões de comportamento dos poderosos e dos desprotegidos, Andersen defendeu seu ideal de igualdade entre os homens. Curiosamente, a infância pobre do grande escritor foi matéria-prima para suas histórias. Um paradoxo, pois essas histórias que lhe renderam fama entre os aristocratas, retrataram justamente os contrastes da sociedade dinamarquesa entre o forte e o fraco.

Outra parte do encanto que há nos contos de Andersen está na sua capacidade de falar dos sentimentos e emoções em linguagem simples, sem afetações, muito próxima da linguagem coloquial de sua época.

A princesa e a ervilha, A Polegarzinha, O Patinho Feio, Os sapatos vermelhos, A menininha dos fósforos, Soldadinho de chumbo são alguns dos contos que estiveram presentes em muitas infâncias… e ressoam na alma do adulto, mesmo quando este age em negação à infância.

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84. O Leopardo, de Tomasi di Lampedusa

Itália, anos 1860, Risorgimento. Os fragmentados estados italianos estavam em um tormentoso processo de unificação, e o estabelecimento de uma nova ordem se mostrava cada vez mais pungente. Ambientado num universo intensamente melancólico e sensual e repleto de elementos de ironia e humor, O Leopardo acompanha a história de Dom Fabrizio Salina e de sua decadente família aristocrática siciliana ― cujo brasão carrega inscrito o Leopardo que dá nome ao livro ―, ameaçados pelas forças revolucionárias e democráticas durante os embates dessa transição. Nesse intrincado contexto, Salina precisa decidir como encarar as novas mudanças que se impõem tanto em sua vida pública como privada.

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85. A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne

Faltam algumas páginas no volume IV deste livro. Não por erro de edição, naturalmente, mas por determinação do narrador – o cavalheiro Tristram Shandy -, que decide suprimir um capítulo inteiro simplesmente por julgá-lo de qualidade muito superior a tudo o que escrevera: a excelência dessas páginas seria um atentado ao equilíbrio e à harmonia do livro.Foram ousadias desse tipo que ajudaram a fazer de Tristram Shandy um best-seller do século XVIII. Satírico, sentimental e libertino, dotado de uma capacidade inesgotável de ramificar os temas e consciente, por assim dizer, de que a literatura existe primeiro para satisfazer as vontades do autor, o pregador anglicano Laurence Sterne não se deixa classificar com facilidade, mas já na dedicatória anuncia seu princípio básico de composição: rir é o melhor remédio. Tradução primorosa de José Paulo Paes.

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86. Uma Passagem para a Índia, de Edward Morgan Forster

O livro reconstitui, de maneira ficcional, aspectos da colonização inglesa na Índia, detendo-se sobretudo no conflito que se estabeleceu durante o contato de duas culturas tão diferentes. Uma passagem para a Índia mistura o relato de viagem à análise da sociedade que se criou com a chegada dos colonizadores. Forster, no entanto, não esbarra em um problema comum a esse tipo de texto – a parcialidade – , e abre espaço no livro para uma pluralidade de pontos de vista que compõem painel bastante diversificado da Índia ocupada pelos ingleses.

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87. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Resenha: Orgulho e Preconceito - Jane Austen
Foto: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína – recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

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88. Trópico de Câncer, de Henry Miller

Primeira obra de Henry Miller, Trópico de Câncer foi aclamado como parte da revolução sexual e se tornou um dos grandes clássicos da literatura americana Publicado orginalmente em 1934, em Paris, Trópico de Câncer foi imediatamente proibido em todos os países de língua inglesa. Tachado como pornográfico, assim como seu sucessor Trópico de Capricórnio, só foi liberado nos Estados Unidos e na Inglaterra nos anos 1960, aclamado como parte da revolução sexual. O livro foi celebrado pelos maiores intelectuais da época e se tornou um dos grandes clássicos da literatura americana. Samuel Beckett o saudou como “um evento monumental da história da escrita moderna”. E outros nomes como T. S. Eliot, Ezra Pound e Lawrence Durrell também notaram rapidamente o talento de Miller. O livro traz um relato autobiográfico e idiossincrático de Miller, que chega a Paris após abandonar nos EUA um casamento arruinado e uma carreira estagnada. Mesmo sem um centavo no bolso, Henry Miller é apresentado à boemia francesa e redescobre seu próprio talento em dias e noites de liberdade e alegria sem fim.

