Curiosidades

TBR Book Jar – o que é e por que aderir

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Muitos blogueiros utilizam a expressão TBR Book Jar “referindo-se a um pequeno jarro repleto de papéizinhos. Esse costume já existe faz algum tempo, mas só conheci agora. Pra quem não sabe, TBR significa “to be read“, ou seja, “para ser lido”. E “book jar” nada mais é do que “jarro de livros”.

Daí você me pergunta: “mas pra que serve isso?”, e eis que a resposta é supersimples: é só um meio de você se controlar e não gastar seu salário inteiro em livrarias. É normal se empolgar com livros e acabar comprando mais do que é possível ler. E a TBR Book Jar é pra ajudar justamente nisso: você coloca em vários papeizinhos todos os livros que você tem e ainda não leu. Depois, é só sortear e começar a ler um por um os livros “esquecidos” da sua estante. Em vez de comprar sem parar, é hora de começar a ler todas as obras que você já tem. Assim você economiza dinheiro e ainda relembra o porquê de ter comprado aquele livro.

TBR BOOK JAR – O QUE É E POR QUE ADERIR
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

decoração da estante ou do seu quarto mais bonita 🙂

TBR BOOK JAR – O QUE É E POR QUE ADERIR
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Eu escolhi para a minha TBR Jar (que ainda está incompleta) um copo que eu tinha aqui em casa do Starbucks. Como o copo é transparente, fica legal colocar papéis coloridos dentro.

TBR BOOK JAR – O QUE É E POR QUE ADERIR
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Na internet também encontrei algumas inspirações de TBR Book Jar:

TBR BOOK JAR – O QUE É E POR QUE ADERIR
O TBR Jar da Priscila Guerra, do blog Stuck on Them
TBR BOOK JAR – O QUE É E POR QUE ADERIR
TBR da Nat, do blog Mi Libreto Rosa
TBR BOOK JAR – O QUE É E POR QUE ADERIR
TBR Book Jar da Gabriela Cubayachi, do blog e aí beleza

 

E aí, curtiu a ideia da TBR Book Jar? Conta pra gente nos comentários!

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Resenha

Resenha: Morte na Mesopotâmia – Agatha Christie

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Depois de viciar na série Sherlock, da BBC, me deu saudade de ler Agatha Christie. Já havia lido alguns livros da autora na adolescência, mas não lembrava direito de seu estilo. Peguei então Morte na Mesopotâmia, um dos títulos que eu lembro ser um dos mais conhecidos. Não me arrependi, pois a história é muito empolgante e divertida de ler.

O livro é mais um dos casos de Hercule Poirot, o detetive belga tão icônico que aparece em boa parte das obras da autora. Na história, a enfermeira Amy Leatheran narra sua experiência com a paciente Louise Leidner, uma mulher que sofria de angústia nervosa e era casada com o famoso arqueólogo Eric Leidner. A trama se passa em uma cidade árabe, durante uma escavação comandada por Leidner e sua equipe. Durante a história, ficamos tensos o tempo inteiro, querendo saber porque Louise sofria tantas paranoias e angústias e por qual motivo o clima entre as pessoas da escavação estava tão estranho.

Depois que um dos membros da equipe da escavação é brutalmente assassinado, é hora de Poirot entrar em cena e tentar descobrir quem teria motivos para realizar tal façanha, além de tentar explicar por que aquelas pessoas viviam em um clima tão pesado.

Para comprar Morte na Mesopotâmia, é só clicar no link abaixo:

Morte na Mesopotâmia é aquela típica história de detetives que fascina e encanta. Um grupo de pessoas. Todas agindo de forma esquisita. De repente, um assassinato cometido por um deles e ninguém sabe como reagir. Um detetive entra em cena para tirar todo mundo do sério fazendo perguntas indiscretas. Análises minuciosas de cada detalhe do dia do assassinato, a fim de montar o quebra-cabeça. Ou seja: a narrativa perfeita para quem, como eu, é fascinado por solucionar mistérios.

Quem lê bastante Agatha Christie, geralmente adivinha rápido quem é o verdadeiro assassino. Sempre há o misdirection, isto é, a autora faz você odiar um personagem para desconfiar dele, mas com certeza está tirando o seu foco do verdadeiro assassino, geralmente aquela pessoa que todo mundo descarta logo de primeira. Nesse livro, me deixei levar e nem tentei adivinhar nada. Quis embarcar na jornada de Poirot e apenas admirar o personagem como um detetive muito astuto e divertido.

Resenha: Morte da Mesopotâmia - Agatha Christie
FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Outro ponto positivo é conferir a história pelos olhos da enfermeira, alguém que chegou de fora da expedição e relata com detalhes tudo o que viu durante o tempo que passou ali. Amy Leatheran é uma mulher muito íntegra, correta, mas por vezes ingênua. Não conseguia ver o que estava diante de seus olhos e confiava bastante na bondade do ser humano. É divertido ver como ela ajuda Poirot no caso, que sempre a deixa bastante intrigada.

