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Resenha: A Arte de Escrever Bem – Dad Squarisi e Arlete Salvador

O livro A Arte de Escrever Bem, de Dad Squarisi e Arlete Salvador, é um excelente guia para quem está começando a faculdade de jornalismo. Se eu tivesse lido esse livro lá em 2009, quando comecei o curso, com certeza teria me ajudado bastante.

Resenha: A Arte de Escrever Bem - Dad Squarisi e Arlete Salvador

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Se você busca um livro para escrever melhor em qualquer situação, ou procura dicas gramaticais para melhorar sua escrita, A Arte de Escrever Bem pode te ajudar em partes. A obra traz informações sobre construção de frases, ensina como deixar um texto bem escrito, além de dicas imprescindíveis para montar um trabalho de qualidade, mas sempre com foco no texto jornalístico. Então, se você não quer trabalhar na área ou busca outro tipo de conhecimento gramatical e/ou linguístico, o livro pode não suprir suas expectativas.

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Mesmo trabalhando na área há alguns anos, algumas dicas do livro iluminaram meu ponto de vista em relação a como melhorar os textos. Jornalistas, na maioria das vezes, acabam aprendendo a escrever bem com a prática e o treino, mas na correria do dia a dia esquecem de enriquecer a linguagem e buscar a melhor forma de transmitir a informação ao leitor.

Dad Squarisi é professora de português e ensina de um jeito bem divertido algumas regrinhas para escrevermos com mais atenção. Por exemplo:

  • Seja natural: imagine que o leitor esteja à sua frente ou ao telefone conversando com você;
  • Seduza: vá direto ao assunto e comece pelo mais importante;
  • Prefira frases curtas e opte por palavras curtas e simples;
  • Restrinja a entrada de adjetivos;
  • Seja conciso;
  • Procure escrever frases harmoniosas;
  • Busque a clareza e teste a legibilidade do texto.

Em cada um desses tópicos, a autora complementa com exemplos claros e fáceis de entender. Vale muito a pena!

Além das dicas para escrever bem, a autora e jornalista Arlete Salvador complementa o livro com explicações sobre os gêneros jornalísticos. Apresentando muitos exemplos de diferentes jornais brasileiros, ela aponta o que é reportagem factual, grande reportagem, como é trabalhar nas grandes redações, fala sobre diagramação, a temida “faca dos editores”, os “jargões” jornalísticos, como traçar perfil do entrevistado e muito mais. Para quem está no começo da profissão ou ainda é estudante, é uma ótima forma de começar a compreender o universo do jornalismo e como ele funciona (ou costumava funcionar) nos grandes veículos de comunicação.

Resenha: A Arte de Escrever Bem - Dad Squarisi e Arlete Salvador

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

A única coisa que me deixou um pouco incomodada foi que a obra é datada. Apesar da grande experiência da jornalista Arlete Salvador (já trabalhou no Estadão, Veja, Correio Braziliense) e dos inúmeros exemplos de reportagens apresentadas, o livro é de 2004 e alguns exemplos datam de 1987! O jornalismo digital praticamente nem aparece aqui e a forma de trabalhar mudou completamente nos últimos anos (quem trabalha na área deve saber!). Com o grande boom das redes sociais e do compartilhamento de conteúdo online, muito do que foi ensinado no livro já não existe mais ou se transformou. O livro fala muito sobre jornal impresso e revistas, mas pouco explica sobre televisão, rádio, internet e outras mídias. A velocidade das informações e o comportamento do leitor mudou de forma significativa nos últimos anos, principalmente com o uso de smartphones e tablets. Sendo assim, fica complicado levar como “verdade” alguns exemplos oferecidos no livro.

Concluindo: esse livro curtinho é bem prático e uma ótima opção para estudantes e jornalistas recém-formados, mas precisava de uma pequena reestruturação e mais informações sobre as novas formas de produzir conteúdo, principalmente fora dos grandes veículos.

