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Resenha: O Mundo de Downton Abbey – Jessica Fellowes

A série Downton Abbey foi finalizada em dezembro de 2015, finalzinho do ano passado, mas só consegui terminar de assistir agora! E, aproveitando o hype, resolvi ler o livro que havia comprado já há algum tempo – O Mundo de Downton Abbey, escrito por Jessica Fellowes, jornalista e sobrinha de um dos criadores da série, Julian Fellowes.

capa livro mundo downton abbey

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Comprei esse livro maravilhoso por uma bagatela: 15 reais. O preço é baixo porque ele só retrata as duas primeiras temporadas da série, que foi encerrada com 6, no total. Então, por ter ficado um pouco “desatualizado”, acredito que as lojas diminuíram o valor.

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Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

De início, comprei porque sou fã da série (apesar de ter caído MUITO a qualidade depois da quarta temporada) e esperava algo mais no estilo “bastidores”, com muitas fotos e informações sobre os atores, o que rola por trás das câmeras e etc. Mas, não! O livro me surpreendeu porque é muito mais do que isso – ele traça um paralelo da série com a história da Inglaterra no século XX e suas transformações. Valeu muito mais a pena do que eu imaginava.

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Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O livro conta com 9 capítulos, cada um explicando uma característica da série: Vida em Família, Sociedade, Mudança, Vida no Trabalho, Estilo, Casa & Propriedade, Romance, Guerra e, por fim, Bastidores. Há também um prefácio do Julian Fellowes, onde ele comenta as ideias originais para a série, que resultaram em um programa de TV premiado e um estouro de audiência.

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Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

É impressionante como todos os detalhes históricos foram levados em consideração. Havia um historiador no set de filmagens junto com os atores, explicando todos os pormenores daquela época, entre 1890 e 1925. Eu já imaginava que a aristocracia britânica era um absurdo de “frescuras”, principalmente depois de assistir à série, mas o livro mostra cada regrinha que havia naquele “universo”, tanto para os nobres quanto para os empregados da casa. Fiquei realmente espantada como era trabalhoso viver em uma propriedade como Downton Abbey, em inúmeros sentidos.

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Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O livro retrata a questão de hierarquia da época (condes, duques, lordes), luta de classes (sufragistas, lutas do povo contra o rei), transformações tecnológicas do século XX (telefone, aviões, carros, energia elétrica), mudanças no universo da moda feminina e masculina, o período conturbado da Primeira Guerra, a noção de casamento para as jovens da aristocracia e das classes mais desfavorecidas, entre muitas outras informações. Junto com isso, o livro traça um paralelo com as personagens, os episódios exibidos e o trabalho incrível da produção, que se preocupou com a veracidade histórica para construir uma narrativa crível.

livro mundo downton abbey estilo

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

As primeiras temporadas de Downton Abbey são realmente sensacionais, todo mundo tem que assistir. O final foi bem decepcionante, mas o começo foi tão bom que compensa. E esse livro existe para mostrar justamente isso! Para quem curte história e adora a série, indico O Mundo de Downton Abbey com certeza.

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Título original: The World of Downton Abbey
Autora: Jessica Fellowes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 304
Ano: 2012
Gênero: Fotografia/Não-Ficção
NotaEstrelaEstrelaEstrelaEstrelaEstrela


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Isabela Zamboni


11 frases inspiradoras de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa foi um poeta, escritor, astrólogo, crítico e tradutor português, nascido em Lisboa. O poeta é tão renomeado que foi considerado um dos 26 melhores escritores da civilização ocidental, não somente da literatura portuguesa, mas também da inglesa. Pessoa tinha vários heterônimos, isto é, “personalidades” diferentes ao escrever suas obras. Aposto que você conhece Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, com seus poemas e frases belíssimas.

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Separamos aqui no blog 11 frases do autor português para inspirar seu dia – e também sua vida! Veja:

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*Todas as imagens foram retiradas do Pinterest ou Google Imagens


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Isabela Zamboni


Entrevista: Maria Carolina Passos e Pathy dos Reis, autoras do livro Blasfêmia

Fiz aqui no blog uma resenha do livro Blasfêmia, das autoras Maria Carolina Passos e Pathy dos Reis e, enquanto lia o livro, fiquei muito curiosa em relação à algumas questões. Perguntei para as duas se elas topavam dar uma entrevista para o Resenhas e aqui está o resultado! Para quem não sabe, as autoras trabalharam juntas no canal do YouTube Galo Frito e hoje estão à frente do canal da Pathy dos Reis, com mais de 1 milhão de inscritos. Confira abaixo a entrevista:

Entrevista: Maria Carolina Passos e Pathy dos Reis, autoras do livro Blasfêmia

Pathy e Maria Carolina, autoras de Blasfêmia

Resenhas: Em primeiro lugar, queria saber como foi esse processo de escrita em dupla. Como vocês se organizaram? Ainda mais morando em cidades diferentes… cada uma escrevia uma parte, ou vocês trocavam ideias e só uma escrevia, como foi?

