Resenhas  |  30.12.2020

Resenha: Morte no Nilo – Agatha Christie

Como fazia tempo que não lia nada da incrível Agatha Christie, para a última leitura do ano escolhi a Morte no Nilo, uma das obras mais famosas da autora. Aproveitando que já existe um filme que vai estrear em breve, resolvi conferir se essa seria mais uma ótima aventura de Hercule Poirot.

Resenha: Morte no Nilo - Agatha Christie

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Veja a sinopse:

“Morte no Nilo” é um dos mais célebres romances de Agatha Christie e um dos mais famosos mistérios protagonizados por Hercule Poirot. A própria autora afirma no prólogo: “é um de meus melhores livros sobre ‘viagens internacionais'”. Inspirado em uma de suas estadias no Egito, conta a história de Linnet Ridgeway, uma jovem que parece ter tudo: beleza, dinheiro, inteligência e talento para os negócios. Mas, ao partir com seu noivo, Simon Doyle, para um cruzeiro exótico no rio Nilo, ela descobre que também tem… inimigos. Quando um crime é cometido a bordo, a suspeita recai sobre a ex-namorada de Simon. O álibi da moça, porém, é incontestável. O mistério parece insolúvel até que Hercule Poirot, de férias no mesmo navio, intervém de maneira a mudar totalmente o rumo da história…

Como todo bom suspense da autora, na primeira metade do livro os personagens são introduzidos aos poucos, para criar o clima de suspense. Poirot resolve tirar férias e passear no Egito, mas acaba se deparando com um crime quando embarca no navio “SS Karnak”. Enquanto o navio não atraca, ele precisa descobrir quem é o assassino, desvendar o motivo e encontrar a arma utilizada.

Morte no Nilo traz muitas semelhanças com Assassinato no Expresso do Oriente: vários personagens de personalidades distintas que, de alguma forma, têm alguma motivação para cometer um crime, seja ele homicídio, furto ou delitos relacionados a questões financeiras.

Resenha: Morte no Nilo - Agatha Christie

FOTO: Melissa Marques | Resenhas à la Carte

Com a ajuda do coronel Race, que também estava a bordo, Poirot terá que investigar o crime e conversar com cada um dos personagens, a fim de tentar completar o quebra-cabeças. Quem cometeu o crime? Por que? Como? Em qual momento? Só um crime foi cometido? Como o suspeito escapou?

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Eu adoro as narrativas envolventes de Agatha Christie. Em cada fala é possível notar os deslizes das pessoas, a cada momento da viagem pelo Egito conseguimos entender as diferentes motivações e problemas vividos pelos personagens. Poirot, de modo sutil, consegue extrair informações que nem o leitor consegue perceber.

Em alguns momentos, tentei entender o que se passava, mas alguns detalhes passaram despercebidos. Imaginei quem era o assassino e acertei (eba!), mas demorei para entender o porquê.

Além disso, o livro todo tem um pouco de tragédia envolvida. O suspense não está baseado somente no crime, mas em outras situações que permeiam a protagonista Linnet Ridgeway, a estonteante bilionária.

É complicado resenhar livros de Agatha Christie, porque tudo parece um spoiler. Para não tirar a graça da história, cuja narrativa nos prende do começo ao fim, só tenho a dizer que Morte no Nilo discute também os limites do amor e da obsessão.

Até onde você iria por amor? O que deixaria para trás, que decisões tomaria para agradar alguém? Quais são os limites das relações amorosas? Inclusive, acredito que o livro trata não apenas do amor romântico, mas também do amor maternal, da amizade, entre outras relações afetivas. Em resumo, acredito que Agatha sempre coloca algum subtexto em seus livros, o que torna a narrativa ainda mais interessante.

Confesso que não dei 5 estrelas porque, afinal, ainda não foi um livro que me surpreendeu ou mexeu comigo. Mas foi um excelente entretenimento para o finalzinho de 2020, um respiro para um ano tão difícil.

NOTA:

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