Novas Resenhas:


Resenha: Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski

O clássico da literatura russa, Crime e Castigo, completou 150 anos em 2016, e é um daqueles livros que se mantêm atualizados até hoje. Ele retrata a vida de Rodión Románovitch Raskólnikov, um pobre estudante de direito de  São Petersburgo.

Resenha: Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Em seu cubículo, que mais parecia um armário do que um apartamento, Ródia (como também é conhecido o personagem), acaba tornando-se uma pessoa apática e que evita ao máximo qualquer tipo de contato social.

Quebrado e necessitando de ajuda para sobreviver, Ródia envolve-se com a velha Aliena Ivánovna, uma agiota. A miséria de Ródia aliada à repugnância da “velha” acabam sendo relevantes para o desenvolvimento da trama, pois trazem à tona seu primeiro desejo de assassiná-la.

Resenha: Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Durante Crime e Castigo, Ródia retrata sua visão de como o crime cometido é justificável, pois, segundo o personagem, na história da humanidade, crimes podem se tornar “meios” para atingir um tipo de “bem maior” – algo que seja relevante para a sociedade, por exemplo, ou um tipo de pensamento vanguardista.

Essa ideia é exposta em uma conversa entre Ródia e o juiz de instrução, Porfiri Pietróvitch:

“[…] começando pelos mais antigos e continuando com os Licurgos, Sólons, Maomés, Napoleões etc., todos eles, sem exceção, foram criminosos já pelo simples fato de que, tendo produzido a nova lei, com isso violaram a lei antiga […] Mas se um deles, para realizar sua ideia, precisar passar por cima ainda de que seja de um cadáver, de sangue, a meu ver ele pode se permitir, no seu íntimo, na sua consciência passar por cima do sangue […]” p. 265 – 266

Compre o livro no link abaixo:

Se tratando de um clássico como Crime e Castigo, espera-se que seja uma leitura densa, e que o tema tratado torne-o pesado. Porém, o fato de o livro ser denso não o faz chato, muito pelo contrário. Dostoiévski consegue entrar na cabeça do leitor quando insere sua tese-chave. A trama, por si só, já é “labiríntica”, segundo sua própria sinopse. No entanto, o que chama muito a atenção é a linguagem empregada pelo autor. Sua escrita é única, e varia conforme a ascendência do personagem. Há um certo tom de instabilidade no discurso de Dostoiévski, perfeitamente plausível, afinal, nas palavras do tradutor, Paulo Bezerra:

“[…] Likhatchóv aponta como centrais no estilo do romancista certa instabilidade (zíbkost) e uma sensação de inacabamento […] Desse modo, cria-se a impressão de que ele força, precipita o discurso, é desleixado ou “inapto” […] Tudo isso somado cria uma sensação de indefinição e instabilidade na feitura do discurso, […] cujo fim é estimular no leitor a ideia de inacabamento a fim de levá-lo a tirar suas próprias conclusões. […] e está diretamente associada à instabilidade do mundo e das relações sociais e humanas que sedimenta o conjunto de sua obra. […]” p.569 – 570

Resenha: Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski

FOTO: Melissa Marques / Resenhas à la Carte

Crime e Castigo não é um livro simples. Ele retrata diversas facetas das relações sociais humanas, e mostra como o homem é sujo e vil. Assim como também mostra a luta de diversas personagens para sobreviver em um ambiente hostil como o retratado. Sem dúvida, este é um dos melhores livros que já li. Afinal, não é à toa que, 150 anos depois, esta ainda seja uma obra atual e muito discutida.

