Resenha: Garota Exemplar – Gillian Flynn

Quando li a sinopse de Garota Exemplar, da Gillian Flynn, achei bem interessante, aquele tipo de suspense que prende do começo ao fim. O livro fez um sucesso estrondoso em 2013, portanto resolvi comprar e ver se era realmente bom. Como não sou muito sucinta para resumir o enredo do livro, essa é a sinopse oficial:

“Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?”.

O livro é intercalado pela visão de Amy – a esposa desaparecida – e de Nick, o marido confuso e inexpressivo. Não vou falar muito sobre o desenrolar da trama, porque qualquer coisa que eu disser pode estragar a história, mas posso afirmar que é instigante e dá vontade de devorar todas as páginas rapidinho.

Resenha: Garota Exemplar - Gillian Flynn

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Desde o início, ficamos presos a esse mistério: “onde Amy foi parar? Por que Nick parece tão pouco preocupado com o desaparecimento da esposa? O que teria acontecido para naquela manhã?“. E em meio a essas perguntas, acompanhamos a trajetória do casal: desde o momento em que se conhecem até o tempo atual na história – mais ou menos cinco anos de relacionamento.

É interessante observar esse casamento pelo ponto de vista do casal, mas separadamente. No início, eu até simpatizava com os dois, mas conforme a leitura avança, é cada vez mais difícil saber quem fala a verdade e qual dos dois é o mais “culpado” pelo fracasso do casamento. Sim, o casamento dos dois é uma tragédia. Na verdade, é mais uma depressão – a cada página eu ficava com mais pavor desse relacionamento, que no início parecia leve e divertido, mas com o passar do tempo se transformou em algo monstruoso.

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Alguns disseram que o começo não empolga tanto, mas achei o contrário: é empolgante até o fim! A leitura flui, a vontade de conhecer os personagens aumenta e o suspense nos faz querer imaginar milhões de teorias. Só tem uma falha: o final é ruim.

Passei a semana toda (sim, li em 1 semana!) pensando na história, desejando estar em casa só para retornar à leitura. Mas, infelizmente, o final.., não sei nem como descrever. Sabe quando parece que o personagem perde o rumo? Foi o que senti com o final da série Dexter (saudades!): imaginei um monte de roteiristas sem saber o que fazer e alterando a personalidade dos personagens só para encerrar logo a história. Com o livro foi a mesma sensação. Imaginava tudo de Nick e Amy, menos esse final água com açúcar, sem profundidade e nada que justifique os acontecimentos anteriores.

O bom é que a autora mudou o final do livro na adaptação para o cinema. Garota Exemplar, na direção de David Fincher, além de bem fiel, ainda melhorou a história! O final fica bem mais coerente e cínico, um desfecho realista e crítico ao mesmo tempo. Se você ainda não assistiu, é um ótimo suspense com boas atuações e uma direção sensacional. Indico bastante! Olha só o trailer:

Garota Exemplar é um livro divertido, tranquilo de ler, empolga bastante e o suspense só aumenta no decorrer das páginas. Infelizmente, o desfecho deixou a desejar e faltou um pouco mais de “mindfuck”. São muitas páginas e personagens construídos com coerência, para encerrar a trama de uma forma tão blasé.

LEIA TAMBÉM

Resenha: Garota Exemplar - Gillian Flynn

Título original: Gone Girl
Autora: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 448
Ano: 2013
Gênero: Suspense
Nota: 


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Isabela Zamboni


Resenha: Em Águas Sombrias – Paula Hawkins

Quando comecei a ler Em Águas Sombrias, tive uma esperança de que a autora Paula Hawkins faria um trabalho superior ao de A Garota no Trem. Apesar de não achar o melhor livro da vida, eu até gostei de ler o bestseller que virou filme com a Emily Blunt, então me empolguei para ler o lançamentoSinto dizer que o livro não me agradou.

Mas, vamos aos motivos! Eu sou superfã de suspense e histórias de mistério. Adoro tudo que envolve esse universo: detetives, pistas sobre homicídios, personagens obscuros, tentar adivinhar o que aconteceu… Mas esse livro não cria aquele ar divertido e nem um clima de tensão. São vários personagens que vivem em Beckford, uma pequena cidade na Inglaterra, tentando entender supostos suicídios de mulheres que morreram afogadas. O rio é um personagem importante na história, pois é ao redor dele que se seguem todas as subtramas.

