Listas  |  24.02.2021

12 livros clássicos com menos de 200 páginas para você começar a ler!

Você gosta de livros clássicos, mas tem pouco tempo para se dedicar à leitura? Não tem problema! Nós selecionamos algumas obras com menos de 200 páginas para quem gosta de ler, mas está com pouco tempo.

Claro que tudo depende da edição: alguns livros clássicos são curtos, mas contêm textos de apoio; outros são de edição capa dura ou pocket, o que muda a diagramação. Mas, nessa lista, consideramos o todo do romance, sem contar os conteúdos extras que podem vir junto com aquela determinada edição.

Por exemplo, O Grande Gatsby tem menos de 200 páginas, mas a maioria das edições contempla outros textos ou formatos diversificados, o que acaba aumentando o tamanho do livro.

Vamos lá? Confira abaixo a lista e depois conte pra gente o que achou!

12 livros clássicos com menos de 200 páginas para você começar a ler!

FOTO: Freepik

12 livros clássicos com menos de 200 páginas

1. A Invenção de Morel – Adolfo Bioy Cares

Romance publicado originalmente em 1940, foi considerado por Jorge Luis Borge “uma trama perfeita”. Um cidadão venezuelano torna-se recluso em uma ilha deserta para fugir de uma condenação judicial. Enquanto se alimenta de raízes psicotrópicas, o expatriado vê se apagar cada vez mais o limite entre a imaginação e a realidade.

Tamanho: 112 páginas.

2. A Fazenda dos Animais (Revolução dos Bichos) – George Orwell

Cansados dos maus-tratos e abusos dos humanos, os animais da Fazenda do Solar decidem tomar o poder das mãos do sr. Jones. Com um idealismo inflamado e repleto de frases de ordem, eles tentam criar um paraíso de progresso, justiça e igualdade, mas são impedidos por uma coisa: a ambição do poder.

Esse é o palco para uma das fábulas satíricas mais importantes da modernidade, um conto de fadas para adultos que registra a transformação de uma revolução popular em totalitarismo. Contudo, a narrativa é complexa o suficiente para evocar a rivalidade entre Stálin e Trótski, bem como o conflito entre “o socialismo num só país” e a revolução mundial.

Publicado pela primeira vez em 1945 depois de ser rejeitado por diversas editoras, A Fazenda dos Animais é uma crítica ferrenha à ditadura stalinista e mostra como um movimento pode ir se degenerando gradualmente, caindo em contradição, formando hierarquias e, por fim, estabelecendo uma ditadura.

Resenha: A Revolução dos Bichos - George Orwell

Foto: Isabela Zamboni/Resenhas à La Carte

Tamanho: 136 páginas

3. O Alienista – Machado de Assis

Clássico da literatura brasileira, este texto de Machado de Assis continua sendo, cento e trinta anos depois de sua publicação original, uma das mais devastadoras observações sobre a insanidade a que pode chegar a ciência. Tão palpitante quanto de leitura prazerosa, O alienista é uma dessas joias da ficção da literatura mundial.

Médico, Simão Bacamarte passa a se interessar pela psiquiatria, iniciando um estudo sobre a loucura em Itaguaí, onde funda a Casa Verde – um típico hospício oitocentista -, arregimentando cobaias humanas para seus experimentos. O que se segue é uma história surpreendente e atual em seu debate sobre desvios e normalidade, loucura e razão.

Ensaio sobre a loucura e a lucidez, sátira política e comédia de costumes, esta edição de Machado de Assis conta com uma esclarecedora nota introdutória do crítico britânico John Gledson, um dos grandes intérpretes do autor brasileiro.

Tamanho: 104 páginas

4. Vidas Secas – Graciliano Ramos

Lançado originalmente em 1938, Vidas secas retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. O pai, Fabiano, caminha pela paisagem árida da caatinga do Nordeste brasileiro com a sua mulher, Sinha Vitória, e os dois filhos, que não têm nome, sendo chamados apenas de “filho mais velho” e “filho mais novo”. São também acompanhados pela cachorrinha da família, Baleia, cujo nome é irônico, pois a falta de comida a fez muito magra.

Vidas secas pertence à segunda fase modernista da literatura brasileira, conhecida como “regionalista” ou “romance de 30”. Denuncia fortemente as mazelas do povo brasileiro, principalmente a situação de miséria do sertão nordestino. É o romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa: o que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.

Tamanho: 176 páginas

5. Ratos e homens – John Steinbeck

George e Lennie são dois amigos bem diferentes entre si. George é baixo e franzino, porém astuto, e Lennie é grandalhão, uma verdadeira fortaleza humana, mas com a inteligência de uma criança. Só o que os une é a amizade e a posição de marginalizados pelo sistema, o fato de serem homens sem nada na vida, sequer família, que trabalham fazendo bicos em fazendas da Califórnia durante a recessão econômica americana da década de 30.

Ganham pouco mais do que comida e moradia. No caminho, encontram outros sujeitos pobres e explorados, mas também situações que colocam em risco a sua miserável e humilde existência. Em ‘Ratos e homens’, Steinbeck levou à maestria sua capacidade de compor personagens tão cativantes quanto realistas e de, ao contar uma história específica, falar de sentimentos comuns a todos seres humanos, como a solidão e a ânsia por uma vida digna.

Tamanho: 144 páginas

 

6. O Estrangeiro – Albert Camus

Este livro narra a história de um homem comum que se depara com o absurdo da condição humana depois que comete um crime quase inconscientemente. Meursault, que vivia sua liberdade de ir e vir sem ter consciência dela, subitamente perde-a envolvido pelas circunstâncias e acaba descobrindo uma liberdade maior e mais assustadora na própria capacidade de se autodeterminar.

