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Resenha: A Mansão Hollow – Agatha Christie

Mais um livro de Agatha Christie que me deixou pilhada! Aliás, qual livro da autora não empolga? Dificilmente alguma obra de Agatha não nos deixa querendo ler rapidinho e descobrir logo quem será o assassino da história. Em A Mansão Hollow isso não é diferente: terminei esse livro de quase 300 páginas em dois dias!

Resenha: A Mansão Hollow - Agatha Christie

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Fazendo um breve resumo do enredo, o detetive Hercule Poirot é convidado para um almoço na Mansão Hollow, onde membros da família Angkatell  e convidados se reúnem de vez em quando para um fim de semana tranquilo. Porém, ao chegar no local, o detetive se depara com um crime – o corpo de um homem agonizando na beira da piscina, uma mulher logo ao lado segurando um revólver, e ainda três testemunhas.

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Claro que, assim como todos os romances de Agatha, conhecemos pouco a pouco cada um dos personagens envolvidos no crime e, lentamente, fazemos nossas suposições de como o homicídio aconteceu, por quem, e o porquê. O mais interessante é conhecer a mente de cada um e tentar compreender os motivos pelos quais o criminoso queria eliminar a vítima. Como sempre, o personagem mais interessante é o próprio Poirot, com sua ironia e cinismo: pouco fala, mas sabe muito.

Resenha: A Mansão Hollow - Agatha Christie

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Porém, apesar de superdivertido, não é um dos melhores da autora. Adivinhei logo de início quem seria o culpado e o livro carece de “carisma”. Apesar de bom, faltou algo mais marcante para deixar a leitura mais atrativa. Se você não conhece o estilo da autora ou então busca algo arrebatador, não é o caso de A Mansão Hollow. É um bom passatempo, mas nada muito além disso. Três estrelinhas :)

Resenha: A Mansão Hollow - Agatha ChristieTítulo original: The Hollow
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 256
Ano: 2014
Gênero: Romance Policial
NotaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vaziaestrela vazia


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Escrito por:

Isabela Zamboni


Resenha: Esperando Godot – Samuel Beckett

Quando comprei Esperando Godot na loja virtual da Cosac Naify, tudo o que eu sabia era que essa obra de Beckett é conhecida mundialmente, tornou-se um marco para o teatro e havia quebrado várias regras. Confesso que no começo fiquei com aquele ~medinho~ bobo de achar a leitura muito difícil (como ler o Macbeth, do Shakespeare, que foi bem complicado) mas quando comecei, foi num embalo só.

Resenha: Esperando Godot - Samuel Beckett

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

A peça foi escrita originalmente em francês e estreou em 1953. A importância de Esperando Godot é tão grande que se tornou um divisor de águas no teatro do século XX. E a história é bem simples: dois “vagabundos” aguardam infinitamente, num descampado, a vinda do senhor Godot, que nunca aparece. É basicamente isso.

Mas, então, o que tem de tão genial e arrasador na peça? Em 1953 – uma época em que o teatro oferecia sequências lógicas, com começo-meio-e-fim, técnicas de atuação e composição específicas – Beckett chegou para distorcer e renovar a forma de fazer teatro. Esperando Godot tenta ridicularizar nossa vida cotidiana para mostrar o absurdo de nossa existência em um mundo completamente caótico.

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Durante toda a peça, os personagens principais aguardam “Godot”, que nunca aparece. O tema principal da peça é a espera, aquilo que nunca chega, o tempo paralisado. Os personagens principais tentam de várias formas fazer com que o tempo passe, seja com conversas fiadas, palhaçadas e “tiques” bizarros, como brincar o tempo todo com seus chapéus. Ler a peça é uma experiência, mas acredito que assistir é outra bem diferente. Atuação, cenário, luz e os outros elementos que compõem uma peça de teatro transformam qualquer texto escrito.