Resenha: Em Águas Sombrias - Paula Hawkins

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Cada capítulo é narrado por um personagem diferente, então são vários pontos de vista sobre o mesmo assunto. Até aí achei uma boa escolha, porque conseguimos entender um pouquinho do que aconteceu naquela cidade pelos olhos de pessoas com personalidades bem distintas. Tudo gira em torno da morte de Nel Abbot, uma mulher atraente que estava escrevendo um livro sobre as mulheres que morreram afogadas no rio. Sua morte altera a vida de muitas pessoas em Beckford: de sua filha Lena, sua irmã Jules, o policial Sean, a policial forasteira Erin, funcionários da escola, a família de uma garota que se suicidou, entre tantos outros personagens.

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Um dos problemas é que não tem como criar empatia por ninguém. Você passa cada página querendo dar um soco na cara de cada um dos personagens. No máximo dá para entender um pouco a Jules, uma moça que tem um passado traumático e tenta lidar com a morte da irmã. Fora isso… Não sei se esse era o objetivo da autora, mas odiar os personagens é bem irritante: não dá vontade de continuar a leitura.

O motivo dos assassinatos, quem matou quem, também é óbvio desde a metade. Quem está acostumado com histórias de mistério consegue descobrir bem rápido. Outro ponto crucial: o livro enrola demais, dava para cortar pelo menos umas 50 páginas, sem dó. Quase no fim é que a trama finalmente começa a se desenrolar e os pontos a se unirem. Cansa demais!

Mas o que mais me tirou do sério mesmo foram os melodramas e a personagem central da história: a Lena. Que menina INSUPORTÁVEL. Logo no começo, na primeira página, Paula Hawkins dedica o livro “para todas as encrenqueiras”. Muitas mulheres do livro são encrenqueiras, realmente, principalmente as protagonistas. Porém, rola um exagero. Elas não são apenas encrenqueiras: são egoístas, grosseiras, chatas e insensíveis. O que parece “coragem”, na verdade é narcisismo. A autora até tenta colocar uns traços de feminismo e lições de moral no livro, mas não funciona. É muito mal encaixado.

Resenha: Em Águas Sombrias - Paula Hawkins

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

A amizade entre Lena e Katie é tão forçada que dá até nervoso de ler. Aliás, os relacionamentos interpessoais aqui não funcionam de maneira nenhuma. É um livro desconexo, com uma história pobre. Para ser bem sincera, em certos momentos achei Em Águas Sombrias brega. Alguns diálogos e reflexões dos personagens me deixaram com vergonha.

Parece que o que Paula Hawkins conquistou com A Garota no Trem, ela errou muito feio com Em Águas Sombrias. Fico triste, porque realmente tentei gostar desse livro. O final também não surpreende, é bem vazio. Porém, pode funcionar para quem é fã da autora ou que curta histórias dramáticas com vários personagens “encrenqueiros”.

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

LEIA TAMBÉM

Resenha: Em Águas Sombrias - Paula HawkinsTítulo original: Into The Water
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Número de páginas: 364
Ano: 2017
Gênero: Policial/Suspense
Nota:


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Isabela Zamboni


Resenha: Dias Perfeitos – Raphael Montes

Sempre tive vontade de ler Dias Perfeitos, do autor brasileiro Raphael Montes. Já vi críticas positivas em vários blogs e canais, além de ler uma matéria com o autor no G1 e ficar impressionada em como ele é jovem e tão renomado como escritor de romance policial. Me surpreendi bastante, porque comecei o livro e não conseguia mais parar. É viciante, ousado e o tipo de história que eu gosto bastante de me envolver.

Resenha: Dias Perfeitos - Raphael Montes

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Como eu sou bem ruim para fazer sinopses, coloco aqui um trechinho do resumo retirado do Skoob:

Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez.

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Esse é o tipo de livro que quando você começa, não quer mais parar. Eu li em praticamente três dias! O narrador é o próprio Téo, um psicopata confuso e assustador, que cria uma obsessão por Clarice que arrepia até a alma. Ele sente uma atração fortíssima pela garota, uma jovem estudante carioca de História da Arte e totalmente mente aberta: ela se opõe aos pais opressores e de classe média alta; gosta de festas, beber e fumar; sente atração por homens e mulheres; é popular, com muitos amigos; feminista e totalmente contra as regras conservadoras da sociedade. Enquanto Téo é misógino (acha que lugar de mulher é arrumando a casa e obedecendo às suas ordens) e obsessivo, levando Clarice ao extremo com atitudes ciumentas, possessivas, abusivas e, claro, violentas.