Por ser tipicamente britânico, também é divertido ver como os personagens são extremamente polidos e educados. Todos se preocupam demais com tentar parecer uma boa pessoa e despejar moralismo. Portanto, todo mundo que sai um pouco da linha ou age com sinceridade, aos olhos da enfermeira, é um indivíduo rude e grosseiro. A narradora vive fazendo comentários do tipo “ela não é uma dama”, ou “fulano deveria agir com mais respeito”. Parece que pessoas muito espontâneas incomodam de verdade a enfermeira.

Enfim, se você procura uma narrativa animada, fluente e com personagens ótimos, Morte na Mesopotâmia é o livro pra você. Só tente não adivinhar tão cedo quem é o assassino, senão perde toda a graça.

LEIA TAMBÉM

Capa do livro Morte na Mesopotâmia

Título original: Murder in Mesopotamia
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 220
Ano: 2014
Gênero: Ficção/Policial
Nota1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia

Resenha

Resenha: O Lobo do Mar – Jack London

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Estava louca pra ler O Lobo do Mar, do autor norte-americano Jack London. A edição comentada da Zahar me chamou a atenção e logo já coloquei na lista de “desejados”. No Natal de 2014 minha irmã me deu de presente e comecei a ler assim que consegui em 2015. No geral, o livro empolga bastante, a leitura é tranquila e os personagens são excelentes. Mas, me senti meio frustrada mais para o final, onde o livro deu uma reviravolta que não me agradou.

O Lobo do Mar fala sobre muitas temáticas interessantes, principalmente o medo da morte, a importância que cada um dá à própria vida, religião, criacionismo, evolução, darwinismo, etc.

“Há uma quantidade limitada de água, de terra, de ar, mas a vida que está à espera de nascer é ilimitada. A natureza é de uma prodigalidade infinita.”

A história de O Lobo do Mar é bem simples: o náufrago Humphrey van Weyden é resgatado pela escuna Ghost, comandada pelo capitão Wolf Larsen. No entanto, o capitão ao invés de ajudar o náufrago a desembarcar no porto mais próximo, o obriga a trabalhar no navio, onde impõe regras violentas e faz da vida de Weyden um inferno.

O embate e diálogos entre o protagonista e Wolf Larsen são as melhores partes do livro. O conteúdo é riquíssimo e recheado de reflexões. Ao mesmo tempo em que Weyden é um homem literato, civilizado e com concepções de mundo moralistas, Wolf Larsen é a figura do homem primitivo, animalesco. O clima de tensão que paira no ar, assim como a sensação de estar aprisionado e entregue ao destino, faz do livro uma obra instigante.

Porém, a partir da metade do livro, há uma pequena reviravolta na trama: o surgimento de uma nova personagem traz um baque, uma mudança completa de enredo. Senti que o autor parece ter mudado de ideia no meio do caminho, criando uma nova alternativa que não condiz muito com o restante da obra.

Resenha: O Lobo do Mar
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O que poderia ter sido uma obra fenomenal, se arrasta da metade em diante, apresentando situações cansativas e que não fazem muito sentido com a proposta inicial. O que antes era incrível e digno de se tornar um clássico da literatura, se perde em um romance pouco convincente.

“O homem é inconstante como os ventos e as correntes marinhas. Nunca se pode adivinhar. Quando a gente julga que já o conheçe e que está a impressioná-lo bem, se vira ele contra nós aos berros e nos rasga as velas todas.”

No decorrer do livro, são utilizados inúmeros termos náuticos, mostrando claramente a experiência de London como marinheiro. São tantas palavras complicadas e descrições longas de processos marítimos, que é possível cansar facilmente e acabar pulando essas partes. Confesso que em alguns momentos, enquanto Weyden descrevia os nós que fez, ou comentava sobre o ritmo da escuna, eu nem prestava muita atenção.

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Um ponto interessante é que o protagonista cresce muito como pessoa, passa por uma transformação satisfatória. O que antes era um personagem fraco e debilitado, de repente se torna forte, competente e ávido por viver. As frustrações iniciais o derrubaram mas o deixaram mais maduro para lidar com o monstro que é Wolf Larsen.

Aliás, Wolf Larsen é um personagem incrível, com uma personalidade confusa, doentia e ao mesmo tempo sensível. Por vezes gostamos dele e até acreditamos que ele não é de todo mal; no entanto, quando estamos simpatizando com Larsen, ele volta a tomar atitudes absurdas. É um mix de sentimentos, parece até mesmo um episódio de Game of Thrones! haha

Resenha: O Lobo do Mar
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Mas no geral, recomendo a leitura. Inclusive, achei que somente eu não tinha aprovado o final, mas no prefácio do livro (escrito por Joca Reiners Terron), ele conta que na época que o livro foi publicado, a crítica especializada reclamou muito do final. No fim das contas, o autor revelou que alterou o final para que a obra fosse mais comercial, por isso a pitada de romance. Mas, não retira a genialidade de London em O Lobo do Mar.