Seu drama pode ser lido como o drama de qualquer homem do século, o homem que se depara com o absurdo, ponto central do pensamento camusiano. Quando Mersault descobre que absurdo e liberdade são faces da mesma moeda e que uma implica na outra, afinal encontra a paz.

É a história dessa compreensão, desse encontro, que Camus nos propõe. O estrangeiro se apresenta como uma espécie um tanto perversa de livro de autoajuda.

Obs: aqui no blog tem resenha do Estrangeiro na versão em quadrinhos.

Tamanho: 128 páginas

7. Pedro Páramo – Juan Rulfo

De enredo conciso e preciso, o único romance de Juan Rulfo trata da promessa feita por Juan Preciado à mãe moribunda. O rapaz sai em busca do pai, Pedro Páramo, um lendário assassino. No caminho, encontra impressionantes personagens repletos de memórias, que lhe falam da crueldade implacável de seu pai.

Em sua estrutura não há linha temporal exata, tampouco um narrador fixo. Juan Rulfo nos leva a mergulhar e a nos dissolver no turbilhão dos sentimentos de todo um povoado, em torno desse grande homem.

Alegoricamente, o romance é o México ferido, que grita suas chagas e suas revoluções, por meio de uma aldeia seca, onde apenas os mortos sobrevivem para narrar os horrores de sua história e política. Pedro Páramo é basicamente sobre a presença da morte em meio à vida. Um livro, de poética simples e concisa, curto e inesquecível.

Tamanho: 176 páginas

8. A Morte de Ivan Ilitch – Tolstói

Nesta novela – considerada uma das mais perfeitas já escritas, Tolstói narra a história de Ivan Ilitch, um juiz de instrução que, depois de alcançar uma vida confortável, descobre que tem uma grave doença. A partir daí, este passa a refletir sobre o sentido de sua existência, numa experiência-limite de rara força poética, que só a grande literatura consegue traduzir.

Resenha: A Morte de Ivan Ilitch - Lev Tolstói

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Tamanho: 96 páginas

9. A Metamorfose – Franz Kafka

A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante – o famoso Gregor Samsa – transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana – tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

Tamanho: 104 páginas

10. O Grande Gatsby – Francis Scott Fitzgerald

Nos tempos de Jay Gatsby, o jazz é a música do momento, a riqueza parece estar em toda parte, o gim é a bebida nacional (apesar da lei seca) e o sexo se torna uma obsessão americana. O protagonista deste romance é um generoso e misterioso anfitrião que abre a sua luxuosa mansão às festas mais extravagantes.

O livro é narrado pelo aristocrata falido Nick Carraway, que vai para Nova York trabalhar como corretor de títulos. Passa a conviver com a prima, Daisy, por quem Gatsby é apaixonado, o marido dela, Tom Buchanan, e a golfista Jordan Baker, todos integrantes da aristocracia tradicional.

Na raiz do drama, como nos outros livros de Fitzgerald, está o dinheiro. Mas o romantismo obsessivo de Gatsby com relação a Daisy se contrapõe ao materialismo do sonho americano, traduzido exclusivamente em riqueza. Aclamado pelos críticos desde a publicação, em 1925, O grande Gatsby é a obra-prima de Scott Fitzgerald, ícone da “geração perdida” e dos expatriados que foram para a Europa nos anos 1920.

Tamanho: 256 páginas (é um pouco mais de 200, mas por conta dos textos de apoio).

11. A Outra Volta do Parafuso – Henry James

A Outra Volta do Parafuso conta a história da jovem filha de um pároco que, iniciando-se na carreira de professora, aceita mudar-se para a propriedade de Bly, em Essex, arredores de Londres.

Seu patrão é tio e tutor de duas crianças, Flora e Miles, cujos pais morreram na Índia, e deseja que a narradora (que não é nomeada) seja a governanta da casa de Bly. Ao chegar a Essex, a jovem logo percebe que duas aparições, atribuídas a antigos criados já mortos, assombram a casa.

O triunfo íntimo da protagonista, mais que desvendar o mistério de Bly, consiste em vencer o silêncio imposto pela diferença de condição social entre ela e seus pequenos alunos.

Tamanho: 200 páginas

12. O Médico e o Monstro – Robert Louis Stevenson

Poucos clássicos da literatura são tão conhecidos e adorados como O médico e o monstro. Escrito quando o autor tinha trinta e cinco anos de idade, em 1885, o romance foi um sucesso imediato de público e inseriu Robert Louis Stevenson no grupo seleto dos grandes escritores da literatura universal.

Ao narrar as experiências de um médico que, numa “noite maldita”, tomou uma poção fumegante de coloração avermelhada e descobriu “a dualidade absoluta e primordial do homem”, o autor escocês criou uma história de suspense e horror, em que o perigo iminente não está do lado de fora, mas do lado de dentro, na parte obscura da alma.

Esta edição, além de uma introdução de Robert Mighall, Ph.D. em ficção gótica e ciência médico-legal vitoriana na Universidade de Wales, conta com um prefácio do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza, que define o romance como “um dos mais perfeitos e provavelmente o mais famoso romance de mistério da literatura de língua inglesa”.

Tamanho: 160 páginas

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2 Comentários “12 livros clássicos com menos de 200 páginas para você começar a ler!”
  1. Ray Cunha      27 fev 2021 // 09H28

    Olá,
    Eu sou mais uma dessas leitoras que quer muito se aventurar nos clássicos mas nunca começa. Gostei demais da sua lista, são boas dicas de por onde começar.

    Beijo!
    http://www.amorpelaspaginas.com

    • Isabela Zamboni      28 fev 2021 // 06H03

      Obrigada Ray! Muitas vezes, falta um empurrãozinho para começar! <3

      Beijos