LEIA TAMBÉM

Resenha: Crime e Castigo - Fiódor DostoiévskiTítulo original: Prestuplênie i Nakazánie
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: 34
Número de páginas: 591
Ano: 2016
Gênero: Literatura estrangeira
Nota: 


Comente!
Escrito por:

Melissa Marques


As melhores frases e citações de Na Natureza Selvagem – Jon Krakauer

CONTEÚDO OFERECIDO POR wWw.PecasAuto24.pt

Frases e citações Na Natureza Selvagem

FOTO: Reprodução

Selecionei algumas frases do livro Na Natureza Selvagem. Elas nos ajudam a entender melhor a visão de Chris McCandless, tanto por suas próprias palavras, quanto pelas de Jon Krakauer e de seus entrevistados. Confira (em itálico as frases escritas pelo jovem):

Caminho agora para dentro da natureza selvagem. Alex. p.15

Tenho certeza absoluta de que não vou encontrar nada que não possa enfrentar sozinho. p.18

[…] Acho que parte do que complicou sua vida talvez tenha sido que ele pensava muito. Às vezes fazia força demais para entender o mundo, saber por que as pessoas eram más com as outras. Um par de vezes tentei lhe dizer que era um erro se aprofundar tanto naquele tipo de coisa, mas Alex empacava. Tinha sempre que saber a resposta certa e absoluta antes de passar para a próxima coisa. p. 30

Saindo de Atlanta para o oeste, pretendia inventar uma vida totalmente nova para si mesmo, na qual estaria livre para mergulhar na experiência crua, sem filtros. Para simbolizar o corte completo com sua vida anterior, adotou um nome novo. Não mais atenderia por Chris McCandless; era agora Alexander Supertramp, senhor de seu próprio destino. p. 34

[…] como adepto moderno de Henry David Thoreau, tinha por evangelho o ensaio “A desobediência civil” e considerava, portanto, sua responsabilidade moral zombar das leis do Estado. p. 39

[…] Chris era muito da teoria de que você não deve possuir mais do que pode carregar nas costas numa corrida repentina. p. 43

Frases e citações Na Natureza Selvagem

FOTO: Reprodução

[…] É nas experiências, nas lembranças, na grande e triunfante alegria de viver na mais ampla plenitude que o verdadeiro sentido é encontrado. Meu Deus, como é bom estar vivo! Obrigado. Obrigado. p. 48

[…] acho que você deveria realmente promover uma mudança radical em seu estilo de vida e começar a fazer corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar. Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro. p. 67

[…] eu rezei. Pedi a Deus que ficasse de olho nele,  disse-lhe que aquele garoto era especial. Mas Ele deixou Alex morrer. Então, no dia 26 de dezembro, quando fiquei sabendo do que aconteceu, renunciei ao Senhor. Abandonei minha igreja e tornei-me ateu. Decidi que não podia acreditar num Deus que deixava uma coisa tão terrível acontecer a um menino como Alex. p. 71

Como não poucos daqueles seduzidos pela vida natural, McCandless parece ter sido impulsionado por um tipo de luxúria que superava o desejo sexual. Seu anseio, em certo sentido, era forte demais para ser saciado pelo contato humano. McCandless pode ter sido tentado pelo socorro oferecido pelas mulheres, mas isso empalidecia diante da perspectiva da rude comunhão com a natureza, com o próprio cosmo. E assim ele foi atraído para o Norte, ao Alasca. p. 77

 Se essa aventura se revelar fatal e nunca mais tiver notícias de mim, quero que saiba que você é um grande homem. Caminho agora para dentro da natureza selvagem. Alex. p. 79 e 80

McCandless considerava correr um exercício espiritual intenso, beirando a religião. p. 122

Frases e citações Na Natureza Selvagem

FOTO: Reprodução

Ele internalizava o desapontamento. Ia para algum lugar sozinho e se culpava. p. 122

Seu filho, o adolescente tolstoiano, acreditava que a riqueza era vergonhosa, corrupta, essencialmente má – o que é irônico, pois Chris era um capitalista de berço, com uma aptidão excepcional para ganhar dinheiro. p. 125

 […] Agora queria que nunca tivesse matado o alce. Uma das maiores tragédias da minha vida. p. 176

 McCandless veio para essa região com provisões insuficientes de propósito e não tinha certas peças de equipamento consideradas essenciais por muitos alasquianos: rifle de calibre maior, mapa, bússola e machado. p. 188

