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Resenha: Zootopia – Disney

Resenha: Zootopia - Disney

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

O filme Zootopia estreou em 2016 e conta a história da coelha Judy Hopps, que sonha em se tornar policial na cidade que dá nome ao longa. Como assisti ao filme – e fiquei encantada – assim que soube do lançamento da HQ com capa dura, corri para garantir o meu exemplar.

A história da HQ é exatamente a MESMA do filme, então, para quem assistiu, não tem nenhuma surpresa. Os diálogos são os mesmos: superfáceis e ideais para os pais que lerão para as crianças.

Resenha: Zootopia - Disney

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Zootopia é ideal para ensinar aos pequenos lições como empenho, sonhos e amizade. Tudo de uma forma muito fofa e com desenhos  superbonitinhos! As crianças vão AMAR!

No início, a HQ introduz um pouco cada um dos personagens principais.

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Resenha: Zootopia - Disney

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

 A edição é bem legal: conta com verniz nos personagens da capa (Judy  Hopps e Nick Wild), ilustrações de silhuetas nas contracapas (acima), papel de qualidade no miolo

Enfim, para quem – como eu – curte colecionar HQs, esse também é um bom item para ter na coleção!

Resenha: Zootopia - Disney

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Resenha: Zootopia - DisneyTítulo original: Zootopia
Autor: Disney
Editora: Media Pixel
Número de páginas: 56
Ano: 2016
Gênero: Infantil
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Melissa Marques


Resenha: O Filho de Mil Homens – Valter Hugo Mãe

Li O Filho de Mil Homens por indicação de um amigo e tive a melhor surpresa possível! O autor português Valter Hugo Mãe utiliza a língua portuguesa com tanta maestria que suas palavras permanecem mesmo após o fim da leitura. É incrível!

Resenha: O Filho de Mil Homens - Valter Hugo Mãe

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

José Saramago, em 2007, comparou a experiência de ler este livro a “assistir a um novo parto da língua portuguesa“. Exato: é como uma nova língua, um português transformado, com uma sentença mais poética e sensível do que a outra. Um livro para agarrar e não soltar mais. A prosa fantástica de Valter Hug Mãe é leve e sutil, com personagens densos, bem-construídos e que nos fazem pensar (e sonhar) a cada segundo.

Durante o processo de leitura fiquei tão encantada, que parava pra ler diversas vezes o mesmo parágrafo. Coloquei muitos adesivos para me lembrar das lindas citações e colocá-las aqui no blog. Mas, antes de mais nada, vamos à sinopse:

Com vontade imensa de ser pai, o pescador Crisóstomo, um homem de quarenta anos, conhece o órfão Camilo, que um dia aparece em sua traineira. Ao redor dos dois, outros personagens testemunham a invenção e construção de uma família em vinte capítulos. Valter Hugo Mãe, ao falar de uma aldeia rural e dos sonhos anulados de quem vive nela, atravessa temas como solidão, preconceitos, vontades reprimidas, amor e compaixão.

As personagens são complexas e apaixonantes. Isaura, Crisóstomo, Camilo, Matilde, Mininha, são os moradores de um vilarejo sofrido – apenas pessoas comuns tentando o melhor de si para encontrar a felicidade.

Resenha: O Filho de Mil Homens - Valter Hugo Mãe

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Não conseguia parar de devorar as páginas, apenas para descobrir um final incrível – desfecho emocionante para uma história trágica de início. Não vou revelar detalhes, mas pense num livro que vai te transformar.  São diferentes temáticas em pouco mais de 200 páginas: machismo, preconceito, solidão, tristeza, família… Aliás, o novo conceito de família que esta obra aborda é perfeita para os dias de hoje.

Ser o que se pode é a felicidade. (p.77)

O Crisóstomo disse ao Camilo: todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. (p.188)

Se você procura uma leitura enriquecedora, encontrou o livro certo! Sem contar que a edição da Globo Livros é incrível, tanto no acabamento, como na diagramação e no papel mais encorpado.

