Resenha: Questão de Honra – Yuri Belov

Sempre que tenho a oportunidade acabo lendo algo de escritores brasileiros e/ou iniciantes. Acredito que a prática seja favorável para os dois lados: eu conheço a escrita de alguém, enquanto apoio essa pessoa em sua jornada através das letras. Na maioria das vezes, o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira – da Editora Novo Século – traz livros com boas histórias e ótima qualidade editorial. Por isso, quando recebi Questão de Honra para resenhar, fiquei bem empolgada.

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Confira a sinopse da obra:

Tristan Drake, um ex-oficial das forças especiais britânicas que também atuou no MI-6 nos tempos da Guerra Fria, ocupa hoje a posição de diretor de operações de uma empresa de arqueologia marinha instalada na ilha de Malta. Um dos navios da empresa se envolve num terrível e suspeito acidente. A tripulação, ferida e exilada, precisa urgentemente de socorro. Tristan, diretamente responsável por eles e num beco sem saída, recebe a providencial ajuda de um rico indiano radicado em Londres. Em troca, Tristan insiste em auxiliar o milionário a resgatar o filho Khaled, um jovem e talentoso hacker visto pela última vez em um misterioso vale encravado nas montanhas do Paquistão. Começa a partir daí uma extraordinária jornada por lugares exóticos, dos confins da China a uma mina de coltan, um precioso minério, na África, onde a crueldade parece não encontrar limites. Porém, tornou-se questão de honra para o veterano ex-oficial saldar sua dívida, mesmo que para isso acabe por se envolver numa conspiração sem precedentes. Questão de Honra é um livro eletrizante, com ação ininterrupta, no melhor estilo dos grandes romances de espionagem. Yuri Belov, com riqueza de detalhes e pesquisa profunda, tece uma narrativa a um só tempo empolgante e contundente, com um olhar crítico e audacioso sobre os tempos em que vivemos”.

E o booktrailer:

O livro Questão de Honra é um prato cheio para os amantes de histórias de espionagem, pois mescla de forma inusitada cyberterrorismo, ação, suspense, traição, luxo, entre outros elementos típicos de histórias como 007 e demais personagens famosos. Trata-se de uma história muito bem construída e complexa: o ex-oficial Tristan – que está dedicado a operações de arqueologia marítima – acaba se envolvendo em uma rede de poder e mentiras ao tentar ajudar Sheik a encontrar seu filho, Khaled, um jovem hacker que pode ter se envolvido com o Estado Islâmico. A partir daí a trama ganha ação do início ao fim, e o protagonista acaba se envolvendo com empresários, assassinos de aluguel, espiões, entre outros personagens bem peculiares.

“- Bem, talvez eu possa ajudar em tentar trazer seu irmão de volta. Acho que não tenho mais idade para algo desse tipo, mas creio que ainda me resta um pouquinho de fôlego.
– Por favor, Comodoro, o senhor não nos deve nada. Ficaríamos imensamente gratos, mas você não tem qualquer obrigação de fazer isso.
– É uma questão de honra, senhorita, se me permitir.”

As personagens são muito bem construídas, mas, sem dúvidas, o grande destaque do enredo é Tristan, o narrador-personagem. A forma como ele encara a jornada que tem pela frente, as escolhas e colocações, o background do personagem… Tudo o torna único e extremamente interessante para o leitor.

A linguagem do autor Yuri Belov é fácil e prazerosa, portanto, a leitura flui bem, apesar das 476 páginas do livro. Para mim, elas foram bem necessárias: nada do que está presente na história poderia ser cortado ou retirado de lá. Vale ressaltar que a história, apesar de ficcional, tem um pano de fundo muito bem embasado e traz alguns aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais que reforçam a narrativa.

“Kashgar é uma cidade situada no noroeste da China, na província autônoma de Uigur, em Xinjiang, na proximidade das fronteiras com Paquistão e Afeganistão. Chamada pelos habitantes locais e nativos da região simplesmente por Kashi, estima-se que tenha uma população de aproximadamente meio milhão de habitantes. No passado, foi um importante entreposto comercial na famosa Rota da Seda. A cidade possui uma destacada comunidade muçulmana, os uigures, que habitam a região há séculos e são de origem turcomena. Esse povo tradicional não se sente ligado à China e existe um sentimento crescente pela independência do lugar, o que constitui um permanente foco de atrito na região, envolvendo os uigures e forças de segurança chinesas.”

As ilustrações que dão vida aos personagens e cenários do livro são um show à parte! Elas foram feitas por quatro artistas diferentes, e marcam bem as “fases” de Questão de Honra. O traço de ambos é mais pesado e extremamente rico em detalhes. O resultado final é praticamente um livro cheio de arte.

Resenha: Questão de Honra – Yuri Belov
FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

As descrições de cenários e cidades são bem detalhados, tanto que me fez pensar se o autor já não esteve em cada uma delas alguma vez… Será? Yuri Belov é o nome fictício de um engenheiro e gerente de projetos brasileiro. Questão de Honra é seu segundo livro; o primeiro, Odalisca, também foi lançado pelo Grupo Novo Século.

Em comparação com outros autores e livros famosos que têm essa pegada de espionagem, o brasileiro Yuri Belov consegue seu lugar de destaque com sua trama forte e bem elaborada.

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Abaixo, você confere alguns booktrailers de Questão de Honra:

Se preferir, confira a resenha em vídeo:

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Resenha: Questão de Honra – Yuri Belov

Título original: Questão de Honra
Autor: Yuri Belov
Editora: Novo Século
Número de páginas: 476
Ano: 2018
Gênero: Ficção Brasileira
Nota: ****

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