“Você fala do instinto da imortalidade. Eu falo do instinto da vida, que é viver, e que, quando a morte se figura próxima e iminente, vence o instinto da imortalidade.”

LEIA TAMBÉM

O Lobo do Mar - Jack London

 

Título original: The Sea Wolf
Autor: Jack London
EditoraZahar
Número de páginas: 368
Ano: 2013
Gênero: Ficção
Nota1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vaziaestrela vazia

Resenha

Resenha: Mentirosos – Emily Lockhart

Foto: Alex Sanches/Resenhas à La Carte

De forma despretensiosa comecei a ler “We Were Liars” (Mentirosos), da autora Emily Lockhart. Não sou muito fã de Young Adult, mas depois de ler tantas resenhas de pessoas falando que o livro era surpreendente, chamava a atenção e prendia completamente o leitor na história, fiquei curiosa e comprei o ebook em inglês. Aproveitando que estou tentando ler mais em inglês para treinar, foi uma boa pedida, já que a linguagem é bem simples e tranquila de acompanhar.

O livro conta a história de Cadence Sinclair, garota de 17 anos que perdeu a memória após um acidente. Aos poucos, Cadence tenta se lembrar do que aconteceu e começa a montar as peças do quebra-cabeça, transformando uma simples história em reviravoltas bem interessantes.

Em suma, Cadence passa todos os verões ao lado de sua prima Mirren, de seu primo Johnny e de Gat, sobrinho do namorado de sua tia Carrie. Eles passam as férias de verão todos os anos em Beechwood, uma ilha privativa com enormes casas construídas por Harris Sinclair, avô de Cadence. De início parece complicado entender a árvore genealógica da família, mas o próprio livro oferece um mapa de Beechwood e a linhagem completa da família Sinclair, com o nome das tias, avó, avô, etc.

Resenha: Mentirosos
Foto: Alex Sanches/Resenhas à La Carte

A narradora do livro Mentirosos é a própria Cady e junto com ela tentamos desvendar o mistério do acidente que ocorreu quando ela tinha 15 anos na ilha de Beechwood. Só conhecemos o ponto de vista da garota e sabemos que Cadence foi encontrada no mar, usando apenas uma camisola e provavelmente bateu a cabeça em alguma pedra, já que não se lembra de nada do que aconteceu.

Para comprar o livro, só clicar no link abaixo:

Após o incidente, Cadence sofreu graves sequelas. Suas enxaquecas intensas impedem que ela se levante da cama e a garota necessita de muitos remédios para conseguir sobreviver às dores. Depois de um período conturbado, aos 17 anos ela retorna para a ilha e, aos poucos, começa a lembrar do ocorrido por meio de flashes.

É interessante como o livro mostra o ponto de vista ingênuo e infantil da protagonista, que não percebe a malícia de seu avô, um homem conservador e grosseiro que pouco se importa com as filhas e netos. O velho Harris se preocupa mesmo é com sua herança e seus preciosos imóveis, além da conservadora tradição familiar. Mas, ao conviver com Johnny, Mirren e Gat, Cady começa a abrir os olhos e perceber a farsa que é a sua família.

Cady está confusa e ninguém parece querer ajudá-la. Os outros personagens agem de uma maneira estranha toda vez que Cadence pergunta sobre o passado e o acidente. Ninguém responde suas perguntas, todos começam a agir de forma suspeita e mudam de assunto rapidamente. É desesperador ver que sua família claramente esconde algo muito sério e ela não consegue lembrar de nada.

Cady é uma típica adolescente mimada nascida em berço de ouro. Sua família milionária transborda perfeição e vive de aparências. Na primeira parte do livro a protagonista descreve como os verões eram incríveis nas casas de Beechwood, fala sobre as refeições deliciosas que eram preparadas por empregados cujo nome ela desconhecia e relata o dia a dia com os primos que ela tanto amava.

E, claro, por se tratar de YA, Cadence é completamente apaixonada por Gat, sempre descrevendo os ombros largos do garoto, suas roupas rasgadas e seu jeito resplandecente. Os dois vivem uma paixão intensa, porém reprovada por toda a família, já que o garoto é de origem indiana e não possui as qualidades que os Sinclair exigem, como dinheiro e aparência caucasiana. Gat é muito inteligente, sabe enxergar o mundo fora daquela bolha em que os Sinclair vivem e tenta mostrar um pouco sua visão da realidade, mas é sempre ignorado por Mirren e Johnny, que acham suas conversas exageradas e enfadonhas.