Na verdade, a Pathy ainda morava aqui quando decidimos por esse projeto juntas, então foram várias reuniões para bolarmos a história e os personagens. Depois das pesquisas e da mudança dela, passamos a compartilhar todas as nossas anotações de forma organizada (com ficha de personagens e storyline em arquivos próprios, por exemplo) através do Google Drive. E apesar da parte escrita ter ficado mais comigo (pois já tinha certa experiência, e não queríamos que saísse um texto Frankenstein), ambas tinham acesso em tempo real a todo material, já que as pesquisas e, claro, o manuscrito também estavam no GDrive. A partir daí conversávamos constantemente sobre mudanças/melhorias e o rumo da trama de acordo com nossas expectativas iniciais.

Resenhas: O livro conta com descrições muito bacanas de uma cidade norte-americana. Alguma de vocês já morou nos Estados Unidos? Se sim, isso pode ter servido de inspiração para a criação do livro?

Nunca moramos nos EUA, só fomos a passeio (porém não para Utah). E uma descrição apurada era muito importante para nós, já que a cidade chega quase a ser uma personagem na história. Salina foi escolhida a dedo, porque combinou perfeitamente com o tom que queríamos dar. Apesar de nenhuma de nós ter estado lá de fato, pode-se dizer que a visitamos… por meio do Google Maps. Passeamos por suas ruas e arredores pelo Street View, tendo uma visão, diria até que privilegiada, de sua arquitetura, geografia e zoneamento, o que contou e muito para essas descrições.

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Resenhas: Vocês trabalham com YouTube faz tempo, né? (Pelo que eu vi, mais de 6 anos). Como surgiu a vontade de escrever o livro? Esse é um projeto antigo de vocês ou a vontade de publicar uma obra de ficção veio faz pouco tempo?

A Pathy sim, já eu entrei no mundo do YouTube em 2013 (trabalhava em uma multinacional antes). Escrever ficção sempre foi um sonho antigo, mas com a mentalidade de cidade pequena não cogitava levá-lo adiante e acabei me formando em/dedicando muitos anos ao Comércio Exterior (uma área forte em Itajaí, que é uma cidade portuária, de onde ambas somos), até decidir que era hora de arriscar, então pedi a conta para me dedicar à escrita. Já conhecia a Pathy e o pessoal do Galo Frito, e, depois de alguns freelas pra eles, fui chamada para ser roteirista, escrevendo algumas paródias, mas focando 100% no programa da Pathy, o Pathy que te Pariu, que foi quando retomamos nossos laços. Trabalhar no Galo era muito bacana e pagava as contas, mas eu havia deixado o sonho de escritora completamente de lado, então quase 1 ano depois pedi para sair (o que coincidiu com a Pathy já pensando em se mudar para SP), e pouco depois ela saiu também. E foi aí que conversamos sobre dois projetos: eu ser roteirista para o canal solo dela (que teria uma demanda muito menor que a do Galo, dando tempo para outros afazeres), e escrevermos juntas um livro, já que ela sabia que eu saí para isso. A Pathy sempre gostou muito de ler, sobretudo o gênero policial, que escolhemos para embalar a nossa trama. E assim foi, um sonho antigo e um novo sonho se juntaram, numa união de forças e timing que não poderiam ter dado mais certo!

Entrevista: Maria Carolina Passos e Pathy dos Reis, autoras do livro Blasfêmia

Resenhas: Há bastante informação sobre mórmons no Blasfêmia. Alguma de vocês é ou já foi mórmon? Se não, como foi o processo de pesquisa para tratar sobre esse assunto no livro?

