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Resenha: A Sangue Frio – Truman Capote

O livro A Sangue Frio, de Truman Capote, já foi um dos meus top 5 livros favoritos da vida. Quando entrei na faculdade de Comunicação Social, em 2009, foi uma das primeiras obras de jornalismo literário que tive a oportunidade de ler. Me apaixonei logo de cara: uma obra que envolve jornalismo e literatura, com uma narrativa envolvente e tão bem escrita? Não tinha dúvidas de que esse seria um dos melhores livros que já li na vida.

Agora, em 2017, depois de ler muitas outras obras, continuo afirmando que esse livro é sensacional, em diversos aspectos. A releitura não foi ruim, pelo contrário, só afirmou o status de obra memorável. Acredito que A Sangue Frio é um daqueles livros para reler a vida toda.

Resenha: A Sangue Frio - Truman Capote

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Mas, sem mais delongas, vamos à resenha: A Sangue Frio é uma reportagem investigativa sobre o assassinato de quatro membros da família Clutter: o casal e seus dois filhos caçulas. A chacina ocorreu em 1959, na cidade de Holcomb, no Kansas, Estados Unidos, e chocou a sociedade da época. O autor demorou seis anos para escrever o livro e entrevistou praticamente todos os habitantes da cidade e os envolvidos com os Clutter. Capote, inclusive, entrevistou os assassinos, mostrando o ponto de vista até mesmo dos vilões da história.

A narrativa é muito interessante, porque começa revelando, aos poucos, as características dos membros da família: o pai, um homem sisudo, religioso, corretíssimo; a mãe, uma mulher depressiva que tentava viver um dia de cada vez, mas sempre sentindo-se sufocada; uma jovem garota admirada por todos por suas incríveis capacidades e energia inesgotável; e um adolescente retraído, um tanto fora do “comum”. Até mesmo o cachorro amedrontado faz parte da história. Sentimos que fazemos parte do cotidiano dessa família, que prosperava e tinha um futuro incrível pela frente.

Além de conhecermos um pouco mais sobre a história dos Clutter, também acompanhamos Perry e Dick, os assassinos, e suas respectivas histórias de vida. O que me impressiona na escrita de Capote é como ele usa o jornalismo de uma forma magistral: sempre mostrando certa empatia por todos, como se a tragédia não fosse apenas um fato isolado, mas dependente de um determinado contexto. Após muitas pesquisas e entrevistas, o autor conseguiu criar uma narração que mescla perfeitamente a investigação jornalística com a literatura.

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As descrições presentes na obra são de um escritor que tem total controle sobre o que está fazendo: os detalhes montam o clima ideal para contar uma história tão triste, mas que fez parte da nossa realidade. Claro que, por tratar-se de uma obra que mescla a realidade com a ficção, nem todos os pormenores devem ser levados ao pé da letra. Há uma romantização de alguns fatos, mesmo porque trata-se de um trabalho extenso de entrevistas, oferecendo múltiplas perspectivas sobre o mesmo acontecimento.

Durante a leitura, senti um ar melancólico e algumas partes dão até vontade de chorar; o modo como Capote traça o rumo dessa tragédia é, ao mesmo tempo, sensível e brutal. Então, se você ainda não conhece nenhuma obra do jornalismo literário, ou até mesmo os livros do autor, A Sangue Frio é um daqueles livros que não dá vontade de largar. Comece agora!

LEIA TAMBÉM

Resenha: A Sangue Frio - Truman CapoteTítulo original: In Cold Blood
Autor: Truman Capote
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 438
Ano: 2003
Gênero: Jornalismo Literário
Nota: 


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Isabela Zamboni


Kazuo Ishiguro: conheça as obras do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2017

Kazuo Ishiguro, aos 62 anos, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 2017. A escolha do autor foi anunciada nesta quinta (5) durante um evento em Estocolmo, na Suécia. Apesar de ser muito prestigiado como escritor, Kazuo não era um dos favoritos ao prêmio: as principais apostas estavam entre o queniano Ngũgĩ wa Thiong’o, o japonês Haruki Murakami e a canadense Margaret Atwood.

Conheça as obras de Kazuo Ishiguro, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2017

Foto: Reprodução/Facebook

O autor receberá o valor de 9 milhões de coroas suecas (por volta de R$ 3,5 milhões) pela sua obra. Kazuo nasceu no Japão, em 1954, e mudou-se para a Inglaterra aos cinco anos de idade, onde vive até hoje. Ele é autor de oito livros – sete romances e um volume de contos. Sua obra já foi traduzida em mais de 28 países e, no Brasil, seus livros são publicados pela Companhia das Letras.

