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[VÍDEO] The Handmaid’s Tale – Série + livro

O livro The Handmaid’s Tale, da autora canadense Margaret Atwood, virou uma série de sucesso norte-americana exibida pelo serviço de streaming Hulu. Já foi confirmada uma segunda temporada e a série foi grande sucesso de público e crítica.

[VÍDEO] The Handmaid's Tale - Série + livro

A história passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes – tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado – há as esposas, as marthas, as salvadoras etc.

À pobre Offred (June) coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo.

Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.

O livro é sensacional e a série tão incrível quanto! Nós discutimos um pouco sobre essa distopia fantástica lá no nosso canal do YouTube. Confira!

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Escrito por:

Isabela Zamboni


Entrevista com Rainbow Rowell, autora de Eleanor & Park

Se nunca leu, provavelmente você já deve ter ouvido falar de algum dos livros escritos por Rainbow Rowell: Eleanor & Park (que em breve será adaptado para os cinemas!) e Fangirl são sucessos por onde passam e conquistam legiões de fãs! Conversamos com autora sobre seus livros e a recepção do público. Confira nosso bate-papo:

Entrevista com Rainbow Rowell, autora de Eleanor & Park

FOTO: Divulgação

Melissa: Como começou a escrever seu primeiro romance?

Rainbow: Meu primeiro romance, Attachments, com certeza foi um experimento. Eu estava trabalhando em um jornal e queria ver se conseguia escrever um livro. Com Eleanor & Park e Fangirl, eu sabia que conseguiria, e eu estava viciada na sensação de escrever ficção. É um esforço criativo muito puro – criar um mundo inteiro dentro de sua própria cabeça.

Melissa: Como surgiu a ideia de Eleanor & Park? E de Fangirl?

Rainbow: Eleanor & Park foi inspirado em minha própria adolescência, em meus amigos e meu bairro. Com Fangirl, eu estava lendo muitas fan-fictions de Harry Potter, e comecei a pensar como a minha adolescência teria sido diferente se eu tivesse tido acesso à Internet e ao mundo do fandom. Eu acho que teria me sentido muito menos sozinha.

Melissa: Comente um pouco sobre Landline:

Rainbow: Landline é diferente porque é sobre adultos – adultos casados. Mas ainda se parece muito com os meus outros livros. Muitas conversas, muitas brincadeiras. Com uma história de amor bem no centro de tudo. Acho que é o meu livro mais dramático – há muita coisa em jogo para Georgie, minha personagem principal. Mas também é o mais engraçado.

Melissa: Em Eleanor & Park, você aborda temas importantes como xenofobia e dificuldades familiares. Para você, qual é o papel social que os autores devem exercer?

Rainbow: Minha responsabilidade como autora é contar uma boa história. Mas a minha responsabilidade como pessoa é fazer o que eu puder para tornar o mundo mais amável e justo. Portanto, espero que isso venha através do meu trabalho.

Melissa: Quais são suas fontes de inspiração?

Rainbow: Eu encontro inspiração em minha própria vida. Meus livros geralmente acabam sendo sobre algo que eu estou passando na minha vida – mesmo parecendo que os personagens estão passando por algo completamente diferente.

Melissa: Seus personagens masculinos são apaixonantes. Você se inspira em alguém da “vida real” para criá-los?

Rainbow: Obrigada. Eu acho que sou inspirada por todos os homens da minha vida – meu marido, meus irmãos, meu padrasto, meus amigos. Eles são caras sensíveis que acreditam no amor.

 

Melissa: Os direitos de Eleanor & Park foram comprados e, em breve, veremos essa história no cinema. Quais atores seriam perfeitos para interpretar os personagens principais?

Rainbow: Não consigo pensar em nenhum! Eleanor e Park não são os tipos de personagens que costumamos ver em filmes. Por isso, é difícil pensar em uma atriz ruiva e gordinha ou um jovem ator coreano. Espero que os dois papéis sejam interpretados por atores relativamente desconhecidos.

Melissa: Assim como Cath, você também é louca por fanfics? Quais você acompanha?

Rainbow: Eu sou! Eu leio fan-fictions de Harry Potter e Sherlock.

Melissa: Quais são seus projetos? O que podemos esperar pela frente?

Rainbow: Estou trabalhando agora em um romance YA de fantasia. E depois será uma colaboração em um graphic novel com a premiada artista Faith Erin Hicks.