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89. Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev

Traduzido pela primeira vez diretamente do russo para o português, este clássico é responsável por uma das maiores polêmicas da literatura russa. No início da década de 1860, dois eventos transformaram significativamente a sociedade russa: o fim da servidão e a fundação do movimento Terra e Liberdade, organização secreta que lutava contra as autoridades e instituições oficiais. A abordagem desse contexto fez com que Pais e filhos despertasse uma das maiores fendas da história da literatura russa. O termo “niilista” se popularizou e Ivan Turguêniev (1818-1883) foi acusado de ser responsável por atos criminosos cometidos por radicais influenciados por sua obra. Na trama, o jovem Arkádi Nikolaitch, acompanhado de seu amigo e mentor Bazárov, volta à propriedade de sua família após formar-se na universidade. Bazárov é um personagem singular: despreza qualquer autoridade, é antissocial e se autoproclama um “niilista”.

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90. O Náufrago, de Thomas Bernhard

Em 1953, quando ainda é aluno de Horowitz no Mozarteum de Salzburgo, Glenn Gould, o maior gênio do piano deste século, toca pela primeira vez, para dois colegas de classe, sua interpretação revolucionária das Variações Goldberg, de Bach. Thomas Bernhard faz, a partir dos efeitos devastadores dessa interpretação sobre a vida dos dois amigos-ouvintes, uma das narrativas mais impressionantes da literatura contemporânea. Uma prosa em que a exasperação é tão radical que acaba resvalando no humor, para revelar a gargalhada escondida por trás do desespero.

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91. A Epopeia de Gilgamesh

Ele que o abismo viu é uma das versões do mito de Gilgámesh, a que é atribuída a Sin-léqi-unnínni (séc. XIII a.C.), considerada a mais completa e importante dessa tradição acádia, preservada em tabuinhas de argila que foram descobertas entre 1872 e 2014. O texto, traduzido do acádio e anotado por Jacyntho Lins Brandão, traz para o leitor brasileiro a mais ampla reconstrução do poema, que é o mais antigo registro literário que conhecemos. Na tradição que remonta a mais de quatro mil anos, ele é anterior a Homero, a Hesíodo e aos textos bíblicos. Nesse longo (e ainda fragmentário) poema encontramos, já elaborados de forma sofisticada, ideias, valores e leituras do mundo – além de vários mitos que aparecerão na tradição literária posterior, como a criação do homem a partir da argila, o dilúvio e a construção de uma arca para salvar as criaturas, humanos e animais.

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92. O Mahabharata

O Mahabharata, o mais extenso poema épico da História, escrito em sânscrito cerca de 2.500 anos atrás, conta a história de uma guerra de poder travada na Índia entre dois clãs, os Pandava e os Kaurava, que culmina numa aterradora batalha apocalíptica. A mais famosa passagem desta obra é o famoso Bhagavad Gita, lido como uma obra religiosa à parte. O texto apresentado nesta edição não é uma simples tradução. William Buck leu todos os onze volumes e mais de cinco mil páginas da tradução inglesa integral do Mahabharata. Antes de terminar a leitura, já tinha decidido se dedicar à árdua tarefa de condensá-lo, tornando-o acessível e atraente ao leitor contemporâneo. Ele conseguiu captar a combinação de espírito religioso e guerreiro que permeia todo o épico no original.

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93. As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino

“Se meu livro As cidades invisíveis continua sendo para mim aquele em que penso haver dito mais coisas, será talvez porque tenha conseguido concentrar em um único símbolo todas as minhas reflexões, experiências e conjeturas.” Assim se refere o próprio Italo Calvino – um dos escritores mais importantes e instigantes da segunda metade do século XX – a este livro surpreendente, em que a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana.

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94. On The Road, de Jack Kerouac

Sal Paradise é o narrador de ‘On the road – pé na estrada’. Ele vive com sua tia em Nova Jersey, Estados Unidos, enquanto tenta escrever um livro. Em Nova Iorque, conhece um andarilho de Denver de personalidade magnética chamado Dean Moriarty. Dean é cinco anos mais novo que Sal, mas compartilha o seu amor por literatura e jazz e a ânsia de correr o mundo. Tornam-se amigos e, juntos, atravessam os Estados Unidos, de New Jersey até a Costa Oeste, deparando-se com os mais variados tipos de pessoas, numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país pela Rota 66 quanto uma viagem de auto-conhecimento – de uma geração assim como dos personagens.

