Resenha

Resenha: F*deu Geral – Mark Manson

Arthur Schopenhauer dizia algo como “A vontade é cega e irracional“.  Na segunda temporada de Dark, um dos episódios inicia com um monólogo do personagem Adam falando exatamente sobre como o homem é controlado por suas emoções. O quanto nos enganamos achando – ou tentando achar – respostas que nos pareçam levemente plausíveis para explicar ações tomadas no dia a dia. E o que tudo isso tem a ver com F*deu Geral?

Resenha

Resenha: A sutil arte de ligar o f*da-se – Mark Manson

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Muita gente já me perguntou o que achei de A sutil arte de ligar o f*da-se mas, nem sempre é fácil ser categórica e afirmar: gostei ou não gostei. O livro tem diversas nuances que valem ser refletidas e, provavelmente, o grande sucesso de Mark Manson vem exatamente daí: o poder do livro está em falar com diversos públicos – principalmente com a galera mais “pistola”. Para mim, a melhor forma de descrever A sutil arte de ligar o f*da-se é: “O que acontece quando Clube da Luta encontra a autoajuda”.

Confira a frase a seguir (e imagine se ela não poderia ter sido dita ou escrita por Tyler Durden):

“O problema é o seguinte: a sociedade atual, através das maravilhas da cultura do consumo e do exibicionismo de vidas incríveis nas redes sociais, produziu uma geração inteira que enxerga esses sentimentos negativos (ansiedade, medo, culpa, etc) como problemas”. (p. 15)

E isso não é ruim, ok? Eu realmente gostei dessa linguagem mais grosseira e “soco no estômago” que o autor utiliza. Acredito, inclusive, que tenha muito mais relevância entre a minha geraçãoquaaase nos 30 – do que qualquer Augusto Cury ou Osho. Portanto, A sutil arte de ligar o f*da-se tem, sim, o seu valor!

“Assim como a dor física, a dor psicológica indica que há um desequilíbrio, que algum limite foi excedido. E, também como a dor física, a psicológica nem sempre é indesejável ou de todo ruim. Em certos casos, passar por dores emocionais ou psicológicas pode ser saudável  ou mesmo necessário. […] O que nos leva a deduzir um dos grandes perigos de uma sociedade que se esquiva cada vez mais dos inevitáveis desconfortos da vida: perdemos o benefício da passagem por doses saudáveis de dor, e essa perda nos desconecta da realidade”. (p. 37)

Ele, inclusive, trata de temas bastante reais e do cotidiano da maioria da galera classe-média-geração-Y (nascidos em 80/90): cultura de consumo, exibicionismo, depressão, entre outros.

Clique para comprar:

 

Confira as melhores frases de A sutil arte de ligar o f*da-se

Algumas situações são tão clichês que se encaixam com perfeição no nosso dia a dia. Com isso, acaba sendo uma tarefa difícil não se identificar com A sutil arte de ligar o f*da-se em algum momento.

Porém, mesmo que o livro não se venda como uma autoajuda, ele é, sim. E não tem nada de errado com isso. Às vezes a gente simplesmente precisa de um livro assim para nos mostrar tudo o que já sabemos, achamos óbvio, mas acabamos esquecendo.

“Quer saber? Não se encontre. Nunca conheça quem você é. Porque é isso que faz você se empenhar e viver em estado de constante descoberta. Essa postura vai forçá-lo a ser humilde nos julgamentos e na aceitação das diferenças”. (p. 149)

Além disso, Mark Manson dialoga com o leitor não tentando ensiná-lo ou impondo algo, mas como se fosse um velho amigo trocando ideias sobre experiências que ele já vivenciou – coisa que muitos coaches por aí deveriam fazer, mas não fazem. Haha!

A sutil arte de ligar o f*da-se desperta no leitor “a sutil arte” de filtrar o que é válido para você naquele momento da vida, te fazer refletir e, talvez, aplicar alguma mudança efetiva na rotina e nas relações pessoais.