[…] McCandless foi longe demais na direção oposta. Tentou viver totalmente dos  frutos da terra – e tentou fazer isso sem se preocupar em dominar previamente todo o repertório de habilidades essenciais. p. 189

[…] como é difícil para nós, mergulhados nas preocupações rotineiras da vida adulta, relembrar quão vigorosamente fomos fustigados outrora pelas paixões e desejos da juventude. p. 193

Felicidade só real quando compartilhada. p. 197

Escrita em letras de forma meticulosas numa página arrancada de Taras Bulba, de Gogol, ela diz: ‘S.O.S. PRECISO DE AJUDA. ESTOU FERIDO, QUASE MORTO E FRACO DEMAIS PARA SAIR DAQUI. ESTOU SOZINHO, ISTO NÃO É PIADA. EM NOME DE DEUS, POR FAVOR FIQUE PARA ME SALVAR. ESTOU CATANDO FRUTAS POR PERTO E DEVO VOLTAR ESTA TARDE. OBRIGADO’. p. 205

[…] McCandless rabiscou um curto adeus: ‘TIVE UMA VIDA FELIZ E AGRADEÇO A DEUS. ADEUS E QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!’. P. 206

Ficou interessado(a) no livro? É só clicar no link abaixo para comprar 🙂


2 Comentários
Escrito por:

Melissa Marques


Resenha: O Conde de Monte Cristo – Alexandre Dumas

Como começar a descrever o quão bom é O Conde de Monte Cristo? Como explicar como esse livro prende sua atenção, te deixa vidrado e completamente curioso para ler cada página? Comecei a leitura desse clássico de Alexandre Dumas em 17 de dezembro de 2017 e concluí dia 17 de janeiro de 2018. Exatamente um mês devorando as 1663 páginas dessa obra impressionante. Impossível não se apaixonar por essa história recheada de intrigas, traições, dramas, revolução, política, romance e, claro, vingança.

Resenha: O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Você provavelmente já deve ter ouvido falar na história de O Conde de Monte Cristo. Já foi adaptada várias vezes para a televisão, teatro e cinema, além de ter influenciado muitas outras histórias. Sabe a série Revenge? Ou até mesmo a novela da Globo, O Outro Lado da Paraíso? Ambas foram fortemente inspiradas na trajetória do Conde, isto é, o protagonista Edmond Dantès.

Mas vamos falar um pouquinho da história: Edmond Dantès, um forte e audacioso marinheiro, é preso sob falsa acusação, em 1815, por ter ido à Ilha de Elba, onde teria recebido uma carta de Napoleão em seu exílio. Na verdade, era vítima de um complô entre três pessoas: o juiz de Villefort, filho do destinatário da carta de Napoleão, que, mesmo atestando sua inocência, quis silenciá-lo; seu colega de trabalho Danglars, que desejava o posto de capitão do navio, já que Dantés recebeu o posto por mérito; e Fernand Mondego, pescador catalão interessado em Mercedes – noiva de Dantès –  que invejava Dantès por ser o alvo de seu amor.

“As feridas morais têm essa particularidade: elas se escondem, mas não se fecham. Sempre dolorosas, prontas a sangrar quando tocadas, elas permanecem vivas e abertas no coração.”

Após passar quatorze anos na prisão no Castelo de If, em Marselha, Edmond consegue fugir, e, depois de solto, encontra um enorme tesouro. Mas ele só conseguiu essa fortuna graças a um amigo, vizinho de cela, o abade Faria, um preso político que lhe indicou o local do tesouro do Cardeal Spada, além de tê-lo educado por vários anos sobre diversas artes e ciências, como química, esgrima, línguas e história em geral. Mesmo não acreditando muito, Edmond investe na aventura e confirma a história de seu velho amigo de prisão, tornando-se milionário.

E, é claro que, a partir daí, o protagonista jura se vingar de cada um que o deixou confinado na prisão, retornando como o riquíssimo Conde de Monte Cristo e abalando a sociedade parisiense da época.

