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Melhores frases e diálogos do livro Surpreendente!, de Maurício Gomyde

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Você já conferiu a resenha que fizemos do livro Surpreendente! aqui no blog, né? Inclusive, também aproveitamos para conversar com o autor Maurício Gomyde sobre esse lançamento incrível em uma entrevista superlegal. Gostei tanto da obra que, na hora de escolher as melhores aspas para colocar na resenha, selecionei muuuitas e resolvi fazer um post exclusivo para as  frases e os diálogos mais marcantes da trama. Confira abaixo os meus favoritos em ordem cronológica:

Melhores frases e diálogos do livro Surpreendente!, de Maurício Gomyde

PÁGINA 28:

“Meu destino está ligado àquele lugar. Se eu conseguir convencer um jovem da periferia a alugar um clássico, e depois ele me contar algo surpreendente sobre o filme, terei cumprido minha missão na Terra”.

PÁGINA 43:

“- Presta atenção nisto: você foi um presente que apareceu na minha vida – Carlo repetiu – Mesmo se eu acabar sozinho, sempre vou ter você. 

Pedro jamais ouvira o pai falar daquela maneira, e ele próprio nunca encontrara jeito para se abrir e dizer o quanto amava o pai. 

Um abraço forte e demorado deu conta de responder”.

PÁGINA 49:

“Nossa vida é feita de um monte de momentos esquecíveis, entremeados por pouquíssimos inesquecíveis. Por que não darmos a nós mesmos o presente de tentar viver um inesquecível?”.

PÁGINA 50:

“Compreender o mundo é tarefa complicada para qualquer pessoa, enxergue ela ou não. Então você não está melhor nem pior do que ninguém. E lembre-se: muita gente vê tudo, mas não enxerga nada”.

PÁGINA 78:

“- E no que você acredita exatamente?

– Acho que o cinema, a música boa e a literatura são instrumentos da Santíssima Trindade para salvar o ser humano da derrota como espécie.

– Como assim?

– O Pai é a música. O Filho, a literatura. E o Espírito Santo tem uma câmera na mão e uma ideia na cabeça.”

PÁGINA 146:

“Aqui começa o maior filme de todos os tempos sobre as chances que o mundo coloca na vida das pessoas. Que as lições sejam aprendidas e voltemos milhões de vezes melhores do que quando partimos […]”.

PÁGINA 184:

“- Porque somos seus amigos. E se uma pessoa passar toda a existência sem fazer algo realmente excepcional por um amigo, a vida não terá valido a pena…”

 PÁGINA 195:

“Eram os quatro gritando numa roda, rindo e jogando água para cima. Quatro amigos que as retas e curvas da estrada haviam tornado ainda mais amigos. Quatro crianças, quatro loucos, duas duplas que vinham se fazendo inseparáveis”.

 Agora conta pra mim: qual é a sua frase favorita do livro Surpreendente!? 😉

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Entrevistas

Entrevista: Maurício Gomyde, autor de Surpreendente!

FOTO: Leo Aversa / Divulgação Instrínseca

Há alguns anos, os críticos diziam: ‘Maurício Gomyde é o Nicholas Sparks brasileiro’. No começo de sua carreira como autor, o paulistano “naturalizado” brasiliense apostava na fórmula romance + drama para ganhar notoriedade entre o público brasileiro. Foi sucesso na autopublicação, sempre com o apoio de ações e mídias online, e acabou sendo convidado para fazer parte do time da Editora Novo Conceito. Agora, Maurício lança seu sexto livro, Surpreendente!, pela Editora Intrínseca. O livro mostra um autor mais maduro, sem floreios, e com um talento nato para contar boas – e emocionantes – histórias. Confira como foi o nosso bate-papo com Maurício Gomyde:

Entrevista: Maurício Gomyde, autor de Surpreendente!, da Intrínseca

Resenhas: Como começou seu envolvimento com a literatura? Como decidiu ser escritor?

Maurício: Acho que foi como acontece com a maioria dos escritores: o envolvimento desde a infância. Minha família é muito leitora, o contato com livros começou cedo. Tive muita sorte de frequentar uma escola, no ensino fundamental, que tinha aulas de redação. Aprendi muito, era obrigado a produzir muitos textos (simples, claro!). Sempre escrevi para mim, e um dia resolvi pegar um de meus textos e jogá-lo de verdade no papel. Deixei de ser pedra para virar vidraça. Tornou-se “O Mundo de Vidro”, cuja primeira edição saiu em 2002.

Resenhas: Como tomou a decisão de “mudar de casa”? (Ir da Novo Conceito para a Intrínseca)

Maurício: A Intrínseca sempre foi um desejo secreto. Desde a primeira vez que tive contato com os títulos da editora, senti que ali era uma casa onde minhas histórias teriam bom abrigo. Mas fiquei na minha, nunca mandei livros para eles. Depois de lançar “A Máquina de Contar Histórias”, pela Novo Conceito, conversei com minha agente e revelei aquele desejo. Acabou que deu muito certo, a editora gostou do texto e da proposta. Estamos ainda em lua-de-mel, mas acho que será um casamento de sucesso, porque a editora aposta de verdade e a história ficou bacana. Vamos ver no que vai dar.

Surpreendente!, de Maurício Gomyde
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Resenhas: Como foi a sua experiência na Bienal com a nova editora?

Maurício: A Bienal do Rio foi apenas minha segunda grande feira. Como sou oriundo do mercado de autopublicação, nunca tinha participado do evento no Rio. Fiquei muito bem impressionado com o calor do público, a feira estava abarrotada e o estande da Intrínseca esteve sempre lotado. A experiência foi a melhor possível, tive recepção calorosa por parte dos profissionais da editora e da turma que trabalhou no estande. Os eventos que a editora programou foram bons e muitos livros foram vendidos. Acho que foi um belo start para o Surpreendente!