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95. O Lobo da Estepe, de Herman Hesse

Harry Haller é um homem de 50 anos que acredita que sua integridade depende da vida solitária que leva em meio às palavras de Goethe e as partituras de Mozart; um intelectual tentando equilibrar-se à beira do abismo dos problemas sociais e individuais, ante os quais a sua personalidade se torna cada vez mais ambivalente e, por fim, estilhaçada. A primeira parte do livro é o pesadelo do lobo Haller, sua depressão e sua incapacidade de se comunicar que está na base da crueldade e da autodestruição. Na segunda o lobo se humaniza, através da entrada em cena de Hermínia, que tenta reaproximá-lo do mundo, no caso uma comunidade simplória, com salas de baile poeirentas e bares pobres.

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96. O Complexo de Portnoy, de Philip Roth

Resenha: O Complexo de Portnoy - Philip Roth
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A narrativa de Alexander Portnoy, jovem advogado nova-iorquino, é uma longa confissão no divã do psicanalista. Como desde o início fica bem claro, Portnoy é dotado não apenas de uma inteligência privilegiada como também de uma capacidade ilimitada de encarar a si mesmo com realismo e ironia. Contudo, o narrador-protagonista é totalmente incapaz de se livrar da ligação paralisante com a mãe, identificada logo de saída como “o personagem mais inesquecível que conheci na minha vida”. Portnoy discorre alternadamente sobre o passado – a infância de filhinho da mamãe, a adolescência dedicada acima de tudo à prática da masturbação e a tentativas frustradas de perder a virgindade – e sua vida atual – o relacionamento conflituoso com a amante bela porém semianalfabeta, a separação e uma viagem a Israel que termina com a descoberta de que ele está impotente.

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97. Reparação, de Ian McEwan

Resenha: Reparação - Ian McEwan
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Na tarde mais quente do verão de 1935, na Inglaterra, a adolescente Briony Tallis vê uma cena que vai atormentar a sua imaginação: sua irmã mais velha, sob o olhar de um amigo de infância, tira a roupa e mergulha, apenas de calcinha e sutiã, na fonte do quintal da casa de campo. A partir desse episódio e de uma sucessão de equívocos, a menina, que nutre a ambição de ser escritora, constrói uma história fantasiosa sobre uma cena que presencia. Comete um crime com efeitos devastadores na vida de toda a família e passa o resto de sua existência tentando desfazer o mal que causou.

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98. Desonra, de J. M. Coetzee

Resenha: Desonra - J.M. Coetzee
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Sucesso de público e crítica – foi publicado em mais de vinte países e ganhou o Booker Prize, o mais importante prêmio literário da Inglaterra -, Desonra é considerado o melhor romance de J. M. Coetzee. O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy. No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid. Com personagens vivos, com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, Desonra investiga as relações entre as classes, os sexos, as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas, entre uma cultura humanista e uma situação social explosiva.

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99. As Irmãs Makioka, de Junichiro Tanizaki

Considerada a obra-prima do escritor Jun’ichiro Tanizaki, As irmãs Makioka traça um sutil e complexo perfil da sociedade japonesa durante os anos 1930 e aborda uma série de conflitos entre os valores japoneses e os ocidentais, bem como entre a tradição e a modernidade. A história, que começa no outono de 1936 e termina em abril de 1941, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, retrata a vida de uma abastada família da região de Kyoto e Osaka, no oeste do país. As irmãs Makioka (Tsuruko, Sachiko, Yukiko e Taeko) tentam resolver juntas seus problemas familiares e arranjar um casamento para a terceira delas, Yukiko, uma mulher de crenças tradicionais que aos trinta anos ainda não conseguiu se casar. Ao mesmo tempo representante da inércia das relações, a personagem é também um estandarte da tradição. Aliás, uma partícula de seu nome compõe o título original do livro, Sasameyuki – neve fina, a última a cair no inverno. Taeko, a caçula, também tem intenções de se casar, mas, em respeito às convenções sociais japonesas, ela precisa esperar o casamento da mais velha para decidir seu futuro. Taeko é a personagem mais aberta à modernização dos costumes e à cultura ocidental, sofrendo as consequências de seu comportamento e de suas opções.