Bate-bola com Rainbow

  • Livro favorito: Lugar Nenhum, de Neil Gaiman
  • Autores favoritos: Neil Gaiman, Marian Keyes, Sarah Waters
  • Livro YA favorito: Os Magos, de Lev Grossman
  • O que você está lendo atualmente? Estranha Presença, de Sarah Waters

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Entrevista: Melissa Marques | Tradução: Thaís Tardivo | Conteúdo original publicado no site todateen.


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Melissa Marques


Resenha: Em Águas Sombrias – Paula Hawkins

Quando comecei a ler Em Águas Sombrias, tive uma esperança de que a autora Paula Hawkins faria um trabalho superior ao de A Garota no Trem. Apesar de não achar o melhor livro da vida, eu até gostei de ler o bestseller que virou filme com a Emily Blunt, então me empolguei para ler o lançamentoSinto dizer que o livro não me agradou.

Mas, vamos aos motivos! Eu sou superfã de suspense e histórias de mistério. Adoro tudo que envolve esse universo: detetives, pistas sobre homicídios, personagens obscuros, tentar adivinhar o que aconteceu… Mas esse livro não cria aquele ar divertido e nem um clima de tensão. São vários personagens que vivem em Beckford, uma pequena cidade na Inglaterra, tentando entender supostos suicídios de mulheres que morreram afogadas. O rio é um personagem importante na história, pois é ao redor dele que se seguem todas as subtramas.

Resenha: Em Águas Sombrias - Paula Hawkins

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Cada capítulo é narrado por um personagem diferente, então são vários pontos de vista sobre o mesmo assunto. Até aí achei uma boa escolha, porque conseguimos entender um pouquinho do que aconteceu naquela cidade pelos olhos de pessoas com personalidades bem distintas. Tudo gira em torno da morte de Nel Abbot, uma mulher atraente que estava escrevendo um livro sobre as mulheres que morreram afogadas no rio. Sua morte altera a vida de muitas pessoas em Beckford: de sua filha Lena, sua irmã Jules, o policial Sean, a policial forasteira Erin, funcionários da escola, a família de uma garota que se suicidou, entre tantos outros personagens.

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Um dos problemas é que não tem como criar empatia por ninguém. Você passa cada página querendo dar um soco na cara de cada um dos personagens. No máximo dá para entender um pouco a Jules, uma moça que tem um passado traumático e tenta lidar com a morte da irmã. Fora isso… Não sei se esse era o objetivo da autora, mas odiar os personagens é bem irritante: não dá vontade de continuar a leitura.

O motivo dos assassinatos, quem matou quem, também é óbvio desde a metade. Quem está acostumado com histórias de mistério consegue descobrir bem rápido. Outro ponto crucial: o livro enrola demais, dava para cortar pelo menos umas 50 páginas, sem dó. Quase no fim é que a trama finalmente começa a se desenrolar e os pontos a se unirem. Cansa demais!

Mas o que mais me tirou do sério mesmo foram os melodramas e a personagem central da história: a Lena. Que menina INSUPORTÁVEL. Logo no começo, na primeira página, Paula Hawkins dedica o livro “para todas as encrenqueiras”. Muitas mulheres do livro são encrenqueiras, realmente, principalmente as protagonistas. Porém, rola um exagero. Elas não são apenas encrenqueiras: são egoístas, grosseiras, chatas e insensíveis. O que parece “coragem”, na verdade é narcisismo. A autora até tenta colocar uns traços de feminismo e lições de moral no livro, mas não funciona. É muito mal encaixado.

Resenha: Em Águas Sombrias - Paula Hawkins

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

A amizade entre Lena e Katie é tão forçada que dá até nervoso de ler. Aliás, os relacionamentos interpessoais aqui não funcionam de maneira nenhuma. É um livro desconexo, com uma história pobre. Para ser bem sincera, em certos momentos achei Em Águas Sombrias brega. Alguns diálogos e reflexões dos personagens me deixaram com vergonha.

Parece que o que Paula Hawkins conquistou com A Garota no Trem, ela errou muito feio com Em Águas Sombrias. Fico triste, porque realmente tentei gostar desse livro. O final também não surpreende, é bem vazio. Porém, pode funcionar para quem é fã da autora ou que curta histórias dramáticas com vários personagens “encrenqueiros”.

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

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Resenha: Em Águas Sombrias - Paula HawkinsTítulo original: Into The Water
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Número de páginas: 364
Ano: 2017
Gênero: Policial/Suspense
Nota:


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Isabela Zamboni


Resenha: Mulheres – Carol Rossetti

Resenha: Mulheres - Carol Rossetti

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Mulheres é um daqueles projetos despretensiosos: ele nasceu na internet e acabou tomando forma física através de um livro. Participei de um bate-papo com a autora no SESC Bauru e acabei adquirindo meu exemplar.

