Contos, Listas  |  21.03.2021

12 livros de contos que você precisa conhecer

Se você gosta de livros de contos, vai se esbaldar com essas obras que selecionamos! Passando pelos clássicos brasileiros, também indicamos alguns autores internacionais que contam histórias incríveis. Contos sobre terror, amor, dor, tragédia, comédia… independentemente de serem clássicos ou contemporâneos. O que vale aqui é conhecer vários estilos literários e acompanhar uma boa (e rápida) narrativa.

Claro que, assim como em toda lista, faltam inúmeras indicações de autores e obras. Por isso, queremos saber: quais livros de contos você indica? Deixe sua opinião nos comentários!

Livros de contos que você precisa conhecer

Foto: Istock/Getty Images

1. Todos os Contos – Clarice Lispector

Dona de uma obra que cruza fronteiras geográficas e de gênero, Clarice Lispector é considerada atualmente uma das mais importantes escritoras do século XX.

Nesta coletânea, que reúne pela primeira vez todos os contos da autora num único volume, organizada pelo biógrafo Benjamin Moser, é possível conhecer Clarice por inteiro, desde os primeiros escritos, ainda na adolescência, até as últimas linhas. Essencial para estudantes e pesquisadores, para fãs de Clarice Lispector e iniciantes na obra da escritora, Todos os contos foi lançado nos Estados Unidos em 2015, figurando na lista de livros mais importantes do ano do jornal The New York Times e colecionando importantes prêmios.

Agora é a vez de os leitores brasileiros (re)descobrirem por completo esta contista prolífica e singular e seu planeta habitado por bichos, homens e sobretudo mulheres, que se revelam, nas mãos de Clarice, maravilhosos em meio à alegria e ao horror da existência.

2. Os cem melhores contos brasileiros do século

Para Júlio Cortázar, conto é aquele texto que corre em poucas linhas e em alta velocidade narrativa, capaz de nocautear o leitor com seu impacto dramático concentrado. Coube ao professor Italo Moriconi o desafio lançado pela Objetiva de garimpar os cem melhores textos do gênero produzidos no Brasil ao longo do século XX.

Um trabalho que deixasse de lado os rígidos critérios acadêmicos e fosse pautado somente pela qualidade e sabor dessas pequenas obras-primas. O resultado é a coletânea Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século, um passeio pela mais deliciosa e contundente ficção curta produzida no Brasil entre 1900 e o fim dos anos 90.

Uma antologia capaz de traduzir as mudanças do país e as inquietações de várias gerações de brasileiros, em cem anos de produção literária. A prova de que a arte do gênero não cessa de melhorar em nossa literatura.

3. Contos clássicos de terror

Transitando entre o gótico, o horror e o terror ― mas sem se afiliar a nenhuma dessas categorias com exclusividade ―, os dezenove contos deste livro reúnem o melhor das histórias de medo. De Machado de Assis e João do Rio a Lygia Fagundes Telles; de Edgar Allan Poe e Robert Louis Stevenson a Stephen King, grandes nomes da literatura mostram ao leitor toda a potência do gênero.

Com seleção e introdução de Julio Jeha, esta antologia traz uma história de H. P. Lovecraft inédita no Brasil, além de uma nova tradução do conto “A loteria”, de Shirley Jackson. Em Contos clássicos de terror, o mal absoluto, o sofrimento de ocasião e até a maldade disfarçada de bem revelam personagens complexos e narrativas impressionantes.

E se você gosta também de histórias de horror do século XIX, fizemos a resenha aqui.

4. Olhos d’água – Conceição Evaristo

Em Olhos d’água, Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida?

Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e dilemas sociais, sexuais, existenciais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a humana condição. Sem quaisquer idealizações, são aqui recriadas com firmeza e talento as duras condições enfrentadas pela comunidade afro-brasileira.

5. Doze Contos Peregrinos – Gabriel García Márquez

Uma das mais importantes coletâneas da literatura mundial, Doze contos peregrinos são histórias de latino-americanos na Europa, peregrinos que não deixam de sonhar com a terra natal. Gabriel García Márquez, o mestre do realismo mágico, usa como pano de fundo Barcelona, Genebra, Roma e Paris para retratar a solidão através de histórias brilhantes de amor, poder e morte em um livro que passou 18 anos escrevendo.

6. Contos de Fadas em suas versões originais – Vários autores

Todos nós tivemos contato com os contos de fadas pelos desenhos animados, livros ou contações de histórias. O curioso é que todas essas narrativas foram adaptadas sem muito compromisso com os contos originais, perdendo parte da tirania e sutileza naturais da época.

Neste livro de colecionador, os melhores contos de fadas foram escolhidos de forma criteriosa, cujas histórias centenárias se enveredam por horizontes escuros e sombrios, onde não há censura ou limites. Seus finais nem sempre envolvem casamentos ou futuros felizes, nos quais a moral prevalece sobre os pecados. Nada mais será escondido ou censurado. A chave para conhecer os contos de fadas mais obscuros está em suas mãos. Você tem coragem de abrir esta porta?