Durante a leitura, eu só sentia desespero, de tantos absurdos que Téo faz com Clarice. Ela tenta sempre se desvencilhar, enganá-lo, mas dificilmente consegue. Ao decorrer da história, só vemos uma Clarice destruída e um homem horroroso que consegue enganar TODOS ao seu redor com suas mentiras.

Raphael Montes faz várias citações de outros autores e artistas brasileiros, o que achei bem interessante. Inclusive, um dos presentes de Téo para Clarice é um livro de contos da Clarice Lispector. Quem também marca presença na narrativa é Caetano Veloso, que conta um pedacinho da história com sua música. Gostei também da ambientação da narrativa: o autor mostra um Rio de Janeiro real, sem aqueles clichês novelescos.

Resenha: Dias Perfeitos - Raphael Montes

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O livro é muito bom, a narração é fluida, os personagens bem construídos, mas encontrei alguns problemas. Certas situações são um pouco clichês (não quero citar para dar spoiler, mas em alguns momentos eu pensava ‘jura?‘) e o final não traz uma boa catarse, pelo contrário, é frustrante. Não sei qual foi a intenção do autor aqui, mas achei a “solução” para o final um pouco preguiçosa. Sem contar que a investigação policial, de fato, é quase nula.

Eu diria que Dias Perfeitos não é tanto um romance policial, mas uma história sobre loucura e paixão intensa, além de abusos psicológicos e violentos, contados pelo ponto de vista de um psicopata inteligente e vaidoso. Vale muito a pena, principalmente para valorizar um autor brasileiro que, diga-se de passagem, é um prodígio. Ele escreveu esse livro com VINTE E TRÊS ANOS – e já foi reconhecido por autores internacionais.

Se você procura uma leitura intensa e rápida, Dias Perfeitos é uma boa alternativa 😉

Resenha: Dias Perfeitos - Raphael MontesTítulo original: Dias Perfeitos
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 280
Ano: 2014
Gênero: Suspense/Policial/Nacional
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Isabela Zamboni


11 livros de terror que você precisa começar a ler já!

Você gosta de livros de terror/suspense como eu? Então não pode perder a lista abaixo! Se você está à procura de um terror muito bom ou de um livro que vai te arrepiar, confira nossas indicações!

11 livros de terror que você precisa começar a ler já!

1 – Misery – Stephen King

Resenha: Misery - Stephen King

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Um ótimo suspense, que arrepia até a alma. O livro é facinho de ler, empolgante e a personagem principal Anne Wilkes é louca de pedra! Eu já fiz resenha de Misery aqui no blog e conto tudinho pra vocês! 🙂 Um livro de terror que deve estar na sua lista de livros-medonhos-para-ler.
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2 – Assovie Que Virei: Histórias de Fantasmas – M.R. James

Resenha: Assovie Que Virei (Histórias de Fantasmas) - M. R. James

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Esse livro foi traduzido pela Editora Penalux no Brasil e traz contos de terror sensacionais. O autor M.R. James é considerado um dos melhores autores da literatura sobrenatural, graças a seu método e estilo distintos.  De acordo com a sinopse do livro, “os cinco pequenos contos reunidos nesse volume mostram que o autor e professor de inglês M. R. James era mestre: as histórias de fantasmas que ele nos apresenta brotam do mais corriqueiro cotidiano, sem pirotecnias estilísticas, transformando o comum, pouco a pouco em algo simplesmente insuportável.” Você pode conferir a resenha aqui!

3 – Aura – Carlos Fuentes

Resenha: Aura - Carlos Fuentes

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Esse é um conto bem assustador do Carlos Fuentes. Sabe aquela atmosfera lúgubre, em uma casa estranha, com pessoas mais bizarras ainda? Os acontecimentos desse livro deixam um certo incômodo na hora de ler, o que deixa a experiência muito boa. Também já resenhei aqui no blog e você pode conferir mais detalhes!

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4 – O Cemitério – Stephen King

11 livros de terror que você precisa começar a ler já!