Segundo a Academia Sueca, responsável pelo Nobel, Ishiguro recebeu o prêmio porque “seus romances de grande força emocional revelaram o abismo sob nossa sensação ilusória de conexão com o mundo”. Uau! A secretária-permanente da Academia Sueca, Sara Danius, disse que o autor retrata em seus livros temas como “memória, passagem do tempo e autoilusão”.

Ishiguro foi ainda comparado a grandes autores da literatura universal, como Jane Austen e Franz Kafka.”Ele é um pouco como uma mistura de Jane Austen, comédia de costumes e Franz Kafka. Se você misturar isso um pouco, não muito, você tem a essência de Ishiguro”, destacou a secretária da Academia, que citou ainda Marcel Proust!

Aliás, você já assistiu ao filme Não me Abandone Jamais, com a Keira Knightley, Carey Mulligan e Andrew Garfield? É a adaptação de um dos principais livros de Kazuo IshiguroQuer conhecer mais sobre as obras do autor? Então dá só uma olhada:

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Conheça as obras de Kazuo Ishiguro

Conheça as obras de Kazuo Ishiguro, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2017

Foto: Companhia das Letras

ROMANCES

Uma pálida visão dos montes é o primeiro romance de Kazuo Ishiguro e conta a vida de uma sobrevivente da tragédia nuclear de Nagasaki. No exílio inglês, a velha Etsuko, viúva duas vezes, agora em companhia da única filha que lhe resta após o suicídio da outra, revê a terra natal no pós-guerra e medita sobre tudo o que significou a hecatombe para o ser solitário a que ela hoje se resume.

Ambientado no Japão pós-Segunda Guerra Mundial, o livro é narrado por Masuji Ono, um pintor que está envelhecendo, que olha para trás e relembra sua vida. Ele percebe como sua reputação, uma vez grande, mudou desde a guerra e como as atitudes em relação a ele e suas pinturas se transformaram. O principal conflito trata da necessidade de Ono de aceitar a responsabilidade por suas ações passadas. O romance também retrata o papel das pessoas em um ambiente de rápida mudança.

O mordomo Stevens, já próximo da velhice, rememora as três décadas dedicadas à casa de um distinto nobre britânico, lord Darlington, hoje ocupada por um milionário norte-americano. Por insistência do novo patrão, Stevens sai de férias em viagem pelo interior da Inglaterra. O mordomo vai ao encontro de miss Kenton, antiga companheira de trabalho, hoje mrs. Benn. No caminho, recorda passagens da vida de lord Darlington e reflete sobre o papel dos mordomos na história britânica. Num estilo contido, o narrador-protagonista acaba por revelar aspectos sombrios da trajetória política do ex-patrão, simpatizante do nazismo, ao mesmo tempo que deixa escapar sentimentos pessoais em relação a miss Kenton, reprimidos durante anos.

O romance se passa em um período de três dias. Trata-se de Ryder, um famoso pianista que chega em uma cidade central europeia para realizar um concerto. Ele está enredado em uma rede de compromissos e promessas que não consegue lembrar, lutando para cumprir seus compromissos antes do desempenho de quinta-feira, frustrado com sua incapacidade de assumir o controle.

Neste romance sutil e envolvente, o detetive Christopher Banks retorna a Xangai, sua terra natal, onde seus pais desapareceram misteriosamente há vinte anos. A cidade agora é palco da guerra entre China e Japão, e a busca de Banks por seus pais passa a confundir-se com a busca pela ordem num mundo órfão, vitimado pela sombra.

Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de cuidadora. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto, esse internato idílico esconde uma terrível verdade. ‘Não me abandone jamais’ reflete, através da ficção científica, a questão da existência humana.

Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova – será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une? Épico arturiano, Kazuo Ishiguro envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R. R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra. Entre a aventura fantástica e o lirismo, “O gigante enterrado” fala de alguns dos temas mais caros à humanidade: o amor, a guerra e a memória.

CONTOS

Nesta reunião de cinco narrativas, Kazuo Ishiguro deixa de lado a solenidade distendida dos romances para dedicar-se à concisão, à leveza e ao humor concentrado do gênero curto. Noturnos traz contos sobre instrumentistas e amantes da música, de diversas partes do mundo.