“Esperar e ter esperança.”

Como sou apaixonada por histórias de vinganças, esse livro foi um deleite muito grande! Depois que acompanhamos todo o sofrimento de Edmond, vê-lo armar uma trama complexa, destruir um por um de seus inimigos de uma forma muito inteligente, é MUITO satisfatório. Lembrando que essa vingança não é sanguinária, pelo contrário: o personagem reforça que a morte não é punição suficiente.

Resenha: O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Uma das coisas mais legais dessa história é a narrativa: é difícil descobrir qual é o verdadeiro plano do Conde de Monte Cristo e, em diversos momentos, só acompanhamos os passos do Conde pelo ponto de vista de outros personagens. Em outras partes, porém, Edmond se revela, com seus pensamentos e ações permeados pelo ódio. Sem contar que são 1663 páginas e vários personagens! Apesar de o foco da trama ser no próprio Edmond e seus inimigos Villefort, Danglars e Fernand, em diversas partes conhecemos outros personagens que vão adicionando ainda mais terror e aventura ao romance.

“Não existem nem felicidade nem infelicidade neste mundo, existe a comparação de uma com a outra, só isso. Apenas aquele que atravessou o extremo infortúnio está apto a sentir a extrema felicidade. É preciso ter desejado morrer, Maximilien, para saber como é bom viver.”

Outro aspecto bem bacana do livro é que ele é contado como se fosse uma fábula. Isso se deve ao fato de que O Conde de Monte Cristo foi inicialmente publicado como folhetim e só depois reunido para um volume único. Em várias partes o narrador conversa com o leitor, como se dissesse: “aguarde e verá a vingança final”. Como a história foi publicada aos poucos, a vontade de continuar a história é indescritível. Passei horas e horas lendo sem parar, morrendo de vontade de saber o que iria acontecer.

O livro de Alexandre Dumas também é recheado de frases imponentes, conta com uma descrição bem acurada da Paris do século XIX e o início da democracia no país, além de fazer um retrato bem fiel à aristocracia hipócrita da época. Os personagens também são bem construídos, com fortes personalidades.

A edição que escolhi foi a versão de bolso da Zahar. Comprei o e-book e não me arrependo, porque foi bem mais fácil acompanhar o calhamaço no Kindle! Você pode comprar abaixo também:

Não tenho dúvidas ao afirmar que esse foi um dos melhores livros que já li e que agora estou viciada em Alexandre Dumas. Se você tem vontade de ler uma história com muitas reviravoltas, O Conde de Monte Cristo é ideal! Agora só resta ler também as outras obras do autor: Os Três Mosqueteiros e o Homem da Máscara de Ferro.

Adaptações de O Conde de Monte Cristo

Eu já tinha assistido ao filme de 2002, com Jim Caviezel e Guy Pearce. Na época, gostei bastante, mas hoje vejo que muitos elementos foram alterados e a história enxugada ao máximo. Por exemplo: Edmond era muito amigo de Fernand nessa adaptação, o que não tem absolutamente nada a ver. Mas, não deixa de ser divertido! Veja o trailer:

Outra adaptação que eu assisti e gostei bastante foi a minissérie francesa de 1998, com Gerard Depardieu. Não consegui achar em português, mas ela está completa no YouTube com legendas em inglês. Vale muito a pena!

Existem várias outras adaptações mais antigas também, mas não conheço. E vocês, conhecem mais alguma? Bem que a Netflix poderia fazer uma série baseada no livro, não é? Renderia muitos episódios. Só nos resta sonhar! Haha!

LEIA TAMBÉM

Resenha: O Conde de Monte Cristo - Alexandre DumasTítulo original: Le Comte de Monte-Cristo
Autor:  Alexandre Dumas
Editora: Zahar
Número de páginas: 1663
Ano: 2012
Gênero: Literatura estrangeira
Nota:


Comente!
Escrito por:

Isabela Zamboni


Resenha: Sherlock Holmes – Obra Completa – Arthur Conan Doyle

Sherlock Holmes foi criado pelo autor escocês sir Arthur Conan Doyle em 1887. De um ajudante ocasional da Scotland Yard para o principal consultor especializado em solucionar casos para a agência, as aventuras do detetive na Inglaterra da era Vitoriana com seu fiel companheiro dr. Watson são um deleite para qualquer leitor que se interesse pela solução de mistérios instigantes e muitas vezes inesperados.