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

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Resenha: A Arte de Escrever Bem - Dad Squarisi e Arlete Salvador

Título original: A Arte de Escrever Bem
Autoras: Dad Squarisi e Arlete Salvador
Editora: Contexto
Número de páginas: 211
Ano: 2015
Gênero: Letras/Comunicação
Nota: 


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Escrito por:

Isabela Zamboni


Resenha: Para educar crianças feministas: Um manifesto – Chimamanda Ngozi Adichie

Para educar crianças feministas: Um manifesto - Chimamanda Ngozi Adichie

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Para educar crianças feministas foi escrito, primeiramente, em formato de carta: uma amiga da autora pediu conselhos sobre como educar uma criança de forma feminista. Chimamanda, então, escreveu 15 pontos que acredita serem indispensáveis para que – ao criar um filho ou uma filha – suas ideias sejam mais igualitárias. Depois de editada, a carta acabou virando um manifesto, publicado como livro em diversos países do mundo. Para educar crianças feministas chegou ao Brasil através da Companhia das Letras.

Ao dizermos que os pais estão “ajudando”, o que sugerimos é que cuidar dos filhos é um território materno, onde os pais se aventuram corajosamente a entrar. Não é. (p. 20)

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No livro,  autora explica algumas premissas simples que, ao meu ver, servem para qualquer pessoa – independente de gênero, cultura, classe econômica etc – e que ajudariam na formação de uma sociedade mais justa. Casamento, filhos, misoginia, racismo, papéis de gênero, identidade, dinheiro, sexo, beleza, amor, diferenças… Todos esses temas estão presente na obra.

Ensine a ela que “papéis de gênero” são totalmente absurdos. Nunca lhe diga para fazer ou deixar de fazer alguma coisa “porque você é menina”. “Porque você é menina” nunca é razão para nada. Jamais. (p. 21)

A temática principal – o feminismo – é atual e urgente. A forma com que Chimamanda aborda o assunto é didática e cheia de exemplos próprios: ela cita seus amigos, conhecidos, além de exemplos da cultura Igbo, que deixam o manisfesto ainda mais verídico e completo.

Diga-lhe que o corpo dela pertence a ela e somente a ela, e que nunca deve sentir a necessidade de dizer “sim” a algo que não quer ou a algo que se sente pressionada a fazer. (p. 65)

Por ter sido escrito primeiramente para uma amiga, o livro acaba fazendo um recorte bastante interessante: o da mulher negra nigeriana. E o mais interessante é que, mesmo com certas especificidades, o manifesto acaba sendo de fácil compreensão e assimilação.

Chimamanda cutuca feridas e faz indagações supernecessárias.

Temos um mundo cheio de mulheres que não conseguem respirar livremente porque estão condicionadas demais a assumir formas que agradem aos outros. (p. 49)

Por fim, para mim, um dos parágrafos mais importantes do livro é o seguinte, que nos ensina e relembra a necessidade da empatia:

Ensine-lhe sobre a diferença. Torne a diferença algo comum. Torne a diferença normal. […] Ao lhe ensinar sobre a diferença, você a prepara para sobreviver num mundo diversificado. Ela precisa saber e entender que as pessoas percorrem caminhos diferentes no mundo e que esses caminhos, desde que não prejudiquem as outras pessoas, são válidos e ela deve respeitá-los (p. 76 – 77)

É um daqueles livros que temos vontade de sair emprestando e presenteando, principalmente quem está para se tornar pai/mãe! Leitura obrigatória para tentarmos entender e construir um mundo mais igualitário.