Divulgação

Sabe aquela velha história de pessoas que moram em cima de um cemitério indígena? Esse “clichê” do terror serve perfeitamente para esse livro mórbido do Stephen King. Além de terror e suspense, ainda é um drama sobre vida e morte. Na trama,  Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade e a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.

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5 – Coraline – Neil Gaiman

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Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Coraline é um livro sensacional do Neil Gaiman! A história chega perto de ser uma adaptação de Alice no País das Maravilhas, mas com um lado bem mais “dark”. Apesar de não ser tão “pesado” – o público-alvo é infanto-juvenil – é de dar arrepios naqueles que curtem uma boa trama de suspense e terror, principalmente quem curte criaturas estranhas/maquiavélicas. Eu já resenhei Coraline aqui no blog também, para conferir é só acessar aqui.

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6 – O Clube do Suicídio e Outras Histórias – Robert Louis Stevenson

11 livros de terror que você precisa começar a ler já!

Divulgação

O estilo de Stevenson retrata fielmente a era vitoriana: as histórias de O Clube do Suicídio envolvem situações estranhas vividas por membros da alta sociedade e mostram o contraste e a desigualdade da sociedade britânica. Os textos reunidos aqui retratam personagens que, movidos por vaidade, ambição, ódio ou mera curiosidade, se veem diante de situações embaraçosas e complexos conflitos morais. Com contos sinistros e pra lá de interessantes, essa coletânea é imperdível para quem curte um terror mais sutil.

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7 – Frankenstein – Mary Shelley

Resenha: Frankenstein

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Pensa num livro sensacional! Quando comecei Frankenstein, não queria mais parar! É um clássico e deve ser lido com certeza: as escritas em diário são fantásticas e o estilo de Mary Shelley impecável. O terror aqui é tanto psicológico como “palpável” e merece diversas releituras. Para saber mais detalhes, é só acessar a resenha que fiz aqui no blog.

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8 – O Homem Invisível – H.G. Wells

O Homem Invisível - H.G. Wells

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Não sei se é possível considerar O Homem Invisível como terror ou ficção científica, mas foi um livro que me aterrorizou. O protagonista é uma pessoa horripilante e cada atitude sua me dava um ~medinho~. Os questionamentos que o livro aponta também trazem um mal-estar, então, indico como livro de terror, principalmente para quem tem receio de tecnologias que vão além da nossa capacidade de compreensão. Leia a resenha completa aqui!

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9 – O Corvo – Edgar Allan Poe

11 livros de terror que você precisa começar a ler já!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?”
E o corvo disse: “Nunca mais”.

Não tem como citar terror sem falar de Edgar Allan Poe! O poema O Corvo (The Raven) é o trabalho mais famoso do autor e um dos mais importantes. No entanto, ele também é um excelente contista e suas histórias já foram interpretadas muitas e muitas vezes na TV e no cinema. Eu já li o Assassinatos na Rua Morgue e gostei demais do estilo de Poe. Se você quiser ler “O Corvo” completo, é só clicar aqui.

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10 – A Volta do Parafuso – Henry James

Resenha: A Volta do Parafuso

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

“A Volta do Parafuso” (ou “A Outra Volta do Parafuso“) é um daqueles livros que quando você lê pela primeira vez, tem uma certa impressão. Quando lê a segunda, outra totalmente diferente. Quando fiz a resenha desse livro aqui no blog, eu não fiz comentários muito positivos. Porém, depois de ler alguns textos de apoio, ver adaptações cinematográficas e até discutir sobre o livro com outras pessoas, percebi que ele é bom demais! São tantas interpretações diferentes e tantas “pistas” que o autor dá durante a obra que a cada releitura fica mais interessante.

O livro conta a história da jovem filha de um pároco que, iniciando-se na carreira de professora, aceita mudar-se para a propriedade de Bly, em Essex, arredores de Londres. Seu patrão é tio e tutor de duas crianças, Flora e Miles, cujos pais morreram na Índia, e deseja que a narradora (que não é nomeada) seja a governanta da casa de Bly. Ao chegar a Essex, a jovem logo percebe que duas aparições, atribuídas a antigos criados já mortos, assombram a casa.