Resenhas: Você vê alguma mudança no desenvolvimento da literatura nacional através dos anos? (De quando lançou seu primeiro romance até hoje…)

Maurício: A internet proporcionou literalmente um novo mercado para a literatura (tanto nacional quanto estrangeira). Uma infinidade de novos autores foi e vem sendo gestada nas redes sociais, e isso proporciona o aparecimento de gente que, em outra situação, ficaria escondida em suas cidades. Desde quando lancei meu primeiro romance (em 2002), muita coisa mudou. Naquele tempo a coisa era muito no estilo “dar nó em pingo d’água”, fazer lançamento em livraria que só abria espaço depois de muita insistência, tentar vender livros para parentes e etc. rs Hoje você consegue criar uma plataforma consistente e se divulgar. E as editoras estão procurando bons escritores. Portanto, é mãos-à-obra e escrever.

Resenhas: Em “A Máquina de Contar Histórias”, o protagonista acaba se esquecendo da família para viver o sonho de ser um grande autor. Isso já aconteceu com você em algum momento da vida?

Maurício: Não, de forma alguma. Eu não deixo o trabalho (seja o trabalho de escritor ou meu outro trabalho) contaminar a minha relação com minha família. Elas são o mais importante. Se eu estivesse começando a chegar nesse ponto, certamente eu pararia e diria “êpa, vamos com calma!”.

Entrevista: Maurício Gomyde
FOTO: Pedro Santos e Rafael Facundo

Resenhas: Surpreendente! é… Surpreendente. E seus outros livros, como você os definiria em apenas uma palavra?

Maurício:

O mundo de vidro: Diversão.
Ainda não te disse nada: Sonho.
O rosto que precede o sonho: Emoção.
Dias melhores para sempre: Superação.
A máquina de contar histórias: Família.

Resenhas: Surpreendente! também é um livro sobre uma roadtrip. As experiências de Pedro nessa viagem são relatadas com muita precisão. Você já havia feito o mesmo caminho ou feito uma roadtrip com amigos para relatar as experiências no livro? Se sim, como foi?

Maurício: Basicamente, conheço o universo do cinema, conheço o universo da amizade (tenho muitos amigos verdadeiros), conheço a estrada que os 4 percorrem (até Pirenópolis), vou muito aos cenários em que se passa a história. Fiz muuuuitas roadtrips com minhas bandas. Sou baterista e corri o Brasil fazendo shows. Quando estava escrevendo, eu lembrava dos perrengues da estrada, dos lugares péssimos onde dormíamos ou comíamos. Acho que o envolvimento na hora de escrever vinha dessas lembranças maravilhosas.

Resenhas: O cinema e a música sempre foram temas fortes e presentes em seus livros. Agora em Surpreendente!, ainda mais. Se o livro fosse adaptado para o cinema, quem seriam os atores brasileiros escolhidos para viver os personagens principais da trama?

Maurício: Nossa, eu nunca havia pensado nisso!!! Acho que a única que eu teria em mente hoje, para viver a Cristal, seria a Bianca Müller. Ela fez o booktrailer muito bem e os olhos são exatamente os olhos da personagem. Os outros três não imagino agora, mas o Pedro teria de ser um ator capaz de realizar as interpretações complexas de alguém que está ficando cego; o Fit, deveria ser um jovem meio maluco, com visual descolado; e a Mayla, uma menina mais nova, em torno de 18 anos, com o jeito um pouco inocente. Precisaria pensar… rsrsrs.

Resenhas: O que você está lendo atualmente?

Maurício Gomyde: Tenho um ritual: sempre, entre um livro e outro, releio o “A Jornada do Escritor”. Estou fazendo isso no momento. Recentemente li “Todo Dia”, do David Levithan; a versão “sem cortes” do “On the Road”, do Kerouac; e o “Como eu era antes de você”, da Jojo Moyes. Pretendo, em seguida, ler os livros dos meus amigos escritores brasileiros que comprei na bienal (só comprei nacional dessa vez).

Maurício Gomyde
FOTO: Divulgação / Editora Intrínseca

Resenhas: Uma dica para quem está no começo da carreira como escritor…

Maurício: Acho que o escritor deve viver intensamente a história que está escrevendo. Quem é o personagem? O que ele faz? O que escuta? Onde mora? Que filme vê? Que livros lê? Faça exatamente como seu personagem, tente ser como ele. Pesquise muito, mesmo que você não vá escrever sobre aquelas coisas diretamente. Assim, no fim da história, você terá um personagem consistente e crível. E, melhor, você terá aprendido um monte de coisas novas. O resto é consequência.

Resenhas: Quais são os seus projetos?

Maurício: Pretendo cair de cabeça na divulgação do Surpreendente!, viajar, fazer eventos, ir a livrarias, cuidar das redes sociais. Gosto de focar no projeto atual, sempre. Se ele não der certo, não adiantará muito ter projetos futuros. Uma coisa de cada vez.

Resenhas: Se pudesse publicar apenas mais um livro, qual seria o tema principal dele?

Maurício: Acho que eu faria um apanhado de tudo o que já fiz nos seis livros, bateria em um liquidificador, criaria um personagem bem bacana e contaria sua história como se eu mesmo fosse ele. Afinal de contas, tudo o que já escrevi, em suma, acaba sendo sobre mim mesmo e as coisas em que acredito.

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