Sinopses: Skoob


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Isabela Zamboni


Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

O artista Brian J Davis criou vários retratos de personagens literários baseados nas características descritas nos livros. Será que atrizes e atores escolhidos para as adaptações cinematográficas se parecem com os originais? Dá uma olhada:

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Carietta ” Carrie ” White (Chloë Grace Moretz) – Carrie – A Estranha (autor: Stephen King) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Kevin Katchadourian (Ezra Miller) – Precisamos Falar Sobre Kevin (autor: Lionel Shriver) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Javert (Russel Crowe) – Os Miseráveis (autor: Victor Hugo) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) – Sherlock Holmes e Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (autor: Arthur Conan Doyle) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Norman Bates (Anthony Perkins) – Psicose (autor: Robert Bloch) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Lisbeth Salander (Rooney Mara) – Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (autor: Stieg Larsson) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Jack Torrance (Jack Nicholson) – O Iluminado (autor: Stephen King) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Marla Singer (Helena Bonham Carter) – Clube da Luta (autor: Chuck Palahniuk) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Tom Ripley (Matt Damon) – O Talentoso Ripley (autora: Patricia Highsmith) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Christian Grey (Jamie Dornan) – Cinquenta Tons de Cinza (autora: E. L. James) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) – Saga Jogos Vorazes (autora: Suzanne Collins) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Drácula (Bela Lugosi) – Drácula (autor: Bram Stoker) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Jane Eyre (Mia Wasikowska) – Jane Eyre (autora: Charlotte Brontë) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Lux Lisbon (Kirsten Dunst) – As Virgens Suicidas (autor: Jeffrey Eugenides) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Annie Wilkes (Kathy Bates) – Louca Obsessão (autor: Stephen King) FOTO: Divulgação

 

Compare o retrato falado de personagens literários com intérpretes do cinema

Daisy Buchanan (Carey Mulligan) – O Grande Gatsby (autor: F. Scott Fitzgerald) FOTO: Divulgação

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Melissa Marques


Resenha: Não Me Faça Pensar – Steve Krug

Comecei a ler o livro Não me Faça Pensar, de Steve Krug, para a minha pesquisa do mestrado e confesso que me apaixonei! Sempre tive vontade de estudar usabilidade, UX (user experience, ou experiência do usuário) e um pouco de web design. Não me Faça Pensar já se tornou um livro clássico para quem deseja estudar mais sobre o tema, que, por sinal, é muito pertinente e deveria ser leitura obrigatória para designers, desenvolvedores e até empresários e profissionais do campo do marketing/comunicação.

Resenha: Não Me Faça Pensar - Steve Krug

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

O título Não me Faça Pensar já diz muito sobre a teoria de Krug: o usuário não deve pensar muito na hora de usar seu produto ou interface, ele deve ser fácil e simples de entender, SEMPRE!

Quando examino uma página web, ela deve ser evidente por si só, autoexplicativa, tanto quanto humanamente impossível. Eu devo ser capaz de entendê-la – o que é e como usá-la – sem ter de me esforçar para isso. (p.9)

Durante todo o livro, Krug dá exemplos de páginas da web que foram bem pensadas e também de elementos frustrantes que levam muitas pessoas a abandonar determinado site ou aplicativo. Um simples botão fora de lugar, um logotipo mal inserido ou até uma caixa de pesquisa que “flutua” na página, fazem toda a diferença na hora de criar uma interface autoexplicativa e funcional.

Se não está claro para mim à primeira vista, o resto da interpretação será ainda mais difícil, e as chances de eu me frustrar ou entender algo errado são bem grandes. Se eu, entretanto, entender “de primeira”, estou muito mais propenso a interpretar corretamente tudo que eu vir na página, o que aumenta e muito minhas chances de ter uma experiência agradável e bem-sucedida. (p.87)

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Além de exemplos práticos, o autor durante todo o livro explica conceitos de usabilidade, ensina a conduzir testes práticos, aponta as principais dificuldades em empresas, relata sua experiência como consultor de UX e comenta diversos fatores que fazem diferentes sites e aplicativos funcionarem ou não. Tudo sempre com bom-humor, referências fáceis de compreender e dicas úteis.