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

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Para educar crianças feministas: Um manifesto - Chimamanda Ngozi AdichieTítulo original: Dear Ijeawele, or A Feminist Manifesto in Fifteen Suggestions
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 96
Ano: 2017
Gênero: Sociologia
Nota:


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Escrito por:

Melissa Marques


Entrevista: Nicholas Sparks, autor do lançamento Dois a Dois

Seu primeiro livro publicado permaneceu durante 56 semanas consecutivas nas listas de mais lidos dos Estados Unidos, ele é considerado o “Autor Best-Seller nº 1” e já soma cerca de 50 milhões de livros vendidos no mundo todo! Isso mesmo, conversamos com o autor Nicholas Sparks sobre seus livros, adaptações para o cinema e, como não poderia faltar, sobre o seu tema preferido: o amor!

Entrevista: Nicholas Sparks, autor do lançamento Dois a Dois

Nicholas Sparks na mesa de autógrafos durante lançamento de Dois a Dois FOTO: Reprodução / Facebook e Roberto Filho.

Confira o bate-papo:

Melissa: Quando você assiste a um filme baseado em uma obra sua, sente que os atores e atrizes foram fiéis ao interpretar as personagens dos livros? Como você se sente quando isso não acontece?

Nicholas: Eu tenho muita sorte e me sinto abençoado com performances de alta qualidade, em todos os sentidos. Ao olhar para trás, eu não me lembro de ter achado que as escolhas de elenco fossem um erro. E ainda melhor, todos os envolvidos – incluindo os atores e atrizes – trazem muito talento e colocam um grande esforço para tornar os personagens tão interessantes, críveis e memoráveis.

Melissa: Quando você escreve um livro – já sabendo que será adaptado – você já pensa no ator ou atriz que irá interpretar as personagens?

Nicholas: Como regra geral, eu não sei. E, às vezes, eu fico tão surpreso quanto qualquer outra pessoa diante da escolha do elenco. Mas de vez em quando eu acabo sabendo quem vai estrelar o filme.

Melissa: Hoje em dia, as pessoas estão se tornando cada vez mais independentes e individualistas. Porém, as grandes histórias de amor continuam fazendo sucesso. Você acredita que o amor seja realmente natural ou uma boa fórmula para vender livros?

Nicholas: O amor é um dos muitos tópicos ou temas maravilhosos a explorar na literatura. Sempre foi e eu tenho a sensação de que sempre será, não importa o quanto o mundo mude no futuro. Emoções, afinal, são parte da experiência humana.

Melissa: Você tem vontade de atingir um público mais masculino?

Nicholas: Eu não penso em escrever algo nesse caminho. Meu objetivo é, simplesmente, escrever o melhor romance que eu puder, um que qualquer pessoa – homem ou mulher – possa desfrutar.

Entrevista: Nicholas Sparks, autor do lançamento Dois a Dois

Nicholas Sparks durante lançamento do livro “Dois a Dois” na livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista, em São Paulo. FOTO: Reprodução / Facebook e Roberto Filho.

Melissa: Você acha que as mulheres sentem falta de mais romantismo por parte dos homens?

Nicholas: Tenho certeza de que muitas mulheres sentem falta de homens mais românticos. Mas sei que eles existem! É que talvez a maioria deles já esteja comprometida!

Melissa: Você pensa em escrever um romance mais picante, agora que esse assunto está em pauta?

Nicholas: Estou feliz com o tipo de romances que escrevo. E nas livrarias há espaço para todos.

Melissa: Na maioria de seus livros, as mulheres são personagens muito fortes. Como você vê as mulheres?

Nicholas: Eu adoro as mulheres, obviamente. Eu tive uma ótima mãe, me casei com uma mulher maravilhosa e eu tenho duas filhas incríveis. Eu também trabalho com um grande número de mulheres inteligentes e criativas e considero-as entre os meus amigos mais próximos. Quanto às personagens femininas de meus romances, muitos de seus atributos são extraídos de minha esposa.

Melissa: Como você consegue entender tão bem os sentimentos femininos?

Nicholas: Já me perguntaram isso antes, mas eu nunca sei como responder. O que eu posso dizer é isso: quando eu estou escrevendo um romance, eu raramente penso em o que é “masculino” ou “feminino”. Eu simplesmente tento criar personagens críveis.