Na verdade, os personagens Mirren e Johnny, que Cadence tanto ama, são superficiais e típicos jovens ricos inconsequentes. Não são carismáticos, pelo contrário. Acredito que a autora optou por diminuir os primos de Cady para deixar Gat mais encantador e apaixonante.

O livro Mentirosos é empolgante, fácil de ler e a estrutura narrativa é boa. O suspense criado pela autora é instigante e o final surpreende. Confesso que quando descobri a verdade sobre o acidente, quando a história finalmente fez sentido, dei uma choradinha. Engraçado que, ao descobrir o final, o restante do livro começa a fazer sentido e conseguimos perceber as pistas que Lockhart deixou durante toda a história. No fim das contas, era óbvio, mas é possível sim ser enganado.

“We Were Liars”, publicado pela editora Seguinte com o título de Mentirosos, vale a leitura, principalmente se você gosta de um suspense leve e sem violência.

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Resenha: Mentirosos - Emily Lockhart

 

Título original: We Were Liars
Autor: Emily Lockhart
Editora: Seguinte
Número de páginas: 240
Ano: 2014
Gênero: Young Adult
Nota1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vaziaestrela vazia

Resenha

Resenha: Assassinatos na Rua Morgue – Edgar Allan Poe

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O livro Assassinatos na Rua Morgue foi meu primeiro contato com Edgar Allan Poe. A obra, publicada pela L&PM Pocket, reúne diversos contos do autor, deixando para as últimas páginas a famosa história que dá nome ao livro.

Fiquei fascinada pela escrita de Poe e é notável como muitas, mas muitas obras atuais ainda se baseiam no poeta e escritor norte-americano. Quem ama romances policiais e histórias de mistério consegue notar quantos personagens e histórias derivam dos contos do autor.

Assassinatos na Rua Morgue foi lançado em 1840 e influenciou personagens famosíssimos da literatura, incluindo Sherlock Holmes (de Arthur Conan Doyle) e Hercule Poirot (de Agatha Christie). Ou seja: é a origem das apaixonantes histórias de detetive, onde tudo começou.

No conto, o francês Monsieur C. Auguste Dupin, com a ajuda do narrador da história (algo que lembra uma relação Sherlock – Watson), utiliza seu próprio sistema de dedução para solucionar um crime. Observando os fatos e analisando atentamente o testemunho das pessoas que estavam no local onde os assassinatos foram cometidos, Dupin passa por cima da polícia francesa e consegue com muita precisão solucionar um caso que parecia impossível.

Aos poucos, vamos acompanhando o pensamento rápido do personagem, que levanta questões intrigantes e nos faz, junto com ele, tentar desvendar o bizarro mistério. O conto é muito empolgante! Utilizando uma linguagem madura, inteligente e que estimula a imaginação do leitor, somos induzidos a levantar inúmeros questionamentos a respeito do acontecido.

E o mérito não vai apenas para o Assassinatos na Rua Morgue. Os outros contos incluídos no livro, como “O Gato Preto”, “Hop-Frog ou Os oito orangotangos acorrentados” e “Nunca aposte sua cabeça com o diabo” são tão bons quanto o conto principal. Já os contos “Os fatos que envolveram o caso de Mr. Valdemar” e “O demônio da perversidade” são interessantes também, mas não me cativaram tanto.

Assassinatos na Rua Morgue - Edgar Allan Poe
Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Não adianta contestar: existe algo intrigante na escrita de Poe. A linguagem pode parecer rebuscada para os dias atuais, mas ainda assim tem algo de impressionante que instiga a leitura. Durante a leitura do “Gato Preto”, fiquei mal, assustada e com muita vontade de saber o que iria acontecer. Ele sabe como aumentar nossa curiosidade e as páginas fluem rapidamente.

Para comprar o livro, é só acessar o link abaixo:

Percebi também o quanto Poe adora relacionar animais com suas histórias. Em quase todos os contos, há algum animal envolvido – gatos, orangotangos, corvos… acho isso bem curioso e, obviamente, metafórico. As tramas sempre trazem aquele clima sombrio de histórias antigas, que misturam alquimia, experimentos esquisitos e todas as nuances de uma mente humana perturbada, fazendo sempre um paralelo com animais selvagens que se deixam levar pelo instinto. Recomendo fortemente a leitura, principalmente se você é fã de histórias de detetive, terror e mistério.

LEIA TAMBÉM

Assassinatos na Rua Morgue

 

Título original: The Murders in the Rue Morgue
Autor: Edgar Allan Poe
Editora: L&PM Pocket
Número de páginas: 160
Ano: 201o
Gênero: Terror/Clássico
Nota1 estrela1 estrela1 estrela1 estrelaestrela vazia