Alguns vão ler e pensar “nossa, mas isso tudo é tão óbvio”. Parece, mas não é. Se formos analisar a quantidade de sites que fazem um péssimo trabalho – e com isso levam as pessoas a cansarem de buscar aquilo que desejam encontrar – encontraremos um zilhão de exemplos. Quantas vezes você já não se frustrou ao abrir um site e…

  • Encontrar um monte de propagandas, janelinhas pop-up e botões confusos de ‘download’ para todos os lados?
  • Tentou encontrar uma notícia recente em um site de uma companhia aérea ou de algum outro serviço e não encontrou nada?
  • Já clicou em um link e foi redirecionado para outra página, como a home, por exemplo?
  • Não encontrou o botão ‘pesquisar’ ou não achou uma informação de contato da empresa, por exemplo?
Resenha: Não Me Faça Pensar - Steve Krug

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Com certeza todos já passamos por perrengues e desistimos de algum site por conta de sua interface confusa. E esse livro ensina exatamente como fugir dessas enrascadas.

O que realmente importa não é o número de cliques necessários para se chegar a algum lugar (embora existam limites), mas sim o quão difícil cada clique é – a quantidade de pensamento que demanda e o grau de incerteza sobre estar ou não fazendo a escolha certa. (p.41)

Ou seja: esse é um livro-chave para qualquer pessoa que goste de UX e deseja se aprofundar sobre o assunto. Recomendadíssimo!

LEIA TAMBÉM

Resenha: Não me Faça Pensar - Steve KrugTítulo original: Don’t Make Me Think
Autor: Steve Krug
Editora: Alta Books
Número de páginas: 212
Ano: 2014
Gênero: Não-Ficção
Nota: 


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Isabela Zamboni


Resenha: Como Falar com Garotas em Festas – Neil Gaiman, Fábio Moon e Gabriel Bá

Os ilustradores brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá foram convidados a transformar o conto Como Falar com Garotas em Festas, escrito por Neil Gaiman, em uma graphic novel. O resultado foi publicado pela Companhia das Letras através do selo Quadrinhos na Cia.

Resenha: Como Falar com Garotas em Festas - Neil Gaiman, Fábio Moon e Gabriel Bá

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Não sabia exatamente o que esperar sobre o conteúdo do livro, mas tinha certeza de que não se tratava de um guia bobo sobre como chegar na menina. É assim: Neil Gaiman não desaponta. Não existe essa possibilidade. Então, comecei a leitura já esperando ser surpreendida.

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Como Falar com Garotas em Festas conta a história de Vic e Enn, dois amigos de 15 anos que querem chegar em uma festa. Vic é o amigo bonitão e conquistador. Já Enn é aquele cara mais fechado, na dele, e que não consegue chegar em ninguém, haha.

Através da música, os dois acabam encontrando o local. E é ali que a narrativa se desenvolve de fato: enquanto Vic puxa papo com a garota-mais-linda-da-festa, Enn tenta se manter com o mínimo de interesse em estar no lugar. Para isso, ele utiliza uma dica simples dada por seu amigo para conseguir conversar com garotas em festas: “Fala!“.

Resenha: Como Falar com Garotas em Festas - Neil Gaiman, Fábio Moon e Gabriel Bá

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

A música, aliás, faz parte do cenário da graphic novel: ela dá o tom ao ambiente e é essencial para algumas cenas. Seja na sala barulhenta cheia de jovens adultos dançando e conversando, seja para trazer contexto histórico às cenas.

É claro: na narrativa não poderia faltar o tom fantástico de Neil Gaiman – assumo que me surpreendeu positivamente, além de emocionar com toda a sua poesia e metáforas incríveis.

Qual é o seu nome
Triolet
Nome bonito
É uma forma de poema. Como eu.
Você é um poema?
(p. 39)

Inclusive, Como Falar com Garotas em Festas será adaptado para o cinema. Neil Gaiman compartilhou um teaser no Instagram. Olha só:

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* Esse produto foi um brinde, porém, as informações contidas nesse post expressam as ideias da autora

Resenha: Como Falar com Garotas em Festas - Neil Gaiman, Fábio Moon e Gabriel BáTítulo original: How to Talk to Girls at Parties
Autor: Neil Gaiman
Editora: Companhia das Letras (selo Quadrinhos na Cia.)
Número de páginas: 80
Ano: 2017
Gênero: Graphic Novel
Nota: 


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Escrito por:

Melissa Marques


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