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100. Pedro Páramo, de Juan Rulfo

O romance mais aclamado da literatura mexicana. Pedro Páramo é o primeiro de dois livros lançados em toda a vida de Juan Rulfo. O enredo, simples, trata da promessa feita por um filho à mãe moribunda, que lhe pede que saia em busca do pai, Pedro Páramo, um malvado lendário e assassino. Juan Preciado, o filho, não encontra pessoas, mas defuntos repletos de memórias, que lhe falam da crueldade implacável do pai. Vergonha é o que Juan sente. Alegoricamente, é o México ferido que grita suas chagas e suas revoluções, por meio de uma aldeia seca e vazia onde apenas os mortos sobreviveram para narrar os horrores da história. O realismo fantástico como hoje se conhece não teria existido sem Pedro Páramo, é dessa fonte que beberam o colombiano Gabriel García Márquez e o peruano Mario Vargas Llosa, que também narram odisséias latino-americanas.

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Listas

10 livros de fantasia para mergulhar em outros mundos!

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Muito além de sucessos como Nárnia, Senhor dos Anéis e Harry Potter, existe um mundo de livros de fantasia que são perfeitos para quem pretende mergulhar em histórias incríveis, emocionantes, e com uma pitada de magia. Foi pensando nisso que separei 10 sugestões de livros de fantasia ideias para colocar já na sua lista de leitura.

10 livros de fantasia para mergulhar em outros mundos:

1) O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

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2) As Aventuras de Pi – Yann Martel

Um dos romances mais importantes do século, As Aventuras de Pi é uma narrativa singular de Yann Martel que se tornou um grande best-seller. O livro narra a trajetória do jovem Pi Patel, um garoto cuja vida é revirada quando seu pai, dono de um zoológico na Índia, decide embarcar em um navio rumo ao Canadá. Durante a viagem, um trágico naufrágio deixa o menino à deriva em um bote, na companhia insólita de um tigre-de-bengala, um orangotango, uma zebra e uma hiena. A luta de Pi pela sobrevivência ao lado de animais perigosos e sobre um imenso oceano é de uma força poucas vezes vista na literatura mundial.

Resenha: As Aventuras de Pi - Yann Martel
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3) A Espuma dos Dias – Boris Vian

A publicação do romance A Espuma dos Dias no Brasil vem suprir uma lacuna no mercado editorial brasileiro, carente da obra de Boris Vian. Escrito em 1946 e publicado pela primeira vez em 1947, esse peculiar romance sobre amor, doença e morte conta a história de seis amigos inseparáveis – Colin, Chick, Nicolas, Chloé, Alise e Isis – que vivem sob uma atmosfera a um só tempo romântica e moderna, onde sonho e fantasia se misturam à realidade. Trata-se de um verdadeiro clássico moderno da literatura francesa.

Resenha: A Espuma dos Dias - Boris Vian
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4) A Menina Submersa – Caitlín R. Kiernan

A Menina Submersa é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por licantropos e sereias. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de beleza e horror, camadas, mitos e mistério em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do “real” sobre o “verdadeiro” e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos.

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5) O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares – Ransom Riggs

Milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Traduzido para mais de 40 idiomas! Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.

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6) Onde Vivem os Monstros – Maurice Sendak

Escrito em 1963, Onde Vivem os Monstros revolucionou a literatura infantil, abrindo caminho para o que hoje conhecemos por livro ilustrado. A história é a do menino Max. Vestido com sua fantasia de lobo, faz tamanha malcriação que é mandado para o quarto sem jantar. Lá, ele se transporta para uma floresta, embarca em um miniveleiro, navega pelo oceano, por dias, semanas, meses, até chegar numa ilha, onde vivem os monstros…

Resenha: Onde Vivem os Monstros - Maurice Sendak
FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

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7) Coração de Tinta – Cornelia Funke

Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.

É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado “Coração De Tinta”. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de “Coração De Tinta” um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente sequestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.