Como toda a obra do autor já está em domínio público há anos existem diversos contos e explorações diferentes em relação aos personagensUm estudo em esmeralda do Neil Gaiman e James Moriarty, Consulting Criminal de Andy Weir, por exemplo – e até mesmo séries como House, Castle e a própria Sherlock Holmes da BBC. Como eu sou fã de várias destas adaptações, havia decidido há algum tempo ler a obra original para conhecer e entender melhor tudo que foi influenciado por ela!

Resenha: Sherlock Holmes - Obra Completa - Arthur Conan Doyle

Foto: Divulgação

Existem diversas edições e coleções diferentes da “obra completa” e eu pude escolher qual compraria. Admito que a ideia de ler os originais em inglês ou ouvir a versão em áudio narrada pelo ator britânico Stephen Fry, que também narra os livros de Harry Potter, era tentadora, mas depois de ver tudo que esta edição oferecia e o preço super em conta, ela definitivamente se tornou a minha preferida.

Os quatro livros são lindos, com uma capa dura de boa qualidade e uma case protetora, que ajuda a impedir a acumulação de pó, do tamanho perfeito para guardá-los sem medo na estante. Cada um dos três primeiros livros conta com uma coleção de romances e contos, com o quarto reunindo apenas estes últimos.

Praticamente todas as histórias são interessantes e merecem ser lidas, mas eu tenho algumas preferidas!

Pela minha recomendação de Um estudo em esmeralda lá em cima, quem já conhece um pouco sobre o detetive já deve ter deduzido que Um estudo em vermelho, primeiro romance escrito sobre o personagem, é um deles! A maneira característica pela qual o detetive resolve os casos – ignorando pistas e outras “provas” que confundiriam investigadores comuns e seguindo as corretas – já está presente e a solução final do enigma é surpreendente.

Outro caso digno de nota, é o Ritual Musgrave, no qual Sherlock Holmes encontra alguns documentos antigos sobre um dos mistérios que encontrou quando era jovem e resolve recontar a história para o dr. Watson. Trata-se da aventura relacionada a um velho amigo da faculdade, Reginald Musgrave, e o desaparecimento do mordomo da família após ser pego mexendo em uma gaveta do escritório. As motivações dos personagens soam verdadeiras e a progressão da história com um enigma dentro de um enigma é eletrizante!

O romance O Vale do Medo e o conto O Problema Final, as únicas duas aparições do arqui-rival professor James Moriarty, cuja versão remixada eu também mencionei lá em cima, são incríveis. Ver como Sherlock lida com o “Napoleão do Crime” é emocionante e o final das disputas entre os personagens na clássica “cena da cachoeira” não poderia ser outro.

Finalmente, O Escândalo da Boêmia, que conta com a famosa Irene Adler, uma das únicas pessoas capazes de impressionar o detetive com sua inteligência e capacidades analíticas, e O Cão dos Baskervilles, uma das histórias mais tensas de todas e uma das ocasiões em que Watson é o personagem principal, completam a lista de histórias mais impressionantes.

Resenha: Sherlock Holmes - Obra Completa - Arthur Conan Doyle

Foto: Divulgação

Ao todo são quatro romances e 56 contos presentes na caixa, cada um com estilos e soluções diferentes. Em todos eles Sherlock mostra suas habilidades mentais extremamente aguçadas, com uma acuidade que muitas vezes lembra um profissional de poker. Ele chama os blefes que tentam aplicar nele e em seus clientes e quase sempre está ao menos um ou dois passos à frente dos seus adversários.