Não, mas tenho um amigo que foi mórmon (e não é mais, sobretudo, por ser gay). Procuramos fazer uma pesquisa profunda nessa questão por ser algo muito delicado, e ainda tivemos que ter atenção dobrada pelo fato de a história não se passar no presente (essa é uma religião que passou por mudanças significativas nos últimos tempos), e que, além de não ser no Brasil (de modo que se a pesquisa fosse feita apenas com fontes daqui haveria diferenças), é justamente em uma cidade de Utah, o estado mais religiosamente homogêneo dos EUA (que tem mais da metade da população mórmon). Então basicamente buscamos muitas e diferentes fontes, visões de dentro e fora da religião, relatos da época, crenças, doutrinas e práticas, terminologias, posicionamentos, e toda sua história e cultura como um todo. Mesmo sendo tudo através da Internet, depois de muita leitura, bastava fazer algumas comparações para não cair em informações desvirtuadas.

Resenhas: Quais autores de romance policial vocês gostam e indicam? Vocês se inspiraram na obra de algum autor específico para criar o Blasfêmia?

Não chegamos a ter inspiração em nenhuma obra específica, mas na época lemos os mesmos dois livros para, digamos, ficar na mesma sintonia, que foram: O Menino da Mala, também de duas autoras, Lene Kaaberbøl e Agnete Friis; e O Pacto, do Joe Hill, filho do Stephen King (autor que adoramos). Um livro do gênero que a Pathy adora é o Grau 26 – A Origem, e eu gosto de citar um autor nacional que vem se destacando muito, que é o Raphael Montes. Queria comentar também que você não foi a primeira a comparar nosso estilo ao da Gillian Flynn, o que achamos um super elogio, mesmo não tendo sido intencional.

Resenhas: Vocês trabalham bastante com roteiro e YouTube. Qual foi o maior desafio em deixar de lado esse formato e escrever um romance?

Essa pergunta me lembrou uma resenha de Blasfêmia onde a pessoa teve a sensação de o livro ser roteirizado, quase como um roteiro de filme, o que para ela funcionou de forma positiva, mas talvez seja um desafio para próximas obras: fugir completamente desse formato. Mas dificuldade quanto a isso não chegamos a sentir, mesmo porque antes de escrever roteiros (e que no caso são de humor, portanto pedem por uma perspectiva bem diferente), eu já havia escrito uma história de ficção científica em inglês para uma editora independente dos EUA, que publica em plataforma online paga, além de vários contos, em português, não publicados – bem aquele tipo, de começo de carreira, que o escritor quer que fiquem onde estão, no “fundo da gaveta” (ou melhor, nas pastas mais obscuras do computador).

Resenhas: O final de Blasfêmia deixou algumas questões em aberto. Vocês pretendem lançar continuações do livro?

Muita gente pergunta isso, e a resposta é que depende de alguns fatores, como a editora, que detém os direitos da história ainda por alguns anos, e as vendas. Da nossa parte não é segredo que gostamos muito dessa parceria, e toparíamos outra empreitada literária juntas sem dúvida. Ideias para uma continuação já ficaram pensadas desde que optamos pelo fatídico final, hehe.

Resenhas: Que dicas/conselhos vocês dão para quem sonha em escrever um livro e começar uma carreira como escritor?

Já é uma dica um tanto clichê, mas nem por isso menos valiosa: ler muito! A pessoa que quer ser escritor mas não tem paciência para ler de tudo e mais um pouco, não está no melhor caminho, para dizer o mínimo. E não basta se limitar ao gênero sobre o qual quer escrever, é importante sair da zona de conforto (é fora dela que se tem grandes inspirações para seu próprio estilo/história, por mais diferente que ela seja daquilo). Também é importante se instruir, conhecer e estudar as técnicas, mas não deixar que elas oprimam a arte, a sua característica pessoal e a sua observação das pessoas e do mundo – basta “ler” a vida a sua volta para traduzir isso em personagens, situações e sentimentos com os quais os leitores vão se identificar, enriquecendo desde histórias possíveis, com pessoas e crimes, às mais inconcebíveis, com monstros e universos inventados.

Para saber mais sobre o livro Blasfêmia e as autoras, é só acessar o site www.blasfemia.com.br.


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Isabela Zamboni


13 locais aconchegantes para amantes de livros

1. Quando olho para esse cantinho de leitura, meus olhos lacrimejam… Que lugar maravilhoso!

cantinho da leitura

2. Já esse espaço meio vintage, meio rústico, é mais do que lindo. Imagina passar horas lendo nesse cantinho?

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3. Uma estante ampla, aliada a uma janela enorme com luz natural e uma poltrona confortável = sonho!

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4. Um espaço clean, com muita luz natural e uma poltrona que parece a rainha do conforto!

