Resenha: Drácula – Bram Stoker

*Última atualização: 15 de outubro de 2025

Eis a resenha do primeiro livro finalizado em 2016: Drácula, de Bram Stoker.

O livro é composto por cartas, diários, notícias de jornais e correspondências de diversos tipos. Durante as mais de 600 páginas, acompanhamos a história de Lucy, Mina, Jonathan, Van Helsing, Arthur, Quincey e Dr. Seward, além, é claro, Conde Drácula.

Muitos pontos de vista diferentes relatam a trajetória desse grupo tentando acabar com o vampiro, que durante à noite invade o quarto das mocinhas para sugar seu sangue.

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FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

O começo do livro é bem interessante: acompanhamos Jonathan a caminho do castelo do Drácula, na Transilvânia. Toda a trajetória é obscura, misteriosa e, junto com o personagem, não fazemos ideia do que está prestes a acontecer.

Chegando a seu destino, Jonathan aos poucos percebe que tornou-se um prisioneiro e que o respeitável Conde Drácula não é o que parece ser. Muitos momentos de tensão deixam o livro divertido e instigante, o que fez eu me apaixonar pela leitura e devorar as primeiras 200 páginas da obra de Stoker.

As descrições são tão realistas que ao buscar no Google os locais descritos pelo autor, eram exatamente como eu havia imaginado. O clima sombrio, a paisagem obscura e repleta de neblina, névoas e tempestades, transformam o livro em um verdadeiro terror.

Aos poucos, vamos desvendando o mistério do vampiro e conhecendo suas principais características, tão comuns hoje no imaginário popular. Estaca de madeira no peito, alho, hóstia sagrada, cruz, luz do sol… inúmeras formas de acabar com o monstro que todos já conhecem.

A obra de Bram Stoker contém muitos “recados” nas entrelinhas, mostrando sutilmente o teor erótico dos monstros que sugam sangue de suas vítimas. Em uma época permeada pelos “bons costumes cristãos”, a população emanava o medo de sucumbir aos seus desejos mais íntimos.

Diversos trechos do livro apontam para certos preconceitos de Stoker (como quando descreve o povo eslovaco, os ciganos e até norte-americanos) e a amabilidade exagerada das mulheres: Mina e Lucy são endeusadas a um ponto que chega a irritar.

Em certo momento do livro, fica complicado de continuar a leitura com a mesma empolgação do início. Há muita prolixidade na escrita de Stoker e a leitura não flui.

Sofri para conseguir terminar, porque o livro se delonga em alguns trechos que não acrescentam nada à história. Por se tratar de um livro do romantismo, da época vitoriana, a linguagem utilizada pelo autor é rebuscada e cansativa. Logo, é preciso ter paciência e compreender o contexto histórico da época para absorver o livro e não ter vontade de pular algumas páginas.

A edição da Penguin que eu li é bem completinha. Contém um número considerável de notas de rodapé e uma introdução excelente, com uma pequena biografia do autor e alguns ensaios sobre a era vitoriana, o contexto histórico e os motivos que levaram Stoker a escrever Drácula.

Para comprar o livro, é só clicar no link abaixo:

Engraçado que Frankenstein, um livro da mesma época, me cativou bem mais do que Drácula – considero que Mary Shelley fez um trabalho mais competente com sua narrativa de terror. Mas nada disso tira o mérito de um clássico como Drácula, que deve ser lido por todos os fãs da literatura universal.

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7 comentários em “Resenha: Drácula – Bram Stoker”

  1. Ana Lúcia Santana

    É meio desanimador mergulhar em um livro tão longo e com um autor tão prolixo! Acaba não cativando o leitor. Mesmo sendo um clássico.

  2. Ana Lúcia Santana

    É meio desanimador mergulhar em um livro tão longo e com um autor tão prolixo! Acaba não cativando o leitor. Mesmo sendo um clássico.

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