Melissa: Você acredita que o amor é um sentimento que está acima das relações? (independente de as pessoas ficarem juntas ou não no final da “história”)

Nicholas: As emoções são sempre parte de qualquer relacionamento e o amor é uma das emoções mais primárias. Eu não tenho certeza que é possível “amar” alguém sem realmente conhecê-lo.

Melissa: Você se espelhou em alguma história real para criar seus livros? Quais?

Nicholas: Às vezes, as histórias foram inspiradas em fatos reais, outras vezes, os personagens são desenhados a partir de pessoas que eu conheço. Com isso dito, algumas histórias são mais “ficcionais” que outras. Querido John, por exemplo, foi inspirado em meu primo, enquanto Um Homem de Sorte foi, na maior parte, ficção.

Entrevista: Nicholas Sparks, autor do lançamento Dois a Dois

Nicholas Sparks durante lançamento do livro “Dois a Dois” na livraria da Travessa do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, RJ. FOTO: Reprodução / Facebook e Roberto Filho.

Melissa: Se você pudesse escolher um dos seus livros para simbolizar toda a sua obra, qual seria?

Nicholas: Acho que teria que ser Três Semanas com Meu Irmão. Ao ler isso, eu acho que as pessoas vão entender por que eu escrevo esses romances.

Melissa: No Brasil, temos uma cultura muito forte de assistir novelas, assim como vocês têm de assistir séries. Você já pensou em criar algo voltado para o público televisivo?

Nicholas: Sim. Eu criei uma empresa de produção no início deste ano e já vendi três projetos diferentes. Eu gosto da ideia de contar uma história mais longa e a televisão oferece uma excelente maneira de fazer isso.

Melissa: O que você gosta de ler? Indique um livro para nosso público.

Nicholas: Eu leio bem mais do que cem livros por ano e, no final, eu acho que o que estou procurando é uma história maravilhosa, contada maravilhosamente. Alguns dos meus favoritos nos últimos anos incluem: A Passagem, de Justin Cronin, Extraordinário, por RJ Palaccio, e A Arte de Correr na Chuva, de Garth Stein.

Melissa: Se você pudesse ter escrito o roteiro de um filme, qual seria?

Nicholas: Casablanca ou Ghost – Do Outro Lado da Vida. Eu acho que ambos os filmes são ótimos.

Melissa: Como é o processo de criação de um livro? Você ouve música? Tem um escritório? Escreve de pijama?

Nicholas: Eu costumo ir ao meu escritório – que fica em cima da garagem – por volta de 9h30, e começo a escrever perto das 10h. Escrevo até às 15h ou 16h, e em seguida, faço o trabalho do escritório – telefonemas, e-mails, etc.

Melissa: Você acha que a forma como as pessoas vivem romances é diferente, dependendo de onde elas estão? (por ex, num lugar mais tradicional como a Carolina do Norte versus um lugar mais cosmopolita como Nova Iorque).

Nicholas: A diferença é menor do que você imagina quando duas pessoas sentem uma atração uma pelo outra. Depois disso, as emoções são praticamente sentidas da mesma forma em toda parte.

6 PERGUNTAS RÁPIDAS

  1. Harry Potter ou Crepúsculo? Harry Potter.
  2. Amor ou Paixão? Ambos.
  3. Uma lembrança do Brasil… Cartões postais.
  4. Algo que você não vive sem? Minha família.
  5. Matéria preferida na época do colégio? Matemática.
  6. Um conselho para as meninas que estão sofrendo por amor? Seja seletiva, você vale a pena.

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Entrevista e tradução: Melissa Ladeia Marques | Conteúdo original publicado no site todateen.