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5. Espaço simples, mas muuito charmoso e confortável

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6. Impossível não se apaixonar por esse cômodo iluminado e repleto de detalhes delicados

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7. Uma sala sóbria, com estantes vazadas e móveis de tirar o fôlego. Sem contar a iluminação: local perfeito para relaxar e ler um bom livro

cantinho da leitura

8. Gostei tanto desse cantinho, parece maravilhoso de deitar e ler! Inclusive deixaria o gatinho junto (fofo!)

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9. Essa sala/home office é incrível, em todos os detalhes. Os móveis, a iluminação, a decoração, tudo se encaixa perfeitamente. SONHO DE CONSUMO!

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10. Poltrona + luminária + decoração clean e elegante, perfeito para ler um livro e tomar um cafezinho

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11. Esse espaço é perfeito, não só para ler, como para viver ali para sempre! Hahaha!

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12. Gostei muito desse espaço, porque ele é “zen”, a vista é superverde e parece bem relaxante

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13. E, por fim, um escritório com um espacinho para leitura. Apaixonante!

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Escrito por:

Isabela Zamboni


Resenha: Blasfêmia – Maria Carolina Passos e Pathy dos Reis

Quando recebi Blasfêmia para resenhar, sabia que era um romance policial, por isso já fiquei interessada logo de cara.  Mas o que eu não esperava é que fosse me impressionar: não imaginava que ia ser tão bom! É um livro bem escrito, a trama é envolvente e os personagens construídos com louvor.

capa livro blasfêmia

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

As autoras são brasileiras – Maria Carolina Passos e Pathy dos Reis – o que me fez imaginar que a história se passaria em São Paulo, Rio ou qualquer outra grande cidade daqui. Mas, não! O cenário de Blasfêmia é a pequena cidade de Salina, em Utah, nos Estados Unidos. A descrição da cidade e dos moradores é ótima –  lembrei bastante da minha cidade (Bauru) e de alguns cidadãos daqui. Acredito que as autoras devem ter morado um tempo lá fora, pois a familiaridade com o cenário norte-americano é grande.

Mas vamos ao que interessa: a história do livro. Como sou horrível em sinopses, vou colocar a oficial para vocês conferirem:

“Recém-divorciada e sem emprego, Claire decide aceitar o convite do amigo de infância para trabalhar na redação do pequeno jornal de Salina, cidade natal que não visitava há muitos anos. Ainda na estrada, contudo, uma notícia no rádio a pega de surpresa: um rapaz de apenas 17 anos é encontrado morto em Salina, e uma informação sobre seu estado traz à tona lembranças do assassinato do irmão de Claire. Ocorrido há mais de uma década, o caso não solucionado marcou a população local para sempre. Determinada a obter as respostas que nunca conseguiu, Claire mergulha em uma investigação que irá forçá-la a reencontrar velhas amizades, revisitar traumas antigos e enfrentar novas ameaças”.

A protagonista, Claire, é muito sofredora – tudo que há de horrível já aconteceu com ela. Conforme vamos lendo a história, entendemos o porquê de tanto azar, mas os acontecimentos na vida dessa jornalista são para deixar qualquer um morrendo de raiva e desespero. No entanto, Claire é carismática, me identifiquei bastante em alguns momentos. Também adorei o fato de que o livro detona a hipocrisia religiosa. Na cidade de Salina, a maioria da população é mórmon, então acabei conhecendo um pouquinho mais sobre essa religião. Essa parte é bem interessante, pois foge do convencional de sempre retratar cristãos.

capa livro blasfêmia

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

O ritmo do livro é frenético, li MUITO rápido e me empolguei bastante conforme virava as páginas. Sabe aqueles livros que não dá vontade de parar e você quer chegar LOGO em casa para terminar? Pois é! Já li muitos livros assim que, no fim das contas, são decepcionantes, mas não é o caso de Blasfêmia.

O estilo das autoras me lembrou um pouco o da Gillian Flynn, autora de Garota Exemplar e Objetos Cortantes. Eu adoro romance policial, principalmente quando o final é satisfatório e, em Blasfêmia, o final impressiona e te pega de surpresa. Só espero que tenha continuação: o finalzinho deixou uma bela brecha para novas histórias.

capa livro blasfêmiaTítulo original: Blasfêmia
Autoras: Maria Carolina Passos e Pathy dos Reis
Editora: LeYa
Número de páginas: 272
Ano: 2015
Gênero: Romance Policial/Mistério/Suspense
Nota: EstrelaEstrelaEstrelaEstrelaestrela vazia


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Escrito por:

Isabela Zamboni


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