O detetive raramente falha durante as suas investigações e empreitadas, e seria  difícil pensar que se resolvesse disputar um eventual campeonato em Londres, ele pudesse ser eliminado, mas se este improvável evento acontecesse, pelo menos a cidade oferece uma série de programas incríveis para se distrair da perda até a próxima aventura.

Clique abaixo para comprar o box de Sherlock Holmes – Obra completa:

Em suma, acompanhar as aventuras de Sherlock Holmes é uma viagem incrível. Sir Arthur Conan Doyle tem um dom de encontrar as palavras precisas para descrever situações, criar mistérios e apresentar soluções que fogem do lugar comum, o que é mais impressionante ainda considerando que ele praticamente inventou o gênero de histórias de detetive.

Conhecer a inspiração original das diversas histórias inspiradas pelos casos de Holmes, ao mesmo tempo em que eu relembrava cenas e momentos delas, realmente foi uma experiência maravilhosa que eu gostaria que todo mundo tivesse a chance de ter!

Esta série de livros definitivamente se tornou uma das minhas favoritas e eu, com certeza, voltarei a visitar as histórias de Sherlock no futuro!

LEIA TAMBÉM

Resenha: Sherlock Holmes - Obra Completa - Arthur Conan DoyleTítulo original: Sherlock Holmes – Caixa (Box)
Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 1808
Ano: 2015
Gênero: Literatura estrangeira/Romance policial
Nota

* Esse post é um publieditorial.


Comente!
Escrito por:

Isabela Zamboni


13 filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

Se você está de bobeira nas férias procurando um filme bem legal para assistir, a Netflix tem opções para todos os gostos. E se você curte adaptações literárias, melhor ainda! Confira nossas sugestões de filmes da Netflix baseados em livros e prepare a pipoca!

13 filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

1. O LADO BOM DA VIDA

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

O livro de Matthew Quick virou uma superprodução com Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. O filme conta a história de Pat Peoples que, depois de uma temporada em um hospital psiquiátrico, passa a seguir uma nova filosofia de vida que inclui entrar em forma, ser gentil e, principalmente, fazer de tudo para se reconciliar com a ex-mulher. O longa teve oito indicações ao Oscar.

2. AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. A história é narrada por este adolescente tímido e impopular que descreve a sua vida em uma série de cartas para uma pessoa anônima e explora as fases difíceis da adolescência, incluindo o uso de drogas e sexualidade. Charlie sofre com baixa autoestima até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele. É um filme superfofo inspirado no livro de Stephen Chbosky.

3. UM DIA

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

O best-seller de David Nicholls emocionou milhares de pessoas ao contar a história de Dexter Mayhew e Emma Morley. Os dois se conhecem em 1988 e sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro, e 15 de julho, data do primeiro encontro, os acompanhará pelos próximos vinte anos. O filme conta com Anne Hathaway e Jim Sturgess no elenco.

4. O SOM E A FÚRIA

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

Uma tradicional família de aristocratas do sul dos Estados Unidos entra em decadência. O nome da família entra em declínio pois grandes segredos têm sido relevados, o que está afetando até as gerações mais novas. São retratados os pontos de vistas  dos três irmãos sobre os acontecimentos que afetaram suas vidas e o destino de sua irmã. O filme, baseado no famoso livro de William Faulkner, é dirigido e estrelado por James Franco e entrou faz pouco tempo no catálogo da Netflix.

5. O CAÇADOR DE PIPAS

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

Quando garotos, Amir e Hassan eram amigos inseparáveis. Anos depois, Amir aceita uma missão em que arrisca tudo para corrigir os erros do passado. O livro foi um best-seller por volta dos anos 2000 e continua fazendo sucesso com uma história pra lá de emocionante. Se você ainda não leu o livro de Khaled Hosseini, é uma boa pedida assistir ao filme também!