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Melissa Marques


26 frases incríveis de Para Educar Crianças Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

26 frases incríveis de Para educar crianças feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

FOTO: Divulgação

Sempre que leio algo pro blog, costumo fazer marcações de frases e citações importantes. Porém, Para educar crianças feministas acabou tendo MUITOS destaques, que renderam um post exclusivo. Confira os melhores ensinamentos do livro:

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  1. Nossa premissa feminista é: eu tenho valor. […] A segunda ferramenta é uma pergunta: a gente pode inverter X e ter os mesmos resultados? (p. 12)
  2. Seja uma pessoa completa. A maternidade é uma dádiva maravilhosa, mas não seja definida apenas pela maternidade. Seja uma pessoa completa. (p. 14)
  3. Por favor, não acredite na ideia de que maternidade e trabalho são mutuamente excludentes. (p. 16)
  4. Façam juntos. […] Às vezes, as mães, tão condicionadas a ser tudo e a fazer tudo, são cúmplices na redução do papel dos pais. (p. 18)
  5. Ao dizermos que os pais estão “ajudando”, o que sugerimos é que cuidar dos filhos é um território materno, onde os pais se aventuram corajosamente a entrar. Não é. (p. 20)
  6. Ensine a ela que “papéis de gênero” são totalmente absurdos. Nunca lhe diga para fazer ou deixar de fazer alguma coisa “porque você é menina”. “Porque você é menina” nunca é razão para nada. Jamais. (p. 21)
  7. Se não empregarmos a camisa de força do gênero nas crianças pequenas, daremos a elas espaço para alcançar todo o seu potencial. (p. 26)
  8. Cuidado com o perigo do Feminismo Leve.[…] Ou você acredita na plena igualdade entre homens e mulheres, ou não. (p. 29)
  9. Uma triste verdade: nosso mundo está cheio de homens e mulheres que não gostam de mulheres poderosas. (p. 33)
  10. Ensine-a a ler. […] Os livros vão ajudá-la a entender e questionar o mundo, vão ajudá-la a se expressar, vão ajudá-la em tudo o que ela quiser ser. (p. 34)
  11. Ensine-a a questionar a linguagem. A linguagem é o repositório de nossos preconceitos, de nossas crenças, de nossos pressupostos. (p. 35)
  12. Tente não usar demais palavras como “misoginia” e “patriarcado” […]. Nós, feministas, às vezes usamos muitos jargões, e o jargão pode ser abstrato demais. Não se limite a rotular alguma coisa de misógina – explique a ela por que aquilo é misógino e como poderia deixar de ser. (p. 36)
  13. Nunca fale do casamento como uma realização. […] Um casamento pode ser feliz ou infeliz, mas não é uma realização. Condicionamos as meninas a aspirarem ao matrimônio e não fazemos o mesmo com os meninos. (p. 40)
  14. Quantos homens você acha que se disporiam a mudar de sobrenome ao se casar? (p. 45)
  15. Ensine-a a não se preocupar em agradar. […] a questão é ser ela mesma, em sua plena personalidade, honesta e consciente da igualdade humana das outras pessoas. (p. 48)
  16. Temos um mundo cheio de mulheres que não conseguem respirar livremente porque estão condicionadas demais a assumir formas que agradem aos outros. (p. 49)
  17. Dê a ela um senso de identidade. […] Esteja atenta também em lhe mostrar a constante beleza e a capacidade de resistência dos africanos e dos negros. (p. 52)
  18. Esteja atenta às atividades e à aparência dela. […] Não pense que criá-la como feminista significa obrigá-la a rejeitar a feminilidade. (p. 54 – 55)
  19. Nunca, jamais associe a aparência […] à moral. Nunca lhe diga que uma saia curta é “indecente”. (p. 56)
  20. Ensine-a a questionar o uso seletivo da biologia como “razão” para normas sociais em nossa cultura. (p. 61)
  21. Converse com ela sobre sexo, e desde cedo. Provavelmente será um pouco constrangedor, mas é necessário. (p.64)
  22. Diga-lhe que o corpo dela pertence a ela e somente a ela, e que nunca deve sentir a necessidade de dizer “sim” a algo que não quer ou a algo que se sente pressionada a fazer. (p. 65)
  23. E, por falar em vergonha, nunca associe sexualidade e vergonha. Ou nudez e vergonha. Nunca transforme a “virgindade” em foco central. (p. 68)
  24. Ensine-lhe que NÃO é papel do homem prover. Num relacionamento sadio, prover é papel de quem tem condições de prover. (p. 74)
  25. Ao lhe ensinar opressão, tome cuidado para não transformar os oprimidos em santos. A santidade não é pré-requisito da dignidade. Pessoas más e desonestas continuam seres humanos e continuam a merecer dignidade. (p. 74)
  26. Ensine-lhe sobre a diferença. Torne a diferença algo comum. Torne a diferença normal. […] Ao lhe ensinar sobre a diferença, você a prepara para sobreviver num mundo diversificado. Ela precisa saber e entender que as pessoas percorrem caminhos diferentes no mundo e que esses caminhos, desde que não prejudiquem as outras pessoas, são válidos e ela deve respeitá-los (p. 76 – 77)

* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

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Melissa Marques


Resenha: O Livro da Literatura – Vários Autores

Eu sempre fui apaixonada por essa coleção da Globo Livros, As Grandes Ideias de Todos os Tempos, que conta de forma resumida a história da literatura, cinema, sociologia, filosofia, psicologia, entre outros assuntos importantes. Por enquanto, comprei o Livro da Literatura e o Livro da Filosofia, e já quero TODOS!

Resenha: O Livro da Literatura - Vários Autores

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Mas enfim, vamos à resenha: o livro da Literatura é uma viagem pelo universo literário, passando pelas obras mais importantes de todos os tempos, desde o comecinho da escrita. O livro também é separado pelo contexto histórico, então é possível compreender de forma clara em que período cada livro e autor se encaixa: romantismo, realismo, pós-guerra, antiguidade, contemporâneos e etc.

O Livro da Literatura serve bastante como um guia, quase uma enciclopédia. Algumas obras mais famosas e bem importantes (como Moby Dick) ganham mais páginas e explicações mais completas, enquanto outras são apresentadas de forma bem resumida. Se você busca aprofundamento em teoria literária ou até bastante informação biográfica sobre autores, não é aqui que você vai encontrar. Porém, se você prefere conhecer um pouquinho sobre livros clássicos e contemporâneos de forma bem explicativa e curtinha, é uma excelente opção.

Resenha: O Livro da Literatura - Vários Autores

Detalhe da página interna. | Foto: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

O que mais me encantou nesse livro foi como ele abriu minha mente para conhecer novas ideias e novos autores. Sem contar que a importância que a literatura traz para a história mundial é impressionante. Muitos acreditam que livros são apenas entretenimento, mas O Livro da Literatura aponta justamente o contrário: a literatura é essencial e molda a sociedade em que vivemos. 

Resenha: O Livro da Literatura - Vários Autores

Ilustrações e infográficos mostram detalhes | Foto: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

 

Resenha: O Livro da Literatura - Vários Autores

Páginas em vermelho servem para separar os movimentos literários | Foto: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

 

Resenha: O Livro da Literatura - Vários Autores

O livro apresenta uma linha temporal antes de cada movimento literário. | Foto: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

A qualidade gráfica é excelente e com ilustrações delicadas para mostrar a simbologia das obras citadas. O livro é colorido, bem diagramado, a espessura do papel é confortável de manusear e ler. É um livro para se colocar na estante e sempre verificar quando surgirem dúvidas a respeito de algum assunto. É um livro sobre livros para amantes de livros! ❤

Resenha: O Livro da Literatura - Vários AutoresTítulo original: O Livro da Literatura
Autor: Vários
Editora: Globo Livros
Número de páginas: 352
Ano: 2016
Nota: 


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Escrito por:

Isabela Zamboni


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