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8) Atlas de Nuvens – David Mitchell

Um viajante forçado a atravessar o oceano Pacífico em 1850; um jovem compositor deserdado, conquistando à força de tortuosas invenções um modo de vida precário num solar da Bélgica, entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra; uma jornalista com princípios morais na Califórnia do governador Reagan; um editor menor fugindo aos seus credores mafiosos; o testamento de uma criada de restaurante geneticamente modificada, ditado na ala da morte; e Zachry, jovem ilhéu do Pacífico que assiste ao crepúsculo da Ciência e da Civilização: são os narradores de Atlas de Nuvens, que escutam os ecos uns dos outros através dos corredores da história e vêem os seus destinos alterados de várias maneiras.

Neste que é um dos romances mais importantes da atualidade, David Mitchell combina o gosto pela aventura, o amor pelo quebra-cabeça nabokoviano e o talento para a especulação filosófica e científica na linha de Umberto Eco, Haruki Murakami e Philip K. Dick. Conduzindo o leitor por seis histórias que se conectam no tempo e no espaço — do século XIX no Pacífico ao futuro pós-apocalíptico e tribal no Havaí — Mitchell criou um jogo de matrioskas que explora com maestria questões fundamentais de realidade e identidade.

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9) Aniquilação – Jeff Vandermeer

Aniquilação, o primeiro livro da trilogia Comando Sul, apresenta um grupo de quatro mulheres enviadas para a Área X, um lugar incompreensível e isolado do restante do mundo há décadas, onde a natureza tomou para si os últimos vestígios da presença humana. Elas fazem parte da décima segunda expedição ao local, cujos objetivos são explorar o terreno desconhecido, tomar nota de todas as mudanças ambientais, monitorar as relações entre elas próprias e, acima de tudo, não se contaminarem. Uma missão mortal, visto que todas as expedições anteriores tiveram resultados assustadores, como suicídios em massa, tiroteios descontrolados e casos de mudança de personalidade súbita seguidos de morte por câncer. As mulheres partiram para a Área X esperando o inesperado… E foi exatamente isso que encontram.

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10) Ecos – Pam Muñoz Ryan

Ecos, da premiada escritora norte-americana Pam Muñoz Ryan, é uma fábula como há muito não se via – ou se ouvia. Um conto de fadas dark, que resgata o melhor da tradição dos irmãos Grimm, combinado com delicados momentos do século XX, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que assolou os Estados Unidos nos anos 1930. O resultado é uma fantasia histórica repleta de perigos e beleza, emoldurada pelo poder da música. A aventura começa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial — “a guerra para acabar com todas as guerras” —, quando o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra as três irmãs encantadas, prisioneiras de uma velha bruxa, que conhecia apenas das páginas de um livro, e acreditava ser apenas uma lenda. Como em um passe de mágica, as irmãs ajudam o garoto a encontrar o caminho de casa. E Otto promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma inusitada gaita de boca. Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: um menino que vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música. Cada um à sua maneira, eles são afetados pela magia das três irmãs. Assim como os leitores do livro em todos os países em que ECOS foi lançado. Prepare-se para também ser arrebatado e enfeitiçado por essa fábula harmônica.

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Fonte das sinopses: Skoob.

Listas

Na Natureza Selvagem: livros lidos por Chris McCandless (Alexander Supertramp)

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Tolo? Aventureiro? Herói? Apenas humano? São inúmeras as possibilidades de descrever o rapaz que largou tudo e foi na contramão do famoso “sonho americano”. Saiba quais foram os livros lidos por Chris McCandless durante sua aventura no Alasca.

Não conhece a história real de McCandless? Então, confira:

Para a produção de Na Natureza Selvagem, Jon praticamente refaz o caminho do garoto e, inclusive, entrevista pessoas que tiveram contato com McCandless. É aflitivo ler sobre as dificuldades que Cris passou, os erros que cometeu, o julgamento dos nativos, os problemas familiares…e tudo isso é exposto de forma bem clara na narrativa. Confira a resenha completa aqui.