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11 – O Grande Deus Pã – Arthur Machen

Resenha: O Grande Deus Pã - Arthur Machen

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Outro livro bom de terror é “O Grande Deus Pã“, do autor Arthur Machen. Eu recebi esse livro da Editora Penalux e foi uma ótima surpresa! Ele lembra bem aquele estilo do Henry James e do Robert Louis Stevenson (que já citei nesse post) e traz um terror psicológico bem diferente. Na obra, que foi publicada em 1898, Machen conta a história de um médico que inventa uma nova cirurgia cerebral e permite ao ser humano ver o Outro Lado da realidade – um processo conhecido pelos antigos e que eles chamavam de “ver o Deus Pã”. É uma obra que aborda os limites da tecnologia e da ambição humana – e vale muito a pena!

Eu ia citar mais livros do Stephen King, mas achei que a lista ia ficar muito grande! E vocês, recomendam mais livros de terror legais? Deixem as sugestões nos comentários 🙂

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Isabela Zamboni


Resenha: O Médico e o Monstro – Robert Louis Stevenson

Depois que assisti à série Penny Dreadful – que infelizmente já acabou, e eu AINDA NÃO SUPEREI – fiquei com ainda mais vontade de reler ou conhecer livros voltados para o terror na era vitoriana (que específica!). Foi pensando nisso que resolvi reler O Médico e o Monstro, do autor escocês Robert Louis Stevenson. Eu li quando ainda era adolescente, então não me lembrava de praticamente nada. Mas foi bom ter relido agora e vou contar pra vocês o porquê!

Resenha: O Médico e o Monstro - Robert Louis Stevenson

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Depois de ler Frankenstein, Drácula, e livros do H.G. Wells, agora foi a vez de conhecer a história do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, que já virou referência para diversas de narrativas de terror. Esse estilo de literatura foi gerada pelo crescente desenvolvimento científico no século XIX: é uma reminiscência da literatura gótica (ou de terror) com temas que assombravam as pessoas na era vitoriana. Obras como as já citadas nesse parágrafo exploravam um terror mais moderno e científico, envolvendo tecnologia e aparelhos, como trens, máquinas de escrever e etc. Obras como Drácula, Frankenstein e o Médico e o Monstro estão dentro de uma época específica – entre 1760 e 1820 – em um período que consta como a passagem do neoclassicismo para o romantismo.

Enfim, depois de contextualizar, agora é a hora de falar um pouquinho sobre O Médico e o Monstro. Apesar de eu AMAR esse estilo literário, o livro de Stevenson foi o que menos me agradou. Ele mais parece um conto do que um romance – é bem curtinho, 112 páginas – e realmente trata de um assunto interessante e misterioso.

O estranho Mr. Hyde é um homem abominável e pavoroso, mas que tem “passe livre” para a casa do famoso Dr. Jekyll, um respeitado homem da sociedade. Cabe ao advogado Mr. Utterson desvendar o motivo pelo qual seu amigo Jekyll é amigo de Mr. Hyde, um possível criminoso e ser aterrorizante.

Enfim, é basicamente isso. Por ser uma história bem conhecida, você já começa a leitura sabendo do final, mas, fora isso, é uma boa experiência, porém, sem nada de muito empolgante.

Resenha: O Médico e o Monstro - Robert Louis Stevenson

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Adoro a linguagem utilizada por Stevenson, um cavalheirismo absurdo, típico do Reino Unido. As descrições são poucas, porém precisas, e a narrativa flui muito bem. O ponto alto do livro é o final, com duas cartas (outro elemento comum nesse estilo de literatura) que explicam basicamente tudo o que o Dr. Jekyll estava passando, assim como suas descobertas científicas.

Aqui encontramos um embate psicológico do personagem, que tenta justificar seus erros afirmando que finalmente ele se sentia livre das amarras da sociedade e da sua personalidade corretíssima. É uma reflexão pontual e interessante, trazendo muito valor à obra. Porém, como já comentei, nada muito tocante.

Claro que precisamos levar em consideração que não vivemos mais naquela época de medo e incertezas – ou vivemos ainda? –  por isso o contexto pode não trazer tanta familiaridade. No entanto, esse livro é, sim, muito bom, mas que pode passar batido em relação a outros tão melhores, como é o caso de Frankenstein. Por isso, a obra de Stevenson deve ser lida e contemplada, mas, pelo gosto pessoal, foi um livro que não me tirou do lugar-comum.

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Resenha: O Médico e o Monstro - Robert Louis StevensonTítulo original: Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde
Autor: Robert Louis Stevenson
Editora: L&PM Pocket
Número de páginas: 112
Ano: 2002
Gênero: Terror
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Isabela Zamboni


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