LEIA TAMBÉM

Resenha: A sutil arte de ligar o f*da-se - Mark MansonTítulo original: The Subtle Art Of Not Giving A F*ck
Autor: Mark Manson
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 244
Ano: 2017
Gênero: Autoajuda
Nota: 

Frases

As melhores frases de “A sutil arte de ligar o foda-se”, de Mark Manson

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A sutil arte de ligar o foda-se é um dos lançamentos da Intrínseca que está dando o que falar – e já consta nas listas de mais vendidos do Brasil. Selecionamos as melhores frases do livro que promete não ser uma autoajuda. Confira:

LEIA A RESENHA DE A SUTIL ARTE DE LIGAR O F*DA-SE

1) “Todo mundo e todos os programas de TV querem nos convencer de que a felicidade depende de um emprego melhor, um carro mais potente, uma namorada mais bonita, uma Jacuzzi, uma piscina para os filhos. O mundo não cansa de indicar um caminho para a felicidade que se resume a mais e mais e mais: compre mais, tenha mais, faça mais, transe mais, seja mais. […] O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas; é se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante”. (p. 13)

2) “O problema é o seguinte: a sociedade atual, através das maravilhas da cultura do consumo e do exibicionismo de vidas incríveis nas redes sociais, produziu uma geração inteira que enxerga esses sentimentos negativos (ansiedade, medo, culpa, etc) como problemas”. (p. 15)

3) “Uma vez ouvi um artista dizer que quando uma pessoa não tem problemas a mente automaticamente encontra um jeito de inventar alguns”. (p. 26)

4) “Os ricos sofrem por serem ricos. Os pobre sofrem por serem pobres. Pessoas sem família sofrem por não terem família. Pessoas com família sofrem por causa da família. Pessoas que buscam prazeres mundanos sofrem por causa dos prazeres mundanos. Pessoas que se abstêm dos prazeres mundanos sofrem por se absterem”. (p.33)

5) “Assim como a dor física, a dor psicológica indica que há um desequilíbrio, que algum limite foi excedido. E, também como a dor física, a psicológica nem sempre é indesejável ou de todo ruim. Em certos casos, passar por dores emocionais ou psicológicas pode ser saudável  ou mesmo necessário. […] O que nos leva a deduzir um dos grandes perigos de uma sociedade que se esquiva cada vez mais dos inevitáveis desconfortos da vida: perdemos o benefício da passagem por doses saudáveis de dor, e essa perda nos desconecta da realidade”. (p. 37)

6) “Grande parte do mercado de autoajuda se sustenta em vender euforia em vez de ensinar as pessoas a resolver problemas legítimos. Muitos gurus ensinam novas formas de negação e enchem o público de exercícios que causam bem-estar a curto prazo, mas que ignoram a raiz do problema. Lembre-se: nenhuma pessoa feliz de verdade tem necessidade de ficar diante de um espelho repetindo para si que é feliz”. (p. 41)

Tá curtindo? Então, aproveite para comprar o seu:

7) “É por isso que nossos problemas são recorrentes e inevitáveis. A pessoa com quem você se casa é a mesma com que você briga. A casa que você compra é a mesma que você reforma. O emprego dos seus sonhos é o mesmo que vai estressá-lo. Tudo vem com um sacrifício embutido, ou seja, o que nos faz bem vai inevitavelmente nos fazer mal também. O que ganhamos também é o que perdemos. O que nos proporciona experiências positivas definirá também as negativas”. (p. 44)

8) “O que é verdade sobre sua situação não é tão importante quanto a forma como você vê a situação, como escolhe medi-la e valorizá-la. Os problemas podem ser inevitáveis, mas o que cada problema vai significar não é. Controlamos o que nossos problemas significam ao escolhermos como os vemos e o padrão que usamos para medi-los”. (p.85)

9) “Todo mundo adora assumir a responsabilidade por tudo de bom e feliz que acontece. Muitas vezes tem até briga por esse crédito. No entanto, assumir a responsabilidade pelos nossos problemas é muito mais importante, porque é daí que vem o verdadeiro aprendizado. É daí que vem o progresso. Culpar os outros é apenas escolher sofrer”. (p. 112)

10) “Quer saber? Não se encontre. Nunca conheça quem você é. Porque é isso que faz você se empenhar e viver em estado de constante descoberta. Essa postura vai forçá-lo a ser humilde nos julgamentos e na aceitação das diferenças”. (p. 149)

11) “Só podemos atingir a excelência em algo se estivermos dispostos a falhar. Se você se recusa a correr o risco, não está disposto a ser bem-sucedido”. (p. 161)

LEIA TAMBÉM