Livros lidos por Chris McCandless

1) Walden – Henry David Thoreau

Autobiografia de Henry D. Thoreau, Walden é a manifestação dos ideais de um dos maiores críticos da civilização industrial na história. Publicada em 1854, a obra passa por temas não superados até hoje pelo homem contemporâneo, como o direito à liberdade e o respeito à natureza. E tudo começa com um intrigante experimento social. Em 1854, buscando apartar-se de uma sociedade cada vez mais complexa, Thoreau retira-se para a propriedade de um amigo às margens do lago Walden.

Na pequena cabana na floresta, adapta as suas habitações e constrói seus móveis, planta os alimentos que consome e os prepara, faz descobertas espirituais. Por meio de uma vida simples e autossuficiente, cria sua utopia. Ainda que seja uma crítica à vida urbana do século XIX, Walden ainda é capaz de suscitar importantes reflexões sobre nosso modo de vida. Em mais de um século de existência, tornou-se uma referência para movimentos libertários, ecologistas e todos os que buscam uma vida mais harmônica.

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2) A Desobediência Civil – Henry David Thoreau

Formada por cinco textos, a edição traz, em sua abertura, aquele que dá nome ao livro: “A desobediência civil”, de 1849, responsável por inserir o pensamento político de Thoreau na história mundial. O segundo ensaio, “Onde vivi, e para quê”, foi extraído de seu livro Walden, em que retrata os anos em retiro numa floresta. Em “A escravidão em Massachusetts”, Thoreau discursa contra a prisão do escravo fugitivo Anthony Burns. O quarto ensaio, “Caminhar”, tem origem numa palestra em que o filósofo se mostra em perfeita comunhão com a natureza e consigo mesmo ao passear sem objetivo por bosques e florestas. Por fim, a “Vida sem princípios” é um apelo a outro modo de viver, distante da dedicação excessiva ao trabalho.

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3) O Homem Terminal –  Michael Crichton

Uma lesão cerebral, resultado de um acidente automobilístico, causa sérios danos ao especialista em ciência da computação Harry Benson. Ele começa a apresentar sintomas de uma doença que provoca súbitos ataques de violência, a Lesão Desinibitória Aguda (LDA). Numa tentativa de controlar esses impulsos de agressão, Benson é submetido a um revolucionário método cirúrgico em que eletrodos são implantados em seu cérebro. O objetivo do time de cirurgiões de Los Angeles, responsáveis pela experiência, é conter através de um microcomputador as perigosas crises homicidas do paciente. A cirurgia, porém, não é bem-sucedida.

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4) O Chamado Selvagem – Jack London

Buck, um robusto cão são-bernardo, vivia feliz em um sítio onde não era necessário defender seu território. Porém, sua vida muda totalmente quando um dos empregados do lugar o sequestra e vende para mineradores no Alasca. Como Buck é forte e peludo, se torna um cão de trenó, submetido a condições extremas, acossado pela violência dos homens, do ambiente e de outros cães.

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5) Caninos Brancos – Jack London

Caninos Brancos é um lobo nascido no território de Yukon, no norte congelado do Canadá, durante a corrida do ouro que atraiu milhares de garimpeiros para a região. Capturado antes de completar um ano de idade, é usado como puxador de trenó e obrigado a lutar pela sobrevivência em uma matilha hostil. Mais tarde repassado a um dono inescrupuloso, é transformado em cão de rinha e, mesmo depois de resgatado desse universo de violência, ainda precisa de um último ato de heroísmo para conseguir sua redenção e finalmente encontrar seu lugar no mundo.

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Na Natureza Selvagem: livros lidos por Chris McCandless (Alexander Supertramp)
FOTO: Unsplash

6) Guerra e Paz – Liev Tolstói

“O que é Guerra e Paz?”, questiona Liev Tolstói em um texto que detalha o processo de pesquisa e de criação de sua obra-prima. “Não é um romance, muito menos uma epopeia, menos ainda uma crônica histórica.” Ao acompanhar o percurso de cinco famílias aristocráticas russas no período de 1805 a 1820, Tolstói narra a marcha das tropas napoleônicas e seu impacto brutal sobre a vida de centenas de personagens.

Em meio a cenas de batalha, bailes da alta sociedade e intrigas veladas, destacam-se as figuras memoráveis dos irmãos Nikolai e Natacha Rostóv, do príncipe Andrei Bolkónski e de Pierre Bezúkhov, filho ilegítimo de um conde, cuja busca espiritual serve como espécie de fio condutor e o torna uma das mais complexas personalidades da literatura do século XIX. Ao descrever o cotidiano e os grandes acontecimentos que se sucederam à invasão de Napoleão em 1812, Tolstói retrata uma Rússia magistral, imponente e, sobretudo, profundamente humana.