Não vejo a hora de ler os outros livros do Valter Hugo Mãe :)

Resenha: O Filho de Mil Homens - Valter Hugo Mãe

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

Resenha: O Filho de Mil Homens - Valter Hugo MãeTítulo original: O Filho de Mil Homens
Autor: Valter Hugo Mãe
Editora: Globo Livros
Número de páginas: 224
Ano: 2016
Gênero: Romance
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Isabela Zamboni


Resenha: Felicidade e Outros Contos – Katherine Mansfield

Posso afirmar que nenhum livro de contos até hoje mexeu tanto comigo quanto Felicidade e Outros Contos, da Katherine Mansfield. Já tinha ouvido falar que ela era uma contista inigualável (a própria Virginia Woolf dizia isso), mas só lendo para conferir o quão incrível é.

Composto por 8 contos, Felicidade é o mais conhecido (Bliss, em inglês) e um dos mais fortes também. Mais forte no sentido de que, ao final, você fica um pouco em choque, um pouco desanimado e, talvez, desapontado. Mas não surpreendido. Hahaha, dá pra entender? A delicadeza com que Mansfield conduz a narrativa é incrível e, aos poucos, entramos na cabeça daqueles personagens e nos espelhamos neles.

Os outros contos são tão bons quanto: Psicologia, Um dia de Reginald Peacock, A pequena governanta, As filhas do falecido coronel (um dos mais elogiados), Marriage à La mode,  Um tanto infantil, mas muito natural e o último – e mais triste – O Canário.

Resenha: Felicidade e Outros Contos - Katherine Mansfield

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Cada conto é recheado de sutileza, detalhes importantes – mas nem um pouco cansativos – e a leitura flui muito bem! Os temas são recorrentes do cotidiano, e diversas vezes tornam-se atemporais, como no caso de O Canário. A ironia da autora pode ser percebida nas entrelinhas, lembrando bastante o estilo de autoras brasileiras como Clarice Lispector e até um pouco de Lygia Fagundes Telles.

Não vou descrever com detalhes cada conto porque acho que estraga a experiência. Só saiba que você pode encontrar aquele “misto de sensações”: em uma página você está sorrindo, enquanto na outra sua vida pode desmoronar (haha, adoro ser dramática). Enquanto lia os contos, eu só sentia que algo bom não sairia dali, mas ainda assim, queria continuar lendo sem parar. Eu sei que parece tudo meio vago: mas não consigo descrever a experiência de ler esse livro de apenas 140 páginas.

Resenha: Felicidade e Outros Contos - Katherine Mansfield

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Vários livros que já li que falam sobre literatura, como o Para Ler Como um Escritor e o Como Funciona a Ficção, por exemplo, citam contos de Mansfield como referência e só fazem elogios à autora. Então, pode ter certeza que vale a pena! Faça como eu e apaixone-se pela escrita dessa escritora fenomenal.

Resenha: Felicidade e Outros Contos - Katherine MansfieldTítulo original: Bliss & Other Stories
Autora: Katherine Mansfield
Editora: Revan
Número de páginas: 140
Ano: 1991
Gênero: Contos
NotaEstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Isabela Zamboni


Lindas frases e pensamentos de Mário Quintana

O poeta, tradutor e jornalista Mário Quintana é um dos maiores nomes da literatura brasileira. Seu apelido é “o poeta das coisas simples” e sua perfeição técnica o tornou um autor magistral.

Além de seus belos poemas, frases e reflexões, ele ainda traduziu mais de 130 obras da literatura universal, entre elas “Em Busca do Tempo Perdido” de Marcel Proust e “Mrs Dalloway” de Virginia Woolf.

frases e pensamentos de Mário Quintana

FOTO: Reprodução

Confira frases e pensamentos de Mário Quintana para inspirar sua vida:

“Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo.”

“Viver é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior. É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!”

“Confesso que até hoje só conheci dois sinônimos perfeitos: ‘nunca’ e ‘sempre’.”

“A saudade que dói mais fundo e irremediavelmente é a saudade que temos de nós.”

“Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.”