Já fizemos resenha aqui sobre livros de contos de fadas (de outra edição).

7. O Sol na Cabeça – Geovani Martins

Resenha: O Sol na Cabeça - Geovani Martins

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Com a estreia de Geovani Martins, a literatura brasileira encontra a voz de seu novo realismo. Nos treze contos de O sol na cabeça, deparamos com a infância e a adolescência de moradores de favelas – o prazer dos banhos de mar, das brincadeiras de rua, das paqueras e dos baseados –, moduladas pela violência e pela discriminação racial. Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.

Veja a resenha aqui!

8. O Progresso do Amor – Alice Munro

Em O progresso do amor, Alice Munro, vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 2013, volta a oferecer aos seus leitores a simplicidade e a maestria que renderam o reconhecimento extraordinário à sua escrita. Uma mulher divorciada que retorna para a casa de sua infância, onde ligações profundas se confrontam com a memória de seus pais. O cuidado dos adultos com as crianças e a fragilidade que permeia a relação com a verdade entre pais e filhos.

Um jovem rapaz que, ao se lembrar de um aterrorizante incidente da infância, tem um embate com a responsabilidade que assumiu pelo seu desafortunado irmão caçula. Um homem leva a namorada a uma visita à sua exesposa, apenas para se sentir próximo novamente de sua parceira distante.

Resenha: O Progresso do Amor - Alice Munro

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Nesses e em outros contos, Alice Munro prova mais uma vez ser uma sensível e apaixonada cronista de nosso tempo. A partir dos laços entre os sujeitos e das memórias desses laços ergue-se uma narrativa incisiva, de poética cortante, fazendo do livro uma coleção de retratos íntimos e labirínticos de vidas comuns que revelam muito sobre nós mesmos, sobre nossas escolhas e nossas experiências amorosas.

Leia aqui a resenha.

9. Cinquenta contos de Machado de Assis

Um homem que tem o estranho prazer de torturar ratos, e encara a morte da mulher com a mesma satisfação; outro que, abandonado numa fazenda, se olha num espelho e descobre que seu reflexo desapareceu; uma mulher tão obcecada em esconder a idade que impede a filha de se casar; um afortunado compositor de melodias populares que deseja desesperadamente escrever música clássica; um rapazinho de quinze anos que se deixa empolgar pela visão dos braços de uma mulher mais velha; um casal empobrecido que adora dançar e termina esbanjando numa festa o prêmio ganho na loteria…

Essas são algumas das situações e personagens desta antologia de contos de Machado de Assis, que inclui textos famosos, mas também escolhas menos usuais, além de uma apresentação convidativa e de notas esclarecedoras.

10. Contos clássicos – Tchekhov

Tchekhov foi um dos maiores autores russos e um dos mais importantes dramaturgos e contistas de todos os tempos. O escritor tinha a rara capacidade de ver e transmitir a beleza quase imperceptível do cotidiano e mostrar a força e a profundidade da alma humana e, sobretudo, dos sentimentos e das relações pessoais, no que elas têm de mais nobre ou de mais mesquinho e desprezível.

Com tradução e seleção de Tatiana Belinky, um ícone da nossa literatura, esta coletânea traz os principais contos de Tchekhov, como “A senhora com o cachorrinho”, “A morte do funcionário” e “O bilhete de loteria”.

11. O Fio das Missangas – Mia Couto

Cada uma das 29 histórias aqui agrupadas alia sua carga poética singular à forma abrangente do livro como um todo – vale dizer, ao colar em questão. Com um texto de intensidade ficcional e condensação formal raras na literatura contemporânea, Mia Couto demora-se em lirismos que a sua maestria de ourives da língua consegue extrair de uma escrita simples, calcada em grande parte na fala do homem da sua terra, Moçambique, um pouco à maneira de Guimarães Rosa, ídolo confesso do autor.

12. Cat Person e outros contos – Kristen Roupenian

Resenha: Cat Person e outros contos - Kristen Roupenian

FOTO: Isabela Zamboni | Resenhas à la Carte

Kristen Roupenian era uma autora desconhecida até a publicação de “Cat person”, em dezembro de 2017, no site da revista New Yorker. Narrando o encontro de Margot, de vinte anos, com Robert, de 34, a história toma rumos inesperados ao abordar as expectativas frustradas, as questões de gênero e as relações pautadas pelas dinâmicas digitais. O conto ganhou alcance excepcional e se tornou um fenômeno editorial ao retratar, numa prosa surpreendente e eletrizante, o amor em nossos tempos.

Ao longo de doze histórias, com tom ora sombrio, ora hilariante, a escritora explora com sensibilidade aguda e imaginação selvagem a realidade contemporânea com tintas por vezes absurdas — e até mesmo assustadoras. Esta reunião de contos apresenta uma galeria de personagens profundamente humanos e, por isso mesmo, estranhamente inquietantes, que buscam se relacionar em dias marcados por angústias, contradições, perversões e uma dificuldade intransponível de comunicação.

Leia aqui a resenha.

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