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7) A Sonata a Kreutzer –  Liev Tolstói

O tema da infidelidade no casamento já havia ocupado Tolstói na década de 1870, quando redigiu Anna Kariênina, uma de suas obras-primas. Em A Sonata a Kreutzer, que veio à luz mais de dez anos depois, o tema retorna com uma intensidade fora do comum, potencializada pelos anos de crise religiosa do escritor. Aqui, para além da questão da fidelidade no matrimônio, Tolstói investiga de forma aguda o desequilíbrio nas relações entre homens e mulheres, e a hipocrisia de que se reveste o comportamento sexual da sociedade.

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8) Felicidade Conjugal – Liev Tolstói

Publicada em 1859, quando o escritor tinha pouco mais de trinta anos, Felicidade Conjugal é talvez a primeira obra-prima de Lev Tolstói e prenuncia um tema que terá importância na vida do autor russo – o tema do desejo, neste caso, apreendido do ponto de vista feminino.

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9) A Morte de Ivan Ilitch – Liev Tolstói

Em agosto de 1883, duas semanas antes de falecer, o escritor russo Ivan Turguêniev escreveu a Tolstói: “Faz muito tempo que não lhe escrevo porque tenho estado e estou, literalmente, em meu leito de morte. Na realidade, escrevo apenas para lhe dizer que me sinto muito feliz por ter sido seu contemporâneo, e também para expressar-lhe minha última e mais sincera súplica. Meu amigo, volte para a literatura!”.

O pedido de Turguêniev alude ao fato de que Tolstói havia então abandonado a arte e renegado toda sua obra pregressa para se dedicar à vida espiritual. Embora não se possa dizer com certeza em que medida as palavras de Turguêniev repercutiram em Tolstói, é certo que A Morte de Ivan Ilitch, publicada em 1886, foi a primeira obra literária que ele escreveu após seu retorno às letras e que se trata de um dos textos mais impressionantes de todos os tempos. Considerada por Nabokov uma das obras máximas da literatura russa e por muitos uma das mais perfeitas novelas já escritas.

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10) Doutor Jivago – Boris Pasternak

Publicado originalmente em 1957 fora da União Soviética, após ser banido pela censura do Partido Comunista, Doutor Jivago continua sendo o maior e mais importante romance da Rússia pós-revolucionária. Nele, Boris Pasternak traz à luz o drama e a imensidão da Revolução Russa pela história do médico e poeta Iúri Andréievitch Jivago em seu constante esforço de se colocar em consonância com a Revolução.

Por seus olhos hesitantes, o leitor testemunha a eclosão e as consequências deste que foi um dos eventos mais decisivos do século. Em tempos em que a simples aspiração a uma vida normal é desprovida de qualquer esperança, o amor de Jivago por Lara e sua crença no indivíduo ganham contornos de um ato de resistência. Seguindo a grande tradição do romance épico russo, Pasternak evoca um período historicamente crucial e nele retraça um panorama completo da sociedade da época.

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11) As Aventuras de Huckleberry Finn – Mark Twain

Considerado um dos maiores autores da literatura norte-americana, Mark Twain explora, em As aventuras de Huckleberry Finn, questões sérias sobre problemas sociais, políticos e morais com que precisou lidar durante a guerra civil dos Estados Unidos, muitos dos quais ainda estão presentes nos dias de hoje.

Ao escapar do pai violento e se refugiar em uma ilha, Huck Finn aproxima-se de Jim, um escravo fugido, e desenvolve com ele uma solidária relação de amizade. Em busca de liberdade, a dupla começa uma viagem pelo leito do rio Mississippi, e a cada parada envolve-se em inusitadas aventuras. Além da voz infantil de um narrador que desce em fuga pelo Mississippi, Twain desenvolve uma segunda história, que destaca a inocência perdida de uma nação.

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Esses foram alguns dos livros lidos por Chris McCandless durante seu exílio no Alasca. Você já leu algum deles? Gostou? Conta pra mim através dos comentários!

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