Resenha: Esperando Godot - Samuel Beckett

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Nesta edição da Cosac Naify, ao final, há uma compilação de resenhas e explicações de críticos e estudiosos da literatura e do teatro. Cada texto aponta uma perspectiva da peça, que, para cada pessoa, representa algo novo. Ao romper as barreiras da linearidade e da lógica, Beckett ironiza a vida do “homem comum” e ao mesmo tempo oferece uma grande sutileza nos diálogos. Não é uma peça difícil de ler em questões de vocabulário – como Shakespeare – mas oferece múltiplas interpretações. Dificilmente alguém consegue definir essa obra tão complexa e, ao mesmo tempo, simples.

Como definir Esperando Godot? Menos é mais. Leia, releia, reflita, analise. Não se atente às regras, apenas coloque-se no lugar dos personagens, pense no seu cotidiano e nas pessoas ao redor. Acredito que essa é a forma mais “fácil” de definir essa obra tão original.

Resenha: Esperando Godot - Samuel BeckettTítulo original: En attendant Godot
Autor: Samuel Beckett
Editora: Cosac Naify
Número de páginas: 192
Ano: 2014
Gênero: Teatro
NotaEstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Escrito por:

Isabela Zamboni


Resenha: A Ignorância – Milan Kundera

Como já esperava, mais um livro magnífico de Milan Kundera. Sou muuuuuuito fã do autor, com certeza é um dos meus escritores favoritos. Quando pego um livro dele para ler, já sei que vou amar, me emocionar, chorar e entrar em “crise existencial”. Não sei explicar, mas quase todos os livros do Kundera (exceto “A Festa da Insignificância”, que não me fisgou) me deixam ao mesmo tempo extasiada e desconcertada. É sempre esse sentimento de dualidade, parece que levei um soco na cara e depois comi um doce. Dá para entender? Hahaha!

Resenha: A Ignorância - Milan Kundera

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Em A Ignorância, o autor conta a história de Josef e Irena, personagens que saíram da República Tcheca para morar na Dinamarca e na França, respectivamente. Ao saírem de seus países em uma época conturbada, tornaram-se expatriados. Depois da queda dos regimes comunistas do Leste Europeu, em 1989, eles retornam para um país que, para eles, não é mais um lar, mas sim uma lembrança do passado que há muito tempo está enterrado.

Solidão. Essa palavra ressurge com frequência. Ele tentava assustá-las descrevendo a terrível perspectiva da solidão. Para que o amasse, fazia-lhes sermões como um padre: sem os sentimentos, a sexualidade é como um deserto em que se morre de tristeza. (p.49)

Os livros de Kundera seguem um padrão: quase todas as obras do autor utilizam diferentes personagens que se cruzam no percurso da trama, mas que servem mais como objetos de discussão. Ao utilizar os sentimentos de Josef e Irena, ele consegue dissertar sobre assuntos sociológicos e filosóficos. Aqui, ele disseca o sentimento de nostalgia, de uma forma bem diferente daquela que conhecemos.

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Ele não apenas relembra a etimologia da palavra, que em sua origem grega remete ao “sofrimento causado pelo desejo irrealizado de retornar”; mas também a compara com ignorância: só há nostalgia daquilo de que não temos mais notícia. Em um momento triste do livro, Irena desabafa sobre sua vida com uma amiga e conta que, praticamente, tudo em nossas vidas escolhemos “na fase da ignorância”.

O dia era iluminado pela beleza do país que havia sido abandonado, e a noite pelo horror de retornar a ele. O dia mostrava-lhe o paraíso que ela havia perdido, a noite, o inferno do qual havia fugido. (p.16)

Ou seja: carreira, casamento, amizades e planos para o futuro quase sempre são escolhas da juventude, quando não temos a menor ideia do que realmente queremos para nossas vidas. Decisões cruciais são feitas em momentos errados ou inoportunos, destruindo desejos e vontades que realmente poderiam fazer a diferença em nossas vidas.

Resenha: A Ignorância - Milan Kundera

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

No decorrer das páginas, lemos os pensamentos mais íntimos de Josef e Irina: compreendemos suas angústias, sofrimentos, desejos, vontades e arrependimentos. Mais uma vez, o autor trabalha com afinco o psicológico dos personagens, que, em cada atitude, gesto ou lembrança, praticamente nos dão um soco no estômago, causando o efeito de uma crise de identidade (pelo menos comigo!).