Muitas das ilustrações do livro também são parte da fanpage de Carol. O complemento aqui, ao meu ver, são os textos que iniciam cada tema em que o livro é dividido – Corpo, Moda, Identidade, Escolhas, Amores e Valentes.

“Há mulheres que não são ativistas, que nunca ouviram falar em feminismo, que nunca discutiram racismo. Mulheres que lutam de formas diferentes, a partir de ideias que não conhecemos. Existem mulheres que têm vergonha de compartilhar suas escolhas por medo de serem julgadas. E mulheres que discordam de tudo isso que eu disse até aqui”.

As ilustrações abordam temas do cotidiano feminino, com uma visão objetiva e, até mesmo, didática. Afinal, como a própria autora afirma: ninguém é 100% desconstruído. Esse é, na verdade, um exercício diário de aprendizado.

Resenha: Mulheres - Carol Rossetti

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

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No livro, Carol aborda temas atuais e supernecessários, como o machismo, a gordofobia, o racismo, e outros preconceitos ainda mais velados em nossa sociedade. Deficiências, amadurecimento, escolhas… São diversos pontos importantes abordados em Mulheres.

Resenha: Mulheres - Carol Rossetti

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

“É necessário encontrar a sua forma de lutar. Todos os personagens que eu criar eu vou tratar sobre representatividade. Quero colocar personagens trans, negros… trans-negros-gordos”. (Carol Rossetti, em entrevista ao Resenhas à la Carte).

Para mim, um dos únicos problemas do livro é que ele não tem páginas numeradas. Então, se eu quiser achar uma ilustração específica, preciso folheá-lo inteiro novamente até achá-la.

Resenha: Mulheres - Carol Rossetti

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

De forma criativa e com belas ilustrações, Carol Rossetti dá umas boas cutucadas e nos faz refletir sobre os julgamentos enraizados que (nós, Mulheres) temos que enfrentar no dia a dia.

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Resenha: Mulheres - Carol RossettiTítulo original: Mulheres
Autora: Carol Rossetti
Editora: Sextante
Número de páginas: 160
Ano: 2015
Gênero: Ilustração
Nota: 


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Melissa Marques


Resenha: O Progresso do Amor – Alice Munro

Ao começar a ler O Progresso do Amor, da autora canadense Alice Munro, não esperava um despertar tão grande de emoções. O livro de contos nos leva para um universo de subjetividade, tornando impossível não se comover com a escrita delicada da autora.

Resenha: O Progresso do Amor - Alice Munro

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Alice é vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 2013 e mostra que é uma observadora de primeira linha. Logo no início do livro já nos deparamos com o conto de uma mulher divorciada que retorna para a casa de sua infância, onde ligações profundas se confrontam com a memória de seus pais. Outro conto marcante é quando um jovem rapaz que, ao se lembrar de um aterrorizante incidente da infância, tem um embate com a responsabilidade que assumiu pelo seu irmão caçula.

Outro conto que me deixou intrigada foi quando um homem leva a namorada para visitar sua ex-esposa, apenas para se sentir próximo novamente de sua parceira distante. Há também o conto Paroxismos, com um final de deixar qualquer leitor perplexo.

A autora é uma excelente cronista e traça uma narrativa cortante. O livro é uma coleção de retratos de vidas comuns, com uma perspectiva bem diferente da qual estamos acostumados. O Progresso do Amor revela muito sobre a sociedade, nossas escolhas e experiências amorosas.

Resenha: O Progresso do Amor - Alice Munro

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

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Durante a leitura, senti algo bem diferente do normal: é como se entrássemos na vida e mente daqueles personagens, vivenciando cada experiência. O livro é um momento de intimidade do leitor com personagens tão comuns e palpáveis. É fascinante o olhar da autora sobre acontecimentos mundanos e, claro, ao narrar romances de todas as formas – entre casais, irmãos, pais, crianças – de alguma forma seguimos também seu olhar a respeito do amor.

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Resenha: O Progresso do Amor - Alice MunroTítulo original: The Progress of Love
Autora: Alice Munro
Editora: Biblioteca Azul (Globo)
Número de páginas: 384
Ano: 2017
Gênero: Contos
Nota: 


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Escrito por:

Isabela Zamboni


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