6. O MENINO DO PIJAMA LISTRADO

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

Bruno, de oito anos de idade, é o filho protegido de um oficial nazista cuja promoção leva toda família a deixar sua confortável casa em Berlim para seguir para uma área afastada, onde o menino solitário não tem o que fazer ou com quem brincar. Ele ignora as recomendações de não explorar o jardim dos fundos e segue para a fazenda onde encontra Shmuel, um menino da sua idade que vive uma existência paralela do outro lado da cerca de arame farpado. O encontro de Bruno com o menino do pijama listrado o leva da inocência a uma profunda reflexão e amizade com consequências devastadoras. Baseado no livro de John Boyne, prepare os lencinhos, porque esse é pra chorar horrores!

7. FEIRA DAS VAIDADES

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

Becky Sharp (Reese Witherspoon) é uma garota pobre que sempre viveu em Londres. Ao crescer ela passa a aspirar sua ascensão social, usando para tanto algumas trapaças e deixando de lado suas raízes humildes. Porém, ela precisará aprender a lidar com a aristocracia da época, mais preocupada com a aparência de cada um. O filme é inspirado no livro de William Makepeace Thackeray, um clássico!

8. FOI APENAS UM SONHO

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

O drama romântico foi baseado no aclamado livro norte-americano Revolutionary Road, escrito por Richard Yates em 1961. O filme é estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, e dirigido por Sam Mendes. Durante os anos 50, eles formam um casal aparentemente feliz, que vive com os dois filhos em um subúrbio de Connecticut nos Estados Unidos. April é uma dona de casa que abandonou o sonho de ser atriz, enquanto Frank tem um emprego bem remunerado, mas tedioso. Assim, o casal não sabe se vai atrás de seus verdadeiros desejos ou enfrenta o peso do conformismo.

9. JOGO PERIGOSO

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

Jessie (Carla Gugino) e Gerald (Bruce Greenwood) formam um casal em crise. Para salvar o casamento, eles decidem viajar a uma casa isolada, na intenção de passar um fim de semana romântico. O marido leva algemas e decide prender a esposa a cama. Ela hesita a participar do jogo erótico, mas aceita. No entanto, uma vez presa, o marido sofre um ataque cardíaco e morre. Presa à cama, sem ter a quem pedir socorro, Jessie luta pela sobrevivência enquanto se recorda de traumas na infância. O filme é inspirado no livro de Stephen King e, inclusive, já tem resenha aqui no blog!

10. 1922

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

Wilfred James (Thomas Jane), até então um pacato fazendeiro, bola um plano macabro para solucionar o seu problema financeiro. Ele decide assassinar Arlette (Molly Parker), sua mulher. Mas, para conseguir fazer tudo direito, Wilfred precisa convencer Henry (Dylan Schmid), eu filho, a ajudá-lo. O filme é inspirado em um conto de Stephen King e tem uma clima superpesado. Se você não está no clima de dor e sofrimento, melhor esperar um pouquinho para assistir.

11. ORGULHO E PRECONCEITO

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet – Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) – foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem. O clássico de Jane Austen ganha vida com a atuação de Keira Knightley, principalmente nas cenas de diálogo entre Elizabeth e Mr. Darcy. Se você curte romance, esse filme é uma ótima pedida!

12. DOZE ANOS DE ESCRAVIDÃO

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços. O filme é baseado no livro de Solomon Northup e ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2014.

13. O SOL É PARA TODOS

Filmes da Netflix baseados em livros para você assistir já!

FOTO: Divulgação

Que filmão! Jean Louise Finch (Mary Badham) recorda que em 1932, quando tinha seis anos, Macomb, no Alabama, já era um lugarejo velho. Nesta época Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro, foi acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca. Seu pai, Atticus Finch (Gregory Peck), um advogado extremamente íntegro, concordou em defendê-lo e, apesar de boa parte da cidade ser contra sua posição, ele decidiu ir adiante e fazer de tudo para absolver o réu. O filme é baseado no livro de Harper Lee e você pode conferir a resenha dele aqui.

E aí, quais filmes da Netflix baseados em livros vocês mais gostam?

LEIA TAMBÉM


Comente!
Escrito por:

Isabela Zamboni


Página 3 de 5812345...102030...Última »