Pois a nostalgia não intensifica a atividade da memória, não estimula as lembranças, ela basta a si mesma, à sua própria emoção, tão totalmente absorvida por seu próprio sofrimento. (p.26)

Pode parecer estranho gostar tanto de um livro que me fez “mal”, mas acredito que esse tipo de obra literária que nos tira da inércia e do lugar comum são os melhores. Milan Kundera é mestre em cutucar a ferida e, portanto, você não pode passar sua vida sem ler essa obra curtinha e grandiosa.

Resenha: A Ignorância - Milan Kundera

Título original: L’Ignorance
Autor: Milan Kundera
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 128
Ano: 2015
Gênero: Literatura Estrangeira
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela

 


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Isabela Zamboni


Resenha: Fuga – Rogério Coelho

Para quem não se lembra, Louco é um dos personagens que aparece esporadicamente nas histórias de Maurício de Sousa. O personagem é criação de seu irmão, Márcio Araújo, e inspirado em Sidnei Lozano Salustre, um desenhista amigo dos dois. Criado na década de 70, Louco – ou Licurgo Orival Umberlino Cafiaspirino de Oliveira – carrega em sua essência bastante da psicodelia da época. No começo, segundo os extras da graphic novel, o personagem foi criado apenas como sendo um “fugitivo do hospício” mas, com o tempo, foi ganhando outra roupagem.

Resenha: Fuga - Rogério Coelho

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A graphic carrega bastante do nonsense original do personagem da HQ, mas de uma forma muito tocante que eu jamais imaginei.

Confesso que o Louco nunca foi um personagem “querido” por mim quando pequena, mas essa história mudou completamente a minha visão dele!

Na graphic, Louco é um personagem muito sensível. Algumas – muitas – partes chegam a emocionar. A história gira em torno do pássaro dourado que ele precisa ajudar a escapar do Exército do Silêncio. Aqui temos um paralelo incrível com a “criança interior” e a criatividade, mas não falarei muito sobre o assunto para não dar spoiler.

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Louco foge, de história em história, sendo quem ele quer ser e fazendo o que deseja… Uma verdadeira ode à liberdade! Maravilhoso!

E é claro: nessas histórias ele acaba cruzando com personagens bastante conhecidos, como Mônica e sua turminha :)

Resenha: Fuga - Rogério Coelho

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

As ilustrações têm um tom lúdico, até mesmo onírico. Louco, muitas vezes, extrapola os limites impostos pelas margens, e isso dá um “movimento” que poucas graphics conseguem. Só vi o mesmo formato em Sandman!

Resenha: Fuga - Rogério Coelho

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Enfim, mais uma vez a coleção GRAPHIC MSP mostra versatilidade e qualidade editorial como poucos! Vale muito a pena :)

Resenha: Fuga - Rogério Coelho

Título original: Fuga
Autor: Rogério Coelho
Editora: Panini Comics
Número de páginas: 84
Ano: 2015
Gênero: Graphic Novel
NotaEstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Melissa Marques


11 canecas para amantes de livros

Assim como os marcadores superfofos e criativos de livros, também resolvi selecionar algumas canecas literárias bem legais. Afinal, nada combina mais com leitura do que uma caneca de café ou de chá! :)

1 – Caneca para quem ama gatos + livros

Euzinha

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Fonte: Petmood

2 – Caneca para os fãs de Jogos Vorazes

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Reprodução

3 – Porque Pequeno Príncipe é sempre uma boa ideia

4 – Cheshire Cat sensacional em forma de caneca

5 – Jake lendo um livrão: para os fãs de Hora da Aventura

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Fonte: Elo7

6 – Edgar Allan Poe e o famoso corvo

11 canecas para amantes de livros

Fonte: Poemese

7 – Caneca e pires combinando é demais <3

11 canecas para amantes de livros

Reprodução

8 – Para quem ama As Crônicas de Gelo e Fogo

Casa Stark, claro.

11 canecas para amantes de livros

Reprodução

9 – Para quem sonha em ser escritor

11 canecas para amantes de livros

Reprodução

10 – Para os Tolkien-lovers:

11 – E, por fim, Fernando Pessoa


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Escrito por:

Isabela Zamboni


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