“Na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.
Via você no ontem, no hoje, no amanhã…
Mas não via você no momento.
Que saudade…”

Frases e pensamentos de Mário Quintana

FOTO: Reprodução

“Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e os amigos, que são os nossos chatos prediletos.”

“A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.”

“Se as coisas são inatingíveis, ora! Não é motivo para não querê-las.
Que tristes seriam os caminhos se não fora a presença distante das estrelas.”

“Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também”

“O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente. E assim é com a vida, você mata os sonhos que finge não ver.”

“Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas.”

“Um dia descobrimos que apaixonar-se é inevitável. Um dia percebemos que as melhores prova de amor são as mais simples.”

“O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente…”

“Se eu fosse acreditar mesmo em tudo o que eu penso, ficaria louco.”

“Não faças da tua vida um rascunho.
Poderás não ter tempo de passá-la a limpo.”

“Todos estes que aí estão Atravancando o meu caminho, Eles passarão. Eu passarinho!”

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Isabela Zamboni


Resenha: Uma canção de ninar – Sarah Dessen

Uma canção de ninar conta a história de Remy, uma adolescente que está aprendendo a lidar com a fase adulta. A garota, apesar da pouca idade, já é completamente desiludida com o amor, e não é para menos: diversos eventos traumáticos acontecem ao seu redor para afirmar a teoria de que o amor não existe. O pai, um músico famoso, largou a mãe de Remy quando ainda estava grávida e deixou para a filha apenas uma música, intitulada “Canção de ninar“.

Resenha: Uma canção de ninar - Sarah Dessen

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

a mãe é completamente perdida e vive pulando de relacionamento em relacionamento, se envolvendo e se ferindo. O irmão de Remy, que até então compartilhava a mesma visão que ela, acaba se apaixonando e “mudando de lado”, como a garota afirma.

Aliás, Remy tem as horas de seus dias completamente preenchidas pela organização do 6º casamento de sua mãe, os preparativos para a faculdade, e suas amigas, que sempre estão precisando umas das outras.

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É com esse cenário caótico em sua vida que Remy conhece Dexter. Um garoto franzino e desengonçado que tem absoluta certeza que um dia os dois ficarão juntos. Uma observação importante: algumas pessoas podem achar fofo, mas eu achei apenas enfadonho esse garoto não entender que “não é não”. Diversas vezes Remy afirma que não quer nada com Dexter e, mesmo assim, ele é insistente e persegue a garota. Até quando os autores vão romantizar perseguidores? APENAS PAREM.

Para quem não entendeu, segue um desenho bem autoexplicativo:

Indústria romantizando stalkers

FOTO: Reprodução

 Um ponto a favor do romance é que, apesar de tudo, ele aborda a adolescência e o início da fase adulta de Remy de uma forma bastante real: ela e as amigas enchem a cara escondidas dos pais, usam RG falso para entrar em baladas, ficam com caras escrotos e se arrependem, sofrem por amor, têm dúvidas sobre o futuro… Além de cada um delas ter características únicas.

E tudo se resumia a amor, ou a falta dele. Tudo o que arriscamos, sem saber muito bem, ao nos apaixonarmos ou nos afastarmos e nos fecharmos, protegendo nosso coração com toda força. (p. 261)

Ao meu ver, o maior plot twist da história fica por conta da mãe – que, no final, também tem os melhores conselhos. Já o final da personagem principal é um pouco previsível. Enfim, como Babi Dewet bem frisou na contracapa de Uma canção de ninar: “Este livro fala sobre o amor em diversas formas. O amor que faz bem, o amor que deixa marcas, o amor que machuca e aquele que  a gente tem por nós mesmos“.

Resenha: Uma canção de ninar - Sarah Dessen

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

 * Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora.

Resenha: Uma canção de ninar - Sarah DessenTítulo original: This Lullaby
Autora: Sarah Dessen
Editora: Seguinte
Número de páginas: 352
Ano: 2016
Gênero: Literatura Juvenil
Nota: EstrelaEstrelaestrela vaziaestrela vaziaestrela vazia


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Escrito por:

Melissa Marques


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